Na dobadoira do mundo: 1 de Janeiro


Neste dia 1 de Janeiro, em 1788, publicava-se o primeiro número do que veio a ser o mais influente e prestigiado jornal britânico, The Times, sucessor, de um dia para o outro, do periódico The Daily Universal Register, fundado exactamente três anos antes por John Walter.

Quem haveria de dizer que, 199 anos depois, em 1987, em Portugal, iniciaria o serviço a agência de notícias Lusa, fruto da inevitável fusão entre a agência noticiosa pública ANOP, que resistira à sanha do governo de Francisco Balsemão para a sua extinção, e a mal conseguida aventura da agência privada Notícias de Portugal?

Em 1863, entrava em vigor, apenas nos estados confederados, a lei de emancipação dos escravos assinada pelo presidente norte-americano Abraham Lincoln, mas só com a 13.º Emenda à Constituição (1865) ocorreu a abolição da escravatura nos Estados Unidos.

Foi a 1 de Janeiro de 1959 que os revolucionários cubanos liderados pelo comandante Fidel Castro entraram em Havana e puseram em debandada a tropa e os serventuários do ditador Fulgêncio Baptista, iniciando um exaltante processo de devolução ao povo cubano da dignidade há muito espezinhada pela humilhante e esclavagista sucaracracia ao serviço dos Estados Unidos.  

Foi também num dia 1 de Janeiro, mas de 1991, que o presidente Frederik de Klerk proclamou o fim das leis raciais na África do Sul, abolindo a supremacia da minoria branca e abrindo definitivamente o caminho para um futuro efectivamente multirracial.

            

A foto é do Gramna, com a devida vénia

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