Andava o povo distraído das coisas públicas e do estado dos negócios do Estado - uns, prostrados numa letárgica esperança de que a tempestade amaine e os não perturbe; outros, atormentados com as consequências dos temporais que têm assolado o solo pátrio (confortáveis cidades incluídas) geradas por uma inesperada e grave depressão atmosférica - , quando os senhores governantes, sorridentes e enigmáticos, lá vieram anunciar boas-novas. A saber: A primeira, que, contrariando todas as juras-a-pés-juntos, figas e desmentidos e fazendo ruir a sólida muralha da resistência do ministro plenipotenciário das tróicas e dos interesses da agiotagem internacional, lá foi o Governo estender a mão, a ver se, enfim, se estica um bocadinho o prazo de pagamento da sinistra dívida que nos tolhe e destrói a economia nacional. A segunda, que, depositando fundada (?) crença nos mercados na nossa propalada "credibilidade", e desfazendo em pó o pessimismo, o pé-atrás, mesmo a desconfia...