Na dobadoira do mundo: 10 de Janeiro

 

Neste dia 10 de Janeiro, em 1911, na fase dos governos provisórios da I República, é publicado o decreto do Ministério do Interior que estabelece o domingo como dia de descanso semanal obrigatório.

Logo no artigo 1.º, estabelece: "É reconhecido a todo o assalariado o direito a um descanso semanal de vinte e quatro horas seguidas". A norma prevê excepções limitadas a teatros e salas de espectáculos e à limpeza e reparação de máquinas e, neste caso, "somente até ao meio-dia e mediante combinação entre patrões e assalariados". O artigo 2.º estabelece que “o descanso semanal será, em regra, ao domingo".

Ora, nesse mesmíssimo dia, mês e ano, tem início a greve dos ferroviários portugueses, no âmbito de um surto grevista operário que reclama melhores salários e menos horas de trabalho.

Em 1920, na sequência do Tratado de Versalhes (28 de junho de 1919), é criada a Sociedade das Nações, antecessora da Organização das Nações Unidas (ONU), proposta  pelo presidente norte-americano Woodrow Wilson, nos seus famosos "14 pontos" (ver dia 8), como mecanismo internacional para assegurar a paz pelas vias da negociação e arbitragem entre as potências desavindas.

Exatamente 26 anos depois, realiza-se em Londres, Reino Unido, a primeira reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas, com a presença de cerca de dois mil representantes de 51 países.

E, ainda, neste dia, em 1976, exactamente há 50 anos, publicava-se O Diário, jornal matutino claramente identificado do campo progressista, propriedade da Editorial Caminho, dirigido por Miguel Urbano Rodrigues, sob o lema – programático e publicitário – “a verdade a que temos direito”.

O lançamento do jornal é indissociável do brutal saneamento de inúmeros jornalistas no “Diário de Notícias”, na RTP e na RDP (actuais Antena 1 e Antena 2 integradas na RTP – Rádio e Televisão de Portugal), na sequência do 25 de Novembro de 1975,

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