Mensagens

O ascenso do fascismo é coisa séria

O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) acaba de entrar no parlamento do último estado federado em que não tinha representação, sufragado por 12% a 13% dos votantes, que fizeram  a União Democrata Cristã (CDU) descer mais de dez pontos percentuais o Partido Social Democrata (SPD) com diferença negativa idêntica. A líder do SPD já fala na necessidade de rever a aliança que conforma o governo central. O perigo espreita ostensivamente.

Marcelo selfiza e a rapaziada publica

Consta dos velhos manuais do jornalismo que o jornalista não deve ser notícia, a não ser por alguma razão extraordinária. Os tempos modernos, de relativização de regras e até de princípios que pareciam correctos, contrariam essa ideia, banalizando holofotes sobre estes profissionais, chamados a fruir o festim de frivolidades em que o campo do jornalismo se tornou pródigo.

Bolsonaro em nós

Estou a matutar, ainda muito chocado com a divulgação da imagem de três detidos, numa humilhação gratuita e num tratamento degradante atentatórios da simples ideia de civilização, e também na divulgação, em contraponto à justa condenação daquela divulgação, de mensagens que exteriorizam os instintos de vingança mais primários que desejaria erradicados numa sociedade moderna e num Estado Democrático de Direito.

Os jornalistas e a paz

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Intervenção no Encontro pela Paz. A foto é de Adérito Machado Intervenção no Encontro pela Paz, em Loures, organizado pelo Conselho Português para a Paz e a Cooperação (CPPC) e por várias outras organizações, unidas numa plataforma e num lema de extraordinário alcance: "Pela Paz todos não somos demais":

Intelectuais e o ascenso do fascismo no Brasil

Na Antena 2, Paulo Alves Guerra tem em estúdio um pianista brasileiro de sucesso. Delicadamente, interroga-o, por duas vezes e outras tantas maneiras diferentes, sobre as eleições no seu país.  Outras tantas vezes o artista declina dizer o que pensa, para além da "aflição" com o "país dividido", interessando-lhe mais declarar que que está na Europa "como brasileiro para dar o (seu) melhor". Esta mistura de aparência de neutralidade e de patriotismo enjoa-me. Também é assim que o fascismo vai chegando...

Dos directos

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A sério que é preciso esta cena?... Qual é o "critério jornalístico" do directo molhado?

O franco-brasileiro e a televisão portuguesa

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Alguém me explica, nem que seja devagarinho, para eu perceber, por que razões este senhor, franco-brasileiro (classifica-se algures) nascido no Brasil, diplomado em Paris, presidente do grupo francês Renault, fala em inglês à correspondente (portuguesa) em Paris? Agradecido.

Da ortografia de serviço à RTP

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De facto, não seria melhor a RTP apurar se este senhor deputado terá mais fatos, além deste?

Salvador Allende

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Por favor agendar

Interrupções

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Entroncamento, Setembro de 2018

Dia Internacional da Paz

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A convite do Conselho Português para a Paz e a Cooperação, participei hoje num debate, no Clube Fenianos Portuenses, com Ilda Figueiredo e Henrique Borges. Nesta bela iniciativa, se sala cheia e interessada, disse o texto que se segue:

A Paz em debate

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Por favor agendar

Declaração mural

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Ferrol, Galiza, Agosto de 2018

José Afonso

Estou a pensar na súbita, e pelos vistos contagiosa, necrofilia ansiosa que tenta colocar na ordem do dia a glorificação de mortos pátrios.  Até José Afonso está posto na fila para ser alçado a honras de Panteão Nacional. Logo o Zeca!!! Então não querem mais nada, tirá-lo de entre o povo?!

Cancro e charlatanismo

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Estou a pensar nos sofrimentos, nas angústias e nas dúvidas e incertezas, tantas vezes desesperança, por que passam doentes oncológicos e familiares, sempre que transpõem os portões do IPO, nas longas horas ou dias e noites que nele permanecem. Graças aos extraordinários e contínuos avanços da Ciência, já não há dúvidas em relação aos assinaláveis progressos no diagnóstico, na terapêutica e no acompanhamento dos doentes, assim como quanto à expressiva redução da mortalidade e ao aumento das taxas de sobrevivência e da esperança de vida. Estou a pensar nisto a propósito do charlatanismo que ainda vai campeando, mesmo junto dos acessos aos hospitais especializados (na foto, o portão principal do IPO-Porto), tentando apanhar à falsa-fé, como salteador de estrada, aqueles precisam de acreditar em tudo e agarrar-se a tudo.

Oscar esquecido

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O "Diário de Notícias" de hoje (edição em papel) publica um trabalho sobre goeses em Portugal e, além de oficiais de outros ofícios, menciona dois jornalistas. Tenho tanta pena de terem esquecido o Oscar Mascarenhas (Goa, 1949 - Lisboa, 2015)!!...

Casado e a ETA

O jovem Pablo Casado, recém-eleito presidente do Partido Popular espanhol, elegeu, para início de hostilidades políticas, o tema sensível e complexo da memória das vítimas da violência atribuída à ETA, esbracejando contra a decisão do Governo de transferir antigos militantes da organização para prisões no País Basco  Fê-lo de tal forma estúpida e insensível, que nem as associações de vítimas estão do seu lado. Se não percebe por que razões fica tão isolado, este fascistazinho não percebe mesmo nada do que um putativo postulante de estadista deveria ter como medianamente estudado.

Direitos e "confusão"

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Faz-me uma enorme confusão que se considere, num Estado de Direito Democrático, que lutar pelos respectivos direitos é "criar confusão". O "semáforo" do jornal "i" ainda estará no tempo do respeitinho é muito bonito?

Jornalismo submersível

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Prodígios do jornalismo estival: uma Presidência submersa. Ou o ridículo não tem limites!

Espanha, mais tarde ou mais cedo

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Navasfrias, Julho de 2018

Memória de papel

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Pensando nesta "molhada" de recortes de jornais em processo de seriação, e especialmente na campanha de auto-promocional do semanário "Expresso" levada a cabo em Março, estou a matutar nas sábias palavras de um velho revisor de imprensa (que me foram contadas há dias por uma então jovem subordinada), aconselhando-a a consultar sempre os dicionários, prontuários e gramáticas. Não é que se importasse de responder-lhe sempre que procurasse ajuda para certificar-se da ortografia, aclarar um significado ou indagar do acerto no emprego de uma expressão. Mas, explicou, lendo - e lendo nos livros, no papel - , mais fácil e naturalmente reteria na memória. Fiquei a matutar nisto, pelo que vale de reflexão sobre a imensidão de informações (e de emoções!) que somos capazes de guardar nesse prodigioso alforge que é o nosso cérebro, conservando das leituras dos jornais e dos livros os fragmentos, ou pelo menos as referências, do que passou a ser realmente importante par...

Diversão semiótica

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Vila do Conde, Julho de 2018

O primeiro dia sem o DN diário

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Estou a pensar, matutando na ausência, hoje, pela primeira vez, do "Diário de Notícias" da minha leitura diária da imprensa analógica, sobre o futuro dos jornais. E receio ter chegado à conclusão de que as operações de subtracção não nos farão mais felizes.

Sobre o conceito variável de "coligação negativa"

Se o CDS, o PSD, o PCP, o PEV e o BE convergem no sentido de reduzir ou revogar o imposto adicional sobre os combustíveis, estamos, segundo órgãos de comunicação social como a SIC, perante uma "coligação negativa". Se o CDS, o PSD e o PS convergem no sentido de consagrar — ou manter — em lei os apetites dos patrões contra os trabalhadores, estamos perante uma "coligação" de que tipo?

O Professor Barreto sempre sobre o PCP

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Olhe que não há milagres, senhor Professor. Há convicção, coragem, determinação, abnegação, luta, resistência. E uma causa justa! E olhe já são bem mais de 50 anos. Actualize-se, actualize-se...

A Revolução dos Cravos no Norte

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Agendar, agendar!

Das conferências de imprensa com claques de futebol

Andam estranhos os dias no jornalismo e na cobertura do "futebol". A última: alguns anunciam como "conferência de imprensa" uma coisa que um dirigente neonazi "candidato" à liderança de uma claque anunciou como "conferência convívio" e para a qual convidou "todos os adeptos".

O JN na memória da paisagem portuense

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Estou a matutar, pensando nos 130 anos do "Jornal de Notícias" que hoje se assinalam e no esquiço da então futura sede do JN publicada há precisamente 50 anos, quanto o jornal se propôs marcar a paisagem portuense e no que restará dessa marca identitária no futuro.

Uma questão de higiene intelectual

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Aturar uma "informação", dita de serviço público, um dia inteiro embevecida com um casamento em Inglaterra já era dose insuportável, até para a paciência mais basbaque. Mas ver e ouvir, na RTP, uma senhora apresentada como historiadora, aliás monárquica, afirmar, sem engasgar-se nem corar, que "os americanos sempre se preocuparam com a questão das minorias" e "com a questão da população afro-americana", que "as monarquias europeias são democráticas" e que os monarcas "não se imiscuem na política" — tal e qual "o nosso Presidente da República" — já passa os limites da higiene intelectual.

Provocações e repressão

A provocatória transferência da embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém teve hoje uma expressão sangrenta (pelo menos 52 palestinianos mortos e mais de 1500 feridos pela tropa israelita em Gaza). Infelizmente, é o início da confirmação das graves consequências de uma decisão que os seus próprios aliados contestam.

Sobre a delação premiada contra Lula

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O juiz-conselheiro Luís Noronha Nascimento, ex-presidente do Supremo Tribunal de Justiça português, publica hoje, no "Jornal de Notícias", um pequeno artigo muito interessante, a pretexto do processo contra o antigo Presidente do Brasil Lula Silva, mas tocando em aspectos centrais dessa perigosa perversão que é a chamada "delação premiada".

Onde está o gato

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Pensando nesta silhueta felina que, ao descer para a "Baixa" portuense, me trava frequentemente o passo para uma breve contemplação, estou a matutar no que me dizem as notícias sobre as noções de confiança e lealdade entre as pessoas. Vão difíceis, os dias...

Sobre o sentido actual de Marx

Pensando no sentido da pergunta que circula por aí – “Que sentido faz Karl Marx hoje?” –, estou a pensar no sentido que, ainda hoje, milhões e milhões de homens e de mulheres encontram na luta organizada que conduzirá à derrota dos opressores e ao fim da exploração do homem pelo homem.

Opções contra classe

Estou ainda a pensar, matutando na actualidade de Marx, nascido passarão amanhã 200 anos, numa recente troca de cumprimentos de circunstância. — Então, esse 1 de Maio? — Lá tive de trabalhar... Na fábrica, fizemos um protocolo para trocar o feriado pela passagem de ano. Ainda esteve para ser o S. João, mas a maioria não quis...

Brasil: agora, um golpe contra o pluralismo

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Chama-se a isto mais um golpe, e um golpe muito duro contra o direito à informação pluralista . É preciso recordar que a Agência Brasil foi criada pelo Governo de Lula Silva para garantir exactamente esse direito, rompendo a hegemonia dos grandes meios, obviamente privados e comprometidos com a Direita.

Sobre o 25 de Abril e o Poder Local Democrático

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Intervenção, em nome do Grupo Municipal da CDU na Assembleia Municipal da Maia, na sessão solene comemorativa do 44.º aniversário da Revolução de 25 de Abril, realizada hoje:

Da Liberdade

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No 44.º dia 25 de Abril em que os jornalistas portugueses podem escrever em liberdade, a minha enorme gratidão aos militares que o realizaram e a todas as mulheres e a todos os homens que, durante quase meio século, lutaram e sofreram os mais inimagináveis sacrifícios, criando condições para que a Revolução fosse possível.

No 44.º aniversário do 25 de Abril

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Intervenção proferida no  Jantar-convívio comemorativo do 44.º aniversário do 25 de Abril, por amável convite da  Associação Conquistas da Revolução - Porto    

Do pluralismo

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Quando puder, talvez discorra mais aprofundadamente sobre este tema. Mas não posso deixar de anotar desde já a alegre distribuição de tribunas na Imprensa pelos do costume. Para que continuem a "andar por aí"...     

Questão catalã

Não sabemos o que acontecerá amanhã no Parlament da Catalunha, nem que passos - inclusivamente o recurso da decisão do juiz Pablo Llarena para o pleno do Supremo Tribunal espanhol, entre outras iniciativas no plano jurídico - vão ser dados a seguir.  Mas o que está a acontecer hoje confirma que a pandilha franquista está a encaminhar a chamada "questão catalã" para uma via sem retorno. Uma coisa é certa e já irremediável: Espanha não voltará a ser a mesma.

Catalunha: Espanha joga o seu futuro

Não sabemos o que acontecerá amanhã no Parlament da Catalunha, nem que passos - inclusivamente o recurso da decisão do juiz Pablo Llarena para o pleno do Supremo Tribunal espanhol, entre outras iniciativas no plano jurídico - vão ser dados a seguir.

Uma varanda também serve para o cervo mostrar-se à cidade

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Passeio de S. Lázaro, Porto, Março de 2018 

Da democracia ensinada pelos veteranos

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Eis como os veteranos de Coimbra ensinam aos novos para que serve a democracia. Consta que é desta massa que saem os jovens quadros das juvenis camadas do arco do poder - esse mesmo, o que está apenas suspenso, mas que dura, e dura, e dura...

Do ridículo e do preocupante

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Ao fazer apenas um número ridículo para as televisões e os jornais, a presidente do CDS acaba de passar uma péssima e irresponsável mensagem: qualquer pessoa, até a burguesinha do Caldas!, é capaz de usar uma moto-roçadora e empenhar-se na patriótica "limpeza de matos"....  Ao que isto chegou! Um ponto fica, no entanto, por discutir: de quem será a culpa - de Cristas, a própria, ou do seu "staff", que inventam estes números e lhos impõem, ou, pior, dos próprios media , que dão gás ao jornalismo giro? 

Das mudanças na RTP

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Vai por aí um sururu de reacções a "reveladas" alterações nas direcções da RTP - Serviço Público de Televisão, especialmente a substituição do Director de Informação, entre a estranheza pelo timing do anúncio, pois a Administração está incompleta, a justa crítica à forma como o Director, pelos vistos cessante, foi tratado, e também felicitações mais ou menos públicas à eventual "nova Direcção".

Dos pormaiores omissos

Nos últimos dias, forças do Exército Árabe Sírio alcançaram significativos avanços em Ghouta Oriental, nos arreadores da capital, Damasco, reconquistando Doume e outras localidades importantes e dividindo o enclave, que estava controlado sobretudo por grupos terroristas, que muitos media e «especialistas» insistem em designar, de forma simplista, como «rebeldes» e «opositores» ao que sistematicamente classificam como «regime de Bashar al-Assad».

Sobre o ascenso do fascismo

Em Itália, confirma-se uma deriva muito perigosa. O populista M5Estrelas, que não é nem quer ser um partido, e a extrema-direita dominam os resultados das eleições legislativas de ontem. E o líder da neofascista Liga Norte reclama o direito de governar. A esquerda sem rumo e com vergonha do nome tem culpas. E agora?

Catalunha em tempos de incerteza

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Parlament empossado em 17 de Janeiro. A foto é de  Job Vermeulen, com a devida vénia A inépcia dos grandes partidos espanhóis e a força real do franquismo lançaram a Catalunha numa incerteza e numa instabilidade que justificam amplo e profundo estudo. Da legitimidade das aspirações independentistas aos direitos humanos, dos fundamentos históricos da Constituição espanhola à análise dos interesses em confronto, da robustez das estratégias à ingenuidade das tácticas, da firmeza das convicções às hesitações e ambiguidades, há um manancial imenso a explorar.

Ainda é preciso travar a Altice!

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É certo que a Autoridade da Concorrência está a fazer uma investigação aprofundada, etc., etc., mas não devemos baixar a guarda. Toca a assinar a petição em linha . É mesmo necessário travar a Altice!

Ambiguidade moral dos media

Nas últimas semanas, as denúncias públicas e o debate em todo do assédio e da violência sexual, designadamente nos mundos do espectáculo e do desporto, mas até contra pessoal ao serviço da Organização das Nações Unidas (ONU), ganharam uma projecção mediática nunca vista.

Dos rankings

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Uma resposta (da Professora Doutora Carlinda Leite, FPCE-UP) ao "Expresso", que diz tudo sobre a mitologia dos rankings e que deveria fazer reflectir os media .

Uma eterna espinha na garganta de António Barreto

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As emoções como mercadoria

Apesar dos impressionantes progressos científicos e tecnológicos operados ao longo dos anos, com avanços extraordinários em meios de diagnóstico e tratamento, estratégias e protocolos terapêuticos, bem como dos assinaláveis êxitos de cura e melhoria da qualidade de vida, as doenças oncológicas continuam a infundir o maior receio nas populações.

Assentos de Inverno

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Antipartidarite

Esta nota da Presidência , publicada à hora dos telejornais e bem a tempo de a habitual trupe de editocratas debitar a sua antipartidarite militante, mostra muito das técnicas de Marcelo Rebelo de Sousa para manter-se na babugem das notícias.  Poderia ter esperado por amanhã para dar devida publicidade à mensagem do Presidente à Assembleia da República. Mas não seria a mesma coisa. Quando for possível dissecar os argumentos de S. Exa., já a sentença estará inapelavelmente lavrada pelos media .

O sobressalto da Altice e a embaraçosa agonia da ERC

Há pouco mais de um ano, o mercado dos media foi tomado pelo sobressalto do anúncio da intenção da multinacional de origem francesa Altice de adquirir o importante grupo Media Capital, e muito especialmente a estação de televisão TVI, a produtora de conteúdos Plural e o respectivo grupo de rádios, de grande audiência.

Uma questão de língua

Nos comícios para as eleições de quinta-feira na Catalunha (impostas pelo Governo espanhol), os líderes das organizações regionais do Partido Popular e do Ciudadanos falam em Castelhano. Não há coincidências, nem equívocos.

A morte de um empresário

Os obituários, em geral, e os grandes destaques, em particular, são espécies que justificam estudos e reflexões sobre as opções e práticas jornalísticas. Não apenas pelo que retêm e cristalizam dos aspectos conhecidos ou ignorados da biografia dos defuntos, mas também pelo consenso que constroem sobre boa parte das figuras desaparecidas e, sobretudo, pela glorificação em que redundam, por vezes, os registos editoriais, num exercício de independência no fio da navalha. Por exemplo, a morte recente do empresário Belmiro de Azevedo, que ocupou em pleno os noticiários aos audiovisuais e dos meios de informação em linha de 29 e 30 de Novembro, bem como foi assunto principal dos jornais deste último dia, constitui um interessante caso que seria útil analisar com detalhe crítico – tarefa que não cabe neste artigo, nem a tal se propõe, mas que se sugere a académicos. Um voo rasante sobre o conteúdo, os ângulos de abordagem e os qualificativos evidenciam, em geral, uma atitude encomiástic...

Jerusalém do capital

Os Estados Unidos, por intermédio de Donald Trump, confirmaram a sua decisão de "reconhecer" Jerusalém como a capital unificada de Israel. Trump leva o ónus do discurso bronco e de uma decisão irresponsável, mas não nos fixemos demasiado nele, para não perdermos o fio à meada dos interesses que velam antes, durante e depois dele...

Filões e agendas

1. Por estes dias, corre nas redes sociais uma insistente torrente de interpelações aos media , questionando-os sobre a ausência – ou pelo menos a insuficiência – de notícias aprofundadas e sistemáticas sobre os processos relativos a alegada fraude com fundos europeus na Tecnoforma, envolvendo duas altas figuras do PSD; de alegada corrupção para a atribuição de «vistos gold», com a participação de figuras do topo da Administração do Estado e até um ministro do PSD; e de alegada corrupção na compra de submarinos à Alemanha tutelada pelo anterior presidente do CDS-PP. Não é que as notícias não existam, como demonstra, por exemplo, uma investigação publicada há duas semanas pelo Público , mas as inúmeras mensagens veiculadas evidenciam uma insatisfação com a cobertura jornalística conferida àqueles assuntos, em contraste com a prolongada, e nalgumas fases intensa, divulgação de elementos, mesmo que por vezes irrelevantes, do processo da «Operação Marquês». A comparação sugere que ce...

A ilusão em duodécimos

Estou a pensar, a propósito desta estranha "polémica" desencadeada pela resistência do PSD à proposta do PCP de extinção do pagamento em duodécimos dos subsídios de férias e de Natal, em quanto é curta a memória e em como foram quase eficazes os ataques aos direitos dos trabalhadores feitos pelo governo PSD/CDS. A imposição daquela forma de pagamento - na realidade, para iludir os trabalhadores e disfarçar o agravamento fiscal de então, bem como para ir os preparando para a extinção a prazo daqueles subsídios - data de 2013. Mas em tão escassos anos tornou-se a normalidade, pelos vistos para muitos!

Esta manchete é uma descarada mentira

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Peões, essa raça indesejável na cidade

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Que linguagem "jornalística" será esta?

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O JN e a cidade

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Estou a pensar, matutando na dupla efeméride que espero viver no próximo ano - 130 anos de existência do "Jornal de Notícias" e 30 anos da minha integração no seu corpo redactorial, vindo do entretanto extinto "O Primeiro de Janeiro" - nas múltiplas funções que a presença de um jornal cumpre, ou deveria cumprir, na vida de uma cidade, de preferência no centro da cidade.  São elas que conferem aos  jornais a dimensão de instituições únicas e insubstituíveis, sobretudo quando os jornais sentem e reflectem o pulsar das cidades e nas suas redacções pulsam todos os mundos. Penso também no quanto os seus edifícios (o do JN foi o segundo construído de raiz no Porto, muito depois de "O Comércio do Porto", também já extinto) emergem na paisagem de emoções que também povoam e definem a cidade. Também por isso fazem parte da alma da urbe.

Os media e as armas nucleares

Por estes dias, o Conselho Português para a Paz e a Cooperação (CPPC) está a dinamizar uma importante campanha de angariação de subscritores de uma petição com vista à assinatura (e ratificação), por Portugal, do Tratado de Proibição das Armas Nucleares , adotado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 7 de Julho passado. A iniciativa não tem tido acolhimento nos media , seguramente muito ocupados com outros temas e pouco inclinados a promover a discussão de assuntos de importância vital para a comunidade, mas cuja utilidade imediata – e imediatamente mensurável em audiência – não vislumbrarão. Foi transitório o interesse mediático (aliás sem grande entusiasmo) pelo tema quando, a 6 de Outubro, foi anunciada a atribuição do Prémio Nobel da Paz à Campanha Internacional pela Abolição das Armas Nucleares (ICANW, no acrónimo em Inglês), cujo trabalho empenhado e decisivo deve ser justamente destacado. Setenta e dois anos depois do lançamento das bombas nucleares sobre Hiroshi...

Sobre tudo o que mexe

Começando por declarar que declino a investidura de afilhado da Sra. Dra. Maria Cavaco que, sem me ver tido nem achado, o Presidente da República quis impor-me, venho manifestar preocupação com as piruetas temáticas que S. Exa. faz para estar permanentemente na berlinda mediática. Acrescento, aproveitando esta oportunidade, que ainda estou para perceber por que razões os órgãos de informação alinham neste jogo - tantas vezes patético - de colocar S. Exa. a pronunciar-se sobre tudo o que possa bulir. Um destes dias, talvez se pronuncie ex cathedra sobre a morfologia da caganita do rato-almiscarado e a vida sentimental do gambozino.

Os jornalistas e as armas nucleares

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Correspondendo ao amável convite do Conselho Português para a Paz e a Cooperação (CPPC), participei hoje num debate sobre o Tratado de Proibição das Armas Nucleares, cuja assinatura e ratificação urgente, especialmente pelos países detentores de arsenais nucleares e pelos membros da NATO, defendi. Sabendo-se muito bem quem tem armas nucleares – 15 mil ogivas detidas por nove países, com os Estados Unidos e a Federação Russa à frente, e incluindo a China, o Reino Unido, a Fran ça, Israel ou o Coreia do Norte, com potências e capacidades de propulsão extraordinárias – e o gravíssimo risco que uma deflagração representa para a Humidade, discordei do argumento central usado pelas potências nucleares e a carneirada da NATO (Portugal incluído) para recusar o Tratado: o da preservação do equilíbrio mundial. Com nove países dotados de um poder extraordinário de uso indiscriminado de armas de aniquilamento de cidades e decidir sobre a vida de povos inteiros, é claramente manifest...