Mensagens

O dono da bola da Unesco

A Palestina viu hoje muito justamente aceite a sua integração como membro de pleno direito na Organização das Nações Unidas para a Ciência, Educação e Cultura (UNESCO). Os Estados Unidos da América (EUA) comportaram-se como o menino dono da bola que pega na bola debaixo do braço e acaba o jogo quando o resultado não lhe agrada: tendo votado contra, anunciaram que não vão pagar a sua contribuição para a organização, que pesa 22% do total dos 1gora 195 membros.  .

As TIC das maiorias

O ministro da Educação vai acabar com a disciplina de Tecnologias de Informação e Comunicação no 9.º ano de escolaridade, porque pensa que "a maioria dos jovens [do 9.º ano] já domina os computadores perfeitamente e é questionável que seja necessário ter uma disciplina de TIC", segundo explicou ao “Público” em entrevista publicada hoje. Só não explicou que raio de igualdade de oportunidades terá a “minoria” dos jovens que, nessa fase, ainda não domina as TIC; nem sequer o que é isso de “dominar” as TIC. .

Um aviso digital

Os jornais em linha avisam hoje, replicando um telegrama da agência noticiosa Lusa sobre a antecipação de resultados do Projecto Inclusão e Participação Digital a apresentar no próximo dia 4 de Novembro, que, "apesar dos progressos (...) nos últimos anos em infra-estruturas tecnológicas, os portugueses não usam a Internet com frequência". Segundo a investigação, Portugal progrediu muito em infra-estruturas tecnológicas e no acesso a meios digitais, mas esse progresso "não se traduziu num uso frequente da Internet por parte das crianças, jovens e suas famílias", verificando-se "clivagens por idades" e "diferenças entre o acesso a meios digitais e o seu uso frequente". Mais: "os pais portugueses estão entre os que menos usam a Internet e, entre os que a usam, apenas um terço o faz com frequência". Para os que insistem na teimosia de acelerar a mudança de "paradigma" na paisagem da comunicação social, estes resultados devem ser ti…

Progressos na monarquia inglesa

Na monarquia inglesa, a sucessão directa da coroa vai passar a fazer-se para o primogénito, seja de que sexo for; e vai ser possível casar com católicos. É um progresso, simbólico e quase folclórico, mas é um pequeno progresso. O definitivo seria a abolição da monarquia.
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Devagarinho, o nuclear outra vez

Devagarinho, como não quer a coisa, com uma entrevista aqui, um debate ali, o lóbi nuclearista português lá vai fazendo o seu trabalho. Há sinais. Qualquer dia, Mira Amaral, Sampaio Nunes e outras personagens lá convencerão o pagode da inevitabilidade da opção... .

Como quem não quer a coisa

Como quem não quer a coisa, as mensagens lá vão passando, sorrateiras, fazendo o seu caminho de persuasão e de imposição pela lógica da inevitabilidade (um dia destes, crio uma etiqueta assim mesmo - Inevitabilidade). Por exemplo: À força de tanto irem dizendo que, não senhor, o Governo não pensa acabar com os subsídios de Natal e de férias, mas que, enfim, há muitos países onde tal privilégio não existe; À força de tanto bater na tecla do monstro, de tanto execrar o peso do Estado, de tanto apontar o dedo à alegada adiposidade do funcionalismo público, a tal ponto que toda a gente se estará nas tintas em mais 15 mil trabalhadores do sector público na calha para o despedimento; À força de tanto e tanto fazedor de opinião a repetir, a repisar, a diabolizar, de tanto repetir que, por definição e ao contrário das empresas privadas, o Estado não é produtivo sem que ninguém peça o favor de demonstrar tamanha asserção,

Um dia destes, a tramóia ideológica contra o Estado lá terá levado a sua avan…

Contra o monstro, disse ele

O Governo aprovou hoje as leis orgânicas dos onze ministérios. A síntese catita em formato apresentação (um dia destes perorarei aqui sobre a moda das apresentações) é esta, coerente, no conteúdo e no estilo, com o desígnio ideológico essencial deste Executivo: contra o Estado - contra o monstro, disse ele -, cortar, cortar, reduzir, reduzir. Na ressaca, pouco sobrará do Estado. E do país?   
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Medidas contra a crise desperdiçadas

O enigma laboral do dia

O ministro Álvaro do Desemprego enunciou hoje um estranho enigma laboral: defender os trabalhadores não é a mesma coisa que defender os postos de trabalho. Atenção às próximas investidas.
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Diálogo construtivo ou monólogo destrutivo?

Ao cabo de seis horas de reunião, o Conselho de Estado apelou esta noite "a todas as forças políticas e sociais para que impere um espírito de diálogo construtivo capaz de assegurar os entendimentos que melhor sirvam os interesses do País, quer a estabilização financeira, quer o crescimento económico, a criação de emprego e a preservação da coesão social". Receia-se, porém, que o espírito de monólogo destrutivo da economia e da coesão social se mantenha. Valerá a pena dar o benefício da dúvida? .