Mensagens

A mostrar mensagens de maio, 2024

Saúde: engorda privada

Imagem
O plano de emergência do Governo para a Saúde é mais um programa de engorda para o negócio privado da doença.

Não, não somos "praticamente todos"!

Imagem
Ouvi, há momentos, no Telejornal da RTP1, que "praticamente todos os partidos, excepto o PS, PSD e CDS, querem ouvir o Presidente da República" na Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso do medicamento Zolgensma. Posso afirmar, com inteiríssimo conhecimento dos factos, que o PCP não requereu tais depoimentos e que indicou apenas a audição do presidente do Infarmed. Logo, o PCP não pode ser incluído numa figura chamada "praticamente todos os partidos". Acresce que não se pode afirmar que três - no caso, quatro - partidos em oito são "praticamente todos os partidos". E muito menos é aceitável o uso do artigo definido plural para afirmar que "os partidos decidiram". Primeiro, porque nada decidiram ainda (a CPI tem reunião apenas amanhã...). Segundo, porque é expectável que se dividam sobre quem querem ouvir. Sendo um defensor militante do Serviço Público de Televisão, custa-me ver/ouvir destas coisas. Aditamento - Nas minhas contas, a audição do P...

Está na hora de os trabalhadores portugueses terem direito a melhor vida pessoal e familiar

Imagem
  Está na hora de os trabalhadores portugueses trabalharem menos horas e menos dias, sem serem penalizados nos seus salários; e na hora de terem direito a mais e melhor vida pessoal e familiar e a retemperarem forças. Como está amplamente demonstrado, a duração da jornada de trabalho é inseparável do grau de concentração e do nível de qualidade de desempenho nas tarefas, que comprovadamente decrescem a partir de um limiar bem anterior às oito ou mais horas de trabalho, diminuindo também a produtividade, aumentando o stress o risco de erro. É indesmentível que trabalhadores com períodos de descanso e de férias adequados são mais saudáveis e mais resistentes e encaram os desafios e as adversidades com mais segurança. Os avanços técnicos e tecnológicos e as crescentes inovações em processos de produção permitem cada vez mais apurar a organização da produção e do trabalho, em ordem a reduzir a carga a quem o presta e aumentar a produtividade. Os benefícios dos ganhos em produti...

Liberdade de expressão ou decência parlamentar?

Imagem
Por estes dias, algumas pessoas – umas que conheço e com as quais convivo; outras que me reconhecem no que faço e que me abordaram na rua – me têm perguntado o que penso sobre “essa coisa da liberdade de expressão” na Assembleia da República, a propósito das palavras desbragadas e inaceitáveis do líder do Chega, na passada sexta-feira, com que inflama o seu discurso extremista e as suas teses racistas e homofóbicas. Não creio que “coisa” deva ser colocada ao nível da liberdade de expressão. Seria atribuir-lhe a dignidade que não tem e conferir-lhe um patamar de discussão que não merece. No essencial, a questão é de uma natureza na qual o presidente da Assembleia deveria ter sabido situar – a da decência parlamentar. Seria paradoxal que, num Parlamento tão cioso das suas praxes e salamaleques, não devessem os deputados absterem-se – ou serem disso inibidos – de pronunciar termos e expressões desprimorosas e ofensivas em relação a pessoas presentes ou ausentes, a instituições nacio...

Portagens nas ex-SCUT: ficam à vista os compromissos com os grandes interesses

Imagem
  Quanto ao assunto portagens nas ex-SCUT, estamos conversados: O PS, que votou contra sucessivas propostas do PCP, vem agora propor uma eliminação da cobrança – não em todas, e em duas delas de forma bastante parcial, avançando menos do que deveria. O PSD, o CDS, o Chega e a iniciativa Liberal e o PAN, que têm ajudado a impedir a marcha a uma medida justa, necessária e que tarda, mantêm os pés no travão, dificultando a tomada da decisão que há muito deveria estar tomada. O PCP, pelo contrário, prossegue no rumo certo e ao lado de quem tem sofrido os elevados custos directos e os prejuízos resultantes das portagens – as famílias, a micro, pequenas e médias empresas, as autarquias, as populações e o Estado.   De facto, o PCP volta a propor a eliminação das portagens nas ex-SCUT e, em simultâneo, a revogação das concessões sem compensações, contribuindo para o passo que falta dar: acabar com as parcerias público-privadas – acabar mesmo, nem sequer renegociar, como prop...

A síntese

Imagem
  Hoje, na Avenida do Almirante Reis, em Lisboa, no desfile do 1.º de Maio da CGTP-IN