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Problemas da distribuição de dividendos da Lusa

Um desentendimento entre o accionista Estado e os accionistas privados Controlinveste, Impresa e NP na Agência Lusa relativamente à distribuição de dividendos da empresa levanta várias questões muito importantes, como o Sindicato dos Jornalistas demonstra hoje em comunicado. A primeira questão é a da legitimidade da distribuição de lucros quando os trabalhadores estão a ser desapossados de parte das suas retribuições e têm as suas carreiras congeladas. A segunda é do risco de descapitalização da empresa. A terceira é mais uma ameaça a postos de trabalho. Há outras. E a ordem é quase arbitrária. Vale a pena ler o comunicado na íntegra, já a seguir:     SJ preocupado com situação na Agência Lusa 1. Tendo tomado conhecimento do comunicado da Comissão de Trabalhadores relativo à sua reunião com o presidente da Administração da Agência Lusa, a Direcção do Sindicato dos Jornalistas manifesta-se preocupada com a ameaça de nova vaga de despedimentos e a previsão de distribuição de dividendos qua…

Despedimentos no "Sol"

A onda de despedimentos na comunicação social atingiu agora o semanário "Sol", detido por um grupo cujos donos não se consegue identificar em toda a sua extensão mas que têm sido associados a capitais angolanos e andam para aí a comprar importantes órgãos de informação.
Eis o que escreveu hoje o Sindicato dos Jornalistas: SJ repudia despedimentos no "Sol" 1. Jornalistas e outros trabalhadores ao serviço do semanário "Sol" começaram a ser chamados esta semana para rescisões ditas amigáveis dos seus contratos de trabalho, em mais um processo que o Sindicato dos Jornalistas repudia, por atingir a dignidade pessoal e profissional dos profissionais seleccionados. 2. Trata-se de um caso muito preocupante, por o conjunto de jornalistas já abordado ter um peso significativo numa redacção de dimensão reduzida, por envolver profissionais que muito têm dado ao jornal e, nalguns casos, serem de recrutamento mais ou menos recente noutros órgãos de informação. 3. Em segu…

Despedimentos no "Diário Económico"

O Sindicato dos Jornalistas denunciou hoje a forma como o "Diário Económico", do Grupo Ongoing, está a tentar despedir jornalistas e outros trabalhadores, atingindo a dignidade pessoal e profissional dos abordados com o eufemisticamente designado "convite a rescindir o contrato" e fazendo o jornal incorrer no risco de perda de qualidade e de... leitores e publicidade. Em comunicado, a Direcção do SJ recorda que o jornal se integra num grupo económico em expansão e sublinha que os grupos económicos devem conferir uma dimensão social às sinergias e não limitar-se a potenciar os lucros. Vale a pena ler o comunicado na íntegra, que é do seguinte teor: SJ repudia despedimentos no “Diário Económico”1. Jornalistas e outros trabalhadores ao serviço do “Diário Económico” têm vindo a ser abordados selectivamente, com vista ao seu despedimento através de propostas de rescisão dos contratos de trabalho ditas de mútuo acordo, num método que o Sindicato dos Jornalistas repudia limi…

Luta sem tréguas ao acordo de concertação social

Um comunicado importante: SJ repudia "acordo" de ataque aos trabalhadores

1. Tendo analisado o "Compromisso para o Crescimento, Competitividade e Emprego", subscrito pelo Governo, pelas confederações patronais e pela União Geral de Trabalhadores (UGT), a Direcção do Sindicato dos Jornalistas considera que o chamado acordo de concertação social, a ser cumprido na sua componente laboral, representa um processo de inadmissível retrocesso na protecção do direito ao trabalho digno e com direitos, na protecção do emprego e no desemprego, um recuo histórico na negociação colectiva e confisco ilegítimo da própria liberdade negocial entre sindicatos e associações patronais.
2. De facto, em matéria de organização do tempo de trabalho, os "compromissos" fragilizam ainda mais a posição do trabalhador, isolando-o e forçando-o, na prática, a ceder mais duas horas de trabalho por dia, no regime de banco de horas a implementar directamente entre o empregador e o trabal…

SJ em defesa da "Focus"

O Sindicato dos Jornalistas contestou hoje a intenção da Impala de encerrar a revista "Focus" e despedir quase duas dezenas de jornalistas e outros trabalhadores, apelando à administração para que encete um verdadeiro processo de negociação de alternativas que mantenham a publicação e os postos de trabalho.

O comunicado é do seguinte teor:

SJ contra encerramento da “Focus” 1. O Sindicato dos Jornalistas está a acompanhar a situação na revista “Focus”, que a Impala decidiu encerrar e em relação à qual tenciona encetar um processo de despedimento colectivo, que poderá abranger uma dezena de jornalistas e oito outros trabalhadores.  2. Manifestando a sua solidariedade para com os profissionais atingidos pelas medidas anunciadas pela Empresa, o SJ reafirma a sua determinação em defender os direitos e interesses dos jornalistas, especialmente o direito ao trabalho. 3. Além da defesa dos postos de trabalho, o SJ considera essencial que as empresas de comunicação social preservem o mai…

Confirma-se: o capital é para proteger

Como se esperava, a maioria parlamentar chumbou os projectos de lei do PCP e do BE para reforçar a tributação fiscal e repor a equidade das empresas que deslocalizem capitais para paraísos fiscais ou países fiscalmente mais favoráveis. Confirma-se que o capital é mesmo para proteger, mesmo continuando a desproteger cada vez mais os do costume. .

A pretexto das "Urgências low cost"

Ao longo dos anos, tive de frequentar serviços de urgência hospitalar - públicos na maior parte das vezes, privados nalguns (poucos) casos - , fosse por mim, fosse por familiares e outras pessoas das minhas relações. Embora possa fazer um ou outro reparo, que não vêm nada ao caso, posso assegurar que sempre fui muito bem atendido nas urgências dos hospitais públicos, assim como foram bem atendidas as pessoas da minha família e das minhas relações que tiveram de recorrer a elas. No dia em que se instala a discussão sobre o lançamento da ideia de urgências low cost por um grupo privado de Saúde, devo prestar homenagem ao mérito, ao esforço e à qualidade dos serviços públicos - do serviço Nacional de Saúde. .

A simulação trapalhona de concertação

É público e notório: o ministro Álvaro tem filada a imposição da meia hora de trabalho diário aos trabalhadores e está a simular uma negociação na Concertação Social que toda a gente sabe que não existe. Mas a simulação é tão trapalhona, tão trapalhona, que o ministro se esqueceu de simular que negociava com a CGTP.  Se não fosse o Manuel Carvalho da Silva a lembrar tal esquecimento (declarações esta manhã à TSF), o ministro Álvaro nem se lembraria de telefonar à pressa ao secretário-geral da Intersindical, para que lá se marcasse o ponto da Concertação. Em vão. Seguramente que nem o próprio ministro acredita no simulacro de negociação que forçou... .

Uma pergunta simples

A reportagem do "Público" do passado dia 5, se não erro, sobre a decoração agressiva do corredor de acesso ao balneário da equipa visitante no Estádio de José de Alvalade foi um importante serviço à decência nos espaços desportivos. A fazer fé nas notícias das últimas horas, a UEFA pediu ao Sporting de Portugal que remova ou tape as imagens nas quais aparecem adeptos em posições e atitudes provocatórias, hostis, agressivas e nazis-fascistas.  A ambiguidade da posição da UEFA, a menos que não esteja adequadamente vertida nas notícias, parece deixar um bocadinho a desejar. Face ao teor e à gravidade das imagens reveladas, "pedir" soa um pouco pusilânime. Não seria mais adequado um verbo um pouco mais, digamos, "assertivo", do tipo determinar, para não dizer mais "musculado", do tipo exigir? .

Uma solidariedade e um apelo

A Direcção do Sindicato dos Jornalistas repudiou hoje a discriminação ilegal e inaceitável de jornalistas ao serviço do "Público", impedindo-os de cobrir o jogo de sábado passado entre o Sporting Clube de Portugal e o Futebol Clube do Porto. Em comunicado, o SJ, além de manifestar a sua solidariedade para com os jornalistas e o "Público", renova o habitual e muito importante apelo à unidade entre os jornalistas e, sobretudo, as direcções dos órgãos de informação, para que combatam a discriminação. Há quem critique este recorrente e inútil apelo. Mas haverá um dia em que será ouvido. Tenho a certeza.

Eis o comunicado, na íntegra: 

SJ repudia violação da lei pelo Sporting 
A Direcção do Sindicato dos Jornalistas (SJ) tomou conhecimento de que o Sporting Clube de Portugal impediu o acesso dos jornalistas destacados pelo jornal “Público” para a cobertura do jogo do passado sábado. De acordo com a nota da Direcção do “Público” emitida pelo jornal, o argumento invocado para i…