Xeque ao bispo

Em relação a esta reflexão, os jornalistas Paulo Pena ("Visão") e José Gomes Ferreira (SIC) acabam de sublinhar, na SICNotícias (12 horas), vários pontos fundamentais quanto à veracidade do documento usado por vários órgãos de informação versus o original do Citigroup alegado pelo Governo.
Destaco três:
  1. O facto de haver duas versões não significa que uma seja falsa; podem ter sido usadas em momentos diferentes.
  2. Apesar das trapalhadas e contradições em que caiu, o secretário de Estado dos Swaps confirmou (i) a veracidade do documento e (ii) ter participado em várias reuniões com elementos do gabinete do ex-primeiro-ministro.
  3. O facto de o comunicado do Ministério das Finanças sustentar que, no documento usado pelos jornalistas, foi introduzido um organograma que não consta do "original" não ilude nem afasta um facto essencial: todo o restante conteúdo é exactamente o mesmo.
Conclusão: no xadrez da credibilidade, o Jornalismo fez xeque ao bispo e mantém a ameaça de xeque à rainha. O xeque ao rei já é para outros lances...
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