Sobre as eleições na Venezuela

A propósito da excitação mediática que por aí vai, quanto às chamadas equipas de observadores eleitorais cuja entrada na Venezuela foi barrada "pelo regime de Maduro", talvez seja útil ter em conta que, entre as principais missões no país, reunindo mais de 900 observadores, está o Painel de Peritos da Organização das Nações Unidas (ONU), a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC), Comunidade do Caribe (CARICOM), a União Interamericana de Organismos Eleitorais (ULOL) e o Centro Carter. Não consta que se trate de organizações chavistas, ou, como agora se diz/escreve, “pró-Maduro”, ou “Pró-regime”. É de recordar também, que, em 29 de maio, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) retirou o convite para observação à União Europeia, alegando que ainda se mantêm as sanções da UE contra a Venezuela, apesar dos evidentes passos dados a favor da realização de um processo eleitoral pluripartidário. Talvez ajude ainda notar que, a despeito de os media portugueses insistir...