Há dias, por ocasião de uma justa greve dos trabalhadores do Hospital da Cruz Vermelha (HCV), em defesa do seu Acordo de Empresa (AE), chocou-me a justificação dada pelo Conselho de Administração para a denúncia desse instrumento de regulamentação colectiva de trabalho (IRCT), com a consequente caducidade. Segundo foi amplamente noticiado, citando o respectivo comunicado, a Administração explicou que “a caducidade do AE visou, desde a primeira hora, colocar o HCV no mesmo patamar da hospitalização privada, sem se encontrar sujeito a uma contratação colectiva claramente desusada e desajustada da realidade do mercado”. “No mesmo patamar da hospitalização privada”??!! Com que então, um hospital que está háum ano sob o controlo da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (ver também aqui ), instituição que se reclama do terceiro sector, ou sector social, solidário, não lucrativo, pretende colocar-se “no mesmo patamar da hospitalização privada”? O que distingue então a STML das cufes , dos...