Mensagens

Em defesa da STCP e dos transportes públicos*

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  A luta por um serviço público de transporte rodoviário de passageiros à escala da Área Metropolitana do Porto, organizado e gerido de forma integrada, coerente e articulada com outros meios – com destaque para o ferroviário pesado (comboio) e ligeiro (metro – que assegure a cobertura de todos os seus 17 municípios, que sirva efetivamente todas as populações (cerca de 1,7 milhões de habitantes) dispersas por mais de dois mil quilómetros quadrados, constitui uma das mais importantes tarefas dos eleitos da CDU. Quando nos referimos ao serviço efectivo às populações, falamos da implantação de linhas no território, com horários e frequências fiáveis e compatíveis com as reais necessidades de mobilidade de todos quantos necessitam de deslocar-se, onde quer que se encontrem e para onde quer que necessitem de dirigir-se; assim como falamos da exigência de que sejam servidas por viaturas que obedeçam a critérios de qualidade, segurança e conforto, incluindo a acessibilidade por pessoas de...

O Sindicato dos Jornalistas tem futuro*

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  Quando, em 1993, fui eleito pela primeira vez para a Direcção do Sindicato dos Jornalistas, então como vice-presidente, o lema da candidatura era “O sindicato tem futuro!”. Hoje, como há 28 anos, o lema faz muito sentido. Então, como hoje, dizia-se que o Jornalismo estava em crise e que a organização sindical estava condenada a extinguir-se. Apesar das vicissitudes, o nosso Sindicato continua a ter uma importância essencial na vida classe e do sector, necessitando de reforçar-se e intervir com força, ânimo, criatividade e determinação. Um bom sinal nesse sentido é própria lista que tenho a honra de integrar como candidato a presidente da Mesa da Assembleia Geral – a lista A – “Aos Jornalistas, pelo Jornalismo!”. Trata-se de uma equipa que conjuga muito bem juventude, renovação e experiência e se mostra de olhos bem abertos para os problemas dos jornalistas e da sua profissão, no seu tempo e nas complexas circunstâncias que o rodeiam. Assim como se demonstra com coragem e para os ...

Denunciar as armas do fascismo*

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  Eis-nos aqui, de novo chamados à celebração dessa madrugada redentora de há 47 anos, o momento inaugural da extraordinária Revolução cujos momentos exaltantes a memória dos que os viveram evoca com redobrada alegria, transcorrido já quase meio século, e cujas conquistas as gerações dos que se lhes seguiram reclamam como aquisições imprescritíveis. Ao saudarmos essa madrugada que Sophia de Mello Breyner Andresen “esperava” – “O dia inicial inteiro e limpo // Onde emergimos da noite e do silêncio”, no belo dizer da poeta – transborda dos nossos corações um sentimento de profunda gratidão para com os jovens oficiais, sargentos e praças que, nesse dia 25 de Abril de 1974, pegaram em armas e romperam a longa noite do fascismo, franqueando as portas luminosas da liberdade sem o derramamento de sangue que tamanha ousadia arriscava. Embora tenha na sua génese um movimento de natureza meramente corporativa, o Movimento dos Capitães que veio a transformar-se no Movimento das Forças Armadas...

CDU: a alternativa por uma Maia para todos*

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Saúdo todos quantos vieram até aqui emprestar o seu ânimo, a sua força, o seu incentivo e a sua amizade a esta candidatura. Saúdo de modo especial os militantes, simpatizantes e amigos do PCP que, nesta como noutras campanhas e noutras tarefas, concorrem com a sua coragem, tenacidade, sabedoria, generosidade e experiência para a valorização da intervenção deste partido, deste imenso colectivo que está ao serviço dos trabalhadores, do povo e das populações. Saúdo ainda os que, de forma anónima, aqui estão para escutar o que propomos – e também o que realizámos –, exigindo certamente de nós mais trabalho, mais dedicação, mais iniciativa e mais realizações.   CDU na Câmara dará a diferença Os primeiros candidatos à Câmara Municipal e à Assembleia Municipal da Maia apresentam-se hoje perante vós animados por uma grande confiança e com a profunda convicção de que a CDU não é apenas mais uma lista a pedir o voto aos eleitores, não é mais uma alternativa à maioria de direita PSD/CDS que h...

No centenário do nascimento de Vasco Gonçalves

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O centenário do nascimento do general Vasco Gonçalves, militar de Abril e Primeiro-ministro de Portugal entre Julho de 1974 e Setembro de 1975, vai ser comemorado no Porto, em Lisboa e em outras cidades do País, por iniciativa da Associação Conquistas da Revolução, com o apoio de diferentes Municípios, Associações e Colectividades. A Comissão de Honra integra mais de 230 personalidades e foi já editada uma primeira publicação intitulada “Companheiro Vasco”, evocativa da Revolução de Abril e da intervenção marcante de Vasco Gonçalves. Entre outros actos comemorativos, o Núcleo do Porto da Associação Conquistas da Revolução realiza os seguintes: 23 de Abril, 21h30 – Cine-teatro Eduardo Brazão , Valadares/Vila Nova de Gaia Concerto : Piano, com Fausto Neves, Poesia, com Olga Dias, e ‘Música com Paredes de Vidro’, com Alexandre Weffort, flauta, Carlos Canhoto, saxofone, Fausto Neves, piano, Hugo Brito e Manuel Pires da Rocha, violinos . 24 de Abril, 17h – Salão Nobre da Câmara Munici...

Verdade pura e dura

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Praça Mouzinho de Albuquerque, Porto, Março de 2021

PCP: "100 anos, 100 acções" em cinco notas

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    Escreveram-se hoje tantas e tão belas palavras sobre o 100.º aniversário da fundação do Partido Comunista Português (PCP), que é quase atrevimento vir juntar estas cinco pretensiosas notas pessoais acerca do modo como observei o dia. Primeira – Bandeiras rubras floresceram nesta madrugada nas avenidas, ruas e praças – na cidade capital, nas cidades e vilas – e creio que aldeias também – que são nervo, energia e sangue do país. É tão exaltante e tão belo! E que força, que determinação mostram! Segunda – “100 anos, 100 acções”. Mas foram mais, muitas mais, cada uma com seu objectivo, com seu contexto, com as suas memórias e com os seus heróis. Veja-se o caso da Maia. Ainda o PCP dava os primeiros passos, em 1924/25 e já havia em Águas Santas uma célula que elegeu um delegado ao II Congresso do Partido, em 1926. Em 1932, já em plena ilegalização do PCP, foi preso pela primeira vez o camarada Elísio Francisco Ferreira, eleito para a Associação dos Manipuladores de Pã...

Marcelino da Mata: um voto mais que dispensável

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  Muitos portugueses assistiram com perplexidade e preocupação à votação, ao final do dia da passada quinta-feira, na Assembleia da República, de um voto de pesar pela morte do Tenente-coronel Marcelino da Mata, figura controversa da história da Guerra Colonial na “antiga Guiné Portuguesa”. O voto que, tal como a presença do Presidente da República e dos chefes de Estado-Maior General das Forças Armadas e do Exército nas cerimónias fúnebres, é incompreensível para quem, mesmo com a benevolência possível em relação ao contexto histórico da Guerra Colonial/Guerra de Libertação, encara pelo menos com a justa reserva actos que deveriam ser dispensáveis, sobretudo numa altura em que tudo serve para normalizar o fascismo e resgatar o colonialismo das incontáveis culpas. Sob vários aspectos, é possível ler tanto nas diversas narrativas dos “feitos” militares do “militar mais condecorado do Exército português” como no próprio voto aprovado na Casa da Democracia pelo PSD, CDS, Chega e I...