quarta-feira, 9 de abril de 2014

Salário mínimo, objectivos e manobrismos

A mais que justíssima exigência de actualização do salário mínimo nacional é imperativa e inegociável. Mas o patronato confirmou hoje que, afinal, tanta bondade e tanta disponibilidade para aceitar o aumento era gato escondido com os dentes salivando de fora.
"Queremos contrapartidas", dizem eles, prontinhos para forçar, também por esta via, a confirmação e a eternização do grave retrocesso que a revisão do Código do Trabalho lhes dera de prenda, em 2012, até Agosto próximo, em matéria de retribuição do trabalho suplementar, com a sua redução para metade.
Eles não querem apenas prolongar a suspensão das cláusulas dos contratos colectivos que, em geral consagram a retribuição em dobro. Querem mesmo é ficar com o trabalho suplementar de borla. 
Que eles o queiram, já se sabe, é da História; que alguém admita que os sindicatos o aceitem, é conversa mais séria. Não é?!
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