Se não os travarmos, quando esta maioria parlamentar e este governo forem embora, não restará pedra sobre pedra do que decentemente possa chamar-se serviços públicos de comunicação social. Tal como estarão reduzidos a escombros, ou em grave perigo de derrocada, a escola pública, o sistema de saúde, a segurança social, a gestão do território e a própria soberania nacional. Ideologicamente, este governo, a maioria parlamentar que o suporta, o patronato que os apoia e parte importante da opinião publicada nutrem um militante ódio visceral a tudo quanto exale o mínimo odor a Estado – a menos que possam extrair-lhe chorudos proveitos privados. A Direita, organizada, paciente e laboriosa, às escâncaras ou à sucapa, com a conivência mais ou menos convicta, mais ou menos distraída e ingénua das alternâncias do costume, tem em marcha uma longa e determinada campanha de demolição dos serviços e empresas públicas, porfiando em executá-la custe o que custar, ora directamente, ora confiando certas ...