domingo, 9 de setembro de 2012

Cálculo matemático aplicado ao jornalismo. Ou, "é só fazer as contas"

Em tempos que já lá vão, o antigo primeiro-ministro António Guterres (ou ainda seria só líder do PS, já não me recordo) foi apanhado na ratoeira do jornalismo que pede números, estatísticas e percentagens por tudo e por nada. Em falando sobre a necessidade de reforço do orçamento da Educação, enunciou, se bem me recordo, uma determinada percentagem do Produto Interno Bruto (PIB).
Ágil como uma rapace, um repórter perguntou-lhe quanto é que isso representaria em termos de moeda - ao tempo, suponho que ainda em milhões de contos. Atrapalhado entre mil coisas em que pensar, Guterres, engenheiro de formação, arriscou fazer os cálculos, de cabeça, ali mesmo, entre a turba apressada de jornalistas e as pressas da deslocação. Como é sabido, a coisa deu para o torto: engasgou-se, errou e rematou com a célebre frase "enfim, é só fazer as contas".
Tem-me ocorrido muito este episódio, que sempre tive como compreensível em situações de pressão como aquela, a propósito do colossal disparate que tem sido repetido, anteontem, ontem e hoje, sobre o aumento da Taxa Social Única (TSU) para os trabalhadores anunciado pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, na sua comunicação ao país, ao entardecer de sexta-feira passada.
O (roubo) que o primeiro-ministro anunciou, no que tange à TSU, traduzir-se-á, se não for travado, num aumento de sete pontos percentuais em relação aos 11% que os trabalhadores pagam agora, ou seja, passa para 18%. Note-se: sete pontos percentuais e não, como se tem dito e escrito por aí (basta fazer uma busca na Rede...), sete por cento. Porque, na realidade, o aumento percentual é de 63,6% !!! e não de... 7%.
De facto, como temos de calcular o aumento percentual sempre a partir do número de partida, teremos  

                                                                          7   
                                                                        ___ X 100 = 63,6%

                                                                         11      

Vamos a um exemplo prático. Imaginemos o trabalhador Pedro Passos Coelho, que aufere, por hipótese, mil euros por mês. À taxa de 11%, paga 110 euros de TSU. Se, como o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho anuncia e nós deixarmos,  a taxa passar efectivamente para 18%, ele terá de pagar 180 euros. Assim, a diferença será de mais 70 euros, que correspondem a um acréscimo de 63,6% sobre aqueles 110 euros, pois

                                                                         70
                                                                       ____  X 100

                                                                        110

Estou certo?
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sábado, 8 de setembro de 2012

O estado da Pátria

Onde estes tipos nos estão a levar!


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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

SJ volta a repudiar privatização da RTP e da Agência Lusa

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) voltou hoje a repudiar a privatização da RTP e da Agência Lusa anunciada no programa eleitoral do PSD, e sublinhou importância estratégica para o país daqueles órgãos de comunicação social.
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Um roubo descarado e um mandato excedido

O primeiro-ministro confirmou hoje que o Governo tenciona prosseguir a ofensiva sem quartel aos trabalhadores, reformados e pensionistas, a beneficiar ainda mais o patronato e a aumentar a imunidade as grandes fortunas e os grandes lucros.
O que o primeiro-ministro anunciou é mais um roubo descarado a quem trabalha e mais uma machadada na economia nacional, agravando a espiral de recessão e a empurrando milhares e milhares de pessoas para a pobreza e a exclusão social.
Ao contrário do que o primeiro-ministro disse e do que vieram papaguear dirigentes dos dois partidos do Governo e da maioria parlamentar, há alternativas. Eles é que não querem pô-las em prática.
O PSD costuma encher a boca com o seu programa eleitoral sufragado pelos eleitores. Mas a verdade é que o que o PSD e o CDS estão a fazer excede em muito o mandato que os (seus) eleitores lhes deram!
Mais tarde ou mais cedo, o povo tomará a palavra novamente. Esperemos que seja desta que toma decisões mais acertadas. Será?
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Petições, jornalismo e transparência editorial


O "Diário Económico" lançou hoje uma petição pública abertamente contra novo aumento de impostos, ameaça que nos últimos vem tomando corpo na Imprensa.
A iniciativa não é completamente inédita: há tempos, o "Correio da Manhã" promoveu uma petição com vista à criminalização da corrupção, se bem me recordo. 
Há quem entenda discutível que um jornal adopte um pronunciamento público sobre estas matérias e que tome mesmo a iniciativa de constituir-se motor de uma iniciativa, digamos, popular.
Sem discorrer, agora, sobre o concreto conteúdo do texto da petição, em relação ao qual tenho várias discordâncias, gostaria de deixar claros três pontos que me parecem essenciais para um debate sobre esta iniciativa e os efeitos e consequências, a saber:
  • A assumpção de um pronunciamento e a liderança de uma iniciativa popular por parte de um jornal não é ilegítima, mas é arriscada,  na hipótese de este pretender afirmar uma imagem de neutralidade.
  • Há mais vantagens em declarar, pública e claramente, uma posição e em assumir abertamente um objectivo do que prosseguir um jornalismo de campanha sem assumi-la de forma transparente perante os leitores e o público em geral.
  • A circunstância de um jornal assumir uma causa - sob a forma de petição ou outra - não deve afunilar a abordagem editorial e noticiosa dos assuntos e muito menos limitar a liberdade e o pluralismo informativo, internos e externos.

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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Cidadãos pela RTP e pelos serviços públicos de rádio e de televisão


Já está em linha o sítio do movimento Em Defesa do Serviço Público de Rádio e de Televisão, contra o desmantelamento da RTP, seja qual for a forma de privatização, contribuindo para uma frente cada vez mais ampla contra o desígnio neoliberal e demagógico deste Governo.
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A "brecha" da Lei Eleitoral Autárquica

A designada "nova brecha" na coligação parlamentar/governamental aberta com a ruptura das negociações entre o PSD e o CDS para a revisão da Lei Eleitoral Autárquica não deve ter uma leitura política limitada à circunstância de o projecto ser da autoria de um circunstancial ocupante de uma pasta ministerial. Ela traduz a luta do CDS para preservar o seu já muito acantonado espaço autárquico. Para um partido com outras aspirações e na expectativa de capitalizar uma ruptura mais definitiva, capitular agora seria suicídio.
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domingo, 2 de setembro de 2012

Uma hipótese

Hipótese: Os jornais deixam de fazer notícias sobre o conteúdo dos comentários de Marcelo Rebelo de Sousa, aos domingos à noite na TV.
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A RTP na ordem do dia

A RTP e os serviços públicos de rádio e de televisão continuaram hoje na agenda dos Media, com algumas insistências na discussão sobre a forçadamente questão magna da concessão da empresa, "hipótese" legitimamente contestada (era o que faltava entregar o ouro ao bandido!), mas cuja discussão não pode afastar-nos da questão crucial - a do seu desmantelamento e privatização.
Apesar da aparente divisão entre o CDS e o PSD que significativamente surgiu. nos últimos dias, é preciso - é muito importante - não esquecer que estes dois partidos e os seus líderes estabeleceram um pacto para a privatização de um canal, pelos vistos o 1, e que esse objectivo não está descartado. E que é um objectivo que deve ser combatido com todas as forças.
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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Sobre a demissão da Administração da RTP

É sabido já: a Administração da RTP teria apresentado a demissão ao ministro dos Assuntos Parlamentares, que a aceitou de pronto. Consta que a esperava - ou que a teria exigido.
A Administração demitida não colhia a simpatia dos trabalhadores ao serviço da RTP nem das suas organizações representativas, desde logo pela sua recusa em discutir o plano de reestruturação que estava a executar, à margem de qualquer participação da Comissão de Trabalhadores, mas também porque soube muito bem requerer para os administradores o estatuto de excepção nas remunerações.
Aparentemente, a Administração é castigada por ter ousado (??!!) tornar pública a sua discordância com a "hipótese" de concessão da RTP muito da simpatia do ministro das Privatizações, António Borges, bem como de comentar negativamente tal opção. Mas não podemos esquecer que esta é a Administração que é cúmplice do Governo na operação de desmantelamento do Serviço Público de Televisão e da própria RTP, especialmente ao colaborar activamente no processo para a privatização de pelo menos um canal de televisão. E que esta Administração preparava mais um despedimento maciço de trabalhadores.
Não há razões de solidariedade para com a Administração demitida, como não poderá haver contemplações na que lhe suceder, pois esta há-de trazer o mandato de prosseguir o trabalho de desmantelar a RTP e os Serviços Públicos de Rádio e de Televisão.
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

As lutas pela frente na RTP

Creio que vale a pena ir um pouco mais longe na leitura e no conhecimento do conteúdo das decisões do importante plenário de trabalhadores da RTP, ontem. Para que conste e que ninguém possa dizer que tais  decisões não foram tomadas...
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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Coisas que afligem

Há várias coisas que afligem, quando a gente contacta - ou simplesmente vê e ouve - com esta rapaziada que está (e outra que com ela alterna) no Poder. Uma, é o ar infantilmente soberbo com que encara os seus opositores, ou simplesmente quem vá dizer-lhes o que pensa e o que propõe, ou alerta para as asneiras que os meninos estão fazendo; outra, é o seu horror ao Estado, aos serviços públicos e às empresas públicas, mesmo quando as suas vidinhas estão muito bem instaladas no Estado e no sector público...
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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Da Andaluzia, um importante manifesto político para o Mundo

Como é sabido, o Ministério do Interior espanhol emitiu uma ordem de localização e detenção dos activistas do Sindicato Andaluz de Trabalhadores (SAT) que participaram em acções em grandes superfícies nas regiões de Cádis e Sevilha.
Em resposta solidária, corre uma campanha de recolha de declarações de auto-incriminação, cujo texto é um significativo manifesto político a que a actualidade espanhola, portuguesa, grega, irlandesa, europeia e mundial confere um importante significado:
    

A LA DELEGACIÓN DEL GOBIERNO DE MADRID  
A LA ATENCIÓN DEL SR. MINISTRO DE INTERIOR

  
D./Dña.…………………………………………………………………………………………………………………………, mayor de edad, con DNI ………………………………, y con domicilio para notificaciones en …………………………………………………………………………………………………………,

EXPONGO:

Primero.- Que he tenido conocimiento de la orden de localización y detención emitida por el Ministerio del Interior contra los militantes del Sindicato Andaluz de Trabajadores/as (SAT) que el pasado martes 7 de agosto participaron en diversas acciones reivindicativas en la gran superficie Carrefour de Arcos de la Frontera (Cádiz) y Mercadona de Écija (Sevilla). El objetivo de tales acciones era denunciar la naturaleza profundamente injusta de las reformas legislativas impuestas en los últimos años contra los sectores económicamente más débiles de Andalucía, con el resultado de que el 35% de las familias de las principales ciudades andaluzas está por debajo del umbral de la pobreza, más de 1.250.000 desempleados/as, tres millones de pobres y más de 200.000 familias con todos sus miembros en el paro y sin cobrar ningún tipo de percepción. Es decir, una situación ética y jurídicamente insostenible, dado que el creciente fortalecimiento, ostentación e impunidad de bancos, multinacionales, grandes holdings y poder económico en general choca frontalmente con la creciente pérdida de derechos básicos de amplios sectores de la población andaluza.

Segundo.- Por ello, declaro ante la autoridad competente y, en particular, ante el Sr. Ministro de Interior que ha ordenado la localización y detención de los compañeros que han protagonizado la acción descrita, que coincido, apoyo y respaldo al SAT en su iniciativa del pasado 7 de agosto, dado que el SAT con estas acciones reivindicativas, no-violentas y simbólicas, ha pretendido despertar la conciencia de la sociedad, así como denunciar la dejación y complicidad de los gobernantes por el incumplimiento de responsabilidades institucionales, en especial la que respecta a la reiterada negación de derechos sociales actualmente reconocidos en el Estatuto Andaluz, la Constitución Española e incluso la propia Declaración Universal de Derechos Humanos.

     Tercero.- En consecuencia, reconociendo mi cuota de responsabilidad por difundir esas denuncias y trabajar en la línea de generar un fuerte e inaplazable debate ciudadano para buscar soluciones justas, socialmente éticas y, si procede, rupturistas con el actual marco jurídico y político, ME AUTOINCULPO de ser cómplice e inductor intelectual de las acciones llevadas a cabo por los sindicalistas del SAT en Écija y Arcos.

Por todo ello,

SOLICITO:

que tenga por presentado este escrito y por formuladas las alegaciones que anteceden, y tenga en cuenta mi responsabilidad en los hechos señalados a los efectos oportunos.

________________, a  de agosto de 2012

domingo, 26 de agosto de 2012

Coincidências...

Como me pareceu aqui, parece que as coincidências dão jeito: ninguém fala da derrapagem do défice e do orçamento...
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sábado, 25 de agosto de 2012

Não foi bem o povo

O ministro da Defesa - notem bem: o da Defesa! - veio a terreiro justificar a privatização da RTP dizendo aos jornalistas que esta já é inquestionável porque constava do programa eleitoral do PSD, que foi o que o povo escolheu e foi o povo que decidiu. 
Além de demonstrar um claro desprezo pelo funcionamento da democracia, faz de conta que o povo que votou "no programa" do PSD não chegou para que o único partido que tinha a privatização da RTP no programa formasse governo.
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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Empresa pública, evidentemente

Os sindicatos representativos dos trabalhadores da RTP insistiram hoje que os serviços públicos de rádio e televisão só podem ser assegurados por empresas de capitais exclusivamente públicos e denunciaram a inconstitucionalidade da "hipótese" de concessão da gestão da empresa a grupos privados.
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RTP: A hipótese dinamite

Afinal, parece que o Governo não contratou apenas consultores nas áreas jurídica e económica para a "reforma" da RTP. Consta que também contratou engenheiros de minas para dinamitar o Serviço Público de Televisão.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

RTP e execução orçamental: coincidências

No dia em que se conhece mais uma confirmação dos efeitos desastrosos da aplicação do Programa de Governo da Tróica e dos aditamentos neoliberais do governo PSD/CDS, liberta-se informação sobre "a solução" para o pretenso "problema RTP", explorando demagogicamente o preconceito contra os serviços e as empresas de natureza pública.
Em coincidente entrevista, veio o conselheiro Borges antecipar a tão extraordinária quanto inaceitável hipótese "muito atraente" de o Estado vir a concessionar a gestão da RTP a uma empresa privada, como se um serviço público de televisão pudesse ser objecto de um tal comércio.
Preparemos para longa luta.
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Desastre a confirmar-se

Por mais voltas e piruetas de retórica que o Governo, o PSD e o CDS dêem, por mais que o PS finja que não tem culpas no cartório, a verdade, verdadinha, é que o relatório da execução orçamental dos primeiros sete meses deste ano confirma o desastre a que nos estão a conduzir as imposições do FMI e dos seus acólitos europeus (CE e BCE) e nacionais (PS, PSD e CDS), agravado pelas violentas medidas de austeridade que este Governo está a acrescentar.
E não, não é fatal que sejam necessárias ainda mais medidas de austeridade!
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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Jornalistas contra trabalho suplementar à borla

O Sindicato dos Jornalistas acaba de emitir um importante comunicado sobre a resposta a dar ao oportunismo das empresas jornalísticas que quererem apanhar a boleia oportunista do embaratecimento do trabalho e usar a custo zero o trabalho suplementar.
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domingo, 19 de agosto de 2012

Poesia e touradas: ironias das efemérides


Passam hoje 76anos. A 19 de Agosto de 1936, Federico Garcia Lorca foi assassinado, por fuzilamento, nos arredores de Granada, pelas tropas franquistas. Um dos mais belos e mais conhecidos poemas é a comovente elegia para o toureiro e escritor Ignacio Sánchez Mejías, morto a 13 de Outubro de 1934, em Madrid, na sequência de uma colhida na praça de touros de Manzanares.
Com a devida vénia, publico-o hoje em homenagem ao poeta vítima do fascismo espanhol, sem embargo de pensar, convictamente,  que o espectáculo bárbaro que hoje acontece em Viana do Castelo contra a opinião da autarquia não deveria ter sido tolerado por nenhum tribunal.  

Ei-lo (primeira parte):

I
A COLHIDA E A MORTE

Às cinco horas da tarde.
Eram as cinco em ponto da tarde.
Um menino trouxe o lençol branco
às cinco horas da tarde.
Uma ceira de cal já preparada
às cinco horas da tarde.
Tudo o mais era morte, apenas morte
às cinco horas da tarde.

O vento levou os algodões
às cinco horas da tarde,
e o óxido semeou cristal e níquel
às cinco horas da tarde.
Já lutam a pomba e o leopardo
às cinco horas da tarde,
e uma coxa com uma haste desolada
às cinco horas da tarde.
Começaram os acordes de bordão
às cinco horas da tarde.
Os sinos de arsénico e o fumo
às cinco horas da tarde.
Pelas esquinas grupos de silêncio
às cinco horas da tarde,
e o touro sozinho coração acima!
às cinco horas da tarde.
Quando o suor de neve foi chegando
às cinco horas da tarde,
quando a praça se cobriu de iodo
às cinco horas da tarde,
a morte pôs ovos na ferida
às cinco horas da tarde.
Às cinco horas da tarde.
Às cinco horas em ponto da tarde.

Um ataúde com rodas é a cama
às cinco horas da tarde.
Ossos e flautas soam em seus ouvidos
às cinco horas da tarde.
O touro já mugia por sua fronte
às cinco horas da tarde.
Irisava-se o quarto de agonia
às cinco horas da tarde.
A gangrena já caminha ao longe
às cinco horas da tarde.
Trompa de lírio nas verdes virilhas
às cinco horas da tarde.
As feridas queimavam como sóis
às cinco horas da tarde
e a multidão quebrava as janelas
às cinco horas da tarde.
Às cinco horas da tarde.
Ai que terríveis cinco horas da tarde!
Eram as cinco em todos os relógios!
Eram as cinco em sombra da tarde!
(…)


(Federico Garcia Lorca, “Pranto por Ignacio Sanchez Mejías”, in Antologia da Poesia Espanhola Contemporânea, selecção e tradução de José Bento, Assírio e Alvim, 1985)

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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Touradas: a provocação em Viana do Castelo e a "brincadeira" autárquica

Escrevi aqui, há dias, que a tentativa - pelos vistos caucionada pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga - de uma federação taurina de promover uma tourada em Viana do Castelo, auto-declarada cidade anti-tourada, era uma provocação. O presidente da Câmara local usou a mesma expressão nos dias recentes. E está certo.
Na campanha de resistência que o Município entende fazer, inclui-se o pedido de constituição, na Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), de uma secção de cidades anti-touradas. 
Encarregado analisar a pretensão, o presidente da Câmara de Coruche, por acaso (há acasos levados da breca!) presidente da secção da ANMP de municípios com actividade taurina,  veio dizer que a ANMP já tem secções de municípios de montanha, de municípios com áreas protegidas, de municípios com actividade taurina, etc.,.etc. mas não conhece nenhuma secção de municípios contra o que quer que seja.
Só tem um remédio: é perceber que ainda está a tempo de ter...
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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Amor é...

Rua de Cinco de Outubro, Évora, Agosto de 2012

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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Provocação taurina

Em 2009, há três anos portanto, a Câmara Municipal de Viana do Castelo comprou a praça de touros que bizarramente existia na "capital do Alto Minho" e declarou a cidade antitouradas.
Agora, uma federação das toiradas quer à viva força que este órgão da autarquia licencie uma corrida nas Festas da Agonia.
Só por mera provocação.
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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Pela Cultura: mensagem entregue

Largo Conde de Vila Flor, Évora, Agosto de 2012

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terça-feira, 7 de agosto de 2012

O Fluviário de Mora

Timidamente, a jovem aproximou-se de mim e perguntou: "Acha que vale a pena visitar?". Respondi que sim. Vale sempre a pena saber mais. "E vale o investimento?", perguntou ainda. Fiquei embaraçado. Se eu mandasse, o ingresso para o Fluviário de Mora seria mais barato. Mas isso é porque eu acho que a democratização do conhecimento deve ter uma dimensão... económica.
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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A lição de Hiroshima

Há 67 anos, pelas 08:18 do dia 6 de Agosto de 1945, um bombardeiro norte-americano largou sobre Hiroshima uma bomba cujas 140 mil vítimas mortais pesam ainda na consciência universal.
Provavelmente, sem o seu sacrifício, culminando um doloroso cortejo de muitos milhões de mortos, especialmente na Europa, o Mundo seria hoje muito diferente, para pior.
Mas ainda não aprendemos a dramática lição que a História nos deixou e que o ritual da efeméride anualmente nos recorda. Lembra-nos que falta ainda muito tempo para o próximo grande passo da Humanidade: o fim definitivo das guerras. 
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Optimismo entre ruínas

Rua Magalhães de Lima, Estremoz, Agosto de 2012
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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Cortes na Imprensa

A Biblioteca Municipal de Tomar deixou de ter disponíveis, na secção de periódicos, os jornais diários nacionais e vários semanários, noticia hoje a imprensa local. A Câmara Municipal justifica o corte na aquisição de jornais com a Lei dos Compromissos e a falta de 150 euros mensais em caixa para suportar a despesa. Um movimento de munícipes está a agir contra os cortes e a reclamar a disponibilização de dois diários e de um semanário nacional. Ao que isto chegou...
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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Arrependei-vos e acreditai!

Rua de Serpa Pinto (entre outras...), Tomar, Agosto de 2012


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