N o dia 3 de Maio, as centrais sindicais reagiram com justa indignação a afirmações da presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, no encerramento das jornadas parlamentares da sua bancada, realizadas em Ílhavo, distrito de Aveiro, a propósito das notícias sobre a publicação do regime jurídico transitório para a inserção de trabalhadores precários na Administração Pública e no sector empresarial do Estado. A julgar pelas notícias, as jornadas pouco terão produzido digno de destaque e Assunção Cristas estava sem assunto que produzisse eco noticioso suficiente para assegurar a «presença» mediática do seu partido ao longo do dia (edições em linha, rádios e televisões) e nos jornais do dia seguinte. Da memória dessa alocução, o que fica são afirmações segundo as quais os sindicatos passam a ter um poder de seleccionar e defender a integração dos trabalhadores precários que bem entendam – os que são sindicalizados, diz ela – e que estaríamos mesmo perante a «apropriação ilegítima da máqu...