O Governo comporta-se, em relação à RTP, como aqueles herdeiros ávidos quando deitam a unha às quintas avoengas na ânsia de reduzir a patacos alfaias, terras e matas, fragmentado e vendendo a torto e a direito e fazendo soterrar sob urbanizações solos generosos.
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terça-feira, 25 de outubro de 2011
Em honra do tributo de sofrimento
As actuais gerações de trabalhadores – portugueses e europeus – enfrentam uma ofensiva brutal aos direitos que demoraram muitas décadas e até séculos a conquistar.
Nos próximos tempos, serão chamadas a defendê-los com o penhor de um dia de salário, mas muitos temem pelo próprio emprego – coisa pesada e séria para quem tem família para sustentar e dívidas de casa, carro, mobília e férias para pagar ao banco.
No passado, muitos dos nossos pais, dos nossos avós e dos nossos bisavós tiveram de defender os direitos que temos hoje com o preço da prisão, da tortura e da própria morte. Talvez fosse bom darmos algum valor a esse tributo de sofrimento.
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segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Sobre as últimas imagens de Khadafi
Continua o mistério em torno do corpo de Khadafi. Consta que será sepultado num local secreto no deserto líbio, para evitar mais peregrinações.
Continua a ser necessário reflectir sobre as condições em que foi morto. Do ponto de vista militar, foram humilhantes para um combatente que fez questão de ficar até ao fim em vez de fugir; na perspectiva de instalação de um Estado de Direito, a execução sumária e selvagem não augura nada de bom para o futuro da Líbia; do ponto de vista da dignidade da pessoa humana, a mensagem é contraditória: se lhe condenavam a conduta, não agiram com a superioridade moral que se impunha.
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domingo, 23 de outubro de 2011
Uma nomeação que é uma desnomeação
O “Correio da Manhã” publica hoje uma discreta e singular notícia, segundo a qual o presidente da distrital de Évora do PSD se insurge contra a nomeação do novo presidente da Administração Regional de Saúde do Alentejo, José Robalo.
Diz o dito presidente do PSD-Évora , António Costada Silva, segundo o CM, que a referida nomeação “causou estranheza dentro do partido”. E que: “Vamos estar atentos e veremos se o novo responsável será leal ao Governo”.
É interessante notar que a notícia se refere, em título, à nomeação de um socialista para um cargo regional e é construída em função desse facto, quando poderia enfatizar outros. Por exemplo, em vez da nomeação, poderíamos enfatizar a desnomeação, a qual, parecendo um neologismo, é um facto que corresponde a uma despromoção (palavra esta efectivamente compreensível ao senso comum) de um cargo nacional.
Na verdade, o Dr. José Robalo era, até agora, nada menos que subdirector-geral da Saúde, suponho – e sempre assim o entendi – uns furos acima de presidente de ARS. Mas parece que isso conta pouco na contabilidade político-mediática dos famigerados jobs for the boys e no zelo pela lealdade ao Governo que inflama as hostes social-democratas (e as outras, quando o turno de poder é outro).
Por falar nisso, cá por coisas, sugiro aos estimados leitores que googlem a seguinte expressão (apenas duas palavrinhas juntas): “psd nomeações”. E entrenham-se com os resultados.
Declaração de interesses: Não sou do PS e não tenho qualquer interesse especial na defesa da honra do Dr. José Robalo.
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sábado, 22 de outubro de 2011
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
A declaração da ETA
A organização separatista basca ETA apelou hoje aos governos de Espanha e de França para que abram "um processo de diálogo directo que tenha por objectivo a resolução das consequências do conflito e, assim, a superação da confrontação armada".
"Com esta declaração histórica, a ETA mostra o seu compromisso claro, firme e definitivo", afirma a organização, segundo o comunicado divulgado na edição electrónica do diário basco Gara.
É conveniente ler na íntegra a declaração da ETA, que é do seguinte teor:
Declaración de ETA
Euskadi Ta Askatasuna, organización socialista revolucionaria vasca de liberación nacional, desea mediante esta Declaración dar a conocer su decisión:
ETA considera que la Conferencia Internacional celebrada recientemente en Euskal Herria es una iniciativa de gran trascendencia política. La resolución acordada reúne los ingredientes para una solución integral del conflicto y cuenta con el apoyo de amplios sectores de la sociedad vasca y de la comunidad internacional.
En Euskal Herria se está abriendo un nuevo tiempo político. Estamos ante una oportunidad histórica para dar una solución justa y democrática al secular conflicto político. Frente a la violencia y la represión, el diálogo y el acuerdo deben caracterizar el nuevo ciclo. El reconocimiento de Euskal Herria y el respeto a la voluntad popular deben prevalecer sobre la imposición. Ese es el deseo de la mayoría de la ciudadanía vasca.
La lucha de largos años ha creado esta oportunidad. No ha sido un camino fácil. La crudeza de la lucha se ha llevado a muchas compañeras y compañeros para siempre. Otros están sufriendo la cárcel o el exilio. Para ellos y ellas nuestro reconocimiento y más sentido homenaje.
En adelante, el camino tampoco será fácil. Ante la imposición que aún perdura, cada paso, cada logro, será fruto del esfuerzo y de la lucha de la ciudadanía vasca. A lo largo de estos años Euskal Herria ha acumulado la experiencia y fuerza necesaria para afrontar este camino y tiene también la determinación para hacerlo.
Es tiempo de mirar al futuro con esperanza. Es tiempo también de actuar con responsabilidad y valentía.
Por todo ello,
ETA ha decidido el cese definitivo de su actividad armada. ETA hace un llamamiento a los gobiernos de España y Francia para abrir un proceso de diálogo directo que tenga por objetivo la resolución de las consecuencias del conflicto y, así, la superación de la confrontación armada. ETA con esta declaración histórica muestra su compromiso claro, firme y definitivo.
ETA, por último, hace un llamamiento a la sociedad vasca para que se implique en este proceso de soluciones hasta construir un escenario de paz y libertad.
GORA EUSKAL HERRIA ASKATUTA! GORA EUSKAL HERRIA SOZIALISTA!
JO TA KE INDEPENDENTZIA ETA SOZIALISMOA LORTU ARTE!
En Euskal Herria, a 20 de octubre de 2011
Euskadi Ta Askatasuna
E.T.A.
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quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Sobre a presidencial preocupação com os limites dos sacrifícios dos portugueses
Uma importantíssima notícia do dia parece ser a presidencial preocupação com as "situações dramáticas que (...) chegam à Presidência da República todos os dias" e com os "limites para os sacrifícios que podem ser pedidos aos portugueses", receando mesmo S. Exa. "que possamos estar no limite".
"No caso dos pensionistas, não sei mesmo se já não foi ultrapassado", disse Cavaco Silva aos jornalistas, citado na generalidade dos meios em linha, apelando, acrescentam as notícias, a "um debate aprofundado" sobre a proposta de Orçamento do Estado de 2012 e a que os parlamentares contribuam para melhorar o documento.
Disseram-se várias coisas sobre esta fala do Presidente aos jornalistas. Que era um recado ao Governo e à maioria parlamentar, mas também um recado ao PS, para que se empenhe em alternativas.
Há quem viva de ilusões destas. Mas o resultado já se antecipa: o Orçamento vai passar e Cavaco Silva não vai dar-se à maçada de levantar-lhe obstáculos e muito menos de vetá-lo.
Estas coisas não mudam por esta banda...
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Os jornalistas e a Greve Geral
A Direcção do Sindicato dos Jornalistas saudou hoje a convergência da CGTP-IN e da UGT na convocação de uma Greve Geral para 24 de Novembro com o objectivo de travar as medidas contra os trabalhadores e a economia constantes no Orçamento do Estado para 2012.
É o seguinte o texto, na íntegra, do Comunicado do SJ:
SJ saúda convergência da CGTP e da UGT para Greve Geral
- O Orçamento do Estado apresentado pelo Governo confirma os piores prognósticos: além de um ataque brutal e inaceitável aos direitos dos trabalhadores e aos reformados e pensionistas, de redução drástica dos seus rendimentos e de efeitos gravíssimos nas condições de vida de largas camadas da população, de paralisação e de retracção da economia, as medidas penalizam severamente quem trabalha e quem, estando agora reformado, já deu a sua contribuição para a criação de riqueza cuja distribuição vai continuar ainda mais injusta.
- As medidas contidas na Proposta de Lei do Orçamento, afectando a generalidade dos trabalhadores e dos reformados e pensionistas com alterações drásticas nos impostos, com o confisco dos subsídios de férias e de Natal dos trabalhadores do sector público e dos pensionistas, com o aumento da energia e dos transportes, com cortes salariais e congelamento de carreiras no sector público, afectam também todos os jornalistas.
- No que diz respeito ao sector empresarial do Estado, que inclui a RTP e a Agência Lusa, a Proposta de Lei do Orçamento insiste nas posições e medidas hostis contra os seus trabalhadores, continuando a sacrificá-los com cortes salariais, congelamento de progressões e redução na retribuição do trabalho suplementar e, agora, com o roubo dos subsídios de férias e de Natal.
- Além do ataque directo aos direitos dos trabalhadores das empresas do sector empresarial do Estado, o Governo insiste no propósito de proceder à privatização total ou parcial de várias delas, constando na Proposta de Lei do Orçamento a medida de privatização nomeadamente de um dos canais da RTP.
- As medidas contra os direitos dos trabalhadores e dos reformados e pensionistas, o ataque a serviços públicos essenciais – incluindo os de rádio e de televisão – o sério agravamento das condições de vida dos portugueses e o afundamento da economia nacional, com consequências directas também no sector da comunicação social e na vida dos jornalistas e das suas famílias, não podem passar: é necessário, é urgente, exigir outro rumo!
- Às medidas contidas na Lei do Orçamento, acresce um brutal conjunto de medidas legislativas na área laboral que têm vindo a ser preparadas e até já publicadas, fazendo retroceder décadas e décadas de conquistas dos trabalhadores, fazendo tábua rasa do direito ao trabalho com direitos e em dignidade, num retrocesso civilizacional que deveria envergonhar-nos.
- A ofensiva em curso exige dos jornalistas e dos restantes trabalhadores da comunicação social uma atitude mais solidária para com todos os trabalhadores portugueses, reclamando resistência organizada nos locais de trabalho e apontando a unidade de todos os trabalhadores como condição indispensável à mudança que se impõe.
- Nesse sentido, considerando de extraordinária e decisiva importância a unidade na acção, a Direcção do Sindicato dos Jornalistas saúda a convergência da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional (CGTP-IN) e da União Geral de Trabalhadores (UGT) na convocação de uma Greve Geral para 24 de Novembro com o objectivo de travar as medidas contra os trabalhadores e a economia.
- Considerando ainda que os jornalistas não podem ficar indiferentes ao movimento de luta e resistência que está a crescer e ao qual é necessário dar força e que devem participar nessa tarefa, a Direcção do SJ vai empenhar-se na mobilização da classe para a discussão da situação presente e das ameaças sobre o futuro, bem como das medidas a tomar, nomeadamente a adesão à Greve Geral a convocar pelas duas centrais sindicais.
Lisboa, 19 de Outubro de 2011
A Direcção
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terça-feira, 18 de outubro de 2011
"Poemas Geométricos"
“Poemas Geométricos” foram concebidos como um corpo que não se limitasse a receber o conteúdo poético da obra mas que também participasse nele.
É assim – mais palavra menos palavra – que se iniciam as apresentações (itinerantes) dos “Poemas Geométricos”, de Luís Bizarro Borges. O próximo encontro é no Clube Literário do Porto, no próximo dia 22 de Outubro, sábado, às 18h30.
Trata-se de uma obra não convencional, interativa, bilingue (português/espanhol), onde as palavras se revelam e ocultam com o gesto das mãos.
A apresentação consta da exibição de um vídeo (4 minutos) e da abordagem de alguns pontos para um possível debate, como o conceito da obra; os limites de um livro; a interactividade material (o manuseamento, o jogo ocultação/revelação); a dificuldade da tradução; as peripécias que acompanharam a obra desde a entrada na gráfica até aos CTT, passando por um parecer das Finanças por causa do IVA a aplicar.
A apresentação consta da exibição de um vídeo (4 minutos) e da abordagem de alguns pontos para um possível debate, como o conceito da obra; os limites de um livro; a interactividade material (o manuseamento, o jogo ocultação/revelação); a dificuldade da tradução; as peripécias que acompanharam a obra desde a entrada na gráfica até aos CTT, passando por um parecer das Finanças por causa do IVA a aplicar.
Fonte: correio electrónico amigo (O Fwd é uma arma!).
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O senhor ministro disse mesmo "Contribuição solidária"?
Há um assunto sério que divide muita gente: as subvenções auferidas por ex-titulares de cargos políticos. Controverso, dá pano para mangas e não me dá jeito discutir agora a sua justeza. Talvez um dia, mas a conversa será longa… Adiante.
Noticiou a edição de hoje do “Diário de Notícias”, aliás em franca manchete, que as ditas subvenções não serão atingidas pelo corte roubo dos subsídios de férias e de Natal imposto pelo Governo aos trabalhadores da Administração Pública e do sector empresarial do Estado.
Lesto a tentar mostrar serviço, lá veio o ministro das Finanças assegurar aos jornalistas que o Governo vai propor uma “contribuição solidária” de montante equivalente aos dos referidos subsídios, segundo noticiou a Lusa, agência à qual se devem as aspas da sobredita “contribuição”.
A coisa soa-me a piadola, a boutade que não chega a ser ingénua, a un chiste que no llega a ser un chiste como dizem os espanhóis. “Contribuição solidária”?! Se é para ser solidário, tanto pode o subvencionado ser solidário como pode não querer ser, certo? Então, se não quiser ser, não paga?
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segunda-feira, 17 de outubro de 2011
79 milhões
de pessoas vivem na Europa abaixo do limiar de pobreza e 30 milhões sofrem de subnutrição.
Hoje é o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.
Hoje, o Governo apresenta o Orçamento de Estado para 2012, para legalizar o roubo aos portugueses, o aprofundamento do desemprego, o agravamento da miséria.
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O Tempo das Cerejas 2
Com estas e com outras, tenho-me esquecido de avisar que "O Tempo das Cerejas", do Vítor Dias, mudou ligeiramente de endereço. Desde há uns tempos, está aqui. Recomendável, sempre, nas minhas outras naves.
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domingo, 16 de outubro de 2011
sábado, 15 de outubro de 2011
E depois do protesto e da indignação?
Milhares - largos milhares - de pessoas voltaram hoje às ruas. Indignadas, foram mostrar indignação nas ruas e nas praças, desta vez "apartidários" e "assindicais". Foram menos do que as que se manifestaram no dia 12 de Março. Em ambas, foram muito menos do que as que teriam sido necessárias para dar outro rumo ao país em 5 de Junho. E muitos dos que se apresentaram hoje fizeram falta no dia 1 de Outubro. E vice-versa, se fosse possível a unidade sem reservas nem preconceitos.
É tempo de tornar consequente o protesto, de dar mais sentido à indignação. A luta não acabou por aqui. Vem aí uma greve geral, vêm aí mais lutas - lutas duras e prolongadas - que precisam de todos. Seremos capazes? Sobretudo, seremos capazes de fazer opções de transformação para os dias seguintes à festa do protesto?
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A janela da ilusão
O João Paulo Coutinho, grande fotojornalista e meu velho e querido camarada de reportagens e de outras andanças, abriu há dias uma nova janela sobre a realidade através da qual nos guia no seu perscrutar inquieto e interpelante dos dias das pessoas. Justamente, A Janela da Ilusão, noutras naves que recomendo vivamente.
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sexta-feira, 14 de outubro de 2011
ERC: eleitos por um triz
Os quatro elementos do Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) designados pela Assembleia da República foram eleitos, hoje, com apenas mais dois votos do que o mínimo de dois terços dos presentes exigidos pela Lei.
Segundo foi divulgado, estavam presentes 213 deputados e a lista do comité de defesa do monopólio da Regulação recolheu 144 votos favoráveis, apenas mais dois do que os 142 que corresponderiam aos dois terços dos 213 presentes, registando-se 60 votos em branco e nove nulos.
Recordemos: o PSD tem 108 deputados e o PS tem 74, ou seja, 182 eleitos pelos partidos do Bloco Central, aos quais se devem somar os da muleta que apoiou a lista, o CDS-PP, com 24 eleitos, obtendo-se assim 206.
Ainda não se conhece a lista das presenças e dos votantes, mas é um facto que a maioria alargada quase não assegurou a eleição dos reguladores e que muitos deputados da dita maioria não alinharam na negociata. E que mesmo que todos os 24 deputados eleitos pelo PCP, pelo BE e pelo PEV estivessem presentes, seriam apenas uma parte dos 69 que não votaram favoravelmente a lista PSD/PS + CDS-PP.
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A austeridade e o sector da comunicação social
O Sindicato dos Jornalistas alertou hoje para as graves consequências das novas e mais gravosas medidas de austeridade anunciadas pelo Governo, fazendo notar que elas terão efeitos nocivos também no sector da comunicação social, mas explicando que esta é a altura para se apostar mais no bem público que é a informação.
Vale a pena ler aqui.
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Caras, máscaras, sinais
As imagens valem o que valem. Talvez mil palavras, segundo os cânones jornalísticos; talvez um milhão, segundo outras hipóteses.
Olho o televisor: passa o "Jornal da Tarde". O ministro da Segurança Social, Pedro Mota Soares, tem um rosto grave para falar da crise e para garantir (?!) que 80% dos pensionistas não pagarão a factura da crise (?!). Atrás, em fundo, várias pessoas conversam animadamente e até riem, e até riem muito. De repente, põem um ar sério. Assim o exige o momento mediático.
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quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Anúncio
O primeiro-ministro acaba de anunciar um novo roubo aos portugueses e um novo e grave golpe na economia nacional. Portugal está a caminho da Grécia.
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Eufemismo ofensivo
Contrariando um comunicado do Sindicato dos Jornalistas denunciando novas ofensivas do grupo Cofina para despedir trabalhadores, "uma fonte oficial" do referido grupo desmentiu ontem que haja quaisquer despedimentos.
O que acontece, segundo explica a dita fonte, citada nomeadamente pela agência Lusa e pelo "Diário Económico" em linha, é que a Cofina "faz uma gestão dinâmica dos seus recursos humanos, quer em termos de contratações, quer em termos de dispensas".
O eufemismo é ofensivo. Confrontar pessoas para as "dispensar", e ainda por cima de forma violenta e ilegal, atingindo a dignidade das pessoas, é despedir, quer o senhor Eng.º Paulo Fernandes, os seus obedientes quadros e a "fonte oficial" queiram quer não queiram!
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011
SJ denuncia tentativa de despedimentos ilegais na Cofina
O Grupo Cofina está a fazer abordagens selectivas a jornalistas com vista ao respectivo despedimento, nomeadamente no diário desportivo "Record" e no sector das revistas, denuncia o Sindicato dos Jornalistas (SJ).
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domingo, 9 de outubro de 2011
Sinais dos resultados das eleições regionais na Madeira
As eleições de hoje para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira surpreenderam pelos resultados.
É evidente o recuo do jardinismo mas é claro o avanço e a consolidação da Direita e um recuo também da Esquerda, em favor de outros fenómenos que é conveniente perceber muito bem antes de desatar a apontá-los como exemplo a seguir, como sugerem algumas análises precipitadas ou ditadas por ódios antigos.
Em relação ao avanço e consolidação da Direita, é conveniente destacar e prestar atenção ao desempenho do CDS-Partido Popular, por um lado, mas também, muito concretamente, ao teor, ao significado e ao alcance das declarações do líder regional, José Manuel Rodrigues, e, especialmente, do presidente nacional do partido, Paulo Portas, num sinal claro ao PSD nacional e não necessariamente ao "PSD da Madeira".
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Uma entrevista a guardar
A entrevista concedida ao "Público" pelo presidente da Ongoing, Nuno Vasconcelos, é uma entrevista para guardar. Pela entrevista, pelas entrevistadoras e pelo entrevistado. E para o futuro. Atente-se logo no título-citação da chamada da primeira página: "Balsemão pode ter sido um pai, mas faço aquilo que tenho de fazer contra tudo e contra todos". No interior, além do conteúdo concreto, atenção à tensão do pingue-pongue das perguntas-e-respostas, naturalmente editadas a partir de uma entrevista cuja duração real foi de três horas.
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sexta-feira, 7 de outubro de 2011
SJ acusa PSD/PS de violarem Lei da ERC
O Sindicato dos Jornalistas (SJ) considera que o PSD e o PS violam ostensivamente a Lei da ERC, já que não se limitaram a negociar a composição do novo Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social e acordaram a escolha do presidente do Conselho Regulador.
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quinta-feira, 6 de outubro de 2011
ERC: breves e sentida palavras
As coisas, tal como a verdade, são como o azeite. Confirma-se: o comité de defesa do monopólio da regulação da comunicação social chegou finalmente a acordo quanto à composição do novo conselho regulador da entidade reguladora para a comunicação social – presidente incluído, como não podia deixar de ser, fazendo tábua rasa da lei da propriamente dita ERC, que manda serem os quatro elementos designados pelo parlamento a cooptar o quinto elemento, i.e., o presidente do dito conselho.
É assim que está escrito nas estrelas desde que a lei existe e desde que os partidos integrantes do sobredito comité de defesa do monopólio da regulação acordaram, e assim fizeram, ignorar a letra e o espírito da mesma.
Dito isto, com promessa de voltar ao assunto, breves palavras para saudar Azeredo Lopes, Estrela Serrano, Elísio de Oliveira e Assis Ferreira. Foram escolhidos como se sabe, vítimas daquilo a que chamei o pecado original da ERC – a sua extracção exclusivamente parlamentar e exclusivamente de acordo com os ditames do Bloco Central.
Tomaram decisões que me agradaram e outras das quais discordei e até critiquei publicamente. Mesmo continuando a discordar do modelo de regulação, penso que eles fizeram um trabalho positivo – muitas vezes polémico; outras, inquietante (no sentido de que não nos deixaram indiferentes às suas convicções e às suas conclusões e nos deixaram a pensar); outras ainda, a distância frustrante do que me pareceria ser de decidir.
Gostemos ou não do modelo e apesar da origem do pecado que permaneceu sobre as suas cabeças, Azeredo Lopes, Estrela Serrano, Elísio de Oliveira e Assis Ferreira cumpriram a sua missão e rasgaram novos horizontes para a Regulação, sobre os quais ficaram abertas portas e janelas que importará franquear, se quisermos e soubermos, e se formos capazes de despir a carapaça do preconceito e de falar com franqueza das coisas, das ideias, das convicções, das hipóteses, dos projectos, das alternativas.
Todos – cada qual ao seu estilo, exuberante o de uns, discreto o de outros – deram contribuições importantes para a afirmação da Regulação como valor num mundo complexo e em mudança. É justo destacar o seu presidente, Azeredo Lopes, e a galhardia com que se bateu pelas suas convicções e pela defesa do órgão do qual é ainda o rosto institucional e no qual tantas vezes a instituição se fulanizou.
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011
O discurso habitual da inevitabilidade
O Presidente da República dirigiu-se hoje à Nação com o seu habitual discurso de apelo à rendição à inevitabilidade dos sacrifícios e de culpabilização dos portugueses ("A crise que atravessamos é uma oportunidade para que os Portugueses abandonem hábitos instalados de despesa supérflua, para que redescubram o valor republicano da austeridade digna, para que cultivem estilos de vida baseados na poupança e na contenção de gastos desmesurados...") e cheio de palavras redondas sobre a repartição da riqueza e a necessidade de criação de emprego, etc., etc.... É pena que não actue em conformidade quando as leis contra a protecção do emprego lhe passam pela secretária para promulgação.
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Viva a República!
Sempre!
Busto oficial da República, da autoria de Francisco Santos. Primeira página da Ilustração Portuguesa, n.º 294, de 9 de Outubro de 1911.(Via sítio oficial das comemorações do Centenário da República) . |
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terça-feira, 4 de outubro de 2011
A pior doença do século XXI
Assim falou o meu amigo Manuel, proclamando com vigor a urgência de uma vacina:
"Há uma epidemia larvar traindo a lealdade; uma hemorragia de solidariedade; um vírus nutrido de silêncios e impotência; uma pústula fétida de cobardia; uma gangrena desistente; um torpor cívico; um coma descrente; e, pior, uma indiferença insuportável. A indiferença é a pior doença do século XXI."
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