quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Obra de tradutor anónimo

Uma das sensações mais estranhas que já me assaltou, como leitor, e que é cada vez mais frequente, quando leio livros de autores estrangeiros, é a de estar a jogar às escondidas com uma pessoa que, ainda por cima, nem sequer conheço. Refiro-me ao tradutor.
Cada vez com mais frequência, publicam-se em Portugal livros sem que certas editoras tenham a decência de indicar o tradutor, nem mesmo na ficha técnica em corpo pequenino... Mesmo que a obra contenha, aqui e acolá, notas do... tradutor!
Ora, tal prática traduz um desrespeito pelos direitos dos tradutores e até um enorme desprezo pelo seu labor. Mas também representa uma indiferença pelos direitos dos leitores. Um dia destes, deixarei de comprar livros com tradutores anónimos.
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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Ainda o ranking dos RSF

Pela presente e para os efeitos tidos por convenientes, reitero e mantenho o que aqui declarei sobre o ranking dos Repórteres Sem Fronteiras (RSF) relativo à liberdade de imprensa.
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Sobre as corridas dos jornalistas

Uma crítica provavelmente justa:

De: xxxxxxx xxxxxxx

Enviada: xxxxx, xx de Xxxxx de 2010 17:24
Para: xxxxxxxxx; xxxxxxxxxs
Assunto: FW: xxzxzxzxzxzx xxxxxxxxxxx
Importância: Alta

Caros amigos,
Reenvio este e-mail para o caso de poderem dar uma resposta. Eu não prometi nada ao jornalista que, como é habitual neles, só se lembram em cima do acontecimento do que precisam.
Trata-se da reprodução de mensagem no seio de uma instituição à qual um jornalista pediu informações para um trabalho que teria de escrever no dia seguinte. Vá lá, poderia ser para o próprio dia...
Na correria do dia-a-dia, tantas vezes determinada pelo imediatismo dos acontecimentos e pela necessidade de enquadrá-los com dados complementares, é muito frequente pedir-se a muitas entidades o fornecimento de elementos "para ontem". Mas acontece que, por muito competentes e solícitos que sejam os funcionários, nem sempre é possível satisfazer em tempo útil os pedidos.
A crítica é provavelmente justa, porque provavelmente se trataria de um trabalho que poderia ter sido planeado de outra forma, especialmente quanto ao recurso atempado à ajuda de terceiros. E aqui vai, por isso, uma autocrítica!
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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Alexandre Herculano

Agenda: A Associação Portuguesa de Escritores conclui amanhã, terça-feira, dia 26, o ciclo de iniciativas dedicada ao bicentenário de Alexandre Herculano (28 de Março de 1810), com um colóquio sobre a consciência política do escritor e historiador e o seu contributo para a cidadania.
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Um "garganta funda" chamada WikiLeaks

Salvo melhor opinião, o WikiLeaks não é um sítio informativo nem faz jornalismo.
Como bem o designou Jorge Almeida Fernandes (Público, 24/10/10), é uma máquina de colecta de informações baseada em informadores decididos a denunciar escândalos ou injustiças.
Essa acertada designação marca bem as diferença entre um mero estendal electrónico de documentos e o jornalismo, que deve verificar a autenticidade dos documentos, avaliar a sua importância - relativa e contextual - cotejá-los com outras fontes, etc.
Feitas as contas, o WikiLeaks é um verdadeiro "garganta funda" à disposição do sistema mediático planetário, disponibilizando informações que coligiu mas que não tratou jornalisticamente (enfim, tanto quanto pude perceber até agora).
Note-se uma particularidade muito interessante, justamente numa altura em que se discute, até com mais intensidade por causa deste "caso", o problema de saber se sítios como este vão substituir os órgãos de informação (independentemente do suporte) e se outros Julius Assanges vão destronar definitivamente os jornalistas: a divulgação dos cerca de 400 mil documentos no WikiLeaks foi precedida da prévia disponibilização de uns quantos ficheiros a um conjunto muito importante de jornais de referência de prestígio mundial.
Esse elemento é muito importante. E a sua importância não se resumiu à obtenção de publicidade - de atenção - prévia à divulgação dos documentos; nem se circunscreveu à relação de um "garganta funda" (um informador) global com vários jornais para fazer passar informações explosivas. Fundamentalmente, constituiu um processo de credibilização do próprio sítio, alavancada e garantida pela credibilidade e prestígio dos jornais que acolheram as suas informações, ao mesmo tempo que via garantida a reacção oficial de vários governos ao seu conteúdo.
Há quem veja nestes processos um novo fôlego para o jornalismo, quer porque muitos jornalistas podem sentir-se estimulados com a competição de "amadores" mais capazes do que eles de obterem e divulgarem documentos comprometedores para os poderes, quer porque há quem veja neste tipo de sítios "aliados" do jornalismo, porque dispostos a partilhar com os jornalistas o resultado das suas recolhas ou porque se transformem em nascentes de onde jorram mananciais de dados e de informações prontos a replicar.
Modestamente, encaro como mais um problema para o jornalismo e receio que, mais tarde ou mais cedo, se multipliquem sítios na Rede de denúncia de dados, documentos, "factos" e "histórias" cuja autenticidade não sejamos capazes de verificar pelo menos em tempo útil e postos a circular em circuitos armadilhados ao serviço de interesses obscuros, pequenas e médias conspirações ou inconfessável mesquinhez. Oxalá me engane...
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domingo, 24 de outubro de 2010

Dia das Nações Unidas

Antes que acabe. Hoje é o Dia das Nações Unidas. Celebrado desde 1948, assinala o aniversário da entrada em vigor da Carta da Organização das Nações Unidas (ONU), em 24 de Outubro de 1945. A celebração deste ano é dedicada aos oito objectivos de desenvolvimento do Milénio.
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Manuel Alegre a greve geral de 24 de Novembro

O candidato a Presidente da República Fernando Nobre manifestou ontem o seu apoio à greve geral de 24 de Novembro, secundando o candidato Francisco Lopes, e acusou o candidato Manuel Alegre de não se ter pronunciado abertamente sobre o assunto, isto é, de não declarar o seu apoio à jornada convocada pelas duas centrais sindicais.
Não sou dado a jogos de pingue-pongue de declarações públicas, mas creio que é importante que Alegre se pronuncie sobre a matéria. De facto, não basta dizer que a greve é um direito dos trabalhadores e que compreende os trabalhadores e os sindicatos e outros lugares-comuns.
Em todo o caso, há algumas afirmações interessantes na entrevista a Manuel Alegre que o "Diário de Notícias" publica hoje. Sem comentários (mas com um ou outro sublinhado) e com a devida vénia, transcrevo este trecho:
Compreende os motivos dessa greve?
Compreendo. É um facto sindical, político e democrático novo. As duas centrais têm tido dificuldade de convergência e de entendimento, e agora apresentaram as duas juntas o aviso prévio. Acho que os sindicatos têm um papel muito importante, como têm os outros parceiros sociais! Sou favorável à concertação social e ninguém tem falado com eles. Andam os banqueiros, mas ninguém fala com os sindicatos e ninguém fala com os parceiros sociais. Deveria ouvir-se os trabalhadores, respeitar os trabalhadores e ter em conta que é uma greve geral pelas duas principais centrais sindicais. Noutras situações e noutros tempos, isso seria uma coisa tremenda. Hoje liga-se menos, hoje essas coisas valem menos do que valiam. Mas acho que valem muito, que é preciso ouvir a voz dos sindicatos, a voz da rua e a voz dos trabalhadores. Eles representam milhões de trabalhadores que são aqueles que mais vão sofrer com esta crise, e é preciso pensar nas pessoas. E estou, política e democraticamente, do lado desses.
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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

"Trajectórias Profissionais e Participação das Mulheres na Vida Pública"

Talvez ainda seja cedo para anunciá-lo, mas seria útil que fosse tomado nota desta importante iniciativa: o Seminário Internacional que o Movimento Democrático de Mulheres / Núcleo do Porto realiza no dia 13 de Novembro, no Clube Literário do Porto, entre as 10 e  18 horas.
O Seminário insere-se no âmbito do Projecto "Uma Vida de Trabalhos? Trajectórias Profissionais e Participação das Mulheres" e tem como objectivo a discussão e partilha de experiências sobre as questões do trabalho e da participação na vida pública.
São oradoras:
  • Eva-Britt Svensson - Eurodeputada e Presidente da Comissão dos Direitos da Mulher e Igualdade dos Géneros.
  • Ilda Figueiredo - Eurodeputada e relatora ao parlamento Europeu do relatório de Avaliação de resultados do roteiro para a igualdade entre mulheres e homens 2006-2010 e Recomendações para o futuro.
  • Isabel Vilalba - Responsável da Secretaria das Mulheres do Sindicato Labrego Galego.
  • Milena Fiore - Representante da Associação de Mulheres da região do Mediterrâneo (Itália).
  • Regina Marques - Dirigente nacional do MDM e da Direcção da Federação Democrática Internacional de Mulheres (FDIM).
  • Ana Gonçalves - Mulheres Agricultoras e Rurais Portuguesas.
  • Marta Santos - Representante da Comissão para a Igualdade de Género/ Região Norte. Membro do Grupo de Investigação do Projecto.
  • Márcia Oliveira - Dirigente nacional do MDM e Coordenadora do Projecto:"Uma Vida de Trabalhos? Trajectórias Profissionais e Participação das Mulheres".
Inscrições: mdmporto@gmail.com ou 919626325
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

SJ contesta decisão do Governo de extinguir Caixa dos Jornalistas

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) contestou hoje, em comunicado, a decisão do Governo de extinguir a Caixa de Previdência e Abono de Família dos Jornalistas, e alertou para os riscos inerentes a tal medida.
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Perfil sociológico do jornalista português

Já estão disponíveis na Rede alguns dados muito interessantes do projecto de investigação realizado por uma vasta equipa dirigida pelo Professor José Rebelo, do ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa, sobre o "Perfil Sociológico do Jornalista Português". Outros deverão ir sendo disponibilizados aqui e o conjunto há-de ser publico em volumoso livro dentro em breve.
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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Declaração sobre o ranking RSF da liberdade de Imprensa

Não, não sou "correspondente" da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) para a elaboração do seu ranking da liberdade de Imprensa; não, não é o Sindicato dos Jornalistas a organização portuguesa que colabora com a RSF para esse efeito; não, não sei qual é essa organização ou se alguma existe; não, não sei por que razões Portugal obteve a pontuação que lhe é atribuída (40.º lugar, nova descida). Para que conste.

PS: Mas fico à espera de próximas invocações dos rankings da RSF quando voltar a sair a terreiro mais uma observação sobre os problemas de liberdade de imprensa em Portugal.
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Sine die, a seguir

Ainda que não concorde que algumas coisas que se escrevem nele, há um blogue que interessa seguir: o Sine Die. Vai recomendado nas minhas Outras Naves, especialmente pelo desassombro de certos postais e pela forma militante com que encara (às vezes descomplexadamente) a intervenção no espaço público até dos magistrados. É muito interessante e muito proveitoso para a cidadania vê-los apeados dos estrados das salas de audiência e despidos das respectivas vestes formais. A seguir, pois, insisto.
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O futuro do país

Não, não é verdade: o futuro do país não está a ser decidido num hotel de Lisboa, onde está reunido (são 1:15) o Conselho Nacional do PSD. O que está a ser decidida é a geometria do Bloco Central. O futuro do país é outra coisa.
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terça-feira, 19 de outubro de 2010

A Internet matou o Jornalismo?

A pergunta, talvez provocatória, é do próprio Sindicato dos Jornalistas e serve de mote para mais um debate promovido no âmbito da interessante colaboração "Outras Quartas" entre o SJ e o Chapitô, amanhã, quarta-feira, às 22 horas.
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Cinco exigências para a RTP

O Sindicato dos Jornalistas lançou ontem cinco exigências para que reponha a legalidade na cobertura, pela RTP, de acontecimentos destinada a espaços informativos; para que seja rigorosamente avaliado o recurso a meios externos, para seja analisado o cumprimento do Acordo Colectivo de Trabalho; para que sejam escrutinadas as despesas e encargos da empresa; e para a própria Assembleia da República não deixe de analisar estes elementos.
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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Privacidade na imprensa: uma boa notícia, apesar do resto...

Algumas notas-tópicos da minha intervenção, esta tarde, no âmbito da IV Conferência Anual da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, na apresentação do estudo sobre privacidade, intimidade e violência na imprensa encomendado pela ERC:
  • Importância das conferências anuais da ERC para Uma Cultura da Regulação como oportunidade de reflexão e revisitação das práticas dos media
  • Qualidade e a profundidade do estudo, com apreciável corpus de 3412 peças jornalísticas
  • Importância da contribuição desde a Universidade, mas também dentro dela
  • Sugestão de que os autores-coordenadores (José Rebelo, do ISCTE, e José Manuel Mendes (Universidade do Minho) sejam convidados para sessões de discussão e reflexão nas redacções
  • Apesar da "boa notícia" do estudo, segundo o qual "não se comprova de pronto a dominância das agressões sistemáticas à lei", não deixemos de continuar a corrigir os nossos
  • Continua a haver um excesso da exposição da privacidade dos protagonistas, com elevadas percentagens de peças em que estão presentes os indicadores imagem (63,2%) e nome (60,4%) e um elevado número de fotografias pessoais (1265), das quais apenas em 219 a identidade está dissimulada
  • Importa aferir e reflectir caso a caso sobre se o uso desses indicadores era dispensável, i.e., destituído de interesse público; se correspondia - e em que medida - a um verdadeiro interesse público; se se limitou a satisfazer a mera e curiosidade do público; se a verosimilhança dos factos narrados poderia ser prejudicada pelo "excesso de cautelas"; que sacrifício inútil e gratuito de direitos pode estar a acontecer no altar da liberdade de imprensa

domingo, 17 de outubro de 2010

Dia Internacional da Erradicação da Pobreza

Hoje é o Dia Internacional pela Erradicação da Pobreza. Instituído pela Assembleia Geral da Organização das Nações de 22 de Dezembro de 1992, visa levar os Estados a realizarem iniciativas concretas com o objectivo de eliminar ou reduzir um grave atentado contra a dignidade da pessoa e uma flagrante violação do um dos direitos do homem. Em Portugal, cerca de 18% das pessoas são pobres, recorda a Rede Europeia Antipobreza. E a tendência é para piorar.
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sábado, 16 de outubro de 2010

Dia Mundial da Alimentação

Hoje é o Dia Mundial da Alimentação. Há mil milhões de razões para reflectirmos sobre o seu significado e importância. 
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Os especialistas

Entre as questões práticas do Jornalismo mais interessantes, está a definição, densificação e explicação dessa figura mais ou menos mítica que é a do "especialista", como, de alguma maneira, já aflorei aqui.
O "especialista" é alguém que o jornalista ouve/consulta/entrevista para emitir uma opinião sobre um problema ou para auxiliá-lo (instantaneamente, nuns breves minutos de telefone) a observar um acontecimento ou um facto ou a interpretar um documento ou uma descoberta.
Na primeira forma, o "especialista" é fonte de informação=interveniente na narrativa jornalística, isto é, com direito a um ponto de vista e à valoração desse ponto de vista no trabalho final, seja fonte única (e é-o demasiadas vezes...), seja apenas uma entre outras (o que é raro, mas mais proveitoso para o público). Na segunda, é um mero "assessor" no processo, uma "muleta" do jornalista sem o qual ele não seria capaz de apreender, compreender e explicar o que conta.
Em suma, o "especialista" é realmente muito importante, faça ou não parte da notícia enquanto fonte/protagonista dela. Mas seria bom que se explicitassem perante o público certos "pormenores" que não são nada desprezíveis. Por exemplo:
a) O que qualifica - académica e profissionalmente, por exemplo - essa fonte/esse protagonista como "especialista";
b) Que critérios de escolha nos levaram a optar por este(s) especialista(s) e não por outro(s);
c) Que interesses estão ou podem estar "por trás" do especialista e contaminar ou não o estatuto de perito que lhe seria exigível.
Talvez muitas coisas fossem mais claras...
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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

"Estamos confiantes", dizem eles

Os grandes banqueiros foram hoje falar com o líder do PSD por causa do drama do Orçamento de Estado. À saída, o seu porta-voz declarou: "Estamos confiantes nos políticos do nosso país para encontrar uma forma de entendimento". Onde é que está a notícia?
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Dia Internacional para a Prevenção das Catástrofes Naturais

Hoje é o Dia Internacional para a Prevenção das Catástrofes Naturais. Instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 22 de Dezembro de 1989 (Resolução 44/236), a jornada, que se realiza nas segundas quartas-feiras do mês de Outubro, coloca em destaque a importância da prevenção e mitigação dos efeitos de fenómenos naturais, com particular destaque para os riscos de cheias e inundações e para medidas ambientais e urbanísticas adequadas.
Ainda ontem a ONU publicava o balanço das inundações na África Ocidental e Central: 377 mortos e mais de milhão e meio de pessoas afectadas, a somar às cifras geralmente apontadas nesta altura: quase cinco mil catástrofes na última década, um milhão de mortos, quase 1900 milhões de pessoas afectadas. 
As catástrofes naturais são cada vez "maiores, mais letais e mais frequentes", assinala o secretário-geral da ONU, Ban Ki-monn, na sua mensagem alusiva à jornada, destacando que "uma proporção demasiado alta da população vive em planícies inundáveis ou sobre falhas sísmicas".
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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Jornalistas aprovam greve na agência Lusa

Os jornalistas ao serviço da Agência Lusa decidiram esta tarde cumprir uma paralisação de 24 horas no dia 24 de Novembro, fazendo coincidir a sua jornada de luta com a greve geral convocada pela CGTP e pela UGT para essa data.
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SJ repudia ataques a direitos dos jornalistas na RTP e na Lusa

A Direcção do Sindicato dos Jornalistas acaba de divulgar um importante comunicado, denunciando o ataque das administrações e do Governo aos direitos dos jornalistas ao serviço da RTP e da agência Lusa, que resistem à negociação da revisão dos seus salários e preparam cortes nos vencimentos à boleia do PEC III. Uma luta a acompanhar.
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"As mãos, a alma", na Casa dos Jornalistas do Porto

A Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto (AJHLP) inaugura amanhã, dia 13, pelas 18h30, uma Exposição/Venda de Obras de Arte.
"As mãos, a alma", título do certame, corresponde a um acervo que vai das artes plásticas à fotografia e com obra dos criadores Jaime Isidoro, Armando Alves, Augusto Baptista, Acácio Carvalho, Alberto Péssimo, Fernando Lanhas, José Emídio, José Rodrigues, Manuela Bronze e Roberto Machado.
A iniciativa "As mãos, a alma", visa três objectivos: homenagear a figura de Jaime Isidoro, antigo dirigente da AJHLP que pouco antes do seu desaparecimento prontamente acedeu ao apelo da sua Associação para participar nela; assinalar a passagem do 128.º aniversário desta instituição do Porto; e reunir meios que permitam continuar as obras de recuperação do edifício sede da AJHLP, já projectadas e aprovadas.
A Exposição/Venda de Obras de Arte encerra no próximo dia 23, pelas 21h30, e estará aberta ao público todos os dias entre 14 e as 18h00, na sede da AJHLP, à Rua Rodrigues Sampaio, n.º 140, Porto.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Há dias em que...

... apetece dizer como Régio:
«Vem por aqui!» – dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: «vem por aqui!»
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos meus olhos, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

domingo, 10 de outubro de 2010

"Eles" estão a organizar-se

Tenho afirmado, em diversas ocasiões e lugares, que a Internet, e em particular a blogosfera, representam uma oportunidade de cidadania e de expansão da capacidade de intervenção dos cidadãos do espaço público. E acrescentado que, no que tange ao futuro do jornalismo e dos jornalistas, isso não é um problema: é um desafio extraordinário para eles. Sobretudo quanto às lições que podemos extrair do crescimento do fenómeno e das muitas explicações que podemos elaborar sobre as suas causas e as suas consequências.
Tenho arriscado, por exemplo, a explicação de que a blogosfera e os sítios independentes na Rede correspondem a uma revolta dos escravos que pretendem libertar-se do cerco da concentração da propriedade dos media e/ou encontrar saídas para a sua insatisfação com a orientação, os conteúdos e as práticas dos meios "tradicionais", procurando, tratando e distribuindo informação alternativa e dispensando a mediação dos jornalistas, e, até, escrutinando as práticas dos profissionais (voltarei ao tema para apontar alguns exemplos interessantes).
Trata-se de um fenómeno político muito importante, que valoriza a intervenção cívica e coloca questões novas, tanto no domínio do exercício da liberdade de expressão e do direito de crítica dos cidadãos, como no inevitável confronto entre esses direitos e as ordens estabelecidas nos estados.
O debate está na ordem do dia e os cidadãos começam a organizar-se para resistir e para agir. Um exemplo muito interessante é a fundação, no estado brasileiro do Paraná, da Associação dos Blogueiros Progressistas, em reacção a perseguições políticas como a aquela de que se queixa Esmael Morais. Um caso a seguir com muita atenção.
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Dia Mundial da Saúde Mental

Hoje é o Dia Mundial da Saúde Mental. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que mais de 450 milhões de pessoas sofrem de distúrbios mentais, mas avisa que muitos mais sofrerão. Em Portugal, no último ano, um em cada cinco cidadãos sofreu de ums doença psiquiátrica, segundo informação tratada pela Associação Encontrar+se.
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sábado, 9 de outubro de 2010

Dia Mundial dos Correios

Hoje é o Dia Mundial dos Correios. Declarado em 1969, no Congresso da União Postal Universal, realizado em Tóquio, no Japão, assinala o aniversário da organização, fundada em 1874, em Berna, na Suíça.
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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Isto também é com os jornalistas!

1.Ao abrigo do Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC), o Governo tomou este ano medidas que afectam os rendimentos reais dos trabalhadores – subida de impostos e de bens essenciais – e prepara outras novas e mais gravosas, umas com efeitos ainda este ano, outras para 2011. Os jornalistas, enquanto trabalhadores, também estão a perder poder de compra e a ver diminuído o seu já degradado estatuto económico. Por isso, os jornalistas não podem ficar indiferentes!
2.Em muitas empresas, os salários dos jornalistas mantêm-se congelados, como sucede na RTP e na Lusa onde as administrações nem sequer aceitam negociar aumentos. É verdade que, no sector da Imprensa, com a recente publicação de um novo contrato colectivo, muitos jornalistas acabam por ter agora algum crescimento dos seus vencimentos, mas as medidas já encetadas pelo Governo e outras anunciadas voltam a penalizá-los. Também os jornalistas estão a pagar uma crise pela qual não são responsáveis!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Recomendação dupla

O Hélder Robalo é um tipo fixe - um camarada à moda antiga e generoso como poucos. Alimenta com incerta regularidade um blogue de averbamentos oportunos e, com telúrico apego familiar, outro sobre um longínquo lugar no qual mergulham raízes suas. Vai, por isso, a minha dupla recomendação nas minhas outras naves. 
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