No rescaldo da polémica em torno das bocas dos deputados Carlos Abreu Amorim (1) e José Lello (2), o "Diário de Notícias" (Francisco Mangas) publica hoje um interessante artigo, pondo três politólogos (António Costa Pinto, Adelino Maltez e André Freire), e ainda José Lello, a discorrer sobre as inconveniências das tiradas como as que aqueles escreveram instantaneamente no Twitter, dizendo (sem pensar?) o que lhes "ia na alma". Não há dúvida de que mandar umas bocas nas redes sociais é uma nova modalidade de intervenção política, ou é pelo menos um exercício de liberdade de expressão. Talvez tenha alguma ponta de razão José Lello, ao estranhar a valorização que os jornalistas parecem dar-lhes, quando afirma: "Os jornalistas, como são incapazes de atacar os poderes instituídos, procuram a caixa (cacha) na não-notícia, exorcizam os políticos". Mas, no essencial, faz-nos reflectir sobre as razões pelas quais os jornalistas patrulham tanto as con...