Mensagens

Informem a "duquesa", por caridade

Haverá alguém que tenha a caridade de informar uma senhora que se apresenta como Duquesa do Cadaval e Princesa de Orléans (e já agora alguns jornalistas) que Portugal é uma República há mais de um século e que os títulos nobiliárquicos foram abolidos em 18 de Outubro de 1910? Agradecido. .

O sprint pela Travel Bookshop

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Acho que nunca fui ao célebre bairro londrino de Notting Hill e muito menos, portanto, à celebérrima livraria The Travel Bookshop (ah!, o poder do cinema!) que, segundo as notícias que correm mundo, é objecto de uma "corrida" de salvamento num sprint de celebridades (consta que no pelotão lá segue parte do elenco do filme "Nothing Hill" e uns tantos escritores e tal) a evitar o seu encerramento, consta que por falta de interesse dos filhos do fundador e devido à crise. Não estou a par dos últimos desenvolvimentos e não sei sequer se já tem comprador. Mas intriga-me como é que, tendo assim tantos amigos célebres e ricos, não se resolveu já o negócio, aliás mais atractivo com tamanha campanha de visibilidade (não haverá celebridades com uns trocos suficientes no bolso para uma sociedade, uma cooperativa que seja?).  Resta-me desejar boa sorte e que a livraria de Nothing Hill se salve e que seja exemplo universal. Há muitas pequenas livrarias e outros pequenos negócios …

SJ repudia espionagem a jornalista do "Público"

O Sindicato dos Jornalistas bem avisou, mas o Parlamento aprovou em 2008 uma lei sobre conservação de dados de comunicações que ameaça a protecção do sigilo profissional dos jornalistas. Mas acabou por acontecer pior: uma listagem de chamadas telefónicas e de mensagens de texto de pelo menos um jornalista, Nuno Simas, foi fornecida aos Serviços de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) violando uma lei que já de si é má. Um caso que exige a investigação cabal e urgente, considera o SJ. E que se recorde o que o Sindicato tem vindo a dizer sobre o assunto... .

A liberdade de imprensa consoante a maioria parlamentar de turno

O Sindicato dos Jornalistas estranhou hoje a decisão da Comissão para a Ética, a Cidadania e a Comunicação da Assembleia da República de rejeitar uma audição de jornalistas sobre atentados à liberdade de informação na região Autónoma da Madeira. Em comunicado, o SJ lamenta que as "averiguações parlamentares sobre direitos fundamentais continuem a depender da geometria variável das maiorias de turno". .

Se tiver tempo e paciência...

"Está?! Fala Fulano. Gostava de falar-lhe sobre este assunto .... Se tiver tempo e paciência, agradeço que me ligue. Um abraço." Haverá poucas outras arrelias maiores do que ligar-se para um telefone e não sermos atendidos, ou sermos remetidos para um impessoalíssimo sistema de correio de voz, para o qual é suposto debitarmos um recado: quem somos, ao que vimos, o que pretendemos... Dou-me a reflectir especialmente sobre essa circunstância comunicacional quando eu próprio, vítima do sistema quando não consigo contactar a pessoa que procuro, sou também o alvo da procura de outrem. O recado acima transcrito, real, deixado no meu telefone, transmite várias mensagens.  A primeira, sem dúvida, sobre a delicadeza de trato da pessoa que ma deixou (delidadeza que afianço, do longo e agradável convívio com ela). A segunda tem a ver com um problema bem contemporâneo: a falta de disponibilidade nas suas múltiplas vertentes - de tempo, psicológica, etc - para ouvir o outro. E há outras, cl…

As medidas da tróica e as combinações intangíveis

A repórter afiança, em directo para o serviço noticioso da hora do almoço, que o secretário de Estado Adjunto do Primeiro-ministro, Carlos Moedas, advertiu, no Parlamento, que o mês de Setembro "ainda será pior", diz ela, quanto às medidas impostas pela tróica contra os portugueses (esta parte do contra é minha). O despacho noticioso devolveu-me à memória a cena de um homem - teria uns cinquenta e muitos, talvez 60 anos - que há dias estava à minha frente na fila de um quiosque. Angustiado, perscrutava a colecção de números expostos no placard afiançando prémios e felicidade a quem tivesse acertado nos números mágicos do Totoloto ou do Euromilhões. "Mas eu tenho o 37, eu tenho o 37...", balbuciava. Ao que a menina do quiosque respondia que "a máquina é que tem razão" e lá lhe foi explicando que a combinação não tinha afinal um cêntimo de prémio. Vencido pela evidência, o homem retrocedeu cabisbaixo e mergulhou na rua triste. A menina suspirou: "Isto est…

O problema do "sobe e desce" e dos "altos e baixos"

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Problema prático de Jornalismo.

Não simpatizo com as rubricas de “sobe e desce” que os jornais dedicam a pessoas e à actualidade. Além da superficialidade da análise e da incerteza (e desconhecimento…) quanto aos critérios que suscita em muitos leitores, tendem muitas vezes para o juízo precipitado, para o elogio ou para a depreciação fáceis, para a apreciação equívoca e por aí fora. É o que me parece acontecer hoje na coluna “Altos e Baixos” do suplemento de Economia do “Expresso”.
Na dita coluna, a páginas 2, aparece no podium jornalístico dos “altos” o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, com foto e nome a ilustrar um texto que menciona como uma das “pequenas boas notícias que devemos valorizar” a variação nula do produto interno bruto (PIB) registada no segundo trimestre do ano, embora não seja referido em que período tal aconteceu tal período.
O próprio jornal explicita e tenta explicar adiante (págs. 8 e 9) que o desempenho económico se ficou a dever em boa parte ao aumento das e…

Recados de Cavaco mais para dentro do que para fora

Já se sabe: Cavaco Silva confia pouco na mediação jornalística, sobretudo quando quer mandar recados, não se cansando aliás de exortar os interessados a procurar o seu pensamento, não no que dele escrevem os jornais, mas no que consta na página da Presidência na Internet, ou então no Facebook. Lá está hoje um muito importante, aparentemente em reacção à proposta da dupla Merkel/Sarkozy de constitucionalização de limites ao défice, mas que, não se livrando de interpretações múltiplas sobre o seu conteúdo, propósito e alcance, soa bem a recado interno para o Governo PSD/CDS, e sobretudo para o entusiasmado Paulo Portas: Constitucionalizar uma variável endógena como o défice orçamental – isto é, uma variável não directamente controlada pelas autoridades – é teoricamente muito estranho. Reflecte uma enorme desconfiança dos decisores políticos em relação à sua própria capacidade de conduzir políticas orçamentais correctas..
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Passam hoje 75 anos sobre o fuzilamento, na madrugada de 19 de Agosto de 1936, do poeta e dramaturgo universal de língua castelhana Federico García Lorca (n. Granada, 8/6/1898). Não consta que tivesse actividade política partidária, mas a inauguração do terror fascista de Franco e sua tropa não eram muito rigorosos quanto a pretextos. Segundo acusação que levou à sua prisão e assassinato, pouco depois do levantamento falangista (17 de Julho) apoiado por Hitler e Mussolini e da deflagração da guerra civil, constava que era espião dos russos, estava em contactos com eles, fora secretário de Fernando de los Rios e era homossexual. Ainda hoje este crime está por pagar.
Foto: sítio da Fundação Federico García Lorca

A previsível ratificação de um acordo dito anti-terrorista

O Governo aprovou hoje uma proposta de resolução para a ratificação de um acordo entre Portugal e os Estados Unidos sobre "reforço da cooperação na prevenção e no combate ao crime", assinado em 30 de Junho de 2009, cujo conteúdo e consequências justificaram um preocupante parecer (pedido fora de tempo) da Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) cujas objecções e recomendações seria muito importante que a Assembleia da República tenha em conta quando debater a proposta. O problema é que a maioria PSD/CDS/PS subserviente aos EUA vai funcionar a favor do horror "anti-terrorista". Apostamos? ..