Notas parlamentares (89)


AgroSemana - Na quinta-feira da semana passada, dia 3, visitei demoradamente a AgroSemana - Feira Agrícola do Norte, promovida pelo grupo cooperativo Agros, no âmbito de uma delegação do PCP que incluiu vários camaradas das organizações de Vila do Conde e da Póvoa de Varzim. Durante mais esta visita, conduzida pelo presidente e outros dirigentes daquele grupo, foi possível recolher importantes informações e trocar impressões com expositores, confirmando-se a importância que o PCP atribui à agricultura, nomeadamente na Assembleia da República.

Avante! - No âmbito da enormíssima e irreproduzível Festa do Avante!, que se realizou entre sexta-feira, 4, e domingo, 6, entre outras tarefas integrei a mesa de um importante debate no Espaço Central, sobre as intempéries do Inverno, na qual fiz um balanço da intervenção do PCP, especialmente no Parlamento, confirmando-se a intensa, profunda e consequente actividade, com posições, perguntas, deslocações e propostas desde as primeiras horas dos acontecimentos de 28 de Janeiro e nos tempos exigentes que se seguiram.

Censura - No regresso aos trabalhos na Assembleia da República, na terça-feira, 8, participei na sessão plenária dedicada ao debate da moção de censura ao ministro Luís Neves apresentada pelo Chega, que nada tem a censurar ao Governo e que está de casa e pucarinho para viabilizar (e piorar) todas as medidas gravosas do Governo PSD/CDS. Foi um espectáculo sinistro a que o PSD não quer por termo.

Energia - A audição regimental da ministra do Ambiente e Energia, na quarta-feira, 9, foi esmagadoramente dedicada ao tema da energia, e especialmente aos preços dos combustíveis. O PCP não poderia deixar de confrontar a governante com o mistério da formação dos preços, a falta de transparência das cotações internacionais, com os lucros absurdos das petrolíferas e com a exigência de fixação dos preços ao consumidor, incluindo das garrafas de gás. Tratei também do estranho negócio da entrada do Estado na REN, assunto que retomei na segunda ronda, além de questionar sobre a reestruturação da APA e do ICNF e sobre as zonas de aceleração de energias renováveis.     
         
Precários - Ainda na quarta-feira, foi ouvida na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP) uma delegação de cerca de 200 trabalhadores no Centro Regional do Porto da Segurança Social "contratados ao abrigo do PRR" e que estão em sério risco de ficarem sem emprego no final do ano. Trata-se de uma situação que abrange, na realidade, dois milhares de trabalhadores ao serviço de 39 empregadores públicos, não apenas por conta do PRR, mas desde há décadas, através de outros programas europeus, mantidos numa inaceitável situação de precariedade, como o PCP denunciou, mais uma vez.    


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Foto da semana - Pavões
Não devemos confundir os pavões que se passeiam entre os jardins e os acessos do Palácio com os figurões que se pavoneiam na Assembleia da República.

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