domingo, 3 de abril de 2011

Ambivalências


As pessoas e a publicidade.
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sábado, 2 de abril de 2011

Comentadores: poucos e derrotistas

Em menos de uma semana, duas personalidades importantes chamaram a atenção para dois vícios dos comentadores que nas televisões comentam a crise (e outras coisas, pois muitos deles comentam tudo). António Hespanha observou, no programa Prós e Contras, da RTP, que eles pertencem a um leque ideológico muito estreito; Mário Soares considerou, ontem à noite, num debate no Porto, que eles são derrotistas. Se eles o dizem...  
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Negócios espirituais


"Fazem-se limpezas espirituais". E às carteiras também.
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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Control+

Duas notas e uma reflexão muito sumária sobre literacias.
1.       A “manchete” sobre a dissolução da Assembleia da República e a convocação de eleições legislativas antecipadas, de um diário gratuito de hoje, maciçamente distribuído nas estações dos metros de Lisboa e Porto e em pontos estratégicos de várias cidades, é esta:
Control+Alt+Delete

2.      Na mesa atrás de mim no restaurante, ao almoço, três jovens discorrerem acelerada e alegremente (acho bem a parte da alegria) sobre vários e dispersos assuntos, incluindo vinhos (tirando quatro ou cinco disparates) e informática. Retenho a parte em que um deles conta que viu duas gémeas envergando t’shirts com os seguintes dizeres:
uma,
Control C

A outra,
Control V
Ambas as mensagens têm piada em círculos restritos; ambas definem sobre o universo no qual se movem os autores; ambas enunciam as suposições que os autores fazem sobre o universos aos quais se dirigem. Suponho que não sabem que, na vida real, para milhares, centenas de milhar, ou milhões de seres humanos, tais mensagens não são descodificáveis.
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quinta-feira, 31 de março de 2011

Consenso, disse ele

O Presidente da República reuniu hoje o seu Conselho de Estado, escutou-o, retirou-se para ponderar e para tomar uma decisão. Decidiu o que já estava previsto que decidisse e na direcção do que o presidencial Conselho unanimemente, segundo o próprio Cavaco Silva, se pronunciara – a dissolução da Assembleia da República e a convocação de eleições legislativas para o dia 5 de Junho.
Veio o Presidente, porém, falar à Nação, não apenas para anunciar a grave decisão que a Constituição da República lhe entrega, mas também para enunciar objectivos e estratégias e proclamar a via “consenso político e social” como salvação dos males nacionais.
Como se o que nos tem acontecido não tivesse origem, precisamente, nesse consenso entre os principais partidos do costume – os do arco da governação mais o seu apêndice estratégico.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Ruptura de Salvação Nacional

Os patrões pedem um governo de salvação nacional; os trabalhadores precisam de uma ruptura de salvação nacional. Ou se muda, rompendo; ou se continua, mudando...
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terça-feira, 29 de março de 2011

Sobre a grande entrevista de Dilma


Na véspera da chegada da Presidente da República do Brasil a Portugal, a SIC transmitiu aquilo que apresentou como a primeira grande entrevista de Dilma Rousseff após a sua eleição.
Foi realmente uma entrevista muito interessante, reafirmando a visão clara e determinada de Dilma Rousseff sobre assuntos como a economia, o desenvolvimento, a paz, os direitos humanos e a política externa.
Do trabalho da SIC, porém, um pormenor me intrigou, ignorante que sou em matéria de televisão (além de muitas outras), e que tem a ver com a disposição cénica da entrevista e os lugares (e os planos na tomada de imagens) que entrevistador (Miguel Sousa Tavares) e entrevistada (a Presidente do Brasil) ocupam.
Nela, o entrevistador ocupa um maple individual e em vários planos parece dominar a cena. E a entrevistada ocupa a extremidade de um maple de vários lugares e, por vezes, parece dominada e isolada nessa vastidão simbólica.
Já perceberam que nada sei de televisão e que sou completamente incompetente para discutir detalhes de realização. Mas como tenho a liberdade de dizer disparates, lá calhou de escrever este, que consiste simplesmente em achar estranha a cena. Só isso.

segunda-feira, 28 de março de 2011

"Ambiente Uma Questão de Ética"

Sugestão para a agenda de quarta-feira, dia 30, com um tema bem actual:
Às 21:30, na sede da Associação Campo Aberto, na Rua de Santa Catarina, 730-2.º andar, Porto, Maria José Varandas continua a apresentação (2.ª parte) do seu livro “Ambiente Uma Questão de Ética”
“O Princípio da Responsabilidade, Éticas Ambientais e sua relação com as políticas do ambiente, Ética da Terra e Movimento Conservacionista, Ética e políticas europeias para o ambiente, direito ambiental, são alguns dos temas em foco”, informa a Campo Aberto.
Maria José Varandas, presidente da Sociedade de Ética Ambiental, é licenciada em Filosofia e Mestre em Filosofia da Natureza e do Ambiente, e investigadora do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa em ética e valores. Autora de várias obras como “O Valor do Mundo Natural” (2003) e “Vida: Propriedade do Organismo ou do Planeta?” (2004).
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Como se esperava

Como se esperava, “O Presidente da República convocou uma reunião do Conselho de Estado para o próximo dia 31 de Março, às 15:00 horas, para os efeitos do artigo 145.º, alínea a), primeira parte, da Constituição*”, anunciou hoje a Presidência em comunicado.

*Artigo 145.º
Competência
Compete ao Conselho de Estado:
a) Pronunciar-se sobre a dissolução da Assembleia da República e das Assembleias Legislativas das regiões autónomas;
b) Pronunciar-se sobre a demissão do Governo, no caso previsto no n.º 2 do artigo 195.º;
c) Pronunciar-se sobre a declaração da guerra e a feitura da paz;
d) Pronunciar-se sobre os actos do Presidente da República interino referidos no artigo 139.º;
e) Pronunciar-se nos demais casos previstos na Constituição e, em geral, aconselhar o Presidente da República no exercício das suas funções, quando este lho solicitar.

domingo, 27 de março de 2011

"Pugilismo verbal", disse ele

O secretário-geral do PSD, Miguel Relvas, acusou o PS de "insistir numa atitude de pugilismo verbal". Coisas de período pré-pré-eleitoral. Depois das eleições, os dois voltarão a usar dos punhos de renda do costume.
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Três notícias do nuclear

Notícias do Nuclear:
“The situation at the Fukushima Daiichi plant remains very serious”, segundo o comunicado de hoje da Agência Internacional da Energia Atómica. “A crise está longe do fim”, disse o director-geral da AIEA, Yukiya Amano, em entrevista telefónica ao diário norte-americano “The New York Times”. Um milhar de japonses manifestou-se em Toquio e Nogoya contra a manutenção da opção nuclear.
O partido democrata cristão alemão (CDU) poderá perder o poder no estado federado de Baden-Württemberg, segundo a sondagem à boca das urnas nas eleições regionais de hoje. Uma coligação formado pelos Verdes e pelo SPD (social-democrata) deverá vender as eleições numa região onde a maioria da população exige o encerramento das centrais nucleares.
Ecologistas espanhóis e portugueses concentraram-se hoje junto da central nuclear de Almaraz, na Estremadura espanhola, a 100 quilómetros da fronteira portuguesa, para exigir o seu encerramento.
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sábado, 26 de março de 2011

Nuclear "seguríssima", diz ele...

A Agência Lusa distribuiu hoje um telegrama com declarações do engenheiro Pedro Sampaio Nunes, administrador de uma empresa que, desde 2005, pretende construir uma central nuclear em Portugal, segundo as quais com a crise da central japonesa de Fukushima “ficou provado que (a energia nuclear) é seguríssima”.
Antecipando-se a garantias que nem a Agência Internacional de Energia Atómica consegue dar (“The situation at the Fukushima Daiichi plant remains very serious”, lê-se, logo a abrir, no comunicado do início desta tarde sobre o ponto de situação), o especialista ouvido pela Lusa garante que “a crise está controlada” e sustenta que “Fukushima é uma demonstração de capacidade, é uma ‘prova dos nove’”.
Depois de mencionar as já consabidas condições a que a central foi submetida, superiores àquelas para que foi projectada (resistência a terramotos de grau sete quando o de 11 de Março foi de grau nove e tsunamis com ondas de cinco metros, quando as desse dia foram de dez), como se não tivesse havido o pequeno problema da dramática falha no arrefecimento dos reactores desligados, acrescenta: “Se ainda assim conseguimos escapar sem uma fatalidade, é porque é (uma forma de energia) extremamente segura”.
 Não sendo especialista e estando longe de sê-lo, posso declarar que, infelismente, estamos ainda muito longe de garantir o que quer que seja em relação a fatalidades piores do que o que aconteceu até agora: uma vasta região evacuada, níveis muito elevados de radioactividade no ar, na água, nos solos e chegada já à cadeia alimentar e uma margem muito grande incerteza relativamente aos efeitos na saúde – imediata e futura – de milhões de pessoas.
Em suma, confirma-se que o nuclear é uma forma de energia ainda experimental. Com a agravante de ser experimental à escala humana.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Telepontos

As imagens das televisões nos noticiários da hora de almoço (o evento foi ontem à noite) confirmam que José Sócrates lê e interpreta bem o texto do teleponto. Mas não o suficiente para convencer-nos de que desejaria que as coisas pudessem ter sido realmente de outra maneira. Mas quem escreveu aquele há-de escrever outros. 
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quarta-feira, 23 de março de 2011

Presenças recorrentes de “ex” nos media

Reparemos na recorrência de certas presenças políticas, chamemos-lhes assim, de “ex” nos media. Por exemplo, ainda ontem e hoje, a pretexto da crise política, lá vejo na televisão Pedro Santana Lopes, ex-líder do PSD e ex-fugaz-primeiro-ministro.  Se não é PSL, é Luís Filipe Meneses, ex-fugaz líder do PSD.
A questão é que os critérios das presenças não são apresentados de forma clara aos cidadãos. Por exemplo, não se percebe por que razões se valoriza tanto a opinião destes “ex” do PSD e não valoriza as opiniões de outros “ex” desse e de outros partidos – ou de outros ex-primeiro-ministros. E muito menos se explica por que razões se deu a palavra àqueles e não a outros.
Pode ser que alguns “ex” não estejam pelos ajustes e resistam o assédio dos jornalistas à sua palavra (sei, por exemplo, que Marques Mendes tem declinado comentários). Mas seria útil ao escrutínio cidadão do funcionamento dos media que se explicasse a que propósito, a que pretexto e com que justificação se dá a palavra a uns e não a outros.
É que não basta estar disponível para mandar uns bitates por tudo e por nada; nem satisfaz a eventual desculpa de que os jornalistas apenas dispõem destes contactos.

terça-feira, 22 de março de 2011

O verdadeiro PECado

O verdadeiro PECado do Governo não é este. Este é uma consequência de uma política que não quis inverter, mas que também não vai mudar com as eleições que são já inevitáveis se o sufrágio não se traduzir uma verdadeira e uma consequente alteração na correlação de forças no Parlamento.
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segunda-feira, 21 de março de 2011

Sobre a natureza do braço

Consta, a crer na televisão e nos jornais*, que há um braço-de-ferro entre o PS e o PSD. O problema será cirúrgico ou siderúrgico?

* Acrescentado: "e nos jornais"
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quarta-feira, 16 de março de 2011

A imperial aparição

Cinco dias depois da tragédia que se abateu sobre o Japão, um tal senhor Akihito dignou-se emergir do imperial recato e quebrar o silêncio para se dirigir aos seus súbitos pela televisão, como pelos vistos faz apenas muito raramente e, parece, nos momentos de extraordinária importância.
Com pelo menos uma central nuclear já à beira de gerar um apocalipse (diz quem, pelos vistos, sabe destas coisas) e grande parte do país juncado de destroços, milhares de mortos (serão dez mil?) e largas centenas de milhar de feridos, desaparecidos, desalojados e deslocados por causa dos sismos e do tsunami do final da semana passada - a maior crise nipónica depois da Segunda Guerra Mundial - , é estranha esta noção de excepção para uma aparição imperial.

terça-feira, 15 de março de 2011

Lóbi nuclearista, apesar do Japão...

O Japão e o Mundo inteiro estão com o coração nas mãos. Além da enorme e indescritível tragédia do terramoto de sexta-feira, é muito preocupante a ameaça nuclear. E não são apenas as três explosões já verificadas na central nuclear de Fukushima - é o aparato electronuclear da hiper-sofisticada nação nipónica, nada menos de quatro centrais nucleares que infundem sérios receios.
E, todavia, quando se pensava que o lóbi nuclearista ficaria quedo e mudo perante mais este desaire e a comprovação de que, por muito sofisticado e mais seguro que se apresente, a opção nuclear está longe de poder dar garantias cabais, eis reaparece… em Portugal, segundo o “Público”.
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segunda-feira, 14 de março de 2011

É preciso tomar partido

Suponho que ainda venho a tempo de dizer isto: a manifestação de sábado passado foi bonita. Mas, como escrevi então, convinha saber o que acontece depois de sábado. Por outras palavras, o que podem as gerações à rasca fazer com aquela vitória. Consta que há muitas ideias, o que é bom, ainda que muitas de sentidos e em sentidos contrários.
Algumas inquietam. Por exemplo, inquieta que, no afã (preconceituoso?) de não terem (ou declararem não ter) partido, nem sindicato, nem… , dinamizadores, animadores e aderentes terem declarado que aderir, apoiar e apelar à participação na manifestação da CGTP do próximo sábado seria “matar” o movimento.
Ora, acontece que, justamente, o que está em causa é mesmo a necessidade de tomar partido, defender ideias, elaborar propostas, bater-se projectos concretos e balizar-se por valores, ideais e objectivos; e também pugnar por estes contra – ou em oposição a – outros. Significa ter “uma ideologia” e bater-se contra outra? Sim.
E por favor não venham com a treta de que as ideologias acabaram e que a “geração actual”, o que quer que isso seja, não tem ideologia. Porque se há atitude ideologicamente vincada é precisamente essa de afirmar que se é avesso, que se não tem, que se abomina ideologias.

sábado, 12 de março de 2011

A manifestação da Geração à rasca, os media e outras manifestações

São 13.30 horas. Falta hora e meia para começar a chamada manifestação da “geração à rasca”. Desconhece-se ainda o que vai acontecer e como vai acontecer. Sobretudo, desconhece-se o que vai acontecer depois da manifestação e depois do dia de hoje.
É um caso de estudo – que vivamente recomendo – para sociólogos, politólogos e comunicólogos, entre outros. Não faltam motivos de protesto – e as medidas anunciadas esta semana pelo Governo contra o emprego e as novas medidas de austeridade anunciadas ontem confirmam-no – e o acontecimento mostra que, afinal, a democracia está viva e recomenda-se.
Mas também não faltam pretextos de estudo do fenómeno. Não me refiro apenas ao seu carácter difuso, à génese e ao desenvolvimento “virtuais” do protesto. Vou um pouco mais ao concreto: sendo certo que o movimento nasceu nas redes sociais – no caso, o Facebook  – , seria muito interessante analisar (razões e consequências...) o impulso decisivo que os media convencionais lhe deram praticamente desde o primeiro instante e o enlevo de alguns pelo proclamado carácter não ideológico, não-partidário e não-sindical da iniciativa.
Já agora, sugestão por sugestão, acrescento outra: seria interessante que tal estudo fosse acompanhado por um outro, comparado, sobre atitude dos media em relação aos preparativos e à mobilização para iniciativas/manifestações de carácter sindical, nos anos e meses passados e nos dias e meses que se aproximam.
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sexta-feira, 11 de março de 2011

Escutem, se este senhor juiz desconfia que há escutas...


... por que é que a gente não há-de desconfiar que há cidadãos, sindicatos, partidos, etc., etc., sob escuta?
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Silêncios e compromissos

São 22.20 e o Conselho Europeu já acabou há um bom pedaço. Apesar de ter remetido uma reacção ao novo PEC para depois da dita reunião, apesar de outros partidos terem reagido logo ao início da tarde, o PSD de Pedro Passos Coelho continua silencioso. Palavras para quê?!
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Sugestão para o estudo interpretativo das dificuldades na interpretação legítima dos discursos do Presidente da República

Pela enésima vez (ou será a enésima nona?), o Presidente da República queixa-se das interpretações distorcidas e abusivas dos seus discursos e remete os cidadãos para a página oficial da Presidência, onde está guardado o discurso que fielmente leu (terá lido, não verifiquei) na tomada de posse na passada quarta-feira, espécie de guarda-tesouros do pensamento e da palavra do Presidente. De tão recorrente, esta atitude merece estudo. Uma sugestão para mestrandos e doutorandos...  
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quinta-feira, 10 de março de 2011

Sobre o guião do poder de PPC

Consta que Pedro Passos Coelho se prepara para governar e que já um guião para assumir o poder, carregadinho de 365 receitas económicas, ditadas por 55 empresários e gestores e relatadas por um gestor (Pedro Reis), para uma aterradora investida neoliberal a que nada parece escapar, segundo a antecipação da obra que a “Visão” publica hoje.
Em matéria de trabalho, o guião retoma em força os entendimentos em curso entre José Sócrates/Helena André e os patrões. Em muitos outros sectores, ataca com toda a fúria privatizadora ou resume tudo a mero exercício de gestão, como se a Educação, a Saúde e a Justiça fossem meros negócios.
No afã de reduzir tudo – o País incluído – a uma empresa, o livro atira a alvos recorrentes como a RTP, brandindo a sua privatização e/ou desmantelamento; as relações entre a Justiça e os media, ameaçando “tomar medidas violentas para acabar com a exagerada proximidade entre a Justiça e os media” (cito da revista); e a regulação do sector, propondo a redução do número de reguladores, “sendo a Anacom e a ERC absorvidas pela Autoridade da Concorrência”.
Mas o problema não é só um senhor que sonha ser primeiro-ministro encomendar um livro de receitas ditadas pela nata do capitalismo português (sim, estão lá os do costume) e do sector (Balsemão incluído, quem havia de ser?!) para usar quando, e se, se chegar à cozinha do poder. O problema é que o senhor que lá está tem andado a preparar-lhe o trem e a aquecer-lhe o forno.

A posse de Cavaco servida na Rede à meia-noite e meia

Sobre a posse de Cavaco Silva, por volta na meia-noite e meia nas versões electrónicas dos diários generalistas nacionais (indicados por ordem alfabética):
§  “Correio da Manhã” (já em notícia relacionada com a notícia intitulada “Sócrates: ‘Muitas vezes o Governo faz esforços sozinho’”): “Cavaco Silva defende necessidade de ‘sobressalto cívico’”
§  “Diário de Notícias”: “Bagão Félix diz que Sócrates foi mal-educado com Cavaco”
§  “i”: “Passos Coelho elogia ‘sentido construtivo’ do discurso de Cavaco Silva”
§  “Jornal de Notícias”: “Passos Coelho elogia ‘sentido construtivo’ do discurso de Cavaco Silva”
§  “Público”: “Cavaco Silva arrasador para o Governo”
Interessante diversidade….

quarta-feira, 9 de março de 2011

Uma atitude coerente da CGTP

A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional (CGTP-In) denunciou hoje a declaração conjunta do Governo, dos patrões e da UGT que o primeiro-ministro quer levar à cimeira extraordinária dos países da Zona Euro. A CGTP "não cauciona nem credibiliza políticas que levam ao desemprego, à precariedade, à redução dos salários, aos cortes dos benefícios sociais, ao aumento das desigualdades e à injustiça social". Por isso bateu a porta, numa atitude coerente
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terça-feira, 8 de março de 2011

Dia Internacional da Mulher

Passados tantos anos de celebração, há quem pergunte por que razões continua a valer a pena celebrar o Dia Internacional da Mulher, proclamado há 101 anos, em 8 de Março de 1910, no Congresso Internacional Socialista (e adoptado pela Organização das Nações Unidas em 1975), em homenagem à luta pelos direitos das mulheres trabalhadoras desencadeada, em 1857, por operárias da indústria têxtil de Nova Iorque, EUA.
Elas são as maiores vítimas da violência doméstica, do assédio sexual – no emprego e nos locais públicos, da discriminação nas carreiras profissionais e nos salários. E são também vítimas da precariedade, do desemprego, das injustiças sociais. É preciso pôr mais na carta?
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domingo, 6 de março de 2011

Geração cercada

Geração Facebook, Geração Download, Geração à Rasca, Geração dos Quinhentos Euros, Geração Nem nem... São demasiados rótulos para uma única geração. É uma geração cercada (outro rótulo), mas não será fatalmente uma geração vencida.
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E todavia o PCP completa 90 anos


O Partido Comunista Português (PCP) completa hoje 90 anos de vida. Apesar das perseguições violentas, das prisões e das mortes sofridas durante quase meio século. E apesar de sucessivas certidões de óbito, sucessivamente renovadas e sucessivamente prescritas.
Sob pretextos diversos, quiseram até que mudasse de nome e de ideais e renunciasse a elementos essenciais dos seus fundamentos ideológicos, das suas raízes e das suas práticas partidárias. Mas não transigiu. Nem desapareceu de cena.
Olhando para o nosso passado e para o nosso presente, só podemos concluir uma coisa: este Partido Comunista cumpriu, cumpre e continuará a cumprir a sua missão histórica”, declarou anteontem o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, no comício comemorativo do 90.º aniversário do partido.

sábado, 5 de março de 2011

Segredos da Economia Sexy

Confesso: não sou propriamente um frequentador e muito menos sou cultor de expressões estrangeiras (geralmente, maciçamente, anglo-saxónicas) para traduzir conceitos, métodos, estados de alma, características, e por aí fora. Mas gosto – e necessito – de perceber o que significam quando as leio ou ouço.
Confesso também que, talvez por andar mais distraído e ocupado com outras coisas do que gostaria, ou por a área económica da informação ser uma das que menos me cativa, nunca, que me recorde, tinha ouvido ou lido as seguintes expressões: “mercado sexy” e “empresa sexy”.
Cada uma delas aparece em outras tantas peças diferentes no caderno de Economia do “Expresso” de hoje. Mas em nenhuma delas são apresentadas as respectivas descodificações.
A primeira refere-se ao mercado dos seguros. Bem procurei no texto. Mas não logrei um vislumbre que fosse do que possa ser semelhante, mesmo a forçar a nota, sequer a um atributo sexualmente relevante, segundo a descrição da coisa feita por um gestor da área e em cuja boca o jornal pendura o qualificativo.
A segunda surge numa declaração, destinada a ter efeito, de um responsável de recursos humanos num debate que reuniu “Cinco Melhores Empresas para Trabalhar”. Disse ele: “Costumamos dizer que queremos ser uma empresa sexy”. Procurei, procurei e também não encontrei o mais leve indício de sex appeal num operador de transportes colectivos.
Como nenhum dicionário, nenhum dicionário, nenhum dos livros que tinha à mão me permitisse alcançar tão elaborados quanto inalcançáveis conceitos, socorri-me de um motor de busca na Rede e escrevi as referidas expressões.
Num instante, as entradas listadas, suficientemente explícitas sobre a natureza de outros mercados e outras empresas sexy, levaram-me a concluir que, afinal, a Rede parece estar tão mal dotada como eu de conhecimentos de economia sexy.
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