Pelo Museu da Resistência Antifascista no Porto

Por justa coincidência, a União dos Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) promoveu, hoje, dia da vitória sobre o nazifascismo, há 81 anos, em 9 de Maio de 1945, uma marcha pela concretização do Museu da Resistência Antifascista no Porto, a localizar na antiga delegação da PIDE/DGS, na Rua do Heroísmo.

A marcha, que juntou mais de 600 pessoas, percorreu várias artérias da cidade até à central e sempre fervilhante Rua de Santa Catarina, onde terminou com a leitura e votação de uma moção exigindo o cumprimento do que é devido à cidade, aos seus resistentes e ao seu povo.

Sucessivas resoluções da Assembleia da República e protocolos apontam a instalação do museu, mas tarda em concretizar-se a deslocalização do Museu Militar do Porto para outro imóvel - e há outros com real ligação à história militar - de modo a libertar a antiga PIDE.

O injustificado retardamento dessa medida é indissociável do ajuste de contas com o 25 de Abril e as conquistas da Revolução que está em marcha, assim como do processo de branqueamento do fascismo em Portugal e do seu aparelho repressivo, que vigiou milhões de pessoas, levou às prisões dezenas de milhares e torturou uma grande parte dos que caíram nas mãos da PVDE e da PIDE/DGS, ou foram assassinados.

Na jornada do dia de hoje, destaco mais uma notável intervenção de Maria José Ribeiro, resistente antifascista que sofreu as masmorras da PIDE e que tanto tem lutado pela efectiva criação do Museu da Resistência Antifascista no Porto.

Obrigado, Maria José Ribeiro, por tão bela tenacidade e tão exaltante exemplo de vida de luta.


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