Agradeço muito às pessoas que se supõem minhas amigas que se abstenham de enviar-me mensagens como estas (extracto). Além de inúteis, são impertinentes e um insulto à minha inteligência.
Venho tarde à evocação do pintor António Fernando, cuja morte me colheu de surpresa, mas gostaria de deixar duas ou três notas à boleia da generosíssima fotografia - uma entre muitas - que dele fez o Henrique Borges e a quem peço licença para aqui a reutilizar. A primeira é a de retenção deste olhar tão vivo e tão sereno do pintor magnífico mas discretíssimo que era o António Fernando. Do que vi e do que conheço era assim mesmo - e não me consta que alguma vez se tenha posto em bicos de pés. A segunda é para salientar o significado desta e de outras imagens que o Henrique colheu dele: julgo saber que os unia uma enorme amizade. A terceira é uma inconfidência que suponho que o Henrique me perdoará. Numa bonita manhã manhã, mal se levantou a malfadada restrição à circulação e à frequência de estabelecimentos como as livrarias imposta pela crise da Covid-19, encontramo-nos os dois na livraria da UNICEPE. Estávamos evidentemente felizes com o regresso ao "normal" do quotidiano e...
Eleitos - Participação, na segunda-feira, no programa do Porto Canal "Os Eleitos", que versou sobre o rescaldo do Fórum Social do Porto, uma iniciativa iniciada num governo PS/António Costa e que o Governo PSD/CDS/Luís Montenegro aproveitou para branquear a ofensiva contra os trabalhadores, com uma suposta proposta legislativa para o "Trabalho no Século XXI" que, na verdade se inspira e retoma concepções e práticas do século XIX e da Revolução Industrial; sobre as eleições presidenciais, tema que permitiu destacar as características únicas de António Filipe; e o reconhecimento, por Portugal, do Estado da Palestina - muito tardio, incompleto e a reboque da França e do Reino Unido. Incêndios - Na audição da Agência para a Gestão Integrada dos Fogos Florestais (AGIF), na terça-feira, na Comissão de Agricultura e Pescas, a requerimento seu, o PCP questionou este organismo sobre o que tem sido feito e o que falta fazer em domínio tão importantes como a dotação adequa...
Prossegue em ritmo feroz a campanha de perseguição ao jornalista Bruno Amaral de Carvalho, o único repórter português que ousou ir observar a guerra na Ucrânia num território que mais nenhum camarada nacional seu quis ou pôde cobrir. Fá-lo num teatro de operações de elevado risco, do outro lado da linha da frente. Fá-lo, sobretudo, porque leva às últimas consequências o que sente ser seu dever de contribuir para que o público disponha de informação o mais completa possível. Por isso, Bruno Amaral de Carvalho atua em cenários atacados por forças ucranianas, do mesmo modo que os outros, a maioria, trabalham em cenários atacadas por forças russas e separatistas. É esse o seu arriscado contributo para o pluralismo. Deveríamos todos agradecer a enorme coragem do Bruno, que se lançou sozinho numa missão muito arriscada, em zonas de combate, e sem qualquer suporte – laboral, material, financeiro, logístico e até moral – de qualquer órgão de informação: apenas vendendo a quem aceita os t...