Na dobadoira do mundo: 16 de Janeiro
Neste
dia 16 de Janeiro, em 2003, a Assembleia
da República aprova na generalidade a Proposta de Lei que aprova o Código do
Trabalho, do Governo PSD/CDS, sendo ministro do Trabalho Bagão Félix.
O Código não
se limita a reunir numa única lei regimes jurídicos dispersos, como os do contrato
individual de trabalho, horários de trabalho, férias, feriados e faltas, ou das
organizações sindicais e patronais.
Desregula as
relações de trabalho, introduzindo normas sobre a caducidade das convenções
colectivas, despedimentos, incluindo da presunção da aceitação do despedimento
com o recebimento da indeminização, entre outras.
Apesar da
forte contestação das duas centrais sindicais (CGTP e UGT), o Código foi
aprovado pela maioria de direita e promulgado pelo Presidente da República,
Jorge Sampaio (n. 18/9/1939 - 10/9/1991).
Desde então,
já sofreu duas dezenas de alterações, geralmente para agravar as condições dos
trabalhadores, e está em vias de sofrer uma modificação ainda mais drástica, a
ponto de tentar "legalizar" o despedimento sem justa causa
(inconstitucional), alargar por muitos anos o trabalho a termo e desregular os
horários de trabalho.
Outras
efemérides neste dia
1778 - A França
reconhece a independência dos Estados Unidos da América (EUA), declarada em 4 de
Julho de 1776, tendo aliás apoiado activamente as colónias britânicas na guerra
que tornou possível a emancipação.
Portugal foi o
terceiro país a reconhecer a independência, em 15 de Fevereiro de 1783 (Governo
de D. Maria I), depois da Holanda. O Reino Unido fê-lo apenas em 3 de Setembro
de 1783, data da assinatura do Tratado de Paris.
1969 - As cápsulas
espaciais soviéticas "Soyuz-4" e "Soyuz-5" fazem, em
órbita, a primeira acoplagem no espaço. Foi também a primeira vez que se
verificou actividade entre dois veículos e a transferência de cosmonautas.
1979 - O Xá do Irão, Mohammad Reza Pahlevi, abandona o
país, após meses de manifestações e confrontos, desde o ano anterior, abrindo
caminho à Revolução Islâmica que pôs fim a quase três décadas (desde 1953) de
poder absoluto do monarca, que reinava o país pela repressão, profundas desigualdades sociais e fome,
apoiado pelos países capitalistas que exploravam as riquezas perolíferas.
