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A mostrar mensagens de fevereiro, 2020
Isabel Camarinha, trabalhadora e sindicalista
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Alfredo Maia
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Isabel Camarinha no encerramento do XIV Congresso da CGTP (foto: sítio CGTP) A escolha da nova secretária-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional (CGTP-IN), Isabel Camarinha, despertou nos media um interesse inusitado pela origem da dirigente, com alguns autores a questionarem, mais ou menos abertamente, de forma mais ou menos capciosa, a legitimidade da eleição. Uma primeira acusação – muito injusta e incompreensível – sustenta que Isabel Camarinha nunca trabalhou numa empresa, privada ou pública, ou sequer num serviço ou organismo público, procurando reduzi-la à condição, que pelos vistos consideram menos adequada, de “funcionária sindical”, sem qualquer ligação ao mundo do trabalho. Acrescentam que toda a vida uma foi uma funcionária do aparelho sindical, sem nunca ter tido um patrão no sentido clássico do termo – nem público nem privado – pelo que a sua ascensão ao lugar de topo da direcção da central quebra uma tradi...
Marega também joga na Palestina e na Venezuela e no Iémen…
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Alfredo Maia
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Há uma semana, um jogador de futebol, Moussa Marega de seu nome, abandonou um importante jogo em protesto contra os insuportáveis insultos racistas com que uma horda de adeptos da equipa adversária o visava desde o início do aquecimento antes da partida. O caso deu brado, no país e no estrangeiro, impulsionado pela indignação de inúmeros cidadãos e da própria Imprensa, que se multiplicou em comentários e editoriais, além de primeiras páginas comprometidas e interpeladoras, convergindo na inequívoca condenação do comportamento indigno e intolerável dos espectadores. O “incidente” convocou também debates de naturezas várias, sobretudo nos media , acerca de como conter a onda de racismo e de xenofobia que se apropria do território desportivo e do espaço público em geral, já com afloramentos visíveis e violentos, inclusivamente por parte de elementos de forças policiais, isto é, trazendo ostensivamente à luz do dia o que parecia apenas larvar – e já não era pouco. Não ta...
CTT retiram publicidade enganosa
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O equívoco do “cerco dos comunistas ao Palácio de Cristal”
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A propósito da morte de Pedro Baptista, nesta quinta-feira, lê-se em pelo menos dois sítios a seguinte afirmação: “ Cumpriram-se em janeiro os 45 anos do cerco dos comunistas ao Palácio de Cristal, onde decorria o I Congresso do CDS. Pedro Baptista e a OCMLP estiveram lá”. Escrever, ainda que em referências muito breves, sobre acontecimentos que se não domina, seja por falta de leitura e estudo, seja porque se não viveu os factos ou se não é contemporâneo deles, implica por vezes grandes riscos. Sobretudo quando certas palavras permitem identificações precipitadas de protagonistas. Se o autor da notícia e/ou quem a editou tivesse lido um conjunto de obras que esclarecem de forma detalhada quem convocou, quem participou e especialmente quem não alinhou no “cerco dos comunistas”, saberia que não poderia meter tudo no mesmo saco. Em “O 25 de Novembro a Norte – O processo revolucionário no ano de 1975” (Porto, AJHLP, 2015, pág. 30), Jorge Sarabando enuncia com clareza q...
Eutanásia e contradições
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O CDS, a Igreja, Cavaco Silva, etc. são contra a eutanásia, mas são a favor da realização de um referendo. Se houver um referendo e vencer a despenalização da eutanásia, o CDS, a Igreja, Cavaco Silva e o etc. estarão a favor de quê? (É para um amigo que gosta de perguntas e respostas lineares) #direitosfundamentaisnaoreferendaveis #todaaresponsabilidadeaosdeputados
Eutanásia: Sim, os deputados é que têm a legitimidade para decidir
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O Fórum TSF de ontem foi dedicado à eutanásia. A primeira pergunta no lançamento do convite à participação dos ouvintes neste programa de debate em antena aberta e em directo era intrigante: “Aceita o argumento de que os deputados não têm legitimidade moral para decidir?” Parecia uma provocação antidemocrática. Mas remetia para uma afirmação do bispo católico do Porto, numa entrevista ao jornal Público , dada à estampa em 24 de Dezembro último (acesso reservado a assinantes), na qual Manuel Linda afirmava que, tendo legitimidade jurídica, falta aos eleitos na Assembleia da República legitimidade social para legislar sobre a eutanásia. A questão tem a ver com o debate que regressou em força ao espaço público, com o agendamento, para o próximo dia 20, dos projetos de lei para a despenalização da eutanásia, apresentados pelo Bloco de Esquerda (BE), pelo partido Pessoas, Animais e Natureza (PAN), pelo Partido Socialista (PS), pelo Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) e pel...
Uma tese sinistra sobre a votação do PCP sobre o IVA da electricidade
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Extracto do Programa Eleitoral do PCP 2019 Está a ser construída uma tese, sinistra e ignominiosa (chamar-lhe delirante já é muito pouco), segundo a qual o Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português (PCP) encenou uma peleja parlamentar pela redução do IVA sobre a electricidade com o propósito de fazer o frete ao Governo de manter tudo como está. Não sei a que esgoto de imaginações torpes foram colher tamanha teoria, mas vão-se conhecendo certas origens e certas maneiras de passar a mensagem. Mas tenho uma certeza certa: o que o PCP apresentou, fez tudo para que se votasse e votou é uma proposta justa e coerente com o programa apresentado aos eleitores nas últimas legislativas (só para não recuar mais). .
Guaidó, o troféu de Trump e de Pelosi
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Juan Guaidó na galeria de convidados no Capitólio, ontem (imagem BBC) Sejamos claros: em qualquer país, o facto de um cidadão conspirar com um estado estrangeiro para prejudicar a sua própria pátria é considerado um acto de traição; e não podemos deixar de reputar como extraordinariamente grave quando se apela à aplicação de sanções económicas contra ela. Pois bem, é isso que o autoproclamado “presidente interino” da Venezuela tem feito. Juan Guaidó, “reconhecido” há um ano pelos Estados Unidos da América (EUA) e por outros 50 países, Portugal incluído, continua a ser o que estava combinado que fosse: um fantoche nas mãos do presidente norte-americano, a ponto de ser exibido como um troféu na noite do “discurso sobre o estado da nação”, na madrugada passada (hora portuguesa). Num discurso destilando o habitual e impune ódio contra Cuba e a Venezuela, Trump apontou à galeria dos convidados mostrando aos congressistas “o legítimo presidente da Venezuela, Juan Guaidó”, dando...
O que pode dizer-nos este gato?
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Este gato, este mesmo gato altivo e esquivo que todas as tardes de sol toma um capô de automóvel para seu soberano poiso, que nos transmite ele? Conheço-o de o topar assim, volta e meia, numa velha rua residencial que escorre para a Baixa do Porto, ao abrigo do silêncio apenas quebrado por um ou outro carro, ou pelas horas certas da entrada e do recreio e da saída da escola, numa dolente indiferença por quem passa. Mas, sim, que nos diz ele de uma rua, de um velho Porto que se desfaz no bolor dos prédios que apodrecem? Que talvez não haja um retorno.
Como o Governo britânico usou a Reuters no Médio Oriente
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Um pequeno escândalo sobre os meandros e os objectivos de financiamento secreto da agência de notícias Reuters, nos anos 1960 e 1970, pelo Governo britânico, com o fim de influenciar os seus conteúdos em plena guerra fria, acaba de trazer nova luz sobre propósitos de instrumentalização de meios de informação que gozam de credibilidade global ao longo da História. Segundo documento secretos do Governo britânico desclassificados recentemente, o Foreign Office (Ministério dos Negócios Estrangeiros) financiou durante vários anos a instalação e a actividade de uma delegação da agência privada no Médio Oriente, através da empresa pública de rádio e televisão - a BBC - , a pedido de uma antena de propaganda anti-soviética ligada aos serviços secretos, pomposamente designada Information Research Department (IRD), criada em 1945 e extinta em 1977. De acordo com as próprias Reuters e BBC , que citam os documentos desclassificados, o dinheiro, destinado a "providenciar um apoio...
Como a extrema-direita ganha visibilidade
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Alfredo Maia
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Numa sociedade e num tempo em que a mediatização da política é mais feita do comércio de frases de efeito do que do escrutínio das concepções, propostas e realizações, não é de estranhar a exploração do ruído gerado por certos actores. Com o anúncio da eleição de André Ventura como deputado à Assembleia da República, bem se esboçou algum debate – e, antes mesmo, algumas juras – , como se os media não tivessem certas culpas no cartório, sobre como deveriam os jornalistas abster-se de contribuir para a propagação das suas ideias marcadamente xenófobas e para a agenda extremista do Chega. O propósito de auto-contenção jornalística corria o risco de excesso e facilmente cairia na armadilha da acusação de impulso censório, além de não se ver como seria exequível o silenciamento de um parlamentar que, além de fazer intervenções nessa qualidade, talvez viesse a fazer propostas. Numa democracia que aconselha e obriga os órgãos de informação ao dever do pluralismo, não teria...