Mensagens

De quem é o dinheiro da Segurança Social

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"O dinheiro da Segurança Social não é do capital nem do governo; é do trabalho e dos trabalhadores." Paulo Raimundo, almoço do PCP em Amarante

PS não resolveu problemas dramáticos de imigrantes sem resposta

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Que fundos para obras estruturais?

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Na audição de hoje, o PCP questionou o ministro da Coesão Territorial sobre o PRR e fundos para obras estruturais. 

Concertação Social não pode condicionar negociação colectiva nem Parlamento

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Por iniciativa da Comissão de Trabalho, Segurança Social e Integração, realizou-se, nesta terça-feira, a Conferência “O presente e o futuro da concertação social” (programa abaixo), na qual fiz a seguinte intervenção: Esta conferência realiza-se num contexto económico e social caracterizado pelo agravamento do custo de vida para largas camadas da população, cujos salários estão longe de corresponder a necessidades fundamentais das famílias – na alimentação, na electricidade, no gás, na educação – e às responsabilidades com o arrendamento ou a aquisição de habitação. Destaca-se também, em contraciclo e em contradição com a evolução tecnológica, a intensificação do trabalho, com a crescente generalização dos regimes de trabalho por turnos e nocturno em empresas e sectores que não asseguram necessidades impreteríveis e que bem dispensariam a laboração contínua, não fosse o afã da maximização do lucro pelo lucro, a par de uma insustentável precarização das relações de trabalho, e da in...

Em defesa do Perímetro Florestal das Dunas de Ovar

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Uma saudação é devida aos promotores e aos mais de 19 mil signatários da petição “Salvem o Perímetro Florestal das Dunas de Ovar”. Com quase 2 600 hectares, é uma importante área arborizada pelos Serviços Florestais no início da década de 1930 visando fixar areias móveis, desempenhando ainda hoje uma função essencial no controlo da erosão eólica. Embora menor, mas com demonstrado valor, aquele perímetro florestal desempenha também um papel na contenção da erosão costeira, razão pela qual não são permitidos cortes numa faixa de 500 metros a partir do mar. Saliente-se, a propósito, que o Litoral da Maceda – Praia da Vieira é um dos três sítios da Rede Natura 2000 (com a Barrinha de Esmoriz e a Ria de Aveiro) abrangidos pelo perímetro em causa, sendo um dos troços mais atingidos pela erosão costeira que afecta o litoral português. Naquela região em particular, são bem evidentes o recuo da linha de costa, a taxas de recuo médio de quase cinco metros por ano, e nalguns anos na ordem dos dez...

PCP reclama apoios a baldios e questiona Governo sobre sector vitivinícola, preços à produção e agricultura familiar

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Ainda na audição regimental ao ministro da Agricultura, o PCP colocou em evidência a necessidade imperiosa de reposição das ajudas às áreas de baldio, questionou o Governo sobre o futuro do sector da vitivinicultura, a imprescindível fixação de preços justos à produção e também o reforço do Estatuto da Agricultura Familiar.   

Pela reconstituição das direcções regionais de Agricultura e Pescas

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O PCP esteve e está contra o desmantelamento das direcções regionais de Agricultura e Pescas e dos núcleos de atendimento de proximidade e por isso defendeu e defende a sua reconstituição. A Aliança Democrática disse, na campanha eleitoral, que também era contra. Mas, agora, o Governo diz que está a reponderar. O PCP, que hoje mesmo apresentou na Assembleia da República um projecto de resolução naquele sentido, desafiou o ministro da Agricultura a abrir o jogo. Na audição regimental ao ministro José Manuel Fernandes, o PCP questionou também as opções sobre fundos europeus para a Agricultura. Na mesma oportunidade, foi também colocada a preocupação quanto ao ressarcimento dos prejuízos causados nas culturas por animais selvagens:  

Comissão de acompanhamento do PRR: duplicar, atrapalhar...

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Alegando a necessidade de “garantir a transparência ao nível da informação partilhada e criar uma boa e rigorosa análise da execução, da monitorização e da própria fiscalização” do PRR e do Portugal 2030, vem o PSD propor a criação de uma comissão eventual de acompanhamento para a execução desses programas, a funcionar até ao termo da presente legislatura. Entre outras tarefas, a comissão proposta poderá realizar audições, quer de membros do Governo – presume-se que de diversas áreas –, quer de especialistas e entidades. Salienta-se, antes de mais, que se trata de introduzir uma redundância, não só dispensável, mas também desaconselhável, dado o risco de ineficiência tanto da comissão pretendida, como de outras comissões, aliás permanentes. O que está proposto é a atribuição do acompanhamento da execução e da aplicação de programas que já cabe perfeitamente nas competências de várias comissões permanentes – em especial a 13.ª, de Poder Local e Coesão Territorial – e que aliás ficou cab...

O que está em causa no inquérito à Misericórdia de Lisboa

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  Parece consensual que o escrutínio realizado em maio pela Comissão de Trabalho, Segurança Social e Inclusão à situação da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, em particular à aventura da internacionalização dos jogos sociais que explora em nome do Estado, não foi suficiente. Do conjunto de audições e da documentação carreada, resultaram muitas dúvidas e contradições que importa aclarar com transparência e com maior margem de certeza, para que não reste nenhuma nublosa. Com um estatuto jurídico singular, mas reconhecidamente uma instituição muito relevante, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa garante um conjunto de funções e serviços de que beneficiam milhares de pessoas, especialmente na região de Lisboa. A sua principal fonte de financiamento – em mais de 80% – é a exploração dos jogos sociais, cujas receitas foram, no entanto, significativamente afetadas pela entrada em cena dos jogos eletrónicos entretanto legalizados. A introdução desta variável, negativa para a concessão...

A questão que importa aclarar no caso do medicamento Zolgensma

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Muito se tem dito e escrito sobre o caso do acesso ao medicamento Zolgensma, mas só o PCP coloca em evidência o problema central do seu preço obsceno (dois milhões de euros). Hoje mesmo, na primeira audição na comissão parlamentar de inquérito, foi o único partido a questionar a opacidade da formação dos preços pela indústria farmacêutica e os lucros que esta obtém à custa da doença.

Até domingo, ganhar mais votos para a CDU!

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E stamos a dois dias das eleições para o Parlamento Europeu (PE) e, como afirmou o Secretário-Geral do PCP no sábado passado, no comício da CDU em Lisboa, «há ainda muita margem para crescer e alargar. Entre os que estão indecisos e que ainda não decidiram o seu voto; os que perante tudo o que vão vendo e sentindo nas suas vidas estão cansados e sem perspectiva; os que justamente estão fartos da mentira, da corrupção e das negociatas; os que se inquietam com o soar dos tambores da guerra e a morte e sofrimento das suas vítimas; os que agora se mostram indiferentes, os que acham que é tudo igual, os que duvidam da importância destas eleições; é com todos eles que temos e devemos falar.» Fonte: www.cdu.pt

Saúde: engorda privada

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O plano de emergência do Governo para a Saúde é mais um programa de engorda para o negócio privado da doença.

Não, não somos "praticamente todos"!

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Ouvi, há momentos, no Telejornal da RTP1, que "praticamente todos os partidos, excepto o PS, PSD e CDS, querem ouvir o Presidente da República" na Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso do medicamento Zolgensma. Posso afirmar, com inteiríssimo conhecimento dos factos, que o PCP não requereu tais depoimentos e que indicou apenas a audição do presidente do Infarmed. Logo, o PCP não pode ser incluído numa figura chamada "praticamente todos os partidos". Acresce que não se pode afirmar que três - no caso, quatro - partidos em oito são "praticamente todos os partidos". E muito menos é aceitável o uso do artigo definido plural para afirmar que "os partidos decidiram". Primeiro, porque nada decidiram ainda (a CPI tem reunião apenas amanhã...). Segundo, porque é expectável que se dividam sobre quem querem ouvir. Sendo um defensor militante do Serviço Público de Televisão, custa-me ver/ouvir destas coisas. Aditamento - Nas minhas contas, a audição do P...

Está na hora de os trabalhadores portugueses terem direito a melhor vida pessoal e familiar

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  Está na hora de os trabalhadores portugueses trabalharem menos horas e menos dias, sem serem penalizados nos seus salários; e na hora de terem direito a mais e melhor vida pessoal e familiar e a retemperarem forças. Como está amplamente demonstrado, a duração da jornada de trabalho é inseparável do grau de concentração e do nível de qualidade de desempenho nas tarefas, que comprovadamente decrescem a partir de um limiar bem anterior às oito ou mais horas de trabalho, diminuindo também a produtividade, aumentando o stress o risco de erro. É indesmentível que trabalhadores com períodos de descanso e de férias adequados são mais saudáveis e mais resistentes e encaram os desafios e as adversidades com mais segurança. Os avanços técnicos e tecnológicos e as crescentes inovações em processos de produção permitem cada vez mais apurar a organização da produção e do trabalho, em ordem a reduzir a carga a quem o presta e aumentar a produtividade. Os benefícios dos ganhos em produti...

Liberdade de expressão ou decência parlamentar?

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Por estes dias, algumas pessoas – umas que conheço e com as quais convivo; outras que me reconhecem no que faço e que me abordaram na rua – me têm perguntado o que penso sobre “essa coisa da liberdade de expressão” na Assembleia da República, a propósito das palavras desbragadas e inaceitáveis do líder do Chega, na passada sexta-feira, com que inflama o seu discurso extremista e as suas teses racistas e homofóbicas. Não creio que “coisa” deva ser colocada ao nível da liberdade de expressão. Seria atribuir-lhe a dignidade que não tem e conferir-lhe um patamar de discussão que não merece. No essencial, a questão é de uma natureza na qual o presidente da Assembleia deveria ter sabido situar – a da decência parlamentar. Seria paradoxal que, num Parlamento tão cioso das suas praxes e salamaleques, não devessem os deputados absterem-se – ou serem disso inibidos – de pronunciar termos e expressões desprimorosas e ofensivas em relação a pessoas presentes ou ausentes, a instituições nacio...

Portagens nas ex-SCUT: ficam à vista os compromissos com os grandes interesses

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  Quanto ao assunto portagens nas ex-SCUT, estamos conversados: O PS, que votou contra sucessivas propostas do PCP, vem agora propor uma eliminação da cobrança – não em todas, e em duas delas de forma bastante parcial, avançando menos do que deveria. O PSD, o CDS, o Chega e a iniciativa Liberal e o PAN, que têm ajudado a impedir a marcha a uma medida justa, necessária e que tarda, mantêm os pés no travão, dificultando a tomada da decisão que há muito deveria estar tomada. O PCP, pelo contrário, prossegue no rumo certo e ao lado de quem tem sofrido os elevados custos directos e os prejuízos resultantes das portagens – as famílias, a micro, pequenas e médias empresas, as autarquias, as populações e o Estado.   De facto, o PCP volta a propor a eliminação das portagens nas ex-SCUT e, em simultâneo, a revogação das concessões sem compensações, contribuindo para o passo que falta dar: acabar com as parcerias público-privadas – acabar mesmo, nem sequer renegociar, como prop...

A síntese

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  Hoje, na Avenida do Almirante Reis, em Lisboa, no desfile do 1.º de Maio da CGTP-IN

Da série Ainda que mal pergunte

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Diz a repórter que determinada intervenção oncológica inovadora, no Hospital de S. João, no Porto, foi realizada pela primeira vez num hospital do Serviço Nacional de Saúde. Não seria um serviço público inestimável o Serviço Público de Televisão informar em que hospital, ou em que hospitais, do negócio privado da doença tal inovação se pratica, e com que custos? Agradecido.

Foi o senhor deputado que pediu uma política invariante?

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Senhora Presidente, Senhores deputados, Senhores membros do Governo, Vamos directos ao assunto: Este Programa de Estabilidade deve ser rejeitado, porque é inútil; porque é vazio de medidas concretas para o país; pelo que representa de subordinação aos ditames União Europeia e aos interesses e objectivos de que as suas instituições são mandatárias; pela captura da soberania nacional em matéria de políticas económica, financeira e mesmo social. Tão-pouco nos propõe um exercício de previsão macroeconómica ou sequer aponta medidas de política orçamental e respectivos impactos, limitando-se a endossar-nos um desastrado cenário de políticas invariantes que embaraça o Governo PSD/CDS e dissipa, por vazios e inconsequentes, os ecos da propaganda da AD, pondo em evidência as contradições e a falácia das suas promessas. Por exemplo, enquanto o Programa de Estabilidade estima um crescimento económico médio anual de 1,8% no período 2024-2028, o Programa do Governo, aqui discutido antes da entrega ...

Estafetas e motoristas TVDE, escravos da era digital

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 A sessão plenária de hoje na Assembleia da República foi dedicada à situação, de grave exploração do trabalho precário e escravo, de dezenas de milhares de trabalhadores estafetas de entrega de refeições ao serviço das plataformas digitais e motoristas dos TVDE. Como sempre, é com o PCP que podem contar.  Duas intervenções sobre o assunto:    

A pesada factura europeia e a defesa necessária da Quinta dos Ingleses

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Parecendo que não, está tudo ligado. E não é só do que da jornada parlamentar de hoje que me coube. Num primeiro momento, um questionamento ao PSD sobre os fundos europeus; num segundo, sobre a ameaça que está em marcha contra o património - cultural, histórico, patrimonial e natural - que a Quinta dos Ingleses, em Cascais, representa. Eis as intervenções: Sobre os fundos europeus Sobre a Quinta dos Ingleses

O Programa do XXIV Governo e os compromissos do PCP na Educação e no Ensino Superior

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Sobre o Programa do Governo na Educação, Ensino Superior e Ciência. O que foi possível dizer em cerca e dois minutos. Mas também reafirmando, implicitamente, o compromisso que o PCP tem para com os professores, os restantes profissionais das escolas e das instituições de Ensino Superior e de investigação científica, os estudantes e as suas famílias. Ver também: A inexistência de um ministério dedicado ao Ensino Superior não é um pormenor | Partido Comunista Português (pcp.pt)

Parlamento baiado

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Incomoda-me muito que a Assembleia da República esteja quase integralmente cercada por baias, à excepção parcial do acesso Nascente à fachada principal. Incomoda-me porque, desde logo, transmite uma imagem de exclusão, de afastamento, de repulsão, para não dizer de repressão. E não, não é isso que deve ser a Assembleia da República, por muito funestos que sejam os ventos que sopram.

O acesso à Cultura também é contigo

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Na manhã do domingo passado - o primeiro do mês, e portanto o dia de a Fundação de Serralves oferecer uma espécie de bodo aos pobres de três horas de visita gratuita, quando, nos museus, palácios e monumentos nacionais se verifica durante todo o dia em todos os domingos e feriados -, foram recolhidas cerca de mil assinaturas numa justa petição pelo alargamento desse direito. Mas também está disponível em linha, aqui . Foto: https://www.porto.pcp.pt/

Gaza, Fase 5 do IPC

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Fase 5 do IPC – já ouviram falar? Agora, a tradução qualitativa: “fome catastrófica”, que significa extrema escassez de alimentos para as necessidades básicas das famílias, apesar de toda a imaginação em estratégias de sobrevivência, expressa em níveis críticos de fome, desnutrição aguda, morte. É o que está a acontecer na Faixa de Gaza, para além das vítimas da metralha israelita – 31 726 mortos e 73 792 feridos, segundo as autoridades locais de Saúde citadas ontem pela ONU. Segundo a Organização das Nações Unidas, “toda a população” da Faixa de Gaza, estimada em 2,3 milhões de pessoas, enfrenta insegurança alimentar aguda, com quase dois terços das famílias sem comer em pelo menos dez de cada 30 dias, e que mais de 1,1 milhões esgotaram as suas reservas alimentares, encontrando-se na fase 5 – fome catastrófica – do sistema IPC (do acrónimo em inglês Integrated Food Security Phase Classification). Para além da metralha contra civis e alvos que não podem ser campos de batalha, como os ...

Legislativas 2024: e agora?

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E agora? Apesar da adversa correlação de forças que resultou das eleições e dos desafios acrescidos que teremos pela frente, é com o PCP, é com este magnífico colectivo, que os trabalhadores, o povo e as populações contam, também na Assembleia da República, neste combate que não cede, neste projecto que não vacila, com esta firmeza que não transige.

Notas de campanha (13, última)

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1. A sala de espectáculos da Tuna Musical de Santa Marinha, em pleno centro histórico de Vila Nova de Gaia, está à pinha. “A CDU a avançar, as mulheres a votar! A CDU a avançar, as mulheres a avançar!...” A palavra de ordem é entoada a plenos pulmões, com enorme entusiasmo. Hoje é o Dia Internacional da Mulher – dia de luta, porque a prática de todos os dias contraria as garantias constitucionais e legais. Por isso a CDU realizou uma sessão dedicada à luta ainda necessária. “Estou aqui para que as jovens não passem pelo que eu passei: estava grávida no fim do mês e andava a lavar escadas de joelhos.” Palavras ditas por uma senhora idosa que, no final da sessão, se aproxima do secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, para o abraçar. 2. A chuva copiosa fustiga a acção de contacto com a população em Vila Nova de Gaia. “Ó senhores, saiam lá da chuva, que ainda vão ficar constipados e nem às eleições chegam!” Deixe lá, campanha molhada, CDU abençoada! A mulher ri com condescendência. Adiant...

Notas de campanha (12)

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1. Logo haveria este automóvel de bater neste autocarro! Como se não bastasse já a chuvada que aflige os passageiros à espera do autocarro da UNIR que tarda e o outro que nunca sabe a que horas vem (diz um responsável metropolitano o que os horários “ainda estão implementação”…). Deu para se entreter o povo. “Ai a culpa foi da senhora que se atirou para a frente do autocarro!” Atropelada? “Não!, foi chapa do carro”. E com isto a Rotunda de Santo Ovídio, em Vila Nova de Gaia, um martírio de trânsito que é um quase um passo para a santidade dos condutores mais dados à virtude da paciência, entope, com as artérias rodoviárias a ameaçar uma embolia. “Por estas e por outras é que precisamos de melhores transportes!” É um velhote simpático, o que agarra o panfleto da CDU, na descida para a estação do Metro. “Por isso voto na CDU!” Tempo agora de rumar rua fora. 2. Numa loja, duas trabalhadoras recebem com agrado o documento da CDU. “É mesmo disto que estamos a precisar!” Aguardam a chegada d...

Notas de campanha (11)

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1. A jornada de hoje começa com o apoio à luta dos trabalhadores da Imprensa Nacional Casa da Moeda, que se concentraram à porta das instalações em Lisboa e no Porto exigindo a consagração, no Acordo de Empresa em negociação, a actualização do subsídio de refeição (congelado há 14 anos!), a valorização dos salários em pelo menos 150 euros, horários iguais e o fim da precariedade. 2. Acção de contacto com a população e comerciantes na zona de Santo Ildefonso, no Porto. Uma aflição comum de quem tem casa aberta: a ameaça ou a mera possibilidade de vir a ser despejado. O gerente desta loja de instrumentos, por exemplo, queixa-se da brutal quebra das vendas, e aponta o receio de um aumento da renda – “Não aguentaríamos, seria a nossa morte”, diz. No Centro Comercial Invictus, que já foi há muito a coqueluche da cidade, os donos de duas pequenas lojas de retrosaria testemunham em carne viva a experiência. Um foi expulso da Praça de Carlos Alberto; outro da Rua de Passos Manuel. Nos dois...

Notas de campanha (10)

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1. Na entrada para uma reunião na direcção regional do Porto do Sindicato dos Funcionários Judiciais, um velho duplicador stencil jaz numa vitrina de memórias. Mais do que a nostalgia, retenho o papel simbólico destes equipamentos outrora utilizados da multiplicação de circulares, de boletins, de panfletos, subitamente ressurgidos da memória, em plena tarefa de propaganda, de intensificação da palavra. É preciso continuar – levar os anseios dos trabalhadores e das populações à luta, a luta ao voto e o voto em transformação. 2. Em Penafiel, há uma enorme fábrica plantada no meio de campos e vinhedos. Parece uma nave vinda de outra galáxia. O parque de estacionamento está coalhado de automóveis. Pela uma da tarde, chegam às dezenas, largas dezenas (e não seriam centenas), transportando operários que vão entrar de turno, fabricar componentes para a luxuosa marca Louis Vuitton de malas de renome mundial. Vão apressados, mas condutores descem os vidros, curiosos com a brigada de propaganda ...