segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

31 de Janeiro, uma revolta há 120 anos

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Passam hoje 120 anos sobre a revolta do 31 de Janeiro de 1891, o malogrado levantamento militar no Porto com pretexto de protesto contra a cedência ao ultimato inglês do ano anterior mas aspirando à República. Alves da Veiga ainda proclamou um governo provisório republicano, nos Paços do Concelho, na Praça da Liberdade, onde foi hasteada uma bandeira verde-rubra. Militares e populares foram porém duramente reprimidos pela Guarda Municipal quando subiam a Rua de Santo António (actual 31 de Janeiro) para se dirigirem à Praça da Batalha com o objectivo, tardio, de tomar a - vital - estação dos Correios e Telégrafos. A República haveria de esperar 19 anos para triunfar, a 5 de Outubro de 1910. 

domingo, 30 de janeiro de 2011

O WikiLeaks e a bufaria electrónica

Foi noticiado há dias que o jornal norte-americano "The New York Times" estuda a eventual criação de uma "Unidade de Transparência", idêntica à criada pela cadeia de televisão "Al Jazeera", destinada a receber anonimamente documentos secretos, replicando o modelo do sítio WikiLeaks.
Para o efeito, o jornal disponibilizaria uma caixa de correio anónimo dotada de um sistema codificado que não permitiria o registo dos dados do informador.
As autoproclamadas "Unidades de Transparência", consumada, uma, na estação de televisão "Al Jazeera" e em estudo, outra, no jornal "The New York Times", têm muito pouco de transparente e levantam sérias reservas.
Como jornalista, leitor e cidadão, quero crer que os jornalistas não usam fontes anónimas, embora possam usar fontes confidenciais, que são coisa diferente. Ou seja, embora preservem a identidade das suas fontes - portanto, confidenciais - , os jornalistas sabem quem são, o que as move, que agenda possuem. Por isso isso devem distanciar-se delas, não seguir a sua agenda, não cumpliciar-se nas suas motivações...   
Ora, o que este sistema de delação electrónica faz é algo muito diferente, que só pode - só deveria! - suscitar a desconfiança: é assegurar à partida, e como condição prévia, o anonimato das fontes. Como se a identidade, as motivações e a agenda fossem indiferentes na ponderação jornalística do material disponível.
Podem chamar-me bota-de-elástico e outros tantos epítetos, mas, para mim, a aceitação - e, pior, a promoção - destas técnicas de recepção de informações está a anos-luz do jornalismo: não passa de bufaria.
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sábado, 29 de janeiro de 2011

"Hoje Battisti, amanhã tu", uma canção de apoio a Cesare Battisti



A notícia corre no correio electrónico. Ponham a correr a notícia: Um grupo de cantores, entre os muito conhecidos na música portuguesa, juntou-se para interpretar esta canção de apoio à não extradição de Cesare Battisti, com letra de Manuela de Freitas e José Mário Branco e música de José Mário Branco.
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Os gémeos do Dr. Mengele, a propósito do Dia do Shoah (Holocausto)


Há 66 anos, em 27 de Janeiro de 1945, foi libertado o campo de concentração nazi de Auschwitz-Birkenau, na Polónia, criado cinco anos antes. Nele foram mortos um milhão e 100 mil seres humanos, um milhão dos quais judeus.
Ainda hoje é o símbolo do Holocausto, do extermínio decretado e executado pela Alemanha nazi que sacrificou cerca de seis milhões de judeus, além de milhões de outros cidadãos - ciganos, comunistas, dissidentes políticos, deficientes... - e por isso a data de 27 de Janeiro foi instituída como o Dia do Shoah, ou Dia do Holocausto.
Ao evocar os mortos de Auschwitz-Birkenau, tamanho foi o número, somos tantas vezes tentados a esquecer, ou a omitir, o que foi o seu sofrimento prévio à morte e à... sobrevivência de todos aqueles que os soldados soviéticos encontraram ainda com vida neste campo de extermínio.
E todavia são tristemente famosas as "experiências médicas" realizadas ali, particularmente as do famigerado Dr. Josef Mengele, entre as quais as pesquisas em gémeos, anões e outros indivíduos como "anomalias genéticas" que foram objecto de um estudo da investigadora Nancy L. Segal, da Universidade do Estado da Califórnia, nos Estados Unidos da América (EUA), uma das autoras de um impressionante livro dirigido por Arthur L. Caplan, "Quando a Medicina Enlouqueceu - A Bioética e o Holocausto" (Instituto Piaget, Lisboa, 1997).
No capítulo que lhe coube no livro, Nancy L. Segal problematiza não só a metodologia do Dr. Mengele e o uso actual de dados gerados na experimentação nazi, incluindo a perspectiva de gémeos sobreviventes acerca de tal uso, mas questões médicas, psicológicas e sociais que eles enfrentaram todos estes anos.
Entre a Primavera de 1943 e Janeiro de 1945, o Dr. Mengele usou centenas de pares de jovens gémeos masculinos, criteriosamente seleccionados logo na rampa de chegada do campo de concentração e colocados em pavilhões próprios à sua disposição. Na foto acima, da autoria de Nancy L. Segal e reproduzida na obra referida, podemos ver um sobrevivente durante um encontro que assinalou o 40.º aniversário da libertação do campo, apontando a sua própria imagem enquanto criança entre os (apenas) 157 gémeos libertados no dia 27 de Janeiro de 1945 diante dos barracões dos gémeos.
Entre a colecção de horrores, crueldade e humilhação a que foram submetidos nas experiementações in vivo de Mengele estão transfusões de sangue entre pares de gémeos; exposição a raios x; injecções de um deles com substâncias letais como o tifo, por exemplo, para comparação ulterior com o co-gémeo; pares cosidos costas com costas; pares mortos simultaneamente para serem dissecados, a fim de que se estudassem comparativamente a evolução de doenças provocadas num deles...
O livro – fruto de uma conferência em Maio de 1989 na Universidade do Minnesota para analisar o significado do Holocausto da Bioética – reúne artigos muito importantes para a discussão de temas como o reencontro dos sobreviventes com a memória do seu próprio sofrimento e a legitimidade do uso de dados das experiências dos médicos nazis pelos médicos actuais, tendo em conta a forma brutal e anti-ética com que foram obtidos.
“Em Auschwitz, éramos tratados como mercadoria: o cabelo era utilizado para colchões; a gordura para sabão; a pele para candeeiros; o ouro retirado dos dentes dos mortos ia para o tesouro nazi; e muitos de nós fomos utilizados como cobaias. Actualmente, alguns médicos querem utilizar a única coisa deixada por estas vítimas (…) Utilizar os dados nazis é obsceno e demente”, lê-se num dos testemunhos publicados na obra.
Nele, Eva Mozes Kor descreve o dia-a-dia horrível dos gémeos-cobaias, as quais eram inoculados por exemplo micróbios que produziam febres altas destinadas a registo sem que o paciente recebesse qualquer tratamento. Outra sobrevivente,Sara Seiler Vigorito, explica: “O tifo, a tuberculose e a sífilis, para citar só algumas, eram injectados nas vítimas para estudar as fases progressivas das doenças. Os pacientes não eram tratados a fim de curar a doença. Pelo contrário, eram sujeitos a observação, os dados eram registados, as vítimas eram mortas, efectuava-se uma autópsia para estudar os efeitos internos da doença, registavam-se mais dados e o corpo da vítima era exterminado”.
Aliás, “a eficácia de Mengele não permitia desperdícios. Não perdia tempo a obter o consentimento das vítimas nem com emoções mostrando compaixão. As experiências eram executadas sem anestesia ou paliativos que seriam inúteis e ineficazes”. A testemunha narra situações como a de uma incisão de bisturi ao longo de uma perna de uma criança (amarrada à marquesa) seguida de operações de raspagem do osso. “Quando acaba, atam-lhe a perna e a criança é levada para a jaula… não lhe dão nada para a dor”.      
“Ao contrário de um médico investigador ético, o cientista nazi não tinha como objectivo final a preservação da vida humana e o alívio do sofrimento”, prossegue Sara Vigorito, observando que qualquer investigador que secundarize a “vida humana, suplantada pela ciência e o progresso (…) torna-se um investigador a trabalhar à sombra de Mengele e dos homólogos nazis”.
 “Após a apresentação deste breve perfil do médico nazi, do seu sistema de valores e método de «experimentação», deverão os dados resultantes das vítimas ser reutilizados?”, questiona. “A minha resposta é que o cientista que reutiliza estes dados está a aderir aos valores e aos métodos dos médicos investigadores nazis, transportando o seu trabalho para a pesquisa contemporânea e dandos-lhes, deste modo, a credibilidade e o consentimento”.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Sobre a justeza de uma luta: os trabalhadores do sector público e os outros

A determinação e a justeza com que um vasto conjunto de organizações sindicais - Sindicato dos Jornalistas incluído - está a combater a injusta, inaceitável e contraproducente medida do Governo e do Bloco Central De Facto de cortar nos vencimentos e subsídios de alimentação e congelar as progressões dos trabalhadores da Administração Central, das empresas públicas e das empresas de capitais exclusiva ou maioritariamente públicos pode induzir a ideia de que os sindicatos estão a defender um reduto de privilégios dos funcionários públicos e afins; ou que tais cortes se estendam também à generalidade dos trabalhadores, pagando todos a crise.
É necessário insistir nisto: tal medida, sendo ilegal e injusta para os trabalhadores abrangidos por ela, é injusta qualquer que seja o universo, porque mesmo que todos os trabalhadores fossem chamados a dar o seu tributo para combater o défice - e não poderia ser senão através da via fiscal, com novos agravamentos, pois os seus salários não saem do Orçamento do Estado - continuariam a ser eles a pagar a maior factura de uma crise pela qual não são responsáveis, ao mesmo tempo que os grandes lucros dos grandes grupos e do capital financeiro continua incólumes.
É necessário também repetir que, ao invés das medidas que induzirão uma forte recessão, é determinante estimular as actividades produtivas geradoras de riqueza e de emprego, ambos fonte de receita fiscal, e tributar de forma justa os lucros desmesurados e sobretudo os lucros que não sejam reinvestidos nas empresas. E por aí fora.
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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Sobre o cinismo da ministra do Desemprego

Volto à promoção dos despedimentos a preços de saldo pela dupla Governo/patronato, para observar que, ontem, não cheguei a tocar num ponto das propostas da ministra, chamada do Trabalho, Helena André, que é o da limitação do valor da indemnização a apenas 12 meses, em vez de um número de meses equivalente à antiguidade do trabalhador despedido.
É uma redução brutal e profundamente injusta, pelas razões que ontem aduzi e outras que poderia carrear para este debate, mas que só por completa, cega e surda submissão aos interesses patronais se pode aceitar. Na verdade, trata-se de uma indecorosa capitulação do Estado Social face ao poder económico.
Mais valia a ministra do Desemprego ter dito aos jornalistas que não tem outro remédio senão vergar-se perante os capitalistas do que vir tentar explicar que "não somos uma ilha" (cito da imprensa) e que, por isso, diz ela, temos que seguir outros exemplos num sistema de competição (atenção: segundo ela, não apenas entre empresas, mas também entre trabalhadores!) numa economia cada vez mais global.
Ponhamos de lado, por ora, o simples mas importante facto de um despedimento não justificado por razões disciplinares ser sempre - e sempre! -, por definição, injusto. Discutamos apenas o argumento, bem pífio, da ministra do Desemprego, segundo o qual o Governo tenciona seguir o exemplo de outros países. E coloquemos sobre a mesa outros aspectos que importa ter em conta para balancear com tal "medida". Apenas alguns exemplos:
  1. Tenciona o Governo aumentar o valor do salário mínimo nacional para o equivalente ao pago noutros países, a começar por Espanha?
  2. Tenciona o Governo melhorar as prestações sociais dos desempregados e adequá-las ao problema da duração prolongada do desemprego, garantindo, em ambos os casos, rendimentos dignos? 
  3. Tenciona o Governo promover instantâneas e milagrosas medidas que requalifiquem efectivamente os trabalhadores para novas oportunidades de emprego?
  4. Tenciona o Governo implementar medidas que impeçam as empresas de explorar os trabalhadores desempregados em novos e sucessivos ciclos de trabalho barato e precário?
  5. Tenciona o Governo apostar no apoio a soluções colectivas de garantia, pelos próprios trabalhadores, de soluções de emprego e rendimento, designadamente a via cooperativa e mesmo a auto-gestão?
  6. Tenciona o Governo apostar na recuperação e valorização do tecido produtivo nacional, da agricultura, floresta e pescas à indústria, dos serviços à inovação? 
  7. Tenciona o Governo dotar a Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) de efectivos meios de fiscalização nas empresas, penalizar a utilização de trabalho precário e a violação de direitos dos trabalhadores?
  8. Tenciona o Governo criar condições para que a Justiça Laboral seja um direito efectivo e consequente e não um corredor impiedoso onde milhares de trabalhadores penam - quando não desistem! - na esperança de receber salários em atraso, de serem reparados de um despedimento ilegal, etc., etc.?

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Governo declara guerra aos direitos dos trabalhadores, alerta a CGTP



A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses-Intersindical Nacional (CGTP-In) considerou hoje que o Governo declarou guerra aberta aos direitos dos trabalhadores.
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Despedimentos baratinhos

Confirma-se que o Governo e os patrões se entendem para tornar os despedimentos mais baratinhos e ainda mais penalizadores para os trabalhadores: a ministra que consta ser do Trabalho confirmou que o Governo aceita a reivindicação dos patrões de baixar os valores das indemnizações, reduzindo de 30 para 20 dias por cada ano de serviço a sua base de cálculo.
Para justificar o injustificável e a tremenda injustiça, a ministra veio alegar o exemplo de Espanha, onde a indemnização também já foi reduzida. Só é pena que não tenha usado o exemplo espanhol para fixar o valor do salário mínimo nacional e outras garantias.
Para explicar os efeitos da garantia em vigor, há quem exemplifique com o caso de um trabalhador que tenha estado ao serviço da empresa durante 30 anos, o qual tem direito, portanto, a 30 meses de salário-base e diuturnidades. É muito? Não, não é! - é pouco, é muito pouco!!!
Vejamos:
  1. Trinta salários de indemnização a dividir por 14 meses (12 salários mensais + subsídio de férias + subsídio de Natal) dão para exactamente 2,1 anos;
  2. Admitindo que o despedido começou a trabalhar aos 22 anos, iria para o desemprego com 52 - demasiado novo para reformar-se, demasiado velho para uma nova oportunidade de emprego - e teria direito a uns 3,5 anos de subsídio de desemprego, o qual é sempre em valor inferior ao do ordenado que auferia (65% da remuneração de referência), pelo que já está a perder;
  3. Admitindo que o trabalhador mantém intocável o valor da idemnização, procurando adiar o consumo dessa economia apenas após a extinção do subsídio de desemprego, significa que cerca de cinco anos e meio após o despedimento, ou seja, por volta dos 58 anos de idade, tem esgotados os rendimentos próprios, e aliás sempre em valor inferior aos que auferia antes;
  4. Mas as pessoas não se satisfazem com o mero rendimento assegurado (a prazo!), e muito menos quando, aos 58 anos - e aos 60 que seja! -, ainda têm prazer no trabalho e vigor para trabalhar e muito justamente reclamam o direito a fazê-lo;
  5. Tal valor é também muito pouco, muito abaixo do valor real do investimento pessoal, da energia, dedicação, criatividade, empenho e abnegação que, tantas e tantas vezes, muitos e muitos trabalhadores investiram, não apenas nas suas carreiras e satisfação pessoal e profissional, mas também e sobretudo na valorização das empresas e dos seus lucros, que nunca, ou raramente, é considerado no cálculo das indemnizações.
Para completar a injustiça, a ministra - como aliás a UGT já fizera - vem propor que a nova fórmula de cálculo se aplique "apenas" aos trabalhadores cujos contratos de trabalho sejam celebrados após a entrada em vigor da nova lei.
O resultado será óbvio: o agravamento da competição inter-geracional nas empresas, não apenas porque os trabalhadores mais recentes, e geralmente mais jovens, terão condições inferiores, mas também porque muitos deles não deixarão de acusar os mais velhos de não terem resistido a mais esta ofensiva por não se sentirem atingidos por ela. Serão uns vendidos, portanto, para encurtar razões e ir ao ponto.
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Cortes salariais na RTP e Lusa: BE e PCP vão requerer inconstitucionalidade

O Sindicato dos Jornalistas anunciou hoje que os grupos parlamentares do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista Português na Assembleia da República vão requerer a apreciação da constitucionalidade da norma da Lei do Orçamento do Estado para 2011 que determina cortes salariais e o congelamento das progressões nomeadamente dos trabalhadores de empresas de capitais exclusiva ou maioritariamente públicos, como é o caso da RTP e da Lusa, respectivamente.
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A República e a I Guerra Mundial

Agenda:

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domingo, 23 de janeiro de 2011

Presidenciais 2011: Leitura sumária dos resultados

Seis notas muito breves sobre os resultados eleitorais de hoje:
  1. José Sócrates continua refém da Direita, mas nem ele nem o PS demonstraram querer libertar-se dela efectivamente;
  2. O PSD de Passos Coelho vai aumentar a pressão sobre o Governo e o PS no Parlamento com a chantagem da instabilidade;
  3. Se quiserem sobreviver aos desafios dos próximos tempos, o PS e o Governo precisam de analisar de outro modo a correlação de forças no Parlamento e comprometer-se com a Esquerda a que dizem pertencer;
  4. A luta pelos direitos dos trabalhadores continua com quem sempre esteve com os trabalhadores e não os traiu;
  5. É necessário ler bem a baixa percentagem de participação (46,63%) nas eleições e o volume de votos brancos e nulos (6,19%);
  6. O candidato José Manuel Coelho foi um caso nacional (4,5% é obra, sendo desconhecido no continente, escasseando-lhe meios e substimado pelos media), mas baralhou o jogo eleitoral na Região Autónoma da Madeira - factos para ler bem nos próximos tempos...   

Presidenciais 2011: abstenção tecnológica

A verificação dos números de eleitor nos cartões de cidadão electrónicos entrou em colapso e um número não negligenciável de eleitores não votará. O choque tecnológico pariu uma abstenção tecnológica.
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sábado, 22 de janeiro de 2011

Assalto ao paquete "Santa Maria" foi há 50 anos

Passam hoje 50 anos sobre o assalto ao paquete português "Santa Maria", no mar das Caraíbas, o primeiro acto político de captura de uma embarcação, ao qual haveria de suceder, onze meses mais tarde (11 de Novembro), o primeiro de pirataria aérea também de inspiração política - o desvio de um avião da TAP - tendo como elementos comuns:
a) Acções de propaganda contra a ditadura fascista de Salazar que deveriam desencadear actos insurreccionais no território, que estiveram longe de ser iniciadas no primeiro caso e que falharam no segundo;
b) Operacionais como Henrique Galvão e Camilo Mortágua, o primeiro dos quais liderou a tomada do "Santa Maria" (o desvio do avião foi chefiado por Hermínio da Palma Inácio), e a autorização de Humberto Delgado, que se apresentava como o presidente eleito, após as eleições presidenciais fraudulentas de 1958, que proclamaram vencedor o candidato do regime, Américo Tomás;
c) O carácter isolado das acções e dos seus autores, que não beneficiaram - nem procuraram, nem esperaram - um enquadramento revolucionário mais amplo e mais eficaz, e muito menos condições políticas que permitissem gerar uma adesão popular suficientemente forte para desencadear a indispensável insurreição.
Tome-se em atenção aliás a análise que o Partido Comunista Português fez imediatamente dos acontecimentos da "Operação Dulcineia" - o nome de código da tomada do navio, que terminaria no dia 2 de Fevereiro, com o exílio dos comandos no Brasil - e dos que imediatamente se lhe seguiram em Angola, no dia 4 de Fevereiro, com o frustrado e violentamente reprimido ataque a cadeias de Luanda onde estavam presos políticos.
Logo na edição da primeira quinzena de Fevereiro do clandestino "Avante!", o PCP considera que "a operação do 'Santa Maria' constituiu uma séria derrota política e diplomática do governo salazarista", e que tanto "as consequências positivas" desta operação como "as acções armadas do povo angolano (...) animaram as forças democráticas e abriram novas perspectivas favoráveis ao derrubamento do fascismo". Mas alerta de imediato para a ineficácia de acções isolas vindas do exterior e propugna um assalto ao poder fruto da organização das forças da oposição.
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Presidenciais 2011: Notas de campanha (10)

Cinco brevíssimas notas no último dia de campanha eleitoral:
  1. Vê-se nas televisões ao almoço Fernando Nobre brindar com um copo de cerveja com a malta nova na noite do Bairo Alto. Tá-se bem, sr. dr.!
  2. Francisco Lopes esta manhã em Almada: "Decidam em função das vossas vidas!". E a vida continua para além de domingo, dia 23.
  3. As sondagens dão todas a vitória à primeira volta a Cavaco Silva. Não surpreendem.
  4. Mas quem decide é o povo - no domingo, nas urnas.
  5. O candidato madeirense é um caso, e não apenas na Madeira. Terá mais votos no Continente do que se espera. Mesmo que eu não goste.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Presidenciais 20011: Notas de campanha (9)

Quatro notas breves sobre o penúltimo dia da campanha para as eleições presidenciais de domingo:
  1. Fernando Nobre explicou a frase segundo a qual a desistência da corrida a Belém só ocorreria se lhe metessem uma bala na cabeça, especificando que tem recebido ameaças de morte no telemóvel. Teria já participado à polícia tais ameaças?
  2. Cavaco Silva não lê jornais, mas pisca o olho à agenda salarial dos "servidores do Estado" cujos salários estão a ser cortados. Terá sido apanhado de surpresa? Terá assinado de cruz a Lei do Orçamento do Estado?
  3. Manuel Alegre diz que Cavaco Silva anda a assustar os portugueses com a crise. Mas a crise tem paternidade, não tem? 
  4. "Esta batalha não vai terminar no dia 23. Muita luta vai ser preciso travar porque eles não param!" - Jerónimo de Sousa, no final da arruada da candidatura de Francisco Lopes na baixa lisboeta, citado do "Público" em linha.
E nota especial sobre o frente-a-frente entre Ângelo Correia e António José Seguro, esta noite na SIC-Notícias. O primeiro diz que a maior parte dos candidatos não tem qualidade e que, lá está, basta ter cinco mil assinaturas, mas não está certo toda a gente chegar a uma candidatura. O segundo retruca que, bem, os dois principais...Ah!, replica o outro, mas não era deles que estava a falar. E pronto, estavam de acordo que, tirando as escolhas dos dois principais partidos, as demais candidaturas e a democracia são sempre uma imensa maçada. Já agora, por que raio é que as eleições presidenciais não são resolvidas com a moedinha ao ar?
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Presidenciais 2011: Notas de campanha (8)

Cinco notas sobre o 11.º dia da campanha eleitoral para as eleições do próximo domingo:
  1. O BPN, a Sociedade Lusa de Negócios, os negócios de Cavaco Silva, as pessoas da confiança de Cavaco Silva, a composição da Comissão de Honra da candidatura de Cavaco Silva continuam na caravana do candidato Cavaco Silva. É um facto, mas não é necessariamente uma vantagem para os adversários. E talvez nem para o debate político: o ruído serve de biombo a outras questões...
  2. Os estudos de opinião e sondagens disputam o terreno à convicção das expectativas: todos as têm, mas o voto pertence ao povo.
  3. Cavaco Silva tem "pouco apetite para utilizar" a bomba atómica da dissolução da Assembleia da República e diz que "tem sublinhado a necessidade de evitar a crise política". Com tanta falta de apetite, por que não declina o prato?
  4. Pretexto para Manuel Alegre dizer: "A única promessa de Cavaco Silva nesta campanha foi a de precipitar uma crise política grave" e  "não é disso que Portugal precisa".
  5. Do que precisa então Portugal? De um "castigo" aos "candidatos que viabilizaram o Orçamento do Estado", propõe Francisco Lopes.
(As citações são do JN em linha)
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Despedimento um, despedido dois, desped... alguém dá mais barato?!

Os patrões e o Governo estão a trabalhar activamente para embaratecer os despedimentos, facilitando-os ainda mais. Segundo noticia o "Diário de Notícias" de hoje, a Confederação da Indústria ganha o campeonato da desfaçatez e reclama um tecto máximo de 15 dias de indemnização por cada ano de trabalho e no máximo 12 meses. Ou seja, mesmo que o trabalhador despedido tenha 20 ou 30 anos de empresa, que fique completamente desprovido de outros recursos e que seja demasiado velho para alcançar outra oportunidade ou demasiado novo para atingir a reforma.
A batalha, escreve Carla Aguiar, trava-se no dia 28 na Concertação Social. Com o caminho que os entendimentos pré-cozinhados entre o Governo e os seus parceiros de conveniência está a seguir, em passo acelerado desde Dezembro, está-se mesmo a ver que a "batalha" não passará de uma escaramuçazita de salão para fingir divergências e dissimular cumplicidades e subserviências.
Há muito que os patrões querem tudo e muito mais e o Governo está a entregar-lhe de bandeja. Bem podem pregar o PS e Alegre pela defesa do Estado Social: da conversa fiada à coerência vai um grande passo. Por essas e por outras é que as batalhas hão-de ser travadas noutros lugares.
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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Um lamento, mil cadeiras vazias

Só agora, por várias e afadigadas razões, tomei conhecimento deste incidente, a todos os títulos deplorável com o Presidente incumbente, candidato Cavaco Silva, que Estrela Serrano muito bem regista. Como tenho a certeza de que o lamento sereno, educado e firme de Maria Flor Pedroso vale mil cadeiras vazias, aqui vai um abraço solidário para ela e para os meus restantes camaradas ao serviço da RDP que dão o melhor que sabem - e creiam que muito sabem! - e podem pelo serviço público de radiodifusão.
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Presidenciais 2011: Notas de campanha (7)

Quatro notas breves sobre o 10.º dia da campanha eleitoral:
  1. Manuel Alegre amanheceu com o zumbido das notícias: um membro da Comissão Política do Partido Socialista, Correia de Campos de seu nome, disse ao diário "i", que ele, Alegre, não é o candidato que convém para a situação presente, que o que garante a estabilidade é Cavaco Silva e que a recente crispação de campanha entre elementos do Governo e o Presidente da República em exercício (agora, de repente, diz-se incumbente) é coisa passageira, de consumo eleitoral.
  2. Manuel Alegre disse ontem que, nestas eleições, há uma luta definitiva (de vida ou de morte, parece-me que foi assim que disse) pela democracia. O Presidente incumbente (cá está!), candidato Cavaco Silva, não gostou que desqualificassem a democracia da qual ele faz parte. E lá veio hoje Manuel Alegre emendar a mão e dizer que não exclui S. Exa. da democracia formal, mas que, corrija-se agora, o que está em causa é a democracia social, o Estado social, etc. e tal...
  3. Francisco Lopes recentrou a discussão, colocando-a não apenas no pós-23 de Janeiro, mas já, no momento presente: "Não há democracia económica, não há democracia social, a democracia cultural está muito limitada e há uma democracia política amputada" (cito da Lusa).
  4. No domingo, Manuel Alegre desenterrou do passado de Cavaco Silva as cargas da polícia contra trabalhadores e estudantes e até as "mangueiradas" (Alegre dixit) contra polícias. Hoje, engasgou-se demasiado na reacção pedida pelos jornalistas e não assumiu uma posição clara sobre os "incidentes" entre a Polícia e sindicalistas que se manifestavam frente à residência oficial do primeiro-ministro. Cá se fazem, cá se pagam?
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Abram alas!

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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Sim, "não é fácil assistir ao fim da linha"

Fábrica de cerâmica abandonada, junto da estação de Pampilhosa da Serra

Levo décadas de uma mania antiga de recortar artigos de jornal e de revista. Uns, pela excepcional qualidade da escrita ou pelo extraordinária profundidade do tratamento do(s) tema(s); outros, porque correspondem a algum meu interesse particular; uns terceiros, porque revestem interesse documental que antevejo úteis a prazo razoável; uns quartos, porque calculo catalogáveis numa ou mais das categorias que antecedem, mas para os quais me falta tempo para ponderada e deliberatória leitura.
Com o dobar dos anos, a crónica falta de espaço e as necessárias manobras de higiene doméstica regular, lá me obrigo a mondar pilhas de recortes e folhas de papel anotadas, tentando dolorosamente seriá-las, ora para o definitivo cesto dos papéis a reciclar, ora para as pilhas das pastas às quais prometo fiel e eterna guarda, ora para a pilha dos que ainda penso reavaliar, acabando, claro está, por deixar incólume uma parte delas...
Dei-me a pensar nisto ao olhar para uma página do segundo caderno do “Público” (P2) do passado dia 15, que guardei pelas primeiras três razões acima expostas, na qual Pedro Mexia discorre com comovente singeleza sobre as memórias, sonhos e vicissitudes da linha do caminho-de-ferro da Lousã da sua infância.
Algures, uns dias lá mais para trás, dera-me a guardar um interessante dossiê, igualmente dado à estampa no Público (“Viagem ao país que vai perder o comboio”, suplemento “Cidades”, 2/1/11), sobre o encerramento de um conjunto muito importante de linhas de caminho-de-ferro, e do qual retive logo um significativo título: “Mais vale encerrar o interior e vai tudo para o litoral”.
Tenho desde a infância (como tanta gente!) um enorme fascínio pelos comboios, apesar da bárbara violência com que, na minha geração, pretenderam gravar-nos na memória, a golpes de cana na cabeça e nas orelhas e de palmatória nas palmas das mãos, as redes ferroviárias de Portugal Continental e Ultramarino.
Pelo contrário, o comboio sempre foi, em terras lusas e noutras, essa encantadora nave de descoberta. E ainda hoje, ao cabo de quase duas décadas de deslocações pendulares entre o Porto e Lisboa, às vezes mais do que uma vez por semana, cada viagem me revela algo de novo, de fantástico, de apelo ao regresso urgente a paisagens, lugares, pormenores e memórias. E por essas e por outras razões sei, como Mexia, que “não é fácil assistir ao fim da linha”.
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domingo, 16 de janeiro de 2011

Presidenciais 2011: Notas da campanha (6)

Cinco notas sobre o 8.º dia da campanha eleitoral para as eleições do próximo domingo:
  1. Cavaco Silva tem o povo na ponta da língua: Além da dívida da filiação ("Sou um homem do povo!"), proclamou hoje o favor da "influência que vem do povo" para que o país tenha um "caminho que dê resposta ao flagelo do desemprego" e "combata aquilo que atinge hoje tantos portugueses, que é a pobreza e a exclusão social".
  2. Fernando Nobre espera o povo nas urnas: "O povo anónimo de Portugal é que vai demonstrar que as pessoas pensam pela sua cabeça".
  3. Manuel Alegre namora o "povo de Esquerda": "Eu não digo que sou um homem do povo para depois ter na minha comissão de honra os representantes dos interesses mais poderosos que sempre exploraram e oprimiram o povo português".
  4. Francisco Lopes adverte que Portugal seria "bem melhor e mais justo" se Cavaco não tivesse sido nem voltasse a ser eleito. Aliás, Cavaco, Alegre, Nobre e Moura "nada têm a oferecer ao povo e ao país do que a continuação do declínio e da injustiça".
  5. "Se a hipocrisia e o cinismo pagassem imposto, teríamos o défice pago por estes candidatos do Orçamento", disse Francisco Lopes, num Campo Pequeno cheio (pelo menos seis mil presentes, consta).

Presidenciais 2011: Notas de campanha (5)

Quatro notas, atrasadas, sobre o 7.º dia de campanha para as eleições presidenciais do próximo domingo, dia 23:
  1. Era evidente que o tema dos cortes nos salários dos trabalhadores da Administração Pública que o Presidente da República parece lamentar na pele de candidato Cavaco Silva, que aliás se esqueceu de referir os trabalhadores das empresas de capitais públicos, exigiria uma reacção dos outros candidatos.
  2. "(Cavaco Silva) meteu a mão até ao fundo na aprovação desse orçamento, e agora vem dizer que as medidas são más. Basta de hipocrisias, assuma a sua responsabilidade na situação que vivemos", reagiu o secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Jerónimo Sousa (citado da Lusa).
  3. Boicotes ao sufrágio ensombram na freguesia do Muro, Trofa, e na Lousã, por causa dos atrasos na extensão do Metro do Porto até à Trofa, no primeiro caso, e do inacreditável caso do bloqueio do Metro do Mondego (alternativa à linha ferroviária da Lousã, entretanto levantada), no segundo. Tem razão o deputado do PCP Honório Novo, ao alertar, no Muro, que não deve pagar o justo pelo pecador.
  4. Cobertura jornalística: o candidato Fernando Nobre protesta pela ausência de cobertura da sua campanha pelo semanário "Expresso"; Cavaco Silva não lê jornais, não vê televisão, não ouve rádio, nem tem, pelos visto, quem faça isso por ele, mas disse isto (citado da Lusa): "Eu não sei se as imagens desta maré humana que me tem acompanhado chegam a casa dos portugueses através da comunicação social, ou se estão ou não a ser escondidas. É qualquer coisa que eu não sei, porque não acompanho hoje o dia a dia da comunicação social". Se não sabe, por que razões fala?
 

sábado, 15 de janeiro de 2011

Top5 das notícias +Lidas nos diários em linha (2)



 "Correio da Manhã"

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O candidato fora do sistema

não era outro?
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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Presidenciais 2011: Notas da campanha (4)

Cinco notas muito breves sobre o 4.º dia da campanha eleitoral:
  1. Ao quarto dia, o candidato Cavaco Silva destapou o jogo: há-de vir aí uma crise política, avisa ele, e só há uma pessoa capaz de salvar a Pátria de tamanha tormenta. Adivinhem quem será....;
  2. “A poucos dias das eleições presidenciais, Cavaco Silva quer desresponsabilizar-se de uma política económica e social em que está profundamente envolvido e que colocou o país no atoleiro económico e com injustiças sociais brutais”, disse o candidato Francisco Lopes (cito da edição em linha do "Público");
  3. Cavaco Silva, Manuel Alegre e Fernando Nobre ocupam sozinhos os palcos dos respectivos comícios, solitariamente emoldurados pelo cenário, ao contrário de Francisco Lopes, envolvido por uma ou duas filas de dirigentes do PCP, do PEV e da ID e de cidadãos são filiação partidária que o apoiam;
  4. Não, Francisco Lopes não é apoiado apenas pelo PCP e pelo PEV - também é apoiado pela Intervenção Democrática e por inúmeros cidadãos sem filiação partidária.
  5. Não, não é Defensor de Moura, mas sim Defensor Moura - sem a partícula de realce, OK?! 

Presidenciais e publicidade

Que estranha (e será legítima?) mistura...

.......

E se o FMI vier...

É interessante observar as reacções das mais diversas personalidades da vida pública e mediática a este estranho jogo de cabra-cega entre a situação económico-financeira portuguesa e os "mercados internacionais" e as ambivalências pressentidas na avaliação do episódio de hoje, do leilão de obrigações da dívida pública portuguesa.
Sob a chantagem permanente da intervenção das instâncias financeiras internacionais (há quem insista em agitar o fantasma do FMI) e o discurso da inevitabilidade das medidas de austeridade, absolutizando o défice, muitas passam ao lado das questões essenciais. Por exemplo: quem e em vez de quem paga a crise; que medidas de fundo com efeitos a médio e longo prazo, como a aposta decisiva num aparelho realmente produtivo, devem ser tomadas em detrimento do imediatismo financeirista que nos comanda.
E é pena que haja quem salive (o seu a seu dono, a expressão é de Santos Silva) com a ameaça da intervenção do FMI. Mas é bom que todos ponham a mão na consciência, se ele vier, e que façam público acto de contrição pelas responsabilidades respectivas.
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Top 5 das notícias +Lidas nos diários em linha

Por volta das 00:30 de hoje, as notícias mais lidas nas versões em linha dos jornais diários portugueses eram as seguintes:

"Público":
  1. Polícia afasta premeditação no homicídio de Carlos Castro
  2. Preparativos para ajuda do FMI a Portugal já começaram
  3. Ex-procurador em Nova Iorque critica falta de assistência jurídica a Renato Seabra
  4. Sócrates diz que Portugal não vai pedir ajuda externa porque "não precisa"
  5. O exoplaneta rochoso e quente Kepler 10-b
"Diário de Notícias":
"Ionline":
"Jornal de Notícias":
"Correio da Manhã":

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Presidenciais 2011: Notas de campanha (3)

Cinco breves notas sobre o terceiro dia de campanha:
  1. Ao terceiro dia, o fantasma do FMI continua a pairar sobre a campanha. Fernando Nobre teme o "alarido" e pede "recato";
  2. Cavaco Silva não liga às provocações de Manuel Alegre;
  3. Manuel Alegre não temo voto dos comunistas;
  4. Francisco Lopes adverte que o défice não justifica nem absolutiza tudo;
  5. "Cavaco Silva distribuiu beijos e abraços no lar que quase todos os políticos visitam na Covilhã" ("retranca" de take da Agência Lusa).