quarta-feira, 30 de novembro de 2011

E, não, o primeiro milho não é para os pardais


...porque ainda há muito que batalhar, e outras derrotas virão. Ainda não é desta, mas não há que perder o ânimo.
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Uma preocupação dita "real"

Consta que o cidadão que os periódicos apresentam como "chefe da casa real portuguesa", que é uma entidade que, como se sabe, não tem qualquer sentido, está muito indignado com o fim do feriado "evocativo do dia que mais devia unir os portugueses".
Os portugueses ficariam muito gratos se o assim chamado chefe da casa real portuguesa, o que quer que isso seja, se pronunciasse mais sobre a essência do problema.
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O primeiro dia do resto da ruína

Como se esperava, a Assembleia da República aprovou o sinistro Orçamento do Estado para ano 2012. A maioria PSD/CDS, acoplada pelo PS, acaba de assumir um grave e definitiva responsabilidade: este é o primeiro dia do resto da ruína em que a tróica nacional, atrelada à tróica internacional, está empenhada em lançar o país. 
Se dúvidas houvesse, esta noite mesmo, em entrevista à SIC, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, deixou bem claro o desígnio único que o move, ao afirmar sem meias palavras - e cito de memória - que a missão do Governo é cumprir o programa da tróica e honrar os compromissos com a agiotagem do capital financeiro que capturou o poder político na Europa.
A abstenção do grupo parlamentar PS não só não desculpa a conduta pretérita e presente do chamado maior partido da oposição como demonstra que é pelo menos muito duvidoso que se lhe possa conferir tal estatuto.
O problema é que ainda não é desta vez que aprendemos...
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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Quando os lucros são intocáveis mas os salários não

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) considerou hoje inaceitável que a Sonaecom, que há uma semana anunciou lucros recorde de 57,1 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2011, pretenda sacrificar os trabalhadores do jornal "Público" cortando-lhes parte dos salários e colocando 21 em regime de lay-off.
Em comunicado, o SJ demonstra que os encargos com retribuições do "Público" não têm qualquer expressão nos custos da Sonaecom, e muito menos nos do poderoso grupo Sonae, e deixa claro que o que que está em causa é o financiamento dos seus lucros à custa do sacrifício dos trabalhadores e da Segurança Social.   
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Diz que é uma espécie de revolta

O "Diário de Notícias" em linha revela, esta madrugada, que a bancada parlamentar do PS esteve à beira de uma revolta e que uma discussão entre deputados levou a uma alteração do sentido de voto do grupo, abstendo-se, quando a direcção pretendia apoiar a versão "atenuada" do Governo dos cortes nos subsídios.
Eu, que achava que o PS iria abster-se em tudo, comprometido que está com o pacote da dupla tróica, sempre me pergunto para que diabo serve a tal abstenção, senão para comprometer-se com as brutais medidas do Governo, e quando virá a revolta suspirada os corredores socialistas, se é que alguém no PS quer mesmo levá-la por diante.
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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

SJ solidário com repórter da TVI

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) repudiou hoje os insultos e a agressão de que foi vítima o jornalista Valdemar Duarte, ao serviço da "TVI", no final do encontro entre FC Porto e Sporting de Braga, que decorreu ontem, dia 27 de Novembro, no Estádio do Dragão.
Em comunicado, a Direcção do SJ afirma a sua solidariedade para com o jornalista agredido e exorta os profissionais que testemunharam os factos a disponibilizar-se para testemunhar no eventual processo-crime que a vítima venha a apresentar, bem como na averiguação que será aberta pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), à qual o SJ apresentará queixa, como habitualmente.
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domingo, 27 de novembro de 2011

Em que direcção disparam?

Santa Catarina, Porto, Novembro de 2011

O fado do povo

O Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) aprovou hoje a inscrição do Fado entre as cinco novas na lista representativa do Património Imaterial da Humanidade. É uma decisão justa e importante, especialmente nesta altura, mesmo para aqueles que não são propriamente entusiastas do género.
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sábado, 26 de novembro de 2011

O fojo do lobo da Samardã

Na vertente da montanha que dominava a Samardã, havia um fojo - uma cerca de muro tosco de calhaus a esmo onde se expunha à voracidade do lobo uma ovelha tinhosa. O lobo, engodado pelos balidos da ovelha, vinha de longe, derreado, rente com os fraguedos, de orelha fita e o focinho a farejar. Assim que dava tento da presa, arrojava-se de um pincho para o cerrado. A rês expedia os derradeiros berros fugindo e furtando as voltas ao lobo que, ao terceiro pulo, lhe cravava os dentes no pescoço e atirava com ela escabujando sobre o espinhaço; porém transpor de salto o muro era-lhe impossível, porque a altura interior fazia o dobro da externa. A fera provavelmente compreendia então que fora lograda; mas em vez de largar a presa, e aliviar-se da carga, para tentar mais escoteira o salto, a estúpida sentava-se sobre a ovelha e, depois de a esfolar, comia-a. Presenciei duas vezes esta carnagem em que eu - animal racional- levava vantagem ao lobo tão-somente em comer a ovelha assada no forno com arroz. 
De uma dessas vezes, pus sobre uns sargaços a Arte do padre António Pereira, da qual eu andava decorando todo o latim que esqueci; marinhei com a minha clavina pela parede por onde saltara a fera, e, posto às cavaleiras do muro, gastei a pólvora e chumbo que levava granizando o lobo, que raivava dentro do fojo atirando-se contra os ângulos aspérrimos do muro. Desci para deixar o lobo morrer sossegadamente e livre da minha presença odiosa. Antes de me retirar, espreitei-o por entre a juntura de duas pedras. Andava ele passeando na circunferência do fojo com uns ares burgueses e sadios  de um sujeito que faz o quilo de meia ovelha. Depois, sentou-se à beira da restante metade da rês; e, quando eu cuidava que ele ia morrer ao pé da vítima, acabou de a comer. 
É forçoso que eu não tenha algum amor-próprio para confessar que lhe não meti um só graeiro de cinco tiros que lhe desfechei. As minhas balas de chumbo naquele tempo eram inofensivas como a balas de papel com que hoje assanho os colmilho de outras bestas-feras.

Camilo Castelo Branco, "O Degredado", in "Novelas do Minho"
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Feriados em Portugal e na Europa

O JN em linha publicou uma interessante infografia dos feriados na Europa. Portugal, já se sabia, tem 13, tantos como a Dinamarca, menos do que a Suécia e apenas mais um do que a França. Por que é que insistem nesta tecla dos "feriados a mais"?
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Eternidades precárias

Exterior da estação do Pólo Universitário, Metro do Porto, Fevereiro de 2011
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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Fotojornalista detido e agredido

O Sindicato dos Jornalistas anunciou hoje que vai pedir à Inspecção Geral da Administração Interna a averiguação da detenção ilegal e de agressão a um fotojornalista freelance que cobria os incidentes, ontem ao final da tarde, na escadaria da Assembleia da República.
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E não é um grandessíssimo roubo?!

Os jornais em linha noticiam hoje, citando a autorizadíssima fonte que é o ministro das Finanças, que Portugal terá de pagar à tróica, em juros e comissões, 34400 milhões de euros, quase metade do "empréstimo" com que dizem ajudar-nos. E não será isto um grandessíssimo roubo? E quem são os cúmplices?
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

SJ valoriza participação dos jornalistas na Greve Geral

O Sindicato dos Jornalista (SJ) considerou hoje importante a participação dos jornalistas na Greve Geral e destacou em particular a adesão muito significativa nas empresas Rádio e Televisão de Portugal (RTP) e na Agência Lusa.
Em comunicado, a Direcção do SJ reconhece que a adesão à greve foi insuficiente em muitas redacções, mas sublinha que inúmeros profissionais enfrentam condições adversas e "exorta os jornalistas a enfrentar com coragem e firmeza as próximas lutas, contribuindo para organizar uma resistência mais coesa e mais determinada face à brutal ofensiva contra os seus direitos e contra os direitos e garantias de todos os trabalhadores".
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RTP Porto na Praça da Liberdade

A RTP Porto participou em força na Greve Geral de hoje. A tal ponto que, devido à franca escassez de jornalistas e técnicos para assegurar a emissão, o serviço noticioso "Jornal da Tarde", habitualmente assegurado aqui, teve de ser feito em Lisboa e mesmo assim com manifesta deficiência. Tão-pouco foi possível assegurar reportagens de exterior na região, de modo que a RTP não pôde cobrir a magnífica concentração desta tarde na Praça da Liberdade. Mas que a RTP lá estava, estava!
Veja-se:


Resta acrescentar que estas tarjas têm quase dez anos: foram utilizadas em 2002 na importante e decisiva contestação ao plano Morais Sarmento de privatização do canal 2 de RTP. Foram úteis hoje, sê-lo-ão seguramente nos próximos tempos.
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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Pequenos gestos para uma grande greve

Amanhã, todos podem contribuir para que a Greve Geral seja um êxito - os que vão cumprir a paralisação e aqueles que não têm condições para participar directamente na jornada de luta, assim como os desempregados e os reformados. Há pequenos gestos que podem contribuir para uma grande greve e para ampliar os seus efeitos e a sua visibilidade. Por exemplo:
  1. Saia de casa apenas para participar em piquetes de greve e em concentrações
  2. Participe nas concentrações convocadas pelas organizações sindicais em inúmeras localidades
  3. Na sua deslocação, não utilize transportes públicos
  4. Se tiver de utilizar automóvel, reabasteça o combustível de véspera
  5. Faça as refeições em casa, de preferência frias preparadas de véspera. Se necessitar de fazê-la fora, leve-a de casa
  6. Faça as compras necessárias na véspera e adie para o dia seguinte as menos urgentes
  7. Reduza ao absolutamente indispensável o consumo de electricidade e das comunicações telefónicas
  8. Não leve as crianças à escola nem ao ATL
  9. Não recorra a serviços de qualquer natureza, a não ser em situações de urgência na saúde
  10. Se de todo em todo não puder deixar de fazer compras, recorrer a serviços, aos transportes públicos, etc., seja pelo menos compreensivo e solidário com os trabalhadores em greve: não proteste nem contribua para diabolizar os que fazem greve nem o direito à greve; lembre-se que, mesmo que não faça greve nem ajude a dar-lhe força, os resultados da luta - que chegarão, mais tarde ou mais cedo - também vão beneficiá-lo a si e à sua família

Um apelo sem apelo

O antigo presidente da República Mário Soares e outras personalidades da área do PS lançaram hoje um manifesto de apelo à mobilização cívica e política da Esquerda contra as medidas de austeridade, mas não de apelo à participação na Greve Geral de amanhã.
Onde está a novidade?

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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Sustentabilidade da RTP ameaçada

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) considerou, hoje, que a decisão do Governo de retirar a publicidade comercial ao canal generalista da RTP que sobrar da operação de desmantelamento da empresa traduz a vontade política de liquidar o Serviço Público de Televisão, ameaçando a sustentabilidade do operador, e vai acirrar ainda mais mais a disputa no escasso mercado publicitário.
Em comunicado, o SJ recorda que o país está longe de reunir as condições para garantir a "situação ideal" de um operador de serviço público liberto da necessidade de recorrer à publicidade comercial e sustenta que a eliminação desta fonte de receitas da RTP enfraqueceria gravemente o operador de serviço público.
Recorde-se que o ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares anunciou, ontem, que o canal generalista que sobrar da operação de destruição do Serviço Público não terá publicidade, para agrado no patrão da SIC e tranquilizando os alegados, mas desconhecidos, interessados pela privatização de um canal da RTP. 
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O sr. dr. disse "ejaculação precoce"?

O Governo anda com azar aos grupos de trabalho, mesmo que se chamem técnicos. Agora, foi esse tal da reforma hospitalar, ao que consta padecendo de ejaculação precoce, segundo assertiva e autorizada opinião do médico Carlos Arroz. Apesar da performance de hora e meia, talvez no afã de redimir a má fama publicamente colada ao respectivo desempenho, consta que enfastiou a assistência com um flop
Não há terapêuticas para essas coisas, senhores doutores?
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"Diário de Uma Gota"


Agenda.

É já amanhã à noite (22 horas), na FNAC do NorteShopping, em Matosinhos: Fernando Nobre, presidente da AMI, e Pedro Olavo Simões, jornalista, apresentam o "Diário de Uma Gota", de Ivete Carneiro, que é uma grande reportagem como se fosse um diário; e vice-versa. 
É de ouvi-los e é obrigatório ler. Também estou lendo, no vagar dos dias, sobre esses 31 dias da singular missão da Ivete no seio da missão da Assistência Médica Internacional na ilha de Bolama, na Guiné-Bissau, redescobrindo-se como jornalista e reinventando-se como cidadã: não há como mergulhar nas realidades-outras para compreender melhor o sentido das coisas e da vida.
Recomendo vivamente.  

domingo, 20 de novembro de 2011

Convenção dos Direitos das Crianças faz 22 anos

A Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Crianças foi aprovada há 22 anos. Portugal ratificou-a em 1990. A situação da infância no Mundo continua a ser muito preocupante, alerta o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
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sábado, 19 de novembro de 2011

(Anti)praxe em Coimbra, por exemplo

Rua do Cabido, Coimbra, Novembro de 2011

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

SJ alerta contra "policiamento" do direito à greve

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) avisou hoje os jornalistas que as empresas não podem "policiar" as suas intenções de aderir ou não à Greve Geral do próximo dia 24 e apelou aos que exercem funções hierárquicas para que se abstenham quaisquer abordagens para saber quem pretende cumprir a jornada de luta.
Tais abordagens, sustenta a Direcção do SJ, constituem uma "pressão inaceitável e um acto ilegítimo de condicionamento da liberdade dos trabalhadores".
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Não se importam de esperar pelo dia 24 de Novembro?

Os portugueses acordaram hoje com a notícia, que corre rádios e jornais em linha, segundo a qual "os portugueses consideram a austeridade necessária".
A notícia suporta-se num estudo da Deloitte baseado num inquérito a 712 residentes na Grande Lisboa e no Grande Porto com acesso à Internet (ena, tantos portugueses!), em linha com a propaganda da ideologia da inevitabilidade e da resignação, surgiu a uma semana da Greve Geral na qual os portugueses vão pronunciar-se sobre a austeridade.
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E será que o ouvem?

A sugestão da tróica internacional de redução dos salários dos trabalhadores do sector privado continuou, ontem, a dar muito que falar, recolhendo-se opiniões contrárias até de sectores da direita.
Por exemplo, o antigo ministro do Trabalho de Cavaco Silva e actual presidente do Conselho Económico e Social, Silva Peneda, explicou, à noite, à Rádio Renascença, de forma muito clara, que, além de não ser possível, nem legalmente nem politicamente, tal medida é absurda. Por duas razões: os salários já são tão baixos - os mais baixos da Zona Euro - que não têm peso significativo em matéria de produtividade; e a produtividade aumenta-se através de maior e melhor qualificação e melhor organização do trabalho, entre outros factores, incluindo outros factores de produção.
Numa entrevista à Antena 1 que será emitida hoje às 10 horas, mas da qual foi apresentado um extracto no noticiário da meia-noite, Silva Peneda sustenta, por outro lado, que a meia hora de trabalho por dia a mais que o Governo quer oferecer ao patronato nem sequer "é uma guerra que valha a pena travar".
Será que, sendo quem é e não se confundindo com nenhum sindicalista recalcitrante, o ouvem?
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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

"Seis Fantasmas do Centenário" da República

No seu estilo mordaz, irreverente e acutilante, o jornalista e escritor César Príncipe convida "os cidadãos a participar nas solenes exéquias da República, encerradas as comemorações oficiais das implantação", tendo eleito "Seis Fantasmas do Centenário, cujos restos estão destinados a repousar no Panteão de Rafael Bordalo Pinheiro".
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Viva o 1.º de Maio!

Será bom que não se dê corda a este disparate, designadamente pelas razões sumária e certeiramente apontadas por Arménio Carlos.
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A tripla redução da retribuição do trabalho

A tróica internacional lá veio fazer a segunda avaliação do programa de esbulho dos portugueses e destruição da economia celebrado com a tróica nacional. 
O PS bem anunciou que iria encontrar-se com o trio CE-BCE-FMI para "suavizar os sacrifícios das famílias e das empresas", mas o certo é que a tróica lá foi deixando bem claras as suas consignas, prosseguindo sua pressão para o aprofundamento das reformas estruturais (especialmente na legislação do trabalho), que o Governo obviamente aceita, propondo-se até ir mais longe. 
A "novidade" de ontem é a redução dos salários também dos trabalhadores do sector privado, a fim de "melhorar a competitividade", como se os rendimentos reais não estivessem já a ser reduzidos.
Os patrões lá vão reagindo, noticiam hoje os jornais em linha, notando que, por ora, o que eles querem mesmo é aumentar a jornada de trabalho - para aumentar a produtividade, argumentam. E, lá no fundo, lá no fundo, andarão bem satisfeitos com o recado da tróica.
Se não arredamos caminho, vão ver que o patronato há-de ter os dois presentes de uma assentada - redução dos salários e aumento da duração do trabalho. O que redundará numa fórmula tripla de redução da retribuição do trabalho (valor do salário base + valor da retribuição do trabalho suplementar, eliminado + valor da retribuição horária do trabalho prestado).
Efeitos: Primo - Teremos um exército de trabalhadores empobrecido, seguramente mal alimentado, doente e seguramente pouco produtivo; Secundo - Afinal o Estado, que tanto precisa de receitas, dizem eles, ver-se-á privado das contribuições fiscais e para a segurança social proporcionais às reduções das retribuições, ao mesmo tempo que será confrontado com o severo agravamento de encargos com a saúde e as prestações sociais.
Ou estarei a ver mal a coisa?
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

José Saramago nasceu há 89 anos

16 de Novembro (de 1993) 
Viagem para Roma. Pela terceira vez faço anos no ar, entre Roma e Lisboa. A primeira, em 90, foi quando do descolamento da retina, com o olho vendado e a caminho duma operação de prognóstico duvidoso, e portanto imaginando o pior, mas, no fundo, com este veio de optimismo incurável que percorre felizmente a massa obscura do meu congénito pessimismo, se dele pode ser prova, só para dar esse exemplo, o facto de nunca ter sido uma criança alegre.
José Saramago, Cadernos de Lanzarote - Diário-I, 1994

José Saramago nasceu há 89 anos. Hoje, a Câmara Municipal de Lisboa entrega à Fundação José Saramago as chaves da Casa dos Bicos.  
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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Fwd: FW: Novo cinto já à venda

Republico como recebi, por uma boa causa e com pedido público de desculpas ao autor pela eventual usurpação dos respectivos direitos:
Novo cinto  já à venda   nas Repartições Publicas