Mensagens

O Sindicato dos Jornalistas tem futuro*

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  Quando, em 1993, fui eleito pela primeira vez para a Direcção do Sindicato dos Jornalistas, então como vice-presidente, o lema da candidatura era “O sindicato tem futuro!”. Hoje, como há 28 anos, o lema faz muito sentido. Então, como hoje, dizia-se que o Jornalismo estava em crise e que a organização sindical estava condenada a extinguir-se. Apesar das vicissitudes, o nosso Sindicato continua a ter uma importância essencial na vida classe e do sector, necessitando de reforçar-se e intervir com força, ânimo, criatividade e determinação. Um bom sinal nesse sentido é própria lista que tenho a honra de integrar como candidato a presidente da Mesa da Assembleia Geral – a lista A – “Aos Jornalistas, pelo Jornalismo!”. Trata-se de uma equipa que conjuga muito bem juventude, renovação e experiência e se mostra de olhos bem abertos para os problemas dos jornalistas e da sua profissão, no seu tempo e nas complexas circunstâncias que o rodeiam. Assim como se demonstra com coragem e para os ...

Denunciar as armas do fascismo*

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  Eis-nos aqui, de novo chamados à celebração dessa madrugada redentora de há 47 anos, o momento inaugural da extraordinária Revolução cujos momentos exaltantes a memória dos que os viveram evoca com redobrada alegria, transcorrido já quase meio século, e cujas conquistas as gerações dos que se lhes seguiram reclamam como aquisições imprescritíveis. Ao saudarmos essa madrugada que Sophia de Mello Breyner Andresen “esperava” – “O dia inicial inteiro e limpo // Onde emergimos da noite e do silêncio”, no belo dizer da poeta – transborda dos nossos corações um sentimento de profunda gratidão para com os jovens oficiais, sargentos e praças que, nesse dia 25 de Abril de 1974, pegaram em armas e romperam a longa noite do fascismo, franqueando as portas luminosas da liberdade sem o derramamento de sangue que tamanha ousadia arriscava. Embora tenha na sua génese um movimento de natureza meramente corporativa, o Movimento dos Capitães que veio a transformar-se no Movimento das Forças Armadas...

CDU: a alternativa por uma Maia para todos*

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Saúdo todos quantos vieram até aqui emprestar o seu ânimo, a sua força, o seu incentivo e a sua amizade a esta candidatura. Saúdo de modo especial os militantes, simpatizantes e amigos do PCP que, nesta como noutras campanhas e noutras tarefas, concorrem com a sua coragem, tenacidade, sabedoria, generosidade e experiência para a valorização da intervenção deste partido, deste imenso colectivo que está ao serviço dos trabalhadores, do povo e das populações. Saúdo ainda os que, de forma anónima, aqui estão para escutar o que propomos – e também o que realizámos –, exigindo certamente de nós mais trabalho, mais dedicação, mais iniciativa e mais realizações.   CDU na Câmara dará a diferença Os primeiros candidatos à Câmara Municipal e à Assembleia Municipal da Maia apresentam-se hoje perante vós animados por uma grande confiança e com a profunda convicção de que a CDU não é apenas mais uma lista a pedir o voto aos eleitores, não é mais uma alternativa à maioria de direita PSD/CDS que h...

No centenário do nascimento de Vasco Gonçalves

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O centenário do nascimento do general Vasco Gonçalves, militar de Abril e Primeiro-ministro de Portugal entre Julho de 1974 e Setembro de 1975, vai ser comemorado no Porto, em Lisboa e em outras cidades do País, por iniciativa da Associação Conquistas da Revolução, com o apoio de diferentes Municípios, Associações e Colectividades. A Comissão de Honra integra mais de 230 personalidades e foi já editada uma primeira publicação intitulada “Companheiro Vasco”, evocativa da Revolução de Abril e da intervenção marcante de Vasco Gonçalves. Entre outros actos comemorativos, o Núcleo do Porto da Associação Conquistas da Revolução realiza os seguintes: 23 de Abril, 21h30 – Cine-teatro Eduardo Brazão , Valadares/Vila Nova de Gaia Concerto : Piano, com Fausto Neves, Poesia, com Olga Dias, e ‘Música com Paredes de Vidro’, com Alexandre Weffort, flauta, Carlos Canhoto, saxofone, Fausto Neves, piano, Hugo Brito e Manuel Pires da Rocha, violinos . 24 de Abril, 17h – Salão Nobre da Câmara Munici...

Verdade pura e dura

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Praça Mouzinho de Albuquerque, Porto, Março de 2021

PCP: "100 anos, 100 acções" em cinco notas

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    Escreveram-se hoje tantas e tão belas palavras sobre o 100.º aniversário da fundação do Partido Comunista Português (PCP), que é quase atrevimento vir juntar estas cinco pretensiosas notas pessoais acerca do modo como observei o dia. Primeira – Bandeiras rubras floresceram nesta madrugada nas avenidas, ruas e praças – na cidade capital, nas cidades e vilas – e creio que aldeias também – que são nervo, energia e sangue do país. É tão exaltante e tão belo! E que força, que determinação mostram! Segunda – “100 anos, 100 acções”. Mas foram mais, muitas mais, cada uma com seu objectivo, com seu contexto, com as suas memórias e com os seus heróis. Veja-se o caso da Maia. Ainda o PCP dava os primeiros passos, em 1924/25 e já havia em Águas Santas uma célula que elegeu um delegado ao II Congresso do Partido, em 1926. Em 1932, já em plena ilegalização do PCP, foi preso pela primeira vez o camarada Elísio Francisco Ferreira, eleito para a Associação dos Manipuladores de Pã...

Marcelino da Mata: um voto mais que dispensável

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  Muitos portugueses assistiram com perplexidade e preocupação à votação, ao final do dia da passada quinta-feira, na Assembleia da República, de um voto de pesar pela morte do Tenente-coronel Marcelino da Mata, figura controversa da história da Guerra Colonial na “antiga Guiné Portuguesa”. O voto que, tal como a presença do Presidente da República e dos chefes de Estado-Maior General das Forças Armadas e do Exército nas cerimónias fúnebres, é incompreensível para quem, mesmo com a benevolência possível em relação ao contexto histórico da Guerra Colonial/Guerra de Libertação, encara pelo menos com a justa reserva actos que deveriam ser dispensáveis, sobretudo numa altura em que tudo serve para normalizar o fascismo e resgatar o colonialismo das incontáveis culpas. Sob vários aspectos, é possível ler tanto nas diversas narrativas dos “feitos” militares do “militar mais condecorado do Exército português” como no próprio voto aprovado na Casa da Democracia pelo PSD, CDS, Chega e I...

“Avante!”: 90 anos de resistência

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  O jornal Avante! , órgão central do Partido Comunista Português (PCP), completa hoje 90 anos de publicação, sendo um exemplo extraordinário de coragem e tenacidade no combate contra o fascismo, mas também de resistência mesmo em democracia. O primeiro número do Avante! , o jornal que, mesmo a nível internacional, mais tempo durou e resistiu nas dificílimas condições da clandestinidade (mais de 43 anos!), saiu pela primeira vez em 15 de Fevereiro de 1931, tendo desempenhado um papel essencial na informação e propaganda do PCP e na organização das lutas operárias. Mas foi também um instrumento único para furar o cerco da censura férrea à imprensa, que não podia (e nalguns casos também não estava interessada) noticiar (e contribuir para organizar) inúmeras greves e lutas dos trabalhadores, e muito menos as posições dos comunistas – incluindo o conteúdo dos congressos (clandestinos) do PCP. Como ouvi várias vezes José Casanova (antigo director) dizer, não seria possível hoje re...