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31 de Janeiro, uma revolta há 120 anos

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Passam hoje 120 anos sobre a revolta do 31 de Janeiro de 1891, o malogrado levantamento militar no Porto com pretexto de protesto contra a cedência ao ultimato inglês do ano anterior mas aspirando à República. Alves da Veiga ainda proclamou um governo provisório republicano, nos Paços do Concelho, na Praça da Liberdade, onde foi hasteada uma bandeira verde-rubra. Militares e populares foram porém duramente reprimidos pela Guarda Municipal quando subiam a Rua de Santo António (actual 31 de Janeiro) para se dirigirem à Praça da Batalha com o objectivo, tardio, de tomar a - vital - estação dos Correios e Telégrafos. A República haveria de esperar 19 anos para triunfar, a 5 de Outubro de 1910.

O WikiLeaks e a bufaria electrónica

Foi noticiado há dias que o jornal norte-americano "The New York Times" estuda a eventual criação de uma "Unidade de Transparência", idêntica à criada pela cadeia de televisão "Al Jazeera", destinada a receber anonimamente documentos secretos, replicando o modelo do sítio WikiLeaks. Para o efeito, o jornal disponibilizaria uma caixa de correio anónimo dotada de um sistema codificado que não permitiria o registo dos dados do informador. Escrevi há tempos que seria de "recear que mais tarde ou mais cedo, se multipliquem sítios na Rede de denúncia de dados, documentos, "factos" e "histórias" cuja autenticidade não sejamos capazes de verificar pelo menos em tempo útil e postos a circular em circuitos armadilhados ao serviço de interesses obscuros, pequenas e médias conspirações ou inconfessável mesquinhez". As autoproclamadas "Unidades de Transparência", consumada, uma, na estação de televisão "Al Jazeera" e em e…

"Hoje Battisti, amanhã tu", uma canção de apoio a Cesare Battisti

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A notícia corre no correio electrónico. Ponham a correr a notícia: Um grupo de cantores, entre os muito conhecidos na música portuguesa, juntou-se para interpretar esta canção de apoio à não extradição de Cesare Battisti, com letra de Manuela de Freitas e José Mário Branco e música de José Mário Branco. .

Os gémeos do Dr. Mengele, a propósito do Dia do Shoah (Holocausto)

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Há 66 anos, em 27 de Janeiro de 1945, foi libertado o campo de concentração nazi de Auschwitz-Birkenau, na Polónia, criado cinco anos antes. Nele foram mortos um milhão e 100 mil seres humanos, um milhão dos quais judeus. Ainda hoje é o símbolo do Holocausto, do extermínio decretado e executado pela Alemanha nazi que sacrificou cerca de seis milhões de judeus, além de milhões de outros cidadãos - ciganos, comunistas, dissidentes políticos, deficientes... - e por isso a data de 27 de Janeiro foi instituída como o Dia do Shoah, ou Dia do Holocausto. Ao evocar os mortos de Auschwitz-Birkenau, tamanho foi o número, somos tantas vezes tentados a esquecer, ou a omitir, o que foi o seu sofrimento prévio à morte e à... sobrevivência de todos aqueles que os soldados soviéticos encontraram ainda com vida neste campo de extermínio. E todavia são tristemente famosas as "experiências médicas" realizadas ali, particularmente as do famigerado Dr. Josef Mengele, entre as quais as pesquisas em …

Sobre a justeza de uma luta: os trabalhadores do sector público e os outros

A determinação e a justeza com que um vasto conjunto de organizações sindicais - Sindicato dos Jornalistas incluído - está a combater a injusta, inaceitável e contraproducente medida do Governo e do Bloco Central De Facto de cortar nos vencimentos e subsídios de alimentação e congelar as progressões dos trabalhadores da Administração Central, das empresas públicas e das empresas de capitais exclusiva ou maioritariamente públicos pode induzir a ideia de que os sindicatos estão a defender um reduto de privilégios dos funcionários públicos e afins; ou que tais cortes se estendam também à generalidade dos trabalhadores, pagando todos a crise. É necessário insistir nisto: tal medida, sendo ilegal e injusta para os trabalhadores abrangidos por ela, é injusta qualquer que seja o universo, porque mesmo que todos os trabalhadores fossem chamados a dar o seu tributo para combater o défice - e não poderia ser senão através da via fiscal, com novos agravamentos, pois os seus salários não saem do O…

Sobre o cinismo da ministra do Desemprego

Volto à promoção dos despedimentos a preços de saldo pela dupla Governo/patronato, para observar que, ontem, não cheguei a tocar num ponto das propostas da ministra, chamada do Trabalho, Helena André, que é o da limitação do valor da indemnização a apenas 12 meses, em vez de um número de meses equivalente à antiguidade do trabalhador despedido. É uma redução brutal e profundamente injusta, pelas razões que ontem aduzi e outras que poderia carrear para este debate, mas que só por completa, cega e surda submissão aos interesses patronais se pode aceitar. Na verdade, trata-se de uma indecorosa capitulação do Estado Social face ao poder económico. Mais valia a ministra do Desemprego ter dito aos jornalistas que não tem outro remédio senão vergar-se perante os capitalistas do que vir tentar explicar que "não somos uma ilha" (cito da imprensa) e que, por isso, diz ela, temos que seguir outros exemplos num sistema de competição (atenção: segundo ela, não apenas entre empresas, mas ta…

Governo declara guerra aos direitos dos trabalhadores, alerta a CGTP

A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses-Intersindical Nacional (CGTP-In) considerou hoje que o Governo declarou guerra aberta aos direitos dos trabalhadores. .

Despedimentos baratinhos

Confirma-se que o Governo e os patrões se entendem para tornar os despedimentos mais baratinhos e ainda mais penalizadores para os trabalhadores: a ministra que consta ser do Trabalho confirmou que o Governo aceita a reivindicação dos patrões de baixar os valores das indemnizações, reduzindo de 30 para 20 dias por cada ano de serviço a sua base de cálculo. Para justificar o injustificável e a tremenda injustiça, a ministra veio alegar o exemplo de Espanha, onde a indemnização também já foi reduzida. Só é pena que não tenha usado o exemplo espanhol para fixar o valor do salário mínimo nacional e outras garantias. Para explicar os efeitos da garantia em vigor, há quem exemplifique com o caso de um trabalhador que tenha estado ao serviço da empresa durante 30 anos, o qual tem direito, portanto, a 30 meses de salário-base e diuturnidades. É muito? Não, não é! - é pouco, é muito pouco!!! Vejamos: Trinta salários de indemnização a dividir por 14 meses (12 salários mensais + subsídio de férias +…

Cortes salariais na RTP e Lusa: BE e PCP vão requerer inconstitucionalidade

O Sindicato dos Jornalistas anunciou hoje que os grupos parlamentares do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista Português na Assembleia da República vão requerer a apreciação da constitucionalidade da norma da Lei do Orçamento do Estado para 2011 que determina cortes salariais e o congelamento das progressões nomeadamente dos trabalhadores de empresas de capitais exclusiva ou maioritariamente públicos, como é o caso da RTP e da Lusa, respectivamente. .

A República e a I Guerra Mundial

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