A guerra do império contra o Irão

A guerra lançada, nesta manhã, pelo imperialismo norte-americano e pelo sionismo israelita contra o Irão, visando abertamente depor o governo e interferir na vida interna de um Estado soberano, mas também cortar o fornecimento de petróleo à China, está a acender uma guerra regional com dimensões em escala ainda maior e com consequências que ninguém seriamente pode prever. Será tão exagerada a previsão recente de que uma guerra no Médio Oriente desencadeará a III Guerra Mundial? É caso para reflectir.

O dia está a acabar sem que se tenha acendido uma luz de esperança no recuo, ou numa “desescalada” e num cessar-fogo que se impõe, e não faltam comentadores e até jornalistas rejubilando descaradamente com uma “mudança de regime” que dizem estar à vista, indiferentes ao pesado sofrimento (o Crescente-Vermelho iraniano fala em mais de 200 mortos, metade dos quais meninas de uma escola em Minab, no sul do país (na foto, da agência EFE), segundo as autoridades) e à brutal destruição imposta pelas bombas. Está à vista que tudo isto em violação do direito internacional. É caso para reflectir.

O Irão reagiu atacando Israel e alvos militares norte-americanos em vários países da região, com o objectivo de neutralizar bases de suporte – neste dia e nos que se seguirão – às operações norte-americanas e israelitas. O Governo português, que deu carta-branca aos EUA para utilizarem a Base das Lajes para a guerra desencadeada contra o Irão, veio hipocritamente pedir contenção e condenou Teerão por aqueles bombardeamentos. Estamos novamente perante dois pesos e duas medidas. É caso para reflectir.

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