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A mostrar mensagens com a etiqueta Jornalismo

Não há limites para o despropósito e o mau gosto?

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Pergunta o pivô ao enviado da RTP: "Qual é a expectativa aí na região: vai ser uma devastação geral do Irão, ou o governo americano irá adiar outra vez o prazo do ultimato?" Não há limites para o despropósito e o mau gosto?

O "Público" e Vítor Dias

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O jornal Público replicou, ontem, na versão em linha, uma notícia da Agência Lusa, baseada numa nota do Secretariado do CC , dando conta do falecimento de Vítor Dias. Talvez com a pressa, foi esquecida uma referência própria do jornal pelo facto de Vítor Dias ter sido um (excelentíssimo) colunista seu durante uns tantos anos. Fiquei a supor, no entanto, que na mais aprimorada edição impressa de hoje a delicadeza seria reposta. Mas, a menos que tivesse visto mal, nem delicadeza nem notícia.

Memória nos 50 anos do jornal "o diário"

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Partilho abaixo, com a devida vénia, a belíssima - e muito oportuna - evocação, pelo José Goulão , do cinquentenário, ontem, da publicação do jornal o diário , a acertada reflexão sobre o papel que desempenhou e a tanta falta que faz nos dias que correm, bem como a memória dos camaradas de profissão que nele trabalharam. Ocorre-me também, com frequência, tudo isso. Tive o privilégio de acamaradar em serviço com muitos deles, de vir a ser camarada de redacção nas redacções onde trabalhei ou colaborei e de integrar com muitos também os órgãos do Sindicato dos Jornalistas. Foram e são de primeiríssima água. De entre as acertadas notas de memória e reflexão do José Goulão, retenho em particular a referência ao ódio que esse jornal único (e definitivamente irrepetível?) inspirava nos diversos sectores da direita (e nalguma dita esquerda...). O lema "A verdade a que temos direito" que o diário ostentava causava mossa. Recordo, a propósito, uma pequena história pessoal. Na Redacção...

Quando os media se confundem com os verdugos

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À eventual consideração do juízo ético dos editores das televisões: Não seria de ponderar muito bem não transmitir de todo, muito menos em directo, as imagens gratuitamente humilhantes da descida de um chefe de Estado, algemado e acorrentado, das escadas de um avião dos seus raptores? E, ainda, que reflexão retêm dos exemplos macabros e deontologicamente discutíveis da exibição das execuções de Sadam e de Kadhafi?

Do cuidado com a língua no SPTV

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Ó senhora D. RTP, "uma procissão de coches"?! Uma procissão?...

João Ferreira no debate na SIC Notícias: valeu a pena!

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  Acabo de ver, depois de “rebobinado”, o debate da SIC Notícias (e em parte também na SIC generalista) sobre as eleições autárquicas em Lisboa, que só graças à enorme legítima tenacidade do PCP e da CDU contou com a participação do candidato da frente popular e unitária, João Ferreira. Partilho três notas sobre outras tantas verificações: 1.ª – Confirma-se que o vereador e primeiro candidato da CDU à Câmara Municipal, João Ferreira, não só teve a melhor prestação no debate (muito bem preparado, conhecendo as realidades, apresentando propostas) mas também é o melhor pretendente ao cargo de presidente da Câmara. 2.ª – Ficou provado que a participação de João Ferreira levou qualidade e pertinência ao debate, sem as quais a iniciativa editorial da SIC Notícias seria muito mais pobre em conteúdo editorial em consequências cívicas, isto é, para a vida dos cidadãos. 3.ª – Comprova-se que a obrigação legal – e ética! – dos meios de informação de conceder lugar nos debates nos term...

Do "jornalismo político"

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Alvíssaras a quem desenvolver uma explicação razoável para esta afirmação, na edição de hoje do Diário de Notícias, contida num trabalho sobre as eleições presidenciais: "O PCP, à margem, lançou António Filipe". 

Primeiro o PCP, se faz favor! (Ou, quem não se sente não é filho de boa gente...)

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Diz um velho rifão popular que “Quem não se sente não é filho de boa gente” e uma também antiga asserção antiga aconselha a que honestamente se atribua “o seu a seu dono”, ensinamentos que se aplicam sem esforço ao mínimo de rigor jornalístico. Vem isto a propósito de, dentro de algumas horas (10:00, hora de Lisboa), estarem em discussão, na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP) da Assembleia da República dois importantes requerimentos. Um, apresentado pelo PCP em 29 de Agosto, para a audição do governador do Banco de Portugal e do presidente da Autoridade da Concorrência sobre a prescrição das coimas aos bancos no âmbito da cartelização da banca; um segundo, entregue pelo Partido Socialista no dia 5 de Setembro. É certo que, além daquelas entidades que também quer ouvir, o PS requer igualmente a audição da Associação Portuguesa de Bancos e das instituições bancárias envolvidas – e lá saberá porquê… –, mas estranha-se o enfoque das notícias de ontem, dia...

António Filipe: uma oportunidade de unidade dos democratas

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A apresentação do candidato António Filipe a Presidente da República ao povo do Porto juntou, ontem, várias centenas de pessoas frente ao edifício da antiga PIDE-DGS, símbolo da resistência antifascista e da unidade dos democratas, mas são escassas, até agora, as "referências" a esse acontecimento na comunicação social dominante. É sintomático que a mesma comunicação social que perseguiu semanas a fio o tema da "unidade à esquerda", em torno das eleições autárquicas em Lisboa, não mostre o mínimo interesse pelo facto de a candidatura de António Filipe recolocar hoje como necessidade essencial uma real de unidade de todos os democratas. Estará à espera de que surja(m) outro(s) candidato(s) neste campo para perguntar a António Filipe se tenciona desistir a favor de um qualquer outro?  

Na morte de um grande repórter e um justo histórico de grandes causas

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Tenho o privilégio de ter trabalhado no "Jornal de Notícias" com o jornalista Luís Alberto Ferreira, cuja morte foi anunciada ontem, e recordo com saudade a sua imensa e contagiante alegria pelo jornalismo, especialmente pela grande reportagem, que cultivou nomeadamente em África e na América Latina. Era também um repórter dedicado às causas da liberdade e emancipação dos povos contra a opressão e a tirania. É um justo histórico de grandes causas. Devemos-lhe muito, especialmente nos tempos que correm. Mais informações na notícia do JN, disponível aqui .

Não, não há "líder da oposição"!

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Seria muito pedir encarecidamente aos jornalistas, comentadores e dirigentes partidários que, de uma vez por todas, deixem de utilizar a expressão "líder da oposição"? É que tal coisa, por muito que o imaginem, que o desejem e se esganicem a tentar impor no espaço público, simplesmente não existe. E muito menos existe na Constituição da República Portuguesa (asneira crassa que creio ter ouvido ontem da boca de um ministro), ou no Regimento da Assembleia da República. Agradecido.

No dia em que somos todos amigos da rádio

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Sobre os acontecimentos energéticos de ontem, escutei hoje, na rádio, entusiasmadas loas à importância central e decisiva da rádio. Só faltou mesmo ouvir, inclusivamente da boca do gestor do serviço público, um compromisso com um enérgico investimento no reforço da... rádio. Está dito. Agora podeis ir dormir de consciência tranquila. Ah! E não maldizer a taxa do audiovisual.

O jornalismo de encenação não tem limites?

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Acabo de ver, num televisor numa confeitaria onde almocei, esta inacreditável imagem.  Não vi/ouvi a peça, mas intui (estarei enganado?) que se destinava a instruir os telespectadores sobre a (alarmista e mal intencionada) ideia posta a correr da alegada necessidade de um "kit de emergência" em caso de guerra. Só não percebi por que razões a "reportagem" procura recriar um pretenso ambiente de trincheira (elemento constitutivo, por definição, de um cenário de guerra).  Será que o jornalismo de encenação não conhece limites? Aditamento às 19:20: A peça está aqui . Não mudei grande coisa na opinião sobre o estilo ou o expediente cénico.

Moção de censura do PCP: Um debate que a CNN não viu

O caso é verdadeiramente inacreditável. Não sei se é manipulação do pior, se incompetência profissional muito deplorável. Bem vi que as televisões omitiram o mais possível que o que esteve hoje em debate na Assembleia da República foi uma moção de censura proposta pelo PCP. Mas o lançamento da peça da CNN feita às 00:08 pela pivô tira do sério até a estátua mais empedernida - passe a figura de estilo. Diz a pivô que "a moção de censura nem sequer chegou a ser discutida"!!! Passadas estas horas todas, a CNN não percebeu nada do que aconteceu, nem a pivô nem o autor do "pivô" que a senhora leu deram conta de que - sim! - houve mesmo discussão da moção, aliás "narrada" (apesar das críticas que poderia fazer-lhe...) na peça! A urticária que o PCP causa é tanta que a CNN nem sequer observou uma regra fundamental em jornalismo de atribuir a moção a alguém. Se a CNN tiver dúvidas, aqui estão as intervenções, de puro debate, feitas pelos quatro deputados do PCP:...

Presente e memórias

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  Este hotel que, hoje e amanhã, serve de base às Jornadas Parlamentares do PCP no distrito de Leiria, está ligado à minha memória profissional e às memórias da resistência ao fascismo e também à vida de um dos escritores e poetas que mais admiro. Há 38 anos, entre o final de 1987 e o início de 1988, serviu-me de base para a cobertura do julgamento, no Tribunal de Leiria, do julgamento do então conhecido crime da Praia do Osso da Baleia. Essa missão deixou-me marcas importantes, não só porque foi o último grande trabalho ao serviço do jornal “O Primeiro de Janeiro” (em 7 de Março passei a integrar a Redacção do “Jornal de Notícias”), mas também por ter sido o primeiro julgamento muitíssimo mediatizado. Ainda não havia televisões privadas…, mas era o tempo do advento imparável das rádios locais pré-legais, espevitando uma enorme ousadia e uma competição acirrada entre órgãos de informação, forçando limites até ali pouco ou nada tentados. Por seu lado, o arguido (Vítor Jorg...

Algo está mal nesta cena, não está?

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Há vários elementos muito estranhos nesta cena montada para consumo mediático na Casa Branca, mas que parece ter deixado anestesiada a comunicação social dominante, em particular o Serviço Público de Televisão português, embevecida com a presença inédita de uma criança em pleno cenário comunicacional. Não sei o que terão pensado os jornalistas que "cobriram" o acontecimento (qual deles?), mas a participação do filho mais novo do todo-poderoso Elon Musk nesta encenação, à qual fizeram adocicadas referências, geralmente acríticas e cúmplices, nada tem de inocente e  constitui uma manobra indecente de manipulação dos telespectadores. Provavelmente não sei como reagiria se estivesse naquela sala, naquele instante, a registar o momento em cima do próprio momento. Mas alguém, com o afastamento físico, psicológico e profissional e a correspondente análise fria e objectiva que se impunha, algures nas salas de regie e nas redacções, deveria ter sido capaz de reflectir sobre o que est...

Serviços públicos de Rádio e de Televisão em debate

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Devido às minhas tarefas parlamentares, não poderei assistir à sessão-debate subordinada ao tema "Defender o Serviço Público de Rádio e Televisão" que o Núcleo do Porto da Associação Conquistas da Revolução e o Manifesto Cumprir e Fazer Cumprir a Constituição realizam, na próxima sexta-feira, dia 7, pelas 18 horas, na Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto. É com muita pena que estarei ausente, tendo em conta o painel de intervenientes, a saber:  Luís Miguel Loureiro , Professor Universitário , doutorado em Ciências da Comunicação,  Luís Peixoto , jornalista, e  Virgílio Matos , editor de imagem e membro da sub-Comissão de Trabalhadores da RTP. A moderação estará a cargo de Alexandra Paz. Mas façam o favor de colocar na agenda!

Publicidade com presença institucional

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Que os desportistas sejam obrigados, por força dos negócios dos respectivos clubes e federações, a prestar declarações diante de painéis publicitários com os patrocínios, e que os órgãos de informação o aceitem (não deviam), já "faz parte do jogo". Mas que dirigentes políticos entrem nesse comércio, como aconteceu nesta noite com o Presidente da República e o primeiro- ministro, já custa mais a engolir.

A RTP e o acordo do Governo com a Função Pública: e que tal se a notícia fosse um pouco mais lavadinha?

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Fixemos bem a data-hora desta notícia: 21:49, está no "rodapé" da imagem. Na verdade, a notícia é já da manhã deste dia. E, todavia, entre a manhã (vi a mesma peça no Jornal da Tarde) e a noite, a RTP não teve o cuidado (a decência?) de explicar aos telespectadores as razões pelas quais a Frente Comum dos sindicatos da Função Pública, "afecta à CGTP", não subscreveu o celebradíssimo acordo entre o Governo e duas organizações sindicais "afectas à UGT". E impunha-se? Sim, claro que sim, sem dúvidas de que sim. É dos manuais do jornalismo, assim aprendi. Explica-se assim: se assinalo e/ou enfatizo um facto (no caso, uma "auto-exclusão" de um protagonista de um acontecimento), tenho mesmo de explicar as razões pelas quais isso acontece.  Tecnicamente, a "coisa" era mesmo muito simples de fazer: bastava recolher um breve depoimento do coordenador da Frente Comum e colá-lo no encadeamento das declarações dos subscritores. Mas se a RTP não est...

Assine e divulgue a Petição para Defesa do Serviço Público de Televisão

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Em defesa do Serviço Público de Televisão, cumpra-se a Constituição da República   Para: Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República Em outubro de 2024, o Governo apresentou ao país um "Plano de Ação para a Comunicação Social". Nesse âmbito, prevê a eliminação da publicidade comercial na RTP no prazo de 3 anos, privando a empresa de uma receita estimada em 38 milhões de euros, sem que seja previsto qualquer reforço do financiamento público capaz de colmatar o prejuízo financeiro decorrente dessa decisão para a prestação do serviço público de rádio e de televisão. Para além disso, é anunciado um ...