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Motivos fúteis

Os números impressionam sempre nas notícias. Por exemplo, o número de vezes que alguém faz algo negativo. E impressionam mais ainda se há alguma desproporção de números e de razões.
Está sendo notícia, hoje, que, na tarde de sexta-feira passada, num jardim de Mem Martins, Sintra, uma rapariga de 17 anos golpeou 17 vezes, com um x-acto, uma amiga de 14 anos, deixando-a em estado grave. Um jovem de 21 anos tentou socorrer a vítima e foi também agredido.Tudo isto, consta, por causa de um telemóvel. 


Antigamente, os autos de notícia da Polícia, registariam os motivos da agressão usando uma fórmula de estilo simples – “motivos fúteis”. Hoje, percebe-se que a fórmula é, como seria então, demasiado simplista. .

Em defesa da água pública

Ao tomar conhecimento deste importante apelo em defesa da água pública, que também se decide no próximo dia 5 de Junho, ocorreram-me estas sábias palavras do Chefe Seattle: "Como se pode comprar ou vender o firmamento, ou ainda o calor da terra? Tal ideia é-nos desconhecida.Se não somos donos da frescura do ar nem do fulgor das águas, como poderão comprá-los?"Resposta do Chefe Seattle ao Grande Chefe Branco (1854), divulgada em 1977 pela Comissão Nacional do Ambiente sob o título "...Por Fim, Talvez Sejamos Irmãos!" (Versão de opúsculo sob o mesmo título, edição do antigo Instituto Nacional do Ambiente, s/data)  
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Balsemão já ameaça com novas leis laborais

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) acusou hoje a Administração da SIC de estar a pressionar os trabalhadores para conseguir adesões ao "Programa de Rescisão Amigável" que está em vigor até 17 de Junho, com a ameaça de recorrer a "soluções previstas nas anunciadas alterações da legislação laboral", se o resultado não for o desejado. .

Lamento, mas não sei o que é um senador da Democracia

Acabo de ouvir da boca do presidente do Movimento Esperança Portugal (MEP), Rui Marques, na RTP2, uma afirmação estranha em Democracia, que vou citar de memória mas creio fiel ao que ouvi: "O Eng.º Roberto Carneiro é um dos grandes senadores da Democracia em Portugal".
A expressão "senador" vulgarizou-se em certas alturas e em certos meios, mas nunca percebi a sua legitimidade nem o que significa concretamente numa Democracia. Desconfio, porém, do significado que pretendem atribuir-lhe junto do povo.
Aparentemente, serve para apresentar certas pessoas que, num determinado período da sua vida, tiveram uma intervenção política (ou político-partidária) e que foram tratar das suas vidas mas que, volta e meia, ressurgem (ou são recuperadas...) debitando opinião sobre assuntos importantes e cuja opinião - aparentando pairar acima de tudo e de todos, correntes ideológicas e partidos incluídos - nos querem incutir como decisiva e definitiva.
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Casino Portugal

CASA SEM SORTE

Costumam chamar à Tríade
Arco GovernaMental
Anda a Roda Anda a Roda
No Casino Portugal

CIDADÃO-CHIP

Diz-se que tem um País
Teve direito a um Cartão
Conseguiu ser Eleitor
Nunca foi um Cidadão

À BOCA DAS URNAS

Na Morte tens uma Urna
P`ra recolher os ossos
Vê o que metes na Urna
Quando és chAmado a votos

EVITAR O SUPLÍCIO

Atenção ao Edital
Um Eleitor Avisado
Põe a cruz no Sítio Certo
P`ra não ser Crucificado

ALERTA DA CNE

Convirá Não Esquecer
Os Eleitores são Culpados
Escolhem Filhos da Puta
Em vez de Bons Deputados
De "Poemas de Megafone", de César Príncipe
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"Governo irritado"

Segundo o "Expresso" de hoje, o "Governo irritado" chamou ao Ministério dos Negócios Estrangeiros o embaixador alemão em Lisboa, para manifestar o seu "desprazer e a surpresa" com as exigências da chanceler alemã, de que os trabalhadores portugueses (e os gregos e  espanhóis também) tenham menos férias e reformem-se mais tarde. Reza a notícia que o diplomata terá recebido, das mãos de não se sabe quem, um quadro comparativo sobre a idade da reforma no conjunto de países da OCDE. Sabe a pouco, não sabe? .

Acordo das tróicas não é inevitável

Ainda a tempo, e antes que seja tarde, a Resolução aprovada nas importantes manifestações realizadas anteontem pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional (CGTP-In): RESOLUÇÃO O ACORDO NÃO É INEVITÁVEL E NÃO É LEI!
O programa imposto pela troika (FMI-UE-BCE), com submissão ou apoio do Governo PS, do PSD, do CDS, e do Presidente da República, consubstancia-se como um golpe de estado constitucional, um ataque fortíssimo à democracia e à soberania nacional, uma clara capitulação perante a ingerência externa, uma negação do desenvolvimento do país, um autêntico atentado aos trabalhadores (as) e ao povo. Este “Acordo” não é inevitável e jamais pode ser entendido como lei. Tal como aconteceu na Grécia e na Irlanda, este compromisso, agora ratificado pelo ECOFIN (Ministros da Economia e Finanças da UE), não só não responde a nenhum dos problemas estruturais do país, como os ignora e agrava ostensivamente.

Uma dúvida televisiva

Ainda não percebi por que razões os debates entre líderes partidários em período pré-eleitoral acabam sempre com um minuto de propaganda concedido a cada um dos contendores, mas calculo que tenha uma enorme importância, porque os senhores põem aquele ar grave e sério bustos falantes e aparece uma voz off a dar um recado como se fosse a última verdade derramada sobre as cabeças dos incréus espectadores.  .

Jornalistas, redes sociais e liberdade de expressão (2)

Tal como o Sindicato dos Jornalistas portugueses, já em Novembro de 2009, o Sindicato dos Jornalistas de S. Paulo, Brasil, emitiu ontem uma nota contestando a adopção de manuais para jornalistas nas redes sociais, que é uma moda que parece pegar de estaca e que importa combater.   .

Um abraço à Dalila

Mais um problema prático de jornalismo: o risco de largar repórteres à fúria de multidões. Aconteceu ontem à noite, em Braga: uma jornalista ao serviço da TSF foi insultada e intimidada por presumíveis adeptos do clube local, apenas porque estavam desagradados com o trabalho que a estação fez. Como sublinha o Sindicato dos Jornalistas, solidário com a repórter Dalila Monteiro, nada justifica o comportamento dos prováveis adeptos, que é evidentemente condenável. O meu abraço solidário à Dalila e à malta da TSF, certo de que procuraram fazer o melhor e mais imparcial trabalho. .