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sexta-feira, 8 de março de 2019

As "fake news" já têm barbas...


Perante uma plateia ululante e freneticamente agarrada a centenas, talvez milhares, de telemóveis apontados ao palco do gigantesco salão da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, o pastor Silas Malafaia proferiu:

Cada celular é uma emissão de televisão e uma editoria de jornal. Acabou o monopólio da informação!


terça-feira, 5 de março de 2019

sábado, 2 de março de 2019

Venezuela: Presidente de facto e de direito, sff


O Presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro, está a ser apresentado pelos media como "o presidente de facto da Venezuela". 

Que assim escrevam jornais que têm uma opção editorial que consente a tomada de posição que faz questão de ignorar ou desvalorizar que, para todos os efeitos, Nicolás Maduro, é o Presidente de facto e de direito, é uma coisa; 

que o façam operadores de rádio e de televisão, obrigados a certos deveres especiais, é muito criticável; mas

que o faça a agência de notícias portuguesa, que é suposto fornecer aos clientes um serviço absolutamente isento e imparcial, é que não me parece aceitável.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Saudades da Rádio Activa


Esta manhã, ouvindo na Antena 2 discorrer sobre livros, dei-me a matutar que muito do que somos devemos aos livros que lemos, às palavras que escutamos dos outros e à música (claro!) que ouvimos.
Dei-me a matutar nisto justamente - e por feliz coincidência - no Dia Mundial da Rádio, que é o meio que sintetiza as múltiplas dimensões do manejo da palavra, desde logo a de a escrever, a de a dizer e a de a escutar.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Do pluralismo

Por esta altura, ocorre-me à memória uma muito acertada e actualíssima recomendação do Oscar Mascarenhas sobre a conduta exigível aos jornalistas: "quero que me contem do mundo pelo menos duas versões - e deixem-me escolher em paz" (DN, 07/01/2012).
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Não, o coronel Silva não conta para a "cúpula" militar da Venezuela

A notícia de que a "cúpula militar" venezuelana perdeu o "primeiro alto quadro" é manifestamente exagerada: o coronel que, em Washington, se bandeou para o lado do autoproclamado "presidente encarregado", Juan Guaidó, era apenas adido militar na embaixada da Venezuela.

sábado, 19 de janeiro de 2019

Jornalismo com licença de uso e porte de arma


Alguns oficiantes do Jornalismo dão-se a supor que há mais glória no poder que se arrogam de semear a dúvida sobre a probidade de pessoas do que na exaltante procura da verdade. Temo que a carteira profissional se tenha transformado numa licença de uso e porte de arma.
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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Quadratura do círculo

Embora não seja representativo do espectro social, cultural e político do país (se calhar não tinha de ser...), o programa Quadratura do Círculo, na SIC Notícias, é do mais interesse que há para ver e escutar. É uma pena acabar.
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sábado, 22 de dezembro de 2018

Notícias para desocultar

Se não sabiam, ficam a saber


Edição Nº 16 | 2018-12-21

ESTADOS UNIDOS RETIRAM-SE DA SÍRIA

Vinda de onde vem, a notícia é para ser encarada com cautela. No entanto, até decisão em contrário, a Administração Trump mandou retirar as suas tropas que estão ilegalmente na Síria, confrontada com uma profunda alteração da relação de forças no terreno. O reforço do apoio defensivo russo a Damasco alterou as regras do jogo, o número de ataques da "coligação internacional" caiu em flecha e desde 18 de Setembro que Israel não se atreve a fazer qualquer incursão sobre território sírio.
Não é de estranhar, portanto, que as barreiras levantadas à agressividade e ao expansionismo imperiais causem mossa. Neste Nº16 de O Lado Oculto, já online, deitámos o Pentágono e a NATO no divã. O diagnóstico não surpreende, mas explica muito sobre o estado deplorável em que o mundo se encontra: paranoia e esquizofrenia. A Aliança Atlântica, então, esmera-se ao imaginar os cordelinhos manipulados por Putin chegarem a todo o lado, dos separatismos catalão, de Porto Rico, do Hawai e do Texas ao Brexit, coletes amarelos e eleições onde quer que se façam.
Mas nem a NATO nem os seus braços aprendem com os factos e continuam à procura de mais do mesmo. Nos Balcãs, permitem que as suas criaturas terroristas islâmicas do Kosovo ousem transformar-se em exército regular, ofendendo as normas internacionais em vigor; na Ucrânia, o nazismo governante começou a pensar em deitar mãos a armas nucleares, confrontado como está com uma irreversível deterioração político-social e o impasse na guerra que move contra as comunidades russófonas do território; nas Américas, insistem na obsessão de invadir a Venezuela, o que fez com que um dos arautos da ideia, Luís Almagro, secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) tenha sido expulso da coligação política que, anteriormente, o levou a chanceler do governo do Uruguai; a própria ONU parece contaminada: inerte perante os riscos que ameaçam os Balcãs, entende também que o combate à contínua degradação política, social e humanitária no paupérrimo Haiti deverá assentar em mais efectivos policiais.
Ainda nas Américas, vale a pena ler o trabalho que nos explica como Jair Bolsonaro vai colocar à frente da sua diplomacia um homem, Ernesto Araújo, pronto a "fazer limpeza" na casa por onde já passaram grandes figuras humanitárias da cultura brasileira e da língua portuguesa como Luís de Souza Dantas, João Guimarães Rosa, João Cabral de Melo Neto e Vinícius de Moraes. Sinal dos tempos.
Sinal dos tempos é também a operação "Fake News", o fenómeno em andamento que, partindo de preocupações legítimas e inquietações justificadas, tem uma ambição censória cada vez mais evidente no afã de asfixiar, desacreditar, silenciar, perseguir as vozes que explicam haver mundo para além da versão oficial e global mainstream dos acontecimentos.
Ainda sinal dos tempos, de todos os tempos, é a incapacidade de Portugal segurar os seus cidadãos activos, capazes e bem preparados, de modo a contribuírem para o desenvolvimento do país. Avaliamos as causas da emigração e as conclusões são inquietantes: começámos pela intolerância e estagnamos na falta de respeito pelo trabalho dos portugueses.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

No 40.º aniversário do NDMALO-GE


Texto da apresentação no encerramento das comemorações do 40.º Aniversário do NDMALO – Núcleo de Defesa do Meio Ambiente de Lordelo do Ouro – Grupo Ecológico, realizada hoje no salão nobre da ex-Junta de Freguesia de Massarelos, no Porto: 

domingo, 28 de outubro de 2018

Marcelo selfiza e a rapaziada publica

Consta dos velhos manuais do jornalismo que o jornalista não deve ser notícia, a não ser por alguma razão extraordinária. Os tempos modernos, de relativização de regras e até de princípios que pareciam correctos, contrariam essa ideia, banalizando holofotes sobre estes profissionais, chamados a fruir o festim de frivolidades em que o campo do jornalismo se tornou pródigo.

domingo, 21 de outubro de 2018

Bolsonaro em nós

Estou a matutar, ainda muito chocado com a divulgação da imagem de três detidos, numa humilhação gratuita e num tratamento degradante atentatórios da simples ideia de civilização, e também na divulgação, em contraponto à justa condenação daquela divulgação, de mensagens que exteriorizam os instintos de vingança mais primários que desejaria erradicados numa sociedade moderna e num Estado Democrático de Direito.

sábado, 13 de outubro de 2018

Dos directos


A sério que é preciso esta cena?...
Qual é o "critério jornalístico" do directo molhado?

terça-feira, 9 de outubro de 2018

O franco-brasileiro e a televisão portuguesa


Alguém me explica, nem que seja devagarinho, para eu perceber, por que razões este senhor, franco-brasileiro (classifica-se algures) nascido no Brasil, diplomado em Paris, presidente do grupo francês Renault, fala em inglês à correspondente (portuguesa) em Paris?
Agradecido.


quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Da ortografia de serviço à RTP


De facto, não seria melhor a RTP apurar se este senhor deputado terá mais fatos, além deste?

domingo, 19 de agosto de 2018

Oscar esquecido


O "Diário de Notícias" de hoje (edição em papel) publica um trabalho sobre goeses em Portugal e, além de oficiais de outros ofícios, menciona dois jornalistas. Tenho tanta pena de terem esquecido o Oscar Mascarenhas (Goa, 1949 - Lisboa, 2015)!!...

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Direitos e "confusão"


Faz-me uma enorme confusão que se considere, num Estado de Direito Democrático, que lutar pelos respectivos direitos é "criar confusão". O "semáforo" do jornal "i" ainda estará no tempo do respeitinho é muito bonito?

domingo, 5 de agosto de 2018

Jornalismo submersível


Prodígios do jornalismo estival: uma Presidência submersa.
Ou o ridículo não tem limites!


segunda-feira, 9 de julho de 2018

Memória de papel


Pensando nesta "molhada" de recortes de jornais em processo de seriação, e especialmente na campanha de auto-promocional do semanário "Expresso" levada a cabo em Março, estou a matutar nas sábias palavras de um velho revisor de imprensa (que me foram contadas há dias por uma então jovem subordinada), aconselhando-a a consultar sempre os dicionários, prontuários e gramáticas.
Não é que se importasse de responder-lhe sempre que procurasse ajuda para certificar-se da ortografia, aclarar um significado ou indagar do acerto no emprego de uma expressão. Mas, explicou, lendo - e lendo nos livros, no papel - , mais fácil e naturalmente reteria na memória.
Fiquei a matutar nisto, pelo que vale de reflexão sobre a imensidão de informações (e de emoções!) que somos capazes de guardar nesse prodigioso alforge que é o nosso cérebro, conservando das leituras dos jornais e dos livros os fragmentos, ou pelo menos as referências, do que passou a ser realmente importante para nós, do que nos há-de ser útil e do que nos deleita. 
Não sei se o "ambiente digital" algum dia nos proporcionará esse prazer.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

O primeiro dia sem o DN diário


Estou a pensar, matutando na ausência, hoje, pela primeira vez, do "Diário de Notícias" da minha leitura diária da imprensa analógica, sobre o futuro dos jornais. E receio ter chegado à conclusão de que as operações de subtracção não nos farão mais felizes.