Em defesa do jornalista Bruno Amaral de Carvalho

Prossegue em ritmo feroz a campanha de perseguição ao jornalista Bruno Amaral de Carvalho, o único repórter português que ousou ir observar a guerra na Ucrânia num território que mais nenhum camarada nacional seu quis ou pôde cobrir. Fá-lo num teatro de operações de elevado risco, do outro lado da linha da frente. Fá-lo, sobretudo, porque leva às últimas consequências o que sente ser seu dever de contribuir para que o público disponha de informação o mais completa possível. Por isso, Bruno Amaral de Carvalho atua em cenários atacados por forças ucranianas, do mesmo modo que os outros, a maioria, trabalham em cenários atacadas por forças russas e separatistas. É esse o seu arriscado contributo para o pluralismo. Deveríamos todos agradecer a enorme coragem do Bruno, que se lançou sozinho numa missão muito arriscada, em zonas de combate, e sem qualquer suporte – laboral, material, financeiro, logístico e até moral – de qualquer órgão de informação: apenas vendendo a quem aceita os t...