Acabo de ver no “Jornal da Tarde” da RTP uma peça sobre a destruição da barragem de Kakhovka, afirmando que “uma investigação independente” da “organização de direitos humanos Global Rigths Compliance” reuniu provas, contra determinada parte, de "uso de explosivos convencionais" e considera o acto um "crime de guerra". Ora, como é fácil perceber numa rápida consulta ao respectivo sítio electrónico , a Global Rigths Compliance não é uma “organização de direitos humanos”, mas sim pelo menos uma ou duas realidades juridicamente bastante distintas da que nos é apresentada, mas sim, basicamente, um escritório de advogados especializados nestes assuntos. Aliás, pelo menos um despacho de ontem da agência Reuters deixa bem explícito que esse escritório está a assessorar a Procuradoria-Geral da Ucrânia na obtenção de provas e na preparação das iniciativas legais contra a Rússia, interesses (legítimos!) que, todavia, a cadeia norte-americana de televisão CNBC ...