segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Sobre a contextualização em Jornalismo

De repente, uma personagem - política, por exemplo - surge no ecrã da televisão, na página do jornal ou na rádio, debitando opiniões, apreciações sobre algo que se passou ou está a passar-se. Talvez alguns telespectadores, alguns leitores, alguns ouvintes se interroguem:
a) Quem é este/a senhor/a, que autoridade e/ou cargo tem?
b) A que propósito se pronuncia ele/a sobre esse "algo"?
c) Por que razões essa personagem e não outra?
d) Essa personagem quis ser ouvida e procurou ser ouvida?
e) Quais foram os critérios e razões que levaram a aceitar ouvir essa personagem?
f) Essa personagem foi procurada para ser ouvida?
g) Por que razões e com que critérios de selecção foi ouvida essa personagem?
Será que todos nós somos capazes de responde a estas e a outras perguntas e de explicar por que razões fazemos esta e não outra opção? E será que tudo isso fica claro perante os telespectadores, os leitores e os ouvintes sem que seja necessário que alguém nos questione sobre o assunto?
É por causa destas e  de muitas outras perguntas que a contextualização é muito mais importante do que parece. E por favor não me peçam exemplos...
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