Uma esparrela jornalística e uma profecia
Antes que o ano termine, três notas sobre o escândalo, digamos, jornalístico, das entrevistas dadas pelo falso quadro do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Duarte Baptista da Silva: Não vale a pena armar aos heróis da integridade ética e deontológica do jornalismo. Muitos de nós cairíamos na esparrela em que caíram Nicolau Santos e outros jornalistas. Mas não tenho a certeza de que todos teriam a mesma coragem e a mesma elevação para cumprir honradamente o preceito (5.º) do Código Deontológico que manda assumir a responsabilidade por todos os actos profissionais e promover a pronta rectificação das informações que se revelem falsas. Daqui, pois, o meu abraço solidário. A extensa nota da Direcção do "Expresso" e em particular as explicações aos leitores e a assumpção do compromisso de reforçar os mecanismos de verificação devem ser relevadas como exemplo a seguir. Oxalá façamos todos o mesmo em relação a muita charlatanice, tantas vezes travestida de ...