segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Informem a "duquesa", por caridade

Haverá alguém que tenha a caridade de informar uma senhora que se apresenta como Duquesa do Cadaval e Princesa de Orléans (e já agora alguns jornalistas) que Portugal é uma República há mais de um século e que os títulos nobiliárquicos foram abolidos em 18 de Outubro de 1910?
Agradecido.
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O sprint pela Travel Bookshop

A verdadeira Travel Bookshop (foto no seu sítio
Acho que nunca fui ao célebre bairro londrino de Notting Hill e muito menos, portanto, à celebérrima livraria The Travel Bookshop (ah!, o poder do cinema!) que, segundo as notícias que correm mundo, é objecto de uma "corrida" de salvamento num sprint de celebridades (consta que no pelotão lá segue parte do elenco do filme "Nothing Hill" e uns tantos escritores e tal) a evitar o seu encerramento, consta que por falta de interesse dos filhos do fundador e devido à crise.
Não estou a par dos últimos desenvolvimentos e não sei sequer se já tem comprador. Mas intriga-me como é que, tendo assim tantos amigos célebres e ricos, não se resolveu já o negócio, aliás mais atractivo com tamanha campanha de visibilidade (não haverá celebridades com uns trocos suficientes no bolso para uma sociedade, uma cooperativa que seja?). 
Resta-me desejar boa sorte e que a livraria de Nothing Hill se salve e que seja exemplo universal. Há muitas pequenas livrarias e outros pequenos negócios independentes a pedir solidariedades...   
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sábado, 27 de agosto de 2011

SJ repudia espionagem a jornalista do "Público"

O Sindicato dos Jornalistas bem avisou, mas o Parlamento aprovou em 2008 uma lei sobre conservação de dados de comunicações que ameaça a protecção do sigilo profissional dos jornalistas. Mas acabou por acontecer pior: uma listagem de chamadas telefónicas e de mensagens de texto de pelo menos um jornalista, Nuno Simas, foi fornecida aos Serviços de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) violando uma lei que já de si é má. Um caso que exige a investigação cabal e urgente, considera o SJ. E que se recorde o que o Sindicato tem vindo a dizer sobre o assunto...
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A liberdade de imprensa consoante a maioria parlamentar de turno

O Sindicato dos Jornalistas estranhou hoje a decisão da Comissão para a Ética, a Cidadania e a Comunicação da Assembleia da República de rejeitar uma audição de jornalistas sobre atentados à liberdade de informação na região Autónoma da Madeira.
Em comunicado, o SJ lamenta que as "averiguações parlamentares sobre direitos fundamentais continuem a depender da geometria variável das maiorias de turno".
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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Se tiver tempo e paciência...

"Está?! Fala Fulano. Gostava de falar-lhe sobre este assunto .... Se tiver tempo e paciência, agradeço que me ligue. Um abraço."
Haverá poucas outras arrelias maiores do que ligar-se para um telefone e não sermos atendidos, ou sermos remetidos para um impessoalíssimo sistema de correio de voz, para o qual é suposto debitarmos um recado: quem somos, ao que vimos, o que pretendemos...
Dou-me a reflectir especialmente sobre essa circunstância comunicacional quando eu próprio, vítima do sistema quando não consigo contactar a pessoa que procuro, sou também o alvo da procura de outrem. O recado acima transcrito, real, deixado no meu telefone, transmite várias mensagens. 
A primeira, sem dúvida, sobre a delicadeza de trato da pessoa que ma deixou (delidadeza que afianço, do longo e agradável convívio com ela). A segunda tem a ver com um problema bem contemporâneo: a falta de disponibilidade nas suas múltiplas vertentes - de tempo, psicológica, etc - para ouvir o outro. E há outras, claro...
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terça-feira, 23 de agosto de 2011

As medidas da tróica e as combinações intangíveis

A repórter afiança, em directo para o serviço noticioso da hora do almoço, que o secretário de Estado Adjunto do Primeiro-ministro, Carlos Moedas, advertiu, no Parlamento, que o mês de Setembro "ainda será pior", diz ela, quanto às medidas impostas pela tróica contra os portugueses (esta parte do contra é minha).
O despacho noticioso devolveu-me à memória a cena de um homem - teria uns cinquenta e muitos, talvez 60 anos - que há dias estava à minha frente na fila de um quiosque.
Angustiado, perscrutava a colecção de números expostos no placard afiançando prémios e felicidade a quem tivesse acertado nos números mágicos do Totoloto ou do Euromilhões. "Mas eu tenho o 37, eu tenho o 37...", balbuciava. Ao que a menina do quiosque respondia que "a máquina é que tem razão" e lá lhe foi explicando que a combinação não tinha afinal um cêntimo de prémio.
Vencido pela evidência, o homem retrocedeu cabisbaixo e mergulhou na rua triste. A menina suspirou: "Isto está tão mau que as pessoas agarram-se a tudo e ficam ansiosas por tudo."
A crer no vaticínio da repórter, hei-de encontrar mais vezes aquele homem a mirar uma parede de papéis com combinações intangíveis.
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sábado, 20 de agosto de 2011

O problema do "sobe e desce" e dos "altos e baixos"

Problema prático de Jornalismo.

Não simpatizo com as rubricas de “sobe e desce” que os jornais dedicam a pessoas e à actualidade. Além da superficialidade da análise e da incerteza (e desconhecimento…) quanto aos critérios que suscita em muitos leitores, tendem muitas vezes para o juízo precipitado, para o elogio ou para a depreciação fáceis, para a apreciação equívoca e por aí fora. É o que me parece acontecer hoje na coluna “Altos e Baixos” do suplemento de Economia do “Expresso”.

Na dita coluna, a páginas 2, aparece no podium jornalístico dos “altos” o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, com foto e nome a ilustrar um texto que menciona como uma das “pequenas boas notícias que devemos valorizar” a variação nula do produto interno bruto (PIB) registada no segundo trimestre do ano, embora não seja referido em que período tal aconteceu tal período.
O próprio jornal explicita e tenta explicar adiante (págs. 8 e 9) que o desempenho económico se ficou a dever em boa parte ao aumento das exportações, que cresceram 15% nos primeiros cinco meses do ano.
Sendo incompetente para discutir Economia, confesso que não percebo muito bem como é que se pode atribuir o mérito da “boa notícia” da variação nula do PIB no segundo trimestre do ano a um ministro que foi empossado sete dias úteis antes do fim desse período

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Recados de Cavaco mais para dentro do que para fora

Já se sabe: Cavaco Silva confia pouco na mediação jornalística, sobretudo quando quer mandar recados, não se cansando aliás de exortar os interessados a procurar o seu pensamento, não no que dele escrevem os jornais, mas no que consta na página da Presidência na Internet, ou então no Facebook.
Lá está hoje um muito importante, aparentemente em reacção à proposta da dupla Merkel/Sarkozy de constitucionalização de limites ao défice, mas que, não se livrando de interpretações múltiplas sobre o seu conteúdo, propósito e alcance, soa bem a recado interno para o Governo PSD/CDS, e sobretudo para o entusiasmado Paulo Portas:
Constitucionalizar uma variável endógena como o défice orçamental – isto é, uma variável não directamente controlada pelas autoridades – é teoricamente muito estranho. Reflecte uma enorme desconfiança dos decisores políticos em relação à sua própria capacidade de conduzir políticas orçamentais correctas. 
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A previsível ratificação de um acordo dito anti-terrorista

O Governo aprovou hoje uma proposta de resolução para a ratificação de um acordo entre Portugal e os Estados Unidos sobre "reforço da cooperação na prevenção e no combate ao crime", assinado em 30 de Junho de 2009, cujo conteúdo e consequências justificaram um preocupante parecer (pedido fora de tempo) da Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) cujas objecções e recomendações seria muito importante que a Assembleia da República tenha em conta quando debater a proposta. O problema é que a maioria PSD/CDS/PS subserviente aos EUA vai funcionar a favor do horror "anti-terrorista". Apostamos?
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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Privatização da RTP e da Lusa: simulacro de consulta

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) considerou hoje que a composição do grupo de trabalho para a definição do conceito de serviço público de comunicação social nomeado pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, não assegura globalmente a sua independência em relação à agenda neoliberal do Governo e receia tratar-se de um simulacro de consulta para consumar a privatização da RTP e da Lusa.
Em comunicado, o SJ sublinha que "os meios profissionais e académicos oferecem uma gama muito mais vasta e muito mas diversificada – se acaso era objectivo do Governo obter uma real diversidade de opiniões… – do que a reflectida na composição do grupo". 
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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Notícias do PIB

Sei pouco ou nada de Economia, mas permito-me achar que o anúncio de hoje do Instituto Nacional de Estatística (INE), segundo o qual "a Estimativa Rápida do Produto Interno Bruto (PIB) aponta para uma diminuição de 0,9% em volume no segundo trimestre de 2011 face ao período homólogo (variação de -0,6% no trimestre anterior)" é pior do que se diz por aí.
Assim como me parece que a brevíssima explicação contida no início da  nota informativa, referindo que a "redução do PIB em termos homólogos no segundo trimestre esteve associada a uma acentuada diminuição do investimento e das despesas de consumo final das famílias, sobretudo na componente de bens duradouros" infunde mais preocupação do que se noticia.
Com o sério agravamento dos impostos e dos preços dos transportes, a desvalorização dos salários, etc., etc., e a tendência recessiva que se acentua, as próximas notícias sobre o PIB serão um pedaço piores.
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Discriminações e equívocos contra a liberdade de informação

Segundo noticia o sítio do Sindicato dos Jornalistas, o Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social reconheceu procedência numa queixa do SJ contra o director da Escola Secundária de Paredes, por este ter discriminado um jornalista (José Vinha, ao serviço do "Jornal de Notícias") no acesso à informação sobre um acidente naquele estabelecimento, que feriu três alunos.
Na deliberação, o Regulador sustenta que o director da escola, cuja conduta reprova, incumpriu o dever de informação e discriminou o jornalista e deixa uma mensagem muito importante para todos quantos julgam que basta prestar declarações a informações nomeadamente à agência noticiosa Lusa para que se cumpra tal dever e não haja discriminações, salientando que "a circunstância de a mesma matéria ter já constituído objecto de tratamento jornalístico, designadamente pela Lusa, não lhe retira, por si só, a sua importância ou interesse, e que cabe a cada jornalista livremente decidir e investigar as fontes informativas".
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António Nobre nasceu há 144 anos

Há 144 anos (16 de Agosto de 1867), nasceu no Porto poeta António Nobre que não conseguiu ser diplomata, embaraçado pela tuberculose que lhe roubou a vida precocemente, aos 33 anos de idade (18 de Março de 1900).
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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Porque há serviço público de rádio

O escritor e poeta Carlos de Oliveira não está na moda, mas é um grande poeta e um grande escritor. Completaria hoje 90 anos. O programa "Império dos Sentidos", da Antena 2, realizado e apresentado por Paulo Alves Guerra todas as manhãs a partir das 7 horas, recordou-o hoje, com uma série de poemas soberbamente ditos pelo actor João Grosso. Isso foi possível - como em tantas outras evocações que a "rádio clássica" portuguesa faz - porque há serviço público de rádio em Portugal.
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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Contra a liquidação do serviço público de comunicação social

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) voltou hoje a criticar a liquidação dos serviços públicos de comunicação social e manifestou preocupação com a criação de um grupo de trabalho, pretensamente destinado a definir o conceito de serviço público mas que corre o risco de constituir-se em comissão liquidatária do serviço público às ordens do PSD. 
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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Por causa da ERC

O remanso de umas breves férias alentejanas foi interrompido, hoje, com a notícia de que o PSD requereu a minha ida, além de várias personalidades, ao Parlamento, para completar uma magna audição sobre a ERC.
Lá irei, se o Parlamento me convocar. Mas não deixarei de estranhar tanto afinco numa audição para cumprir simplesmente a lei, de tão corrente que me parece parece ser o negócio de Estado em causa, quando o PSD e o Governo se preparam para tomar decisões de grande monta sem cuidarem de tamanho escrúpulo.
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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Memórias de Salgueiro Maia









No ano em que o capitão Salgueiro Maia completaria 60 anos, 2004, a Câmara Municipal de Castelo de Vide colocou uma lápide evocativa na fachada da casa onde o herói de Abril nasceu. Hoje, a casa está à venda.
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domingo, 31 de julho de 2011

sábado, 30 de julho de 2011

Liberdade condicionada

(…)
Uma coisa nos distingue dos árabes de que falou. Temos o que eles não têm. Liberdade.
A liberdade está condicionada. Toda a comunicação social está nas mãos da direita. E está condicionada pelo sistema financeiro.
(…)
Mário Soares, em entrevista à revista “Única”/“Expresso”, hoje
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quinta-feira, 28 de julho de 2011

À espera do próximo "Expresso"

O ex-director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), Jorge Silva Carvalho, concede hoje uma entrevista ao "Diário de Notícias", em "resposta" às revelações do "Expresso" sobre a passagem de informações à Ongoing antes mesmo de deixar a secreta para tornar-se um destacado quadro deste grupo.
Além de perguntas por responder, que certamente avivam mais o interesse parlamentar pelo caso, deixa duas acusações veladas: que as revelações do semanário poderiam resultar de violação da sua correspondência electrónica; e que as notícias em causa não só visam a sua liquidação pessoal mas também surgem porque há um conflito entre a Ongoing como accionista da Impresa e quem controla o grupo proprietário do "Expresso".
Estou muito curioso em relação à próxima edição. Entre outras peças, seria muito útil que Silva Carvalho esclarecesse no próprio "Expresso" o que afirma.
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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Palavras mágicas do equilíbrio social

Pronto, se querem boas notícias, tipo notícias de sonho, tipo notícias sobre o rating dos ricos lusos, basta introduzir num motor de busca as seguintes palavras mágicas: Fortunas mais ricos Portugal aumentaram 17,8.
E agora, para perceber como é que essas notícias podem ser ainda mais fabulosas, concluindo como tudo isto está ligado, podem continuar a procurar com expressões como despedimentos, redução salarial, imposto extraordinário, etc.
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Fugas vão ser investigadas

A Comissão dos Assuntos Constitucionais da Assembleia da República vai averiguar as famosas fugas de informações das secretas. Ainda bem.
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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Prognósticos, talvez antes do fim da legislatura

Calcula-se que seja culpa dos jornalistas, que percebem mal os recados e tal e coisa... 
Ao segundo dia, segundo a agência Lusa amplamente reproduzida esta tarde nos meios de informação em linha, o novo secretário-geral do Partido Socialista veio admitir que, afinal, sempre poderá haver uma revisãozita da Constituição, assegurando que "continuará disponível para fazer aperfeiçoamentos" - o que quer que isso seja...
Dito de outra maneira: se calhar, nem vai ser preciso esperar pelo fim da legislatura para fazer o prognóstico.

domingo, 24 de julho de 2011

Prognósticos, só no fim da legislatura

Uma variável política está em jogo desde que o PSD ganhou as eleições e o CDS-PP foi alcandorado a seu suporte parlamentar e de governo: a conduta do PS num contexto de revisão constitucional, sabendo-se que a maioria PSD/CDS quer mexer profundamente na Lei Fundamental e que a revisão tem de ser aprovada por maioria qualificada de dois terços, a qual não faltou de resto nas sucessivas alterações...
Segundo o "Público" em linha, a primeira promessa do novo secretário-geral do Partido Socialista, António José Seguro, feita escassos minutos depois do dobrar da meia-noite de hoje, foi a de, precisamente não aceitar nenhuma revisão da Constituição. A segunda, e isso vem já na na generalidade dos meios electrónicos, é a da instituição da liberdade de voto como regra.
Nada disto me tranquiliza, porém. E já estou como o outro: prognósticos, só no fim da legislatura...
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sábado, 23 de julho de 2011

Serviços secretos e problemas públicos



O caso da manchete de hoje do “Expresso” não pode ficar pelo mero caso jornalístico que o primeiro-ministro arruma para um canto anunciando um inquérito a fugas de informação nas secretas. Esse é apenas um dos tópicos da nova investida do semanário, mas há outros que importa esclarecer – da trama que apanhou Bernardo Bairrão à privatização da RTP, passando pela circulação de quadros das secretas para um grupo privado, etc.
Para quando um inquérito parlamentar?
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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Amor de FMI

Rua Formosa, Porto

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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Fwd: Ultima hora

E não resisto a retransmitir esta:

---------- Mensagem encaminhada ----------
De: XXXXXXXXXXX <xxxxxxxxxx@xxxxxx.com>
Data: 21 de Julho de 2011 23:54
Assunto: Fwd: Ultima hora
Para: xxxzxzxzxz<xxxxxxxxx@xxxxx.com>

 A Standard & Poor's baixou o rating das 'Tias de Cascais' para 'Primas de Chelas'.
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As votações são como o algodão do outro

Antes que o dia 21 de Julho de 2011 acabe, é preciso que fique registado que a bancada do Partido Socialista na Assembleia da República não perdeu hoje uma oportunidade soberana para mostrar de que lado está, agora que a Direita institucional prepara um ataque fulminante aos direitos dos trabalhadores, aliás no seguimento do encetado pelo Governo PS.
Nem ao menos se pôs ao lado do óbvio e do justo, que é, simplesmente, isto: a discussão pública da revisão do Código do Trabalho não pode ser preterida, ou seja, tem de ser feita 30 dias antes da discussão parlamentar, pelo que não poderia continuar agendada para o dia 28.
Porém, o PS votou ao lado do PSD e do CDS, e apenas cinco deputados socialistas (Alberto Costa, Ana Jorge, Isabel Moreira, Isabel Santos e Sérgio Sousa) tiveram a coragem de votar do lado certo e justo.
As votações são como o algodão do outro - nunca enganam!
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Ajuda à Banca


É sabido, consta das notícias: as tróicas - a internacional e a nacional - mais o Governo de turno estão a ajudar a Banca.
Provas? Ainda hoje os jornais falavam num Orçamento Rectificativo para ajudar a Banca. Basta procurar num motor e busca vulgar - tipo, introduzir as palavras-chave mágicas. Basta assim: "ajuda à banca".
Escusam de procurar palavras-e-ideias-chave como roubo dos salários, sobretaxa, aumento dos transportes, impostos e outras que tais.
Ah! - e também não é preciso procurar despedimentos mais baratos e mais fáceis e outras palavras suspeitas. Como dizia António de O. S., está tudo bem assim e não podia ser de outra maneira.

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