Ainda a tempo, a medalha para Mariano Gago, sem mediação jornalística e sem o ministro propriamente dito na imagem:
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Jornalistas em luta na Lusa
Os jornalistas ao serviço da agência Lusa decidiram hoje cumprir uma greve em Novembro, como forma de luta contra a teimosia da Administração, que recusou a proposta do conciliador do Ministério do Trabalho de actualização dos salários em 1%, anunciou o Sindicato dos Jornalistas.
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Jornalismo
Estatuto do Trabalho Nacional
Passam hoje 67 anos: em 23 de Setembro de 1933, foi publicado o Estatuto do Trabalho Nacional (Decreto-Lei n.º 23 048), um dos esteios do corporativismo fascista do Estado Novo, neutralizando por longas décadas o sindicalismo livre e impondo a colaboração entre as classes e proibindo e reprimindo penalmente a greve. Para que não esqueçamos que existiu.
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Efemérides
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Dia portuense com fiscalização
Até há momentos (14:20) utilizei hoje quatro vezes o Metro do Porto. Outras tantas vi a fiscalização activa. Será má língua perguntar se caçava eventuais borlistas à boleia do Dia Europeu sem carros?
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Comportamento
Dia sem carros
Hoje é o Dia Europeu Sem Carros, dizem. Não consta que amanhã, ou mesmo hoje, as cidades sejam melhores. A mudança não vai com folclores.
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Efemérides
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Dia Internacional da Paz
Hoje é o Dia Internacional da Paz. Proclamado pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em 1981 e celebrado pela primeira vez no ano seguinte, pretende afirmar-se como uma convocatória geral para o cessar fogo e o promover o fim da violência. Este ano, a jornada é dedicada ao tema "Jovens para a Paz e o Desenvolvimento".
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Causas,
Efemérides
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Jornalista-assistente: uma importante contribuição
Ainda em referência a este problema, chamo a atenção para uma nova e importante contribuição para o debate sobre a figura do jornalista-assistente dada pelo Provedor do Leitor do Público, José Queirós.
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Jornalismo
Reforço no "Vai e Vem"
O presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, Azeredo Lopes, passou a escrever no blogue criado por Estrela Serrano, "Vai e Vem". É um reforço que aumenta o interesse deste espaço. A seguir atentamente.
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Outras naves
domingo, 19 de setembro de 2010
Jornalistas: duas propostas de lei e um projecto de lei importantes
É bom que não passe em claro nem despercebido. A Assembleia da República aprovou na generalidade e está a apreciar na especialidade duas importantes propostas de lei do Governo - uma de nova Lei da Rádio; outra de revisão da Lei da Televisão. Sobre ambas as propostas se pronunciou formalmente o Sindicato dos Jornalistas.
Sobre a primeira, destaca-se a preocupação do SJ com a excessiva concentração de rádios (os limites passam de cinco licenças para nada menos de quatro dezenas!), a substituição de jornalistas por colaboradores e o fim da garantia formal de que o serviço público de rádio é assegurado por uma empresa de capitais exclusivamente públicos.
Sobre a segunda, destaca-se a grave omissão quanto à natureza da empresa que assegura o serviço público de televisão, abrindo teoricamente caminho, tal como na Lei da Rádio, à privatização do serviço.
Finalmente, também está para discussão - ainda sem discussão na generalidade - um projecto do Partido Comunista Português (PCP) de revisão do Estatuto do Jornalista. Também sobre ele se pronuncia o SJ. Por razões antigas e justas.
Está tudo explicado aqui.
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Jornalismo
sábado, 18 de setembro de 2010
Castro Laboreiro a partir de dentro
Um espaço a não perder - o Núcleo Museológico de Castro Laboreiro. Para se compreender a partir do seu próprio interior.
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Museus
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Espaço Memória e Fronteira, onde a memória nos interpela
Memória e Fronteira. Assim se chama o Espaço, para poderia chamar-se Museu. Já corri algum Mundo e já vi muitos museus, dentro e fora de Portugal. Alguns impressionaram-me, outros impressionaram-me muito. Não necessariamente pela riqueza das suas colecções, mas muitas vezes pela singeleza das suas "mensagens". Conheci hoje o Espaço Memória e Fronteira, em Melgaço.
Instalado no antigo matadouro municipal (aproveitamento do património imobiliário do Município, apenas documentado pelo aproveitamento físico-arquitectónico da fachada que nada aproveita ao conteúdo do Museu - ou do Espaço), fala-nos, numa linguagem directa e às vezes quase brutal, de duas realidades muito complexas que fazem parte da nossa história contemporânea - a emigração (a legal e a clandestina) e o contrabando.
Por coincidência, ao regressar ao hotel após a minha jornada, os telediários debitam um debate parlamentar sobre a expulsão de cidadãos ciganos (e depois?!) pela República Francesa. Soou-me mal. Parece-me que devo mesmo aconselhar os deputados do PP, do PSD (quase todos, pelos vistos) e do PS (muitos, a começar pelo líder parlamentar e pelos oradores de serviço) a revisitarem o nosso passado. Algures, em Melgaço, onde a memória nos interpela...
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Processo Casa Pia: um caso paradigmático
O Comunicado sobre o processo Casa Pia do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas na íntegra:
A cobertura jornalística do caso Casa Pia é, desde a sua origem, paradigmática do pior que se faz em jornalismo. É uma cobertura que questiona a quase ou mesmo a totalidade dos princípios do Código Deontológico.Constitui exemplo de equívocos vários relativos, designadamente, à investigação jornalística, à relação com as fontes, à confidencialidade, à presunção da inocência, ao tratamento discriminatório, à recolha de declarações e imagens e ao estatuto de independência.São bastos os exemplos em que a competência jornalística está ausentes nas peças. Em muitos casos a função de jornalista foi postergada e cedeu lugar ao exercício de mediação de mensagens. Nessas práticas está ausente demasiadas vezes a interpretação, a comprovação e a verificação dos factos.Seria estultícia negar a responsabilidade individual de jornalistas. Mas também seria inépcia ignorar que há factores que carreiam os modelos de comunicação que configuram essas coberturas jornalísticas.A tematização e dramatização dos casos, a concorrência desenfreada e frequentemente inescrupulosa, a confiscação de audiências captadas pelo espectáculo, a abdicação de princípios básicos justificada pela urgência do fecho constituem traços de práticas empresariais e de direcção que afectam, ofendem e desacreditam a profissão.A cobertura do desfecho do processo Casa Pia não destoou do tom que alimentou anos de comunicação baseada na ausência de uma informação investigada, isenta, equilibrada e credível.Dois aspectos perpassam esse tipo informativo: uma prática ilusória de verdade justiceira, que funciona tanto para condenar como para absolver os mesmos arguidos, e uma prática redutora da expressão das partes com interesse no caso, o chamado contraditório, que ignorou e se serviu sempre das vítimas apenas como pretexto noticioso.Quaisquer destas práticas são alheias aos valores éticos e deontológicos da profissão e exemplificam os efeitos da instrumentalização do jornalismo, da ausência de participação dos jornalistas na orientação editorial dos meios e da falta de perspectiva crítica sobre o trabalho editado.Alguns dos directos televisivos e radiofónicos no decurso da leitura da sentença e os debates emitidos no rescaldo das condenações constituem peças exemplares que servem para demonstrar o que não é jornalismo.O Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas exorta todos os jornalistas a reflectirem sobre o trabalho que todos produzimos e a integrarmos como prática dois juízos, um crítico e outro deontológico, que validem a actividade profissional de cada um.Apela também às instituições que regulam as empresas de comunicação social ou que as representam que suscitem, no quadro das suas competências, o debate e a reflexão sobre a observância dos estatutos editoriais e sobre as causas que condicionam a criação e funcionamento dos conselhos de redacção.Não basta quebrar o silêncio, é também necessário agir. E não basta estudar a realidade se nada for feito para a melhorar.
Lisboa, 17 de Setembro de 2010
O Conselho Deontológico do Sindicato dos JornalistasPode ser encontrado aqui.
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Jornalismo
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
As "raízes do problema"
O presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz, Bruto da Costa, considerou ontem que as políticas e programas de luta contra a pobreza em Portugal são ineficazes porque não vão às raízes do problema, por causa da "limitação que têm, de não poderem afectar privilégios, nem o padrão de desigualdade que caracteriza a sociedade portuguesa". Por isso, acrescentou, citado hoje pelo "Jornal de Notícias", tudo quanto se faz neste domínio é periférico e não toca nas causas da pobreza".
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Causas
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
CD critica recurso ao estatuto de assistente em processo
O Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas (CD) considera que o recurso ao estatuto de assistente em processos judiciais, por parte dos jornalistas, questiona o exercício profissional e os princípios éticos e deontológicos.
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Jornalismo
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Fwd: Colóquio Internacional: Da virtude e fortuna da República ao republicanismo pós nacional
Ora aí está uma iniciativa muito interessante:

Colóquio Internacional
Da virtude e fortuna da República ao republicanismo pós nacional
Organização
Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República
Ius Gentium Conimbrigae (FD-UC)
Coordenação
Professor Doutor Gomes Canotilho e Professor Doutor Vital Moreira
30 de Setembro de 2010
Coimbra, Auditório da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra
Coimbra, Auditório da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra
Resumo: A Comemoração do Centenário da Implantação da República em Portugal não poderia passar sem uma suspensão reflexiva em torno do tema da "renovação republicana". Entendem os organizadores que a República é passado e futuro. Também o presente convoca desesperadamente o republicanismo crítico como modo de reintroduzir no discurso político os velhos temas da "virtude cívica", da "dedicação à causa pública" e da participação política activa como forma de defesa dos próprios direitos fundamentais.
O aprofundamento da aludida revivificação republicana justifica o convite a dois dos maiores cultores mundiais da problemática histórica, sociológica, política, jurídica e económica dos ideais republicanos. Impunha-se assim a presença de J.G.A. Pocock, o autor de trabalhos imprescindíveis sobre a história da tradição republicana atlântica, e de J. Habermas que, em vários livros, desenvolve uma poderosa reflexão crítico-filosófica sobre a teoria política do republicanismo.
O sopro cosmopolita republicano que estes dois autores republicanos transportam para o nosso país carecia de parceiros de diálogo portugueses com sabedoria para a contextualização discursiva das comunicações a cargo dos mestres pensadores J. Pocock e J. Habermas. Estamos a referir-nos a Fernando Catroga, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Aroso Linhares, da Faculdade de Direito desta mesma Universidade e a Ricardo Leite Pinto, da Universidade Lusíada de Lisboa. A apresentação pessoal de J. Pocock ficará a cargo do professor espanhol da Universidade de Vigo, Eloy Garcia, responsável pela tradução para castelhano da obra maior daquele autor, The Machiavellian Moment: Florentine Political Thought and the Atlantic Republican Tradition, 1975. Um dos coordenadores do Colóquio, J.J. Gomes Canotilho, encarregar-se-á da apresentação do Professor Jürgen Habermas.
Consulte todo o programa em: http://coloquio-virtude-republica.centenariorepublica.pt/
Inscrições e Informações:
Ius Gentium ConimbrigaeCentro de Direitos Humanos/Human Rights Centre
Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra
Pátio da Universidade
3004 - 545 COIMBRA
Ius Gentium ConimbrigaeCentro de Direitos Humanos/Human Rights Centre
Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra
Pátio da Universidade
3004 - 545 COIMBRA
T: (+351) 239 824478
F: (+351) 239 823353
F: (+351) 239 823353
e-mail: iusgenti@fd.uc.pt
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República
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Ofensa a jornalistas, injúria à magistratura
(in “O Estatuto da Imprensa - Debate” in Cadernos de Hoje n.º 6, Lisboa: Prelo, 1968)."Seria grave e imerecida ofensa para os nossos jornalistas e homens de letras considerá-los incapazes de escreverem em regime de liberdade responsável . E seria também grave e impensável injúria à magistratura portuguesa considerá-la inapta ou incapaz de assegurar o respeito pela lei num regime de imprensa livre”Francisco Salgado Zenha, Fevereiro de 1967
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Leituras
domingo, 12 de setembro de 2010
Artigo 288.º da CRP
O Partido Popular Monárquico (PPM) anunciou hoje que vai pedir encontros com o PS, o PSD e o CDS para propor a revisão do Artigo 288.º da Constituição da República Portuguesa, a fim de que seja possível submeter a referendo a forma republicana ou monárquica de governo. Cada um é livre de propor aos partidos o que entender. Mas claro que se espera que todos os mencionados partidos digam simplesmente que declinem a sugestão.
Artigo 288.ºLimites materiais da revisão
As leis de revisão constitucional terão de respeitar:a) A independência nacional e a unidade do Estado;b) A forma republicana de governo;c) A separação das Igrejas do Estado;d) Os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos;e) Os direitos dos trabalhadores, das comissões de trabalhadores e das associações sindicais;f) A coexistência do sector público, do sector privado e do sector cooperativo e social de propriedade dos meios de produção;g) A existência de planos económicos no âmbito de uma economia mista;h) O sufrágio universal, directo, secreto e periódico na designação dos titulares electivos dos órgãos de soberania, das regiões autónomas e do poder local, bem como o sistema de representação proporcional;i) O pluralismo de expressão e organização política, incluindo partidos políticos, e o direito de oposição democrática;j) A separação e a interdependência dos órgãos de soberania;l) A fiscalização da constitucionalidade por acção ou por omissão de normas jurídicas;m) A independência dos tribunais;n) A autonomia das autarquias locais;o) A autonomia político-administrativa dos arquipélagos dos Açores e da Madeira..
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Causas
sábado, 11 de setembro de 2010
Ainda o Processo Casa Pia e a RTP
Em aditamento a este postal, segue o parecer do Provedor do Telespectador da RTP sobre a "mediatização de Carlos Cruz", que pode ser encontrado aqui, e, a seguir, a resposta de José Alberto Carvalho:
JULGAMENTO E SENTENÇA DO “CASO CASA PIA”
1. Efectivamente, têm sido recebidas dezenas e dezenas de mensagens a protestar contra a forma como a RTP tem tratado a notícia do julgamento e sentença do “caso Casa Pia”. Em particular porque entendem os Telespectadores estar a ser dado um “tratamento preferencial” de defesa perante a opinião pública ao Sr. Carlos Cruz, antigo profissional desta empresa.
2. Alguns Telespectadores reclamam também pelo facto do Provedor não ter, ainda, manifestado a sua opinião sobre este assunto.3. Devo esclarecer que, normalmente, não me precipito a reagir a estas questões de grande melindre social. Todavia, já enviei uma nota interna para o Director de Informação da RTP, dando conta dos protestos dos Telespectadores.4. Da minha parte discordo e lamento que o tratamento deste assunto não esteja a obedecer a parâmetros de equidade, privilegiando, com efeito, o Sr. Carlos Cruz, provavelmente por critérios editoriais. Reconheça-se porém que, no relevo mediático, que este caso sempre teve, desde o surgir da primeira notícia, Carlos Cruz, indevidamente, foi sempre a pessoa mais visada.5. É óbvio que Carlos Cruz é a figura mais mediática neste processo. Mas essa qualidade, por lhe dar direito e condições singulares à livre expressão de opinião em sua defesa e nas críticas que emite em relação ao processo, ao julgamento e sentença, não lhe confere o direito de ser excepcionado relativamente aos outros arguidos / condenados, às vítimas e seus advogados ou assistentes.6. Esse “tratamento diferenciado” coloca a RTP sobre a acusação de parcialidade e de exercer um “proteccionismo corporativo” descabido.7. Obviamente a RTP não pode fazer silêncio sobre um assunto de grande mediatismo e de enorme impacto na opinião pública.8. Por sua vez, a RTP, instituição de serviço público, não deve ser veículo dos ataques deferidos à instituição Justiça, sem dar lugar ao contraditório da parte dos magistrados e investigadores envolvidos neste processo, aliás, nas circunstâncias processuais, impedidos de o fazerem.
Lisboa, 9 de Setembro de 2010
O Provedor do Telespectador,
J. M. Paquete de Oliveira
Em resposta ao parecer do Provedor do Telespectador sobre o Processo Casa Pia, recebeu o provedor uma reflexão do Director de Informação que a seguir se publica.
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Jornalismo
El pueblo unido jamás será vencido
11 de Setembro de 1973, Santiago do Chile - Um golpe militar leva ao poder o ditador sanguinário Augusto Pinochet, derrubando o presidente Salvador Allende, morto durante os bombardeamentos do Palácio de la Moneda, e ao Governo de Unidade Popular, e pondo fim a uma importante experiência de tentativa de construção do socialismo.
Desse período de esperança e sobretudo do ânimo da resistência que teve de dispersar-se, exilando-se, sobretudo pela Europa, ficou de forma bem vincada e universalizada a canção de intervenção "El Pueblo Unido Jamás Será Vencido", de Sergio Ortega e do grupo Quilapayun, criada em Junho de 1973. Quase um ano mais tarde, o seu refrão - haveria de ser gritado por milhares, por centenas de milhar de vozes juntas nas avenidas pela renovada esperança libertadora.
El pueblo unido, jamás será vencido,
el pueblo unido jamás será vencido...
De pie, cantar
que vamos a triunfar.
Avanzan ya
banderas de unidad.
Y tú vendrás
marchando junto a mí
y así verás
tu canto y tu bandera florecer.
La luz
de un rojo amanecer
anuncia ya
la vida que vendrá.
De pie, luchar
el pueblo va a triunfar.
Será mejor
la vida que vendrá
a conquistar
nuestra felicidad
y en un clamor
mil voces de combate se alzarán,
dirán
canción de libertad,
con decisión
la patria vencerá.
Y ahora el pueblo
que se alza en la lucha
con voz de gigante
gritando: ¡adelante!
El pueblo unido, jamás será vencido,
el pueblo unido jamás será vencido...
La patria está
forjando la unidad.
De norte a sur
se movilizará
desde el salar
ardiente y mineral
al bosque austral
unidos en la lucha y el trabajo
irán,
la patria cubrirán.
Su paso ya
anuncia el porvenir.
De pie, cantar
el pueblo va a triunfar.
Millones ya,
imponen la verdad,
de acero son
ardiente batallón,
sus manos van
llevando la justicia y la razón.
Mujer,
con fuego y con valor,
ya estás aquí
junto al trabajador.
Y ahora el pueblo
que se alza en la lucha
con voz de gigante
gritando: ¡adelante!
El pueblo unido, jamás será vencido,
el pueblo unido jamás será vencido...
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Efemérides
Alcafache, há 25 anos
Passam hoje 25 anos: em 11 de Setembro de 1985, duas composições colidiram perto da estação da Alcafache, Mangualde. Mais de 120 pessoas morreram.
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Efemérides
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
A mediatização de Carlos Cruz, a ERC e a RTP
O Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social criticou hoje especialmente a RTP, além da generalidade dos órgãos de informação, pela "mediatização" a um dos condenados no processo Casa Pia. O Director de Informação, José Alberto Carvalho, já tinha sido interpelado pelo Provedor do Telespectador e produziu uma reflexão sobre o assunto. A acompanhar.
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Jornalismo
SCUT: injustiça e trapalhada
O Governo insistiu na sua teimosa decisão, com a cumplicidade do PSD e do CDS, de cobrar portagens nas auto-estradas sem custos para os utentes (SCUT).
Para tentar disfarçar a cambalhota em relação ao programa eleitoral do PS e ao programa de Governo, tenta iludir com duas derrogações: descontos até 2012 para quem resida a certa distância da auto-estrada; preço especial para quem resida em concelho cujo produto interno bruto (PIB) per capita seja inferior a 80% do PIB per capita médio nacional.
A primeira derrogação é uma tentativa manhosa para fazer esquecer que em grande parte dos lanços as SCUT não têm estradas nacionais alternativas.
A segunda é um arremedo muito trapalhão de uma pretensa justiça com a discriminação positiva, pois o PIB per capita concelhio não traduz necessariamente um real poder de compra dos seus residentes.
De facto, a existência de uma grande barragem hidroeléctrica ou de indústria altamente automatizada (com diminutos postos de trabalho), por exemplo, num concelho despovoado gera realmente um PIB importante, o qual "distribuído" pelos seus habitantes talvez os tornasse ricos. Mas, como sabemos, isso não é assim. Pois não?
Para tentar disfarçar a cambalhota em relação ao programa eleitoral do PS e ao programa de Governo, tenta iludir com duas derrogações: descontos até 2012 para quem resida a certa distância da auto-estrada; preço especial para quem resida em concelho cujo produto interno bruto (PIB) per capita seja inferior a 80% do PIB per capita médio nacional.
A primeira derrogação é uma tentativa manhosa para fazer esquecer que em grande parte dos lanços as SCUT não têm estradas nacionais alternativas.
A segunda é um arremedo muito trapalhão de uma pretensa justiça com a discriminação positiva, pois o PIB per capita concelhio não traduz necessariamente um real poder de compra dos seus residentes.
De facto, a existência de uma grande barragem hidroeléctrica ou de indústria altamente automatizada (com diminutos postos de trabalho), por exemplo, num concelho despovoado gera realmente um PIB importante, o qual "distribuído" pelos seus habitantes talvez os tornasse ricos. Mas, como sabemos, isso não é assim. Pois não?
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Causas
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Sobre o acórdão do "processo Casa Pia"
O chamado Processo Casa Pia apanhou-me, logo nos seus primeiros afloramentos, em plena fase de reflexão e de diálogo interprofissional com os diversos operadores da Justiça.
Depois das declarações que, sobre o assunto, tive de fazer e dos documentos que tive de escrever ou subscrever na altura, tenho acompanhado o caso com discrição e ultimamente tenho-me mesmo abstido de dizer ou escrever o que quer que seja.
Esperava o "desfecho" do caso, sobre o qual ainda se há-de escrever muito. Mas esperava especialmente a oportunidade de ler com paciência e ponderação o Acórdão do colectivo que julgou o caso em primeira instância, ainda que não seja indiferente às trapalhadas processuais que o têm perturbado.
Por essa razão, não posso deixar de lavrar um protesto pelo que está a acontecer com o Acórdão, cujo texto parece não estar, afinal, fixado e pronto a distribuir às partes e a ganhar a prometida publicidade.
Por muito que colham as desculpas das falhas da informática - ah!, a Informática, essa estranha força oculta! - receio que a opinião pública não se sinta nunca mais esclarecida sobre tudo isto. E, sobretudo, que continue a pairar uma nuvenzinha sobre tudo isto.
É pena, tudo isto.
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Justiça
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Dia Internacional da Alfabetização
Hoje é o Dia Internacional da Alfabetização. Estima-se que, no mundo, um em cada cinco adultos, dos quais dois terços são mulheres, não foram alfabetizados e que 72 milhões de crianças não estão escolarizadas.
Ler mais aqui.
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Efemérides
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Observador dos Media
Há um novo blogue a observar os media. Um dos autores é o Rui Araújo, jornalista, ex-provedor dos leitores do "Público". Promete incomodar e deverá ser levado a sério. Recomendo, nas minhas outra naves.
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Jornalismo,
Outras naves
Sobre a contextualização em Jornalismo
De repente, uma personagem - política, por exemplo - surge no ecrã da televisão, na página do jornal ou na rádio, debitando opiniões, apreciações sobre algo que se passou ou está a passar-se. Talvez alguns telespectadores, alguns leitores, alguns ouvintes se interroguem:
a) Quem é este/a senhor/a, que autoridade e/ou cargo tem?
a) Quem é este/a senhor/a, que autoridade e/ou cargo tem?
b) A que propósito se pronuncia ele/a sobre esse "algo"?
c) Por que razões essa personagem e não outra?
d) Essa personagem quis ser ouvida e procurou ser ouvida?
e) Quais foram os critérios e razões que levaram a aceitar ouvir essa personagem?
f) Essa personagem foi procurada para ser ouvida?
g) Por que razões e com que critérios de selecção foi ouvida essa personagem?
Será que todos nós somos capazes de responde a estas e a outras perguntas e de explicar por que razões fazemos esta e não outra opção? E será que tudo isso fica claro perante os telespectadores, os leitores e os ouvintes sem que seja necessário que alguém nos questione sobre o assunto?
É por causa destas e de muitas outras perguntas que a contextualização é muito mais importante do que parece. E por favor não me peçam exemplos...
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Jornalismo
domingo, 5 de setembro de 2010
Cessar-fogo da ETA
A anunciada decisão da organização independentista basca ETA de "não levar a cabo acções armadas ofensivas" é uma boa notícia e uma contribuição para dar outro fôlego ao debate sobre um problema que não pode deixar de ser resolvido.
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sábado, 4 de setembro de 2010
Potenciais autores de livros de auto-ajuda
"Com este optimismo, um dia destes, os treinadores ainda vão escrever livros de auto-ajuda!", exclamou a rapariga, não se contendo diante do televisor do café, do qual saiam mais ou menos estas palavras do seleccionador-adjunto da Selecção de Futebol: "O que aconteceu hoje (empate com a selecção do Chipre, por 4-4) pode acontecer a qualquer altura; podia ter acontecido há três anos, como pode acontecer daqui a quatro de certeza..."
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Comportamento
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Super-deputado ou super-empreiteiro?
Como é que um grupo de deputados à Assembleia da República pode subscrever o que se segue sem corar?
"Os inúmeros investimentos realizados e em curso no distrito são fruto de uma visão encetada pelo PS Porto e protagonizada pelo Renato Sampaio – em escolas, lares, creches e centros de dia, em esquadras e quartéis, em centros de saúde e hospitais, em auto-estradas, metro e ferrovia convencional, etc."
(Da declaração da apoio dos deputados Ana Paula Vitorino, José Lello, Luísa Salgueiro, Isabel Oneto, Maria José Gamboa, Manuel Seabra, Marques Júnior, Fernando Jesus, Glória Araújo, João Paulo Correia, Nuno Araújo e Mário Mourão à recandidatura de Renato Sampaio à Federação Distrital do Porto do Partido Socialista, divulgada hoje)
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