Luís Marques Mendes, o discreto tabloidismo

 


Uma das características do jornalismo tabloide é a simulação de novidade quando realmente a notícia já não passa de um segredo de polichinelo, ou seja, quando recorrer a certos artifícios para apresentar como novo – como notícia fresca, como cacha – aquilo que já outros anunciaram.

Ocorre-me frequentemente isso, sobretudo quando me dou à pachorra de ouvir o comentador residente dos serões dominicais da SIC, dando-me conta de que, com frequência – passe a redundância –, a sensação de “novidade” nele coincide com a falta de atenção nomeadamente ao Expresso da véspera e/ou de notícias do dia.

Quando Marques Mendes “avançou” ontem, com catedrática veemência, que "Francisco Assis não será candidato adeputado", como se fosse novidade sua, poderia o próprio – ou a pivô, se o comentador não estivesse para aí virado – ter honestamente acrescentado que o lera já, nomeadamente na edição em linha do Jornal de Notícias.


Mensagens populares deste blogue

Na morte do pintor António Fernando

Notas parlamentares (45)

Em defesa do jornalista Bruno Amaral de Carvalho