segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Incêndios no Parque Nacional








Notícias do dia: continua a arder no Parque Nacional da Peneda-Gerês.



A propósito: não será altura de levar mais a sério os conflitos entre as populações e o exercício do poder do Estado, de que este protesto/apelo é apenas um afloramento?

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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A Costa da Caparica vista de sul e de uma hipótese de ausência de acção humana


Há um mistério que nos intepela: como seria esta paisagem* se o homem não tivesse ocupado a planície aluvionar deixada há muitos milhares de anos pela regressão do mar?

* Vista sul da Costa da Caparica

Ao que nós chegámos

"Se me dizes que o que se escreve num blogue já é pensado"...

Acabei de ouvir esta. Sei que o meu interlocutor não queria comparar com uma notícia ou com uma reportagem (muito menos com um ensaio, ou com um...), mas simplesmente chamar a atenção para outras facilidades de escrita instantânea, ainda mais instantânea. Terá razão?


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

... e então o ministro da Agricultura?

Nestes dias de incêndios - trágicos, alguns, por causa da perda de vidas e de valores - continuamos a assistir à omnipresença mediática do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, e a uma presença episódica -centrada no Parque Nacional da Peneda-Gerês - do secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa. Falta um ministro - o da Agricultura, que é o que tem a área das florestas (e não deveriam as florestas estar no Ambiente?).

Essa ausência mediática - entendida a mediatização como processo de escrutínio público dos actos e das omissões  do poder político por intermédio dos media - diz muito sobre a forma como o poder político continua a olhar para esta área tão complexa e tão transversal...

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Época de incêndios

Percebe-se que, à falta de outros assuntos ou por causa de outros assuntos, mas também pela intensidade dramática que os incêndios sempre geram numa sociedade que tem a memória sempre muito curta, a máquina mediática se centre na crise estival dos fogos florestais. E que o ministro titular da Administração Interna venha com o discurso recorrente da comparação estatística. Ainda esta manhã, Rui Pereira veio dizer que este ano a área percorrida por incêndios é menor do que a registada em 2003 e em 2005. Ainda bem.

Estamos mal quando o poder político necessita de justificar-se em razão do hectare ardido. A floresta e o ambiente são muito mais complexos do que isto. Mas a "época de incêndios" também necessita de renovada justificação nas agendas...

"Vai e vem", para levar a sério

Estrela Serrano, vogal do Conselho Regulador (CR) da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) tem um blogue. Chama-se "Vai e Vem" e é apresentado como deve ser um blogue - um espaço de liberdade. Mas também de combate e de causas, para levar a sério. Recomendo, nas minhas outras naves.
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It’s always Jalalabad

Da vida, da morte, da guerra e do amor, dissecados por Paulo F. Silva no desconcerto dos dias, em It’s always Jalalabad, noutras naves.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Fundações secretas

O jornal "Público" revela que ninguém sabe, em Portugal, quantas e quais são todas as fundações - a não ser a Presidência do Conselho de Ministros, que afirma conhecê-las todas mas não abre uma fenda sequer sobre tamanho segredo. Debalde, o Ministério das Finanças bem procura, bem porfia no apuramento das fiscais existências das fundações, mas nada logra que aproveite ao desempenho da Fazenda ou à transparência das instituições.

Parece-me haver pelo menos duas possibilidades de solução: ou o ministro das Finanças desata à canelada ao seu colega da Presidência do Conselho de Ministros na próxima reunião, procurando arracar-lhe uma confissão; ou manda confiscar listas telefónicas de todo o país. Seria uma maneira de começar...    


domingo, 8 de agosto de 2010

Verbalizações do Amor

(Inscrição em taipal de obra, Lamego)


sábado, 7 de agosto de 2010

António Dias Lourenço (1915-2010)

"Um dos mais destacados exemplos da resistência ao fascismo, da luta pela liberdade, democracia e transformações revolucionárias de Abril, Dias Lourenço deixa um exemplo de inquebrantável combatividade e firmeza na luta política que as gerações de comunistas, presente e futuras, saberão honrar."
Ler o resto aqui.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

S. João de Tarouca

Estão suspensas as escavações arqueológicas no convento de S. João de Tarouca, a primeira casa conventual portuguesa a adoptar a Regra da Ordem de Cister - algures entre 1140 e 1144. Os séculos ficaram dependurados...

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Península tramada

Avaria grossa no automóvel reteve-me quase três dias numa aldeia beirã sem acesso a jornais ou sequer a televisão (acaso de férias curtas). Hoje, desci, numa "carreira" madrugadora à cidade de Viseu para tratar dos assuntos que devia e informar-me de como vai o país e o mundo. Tomei café, li jornais e assisti ao telejornal da hora do almoço entre gente aflita com o quotidano que não pára de dobar em dificuldades.

O país gira ainda em torno das suas confusões de turno - mais um imbróglio no processo Casa Pia; ainda a entrevista do Procurador Geral da República ao DN - e duas notícias mais ou menos fresca, sendo uma expectável, a saber: i) o governo espanhol está a equacionar a instituição de valores diferenciados para as portagens a pagar por veículos estrangeiros; e ii) o governo português acaba anunciar ("última hora!", proclama o pivô) a privatização do BN, da EDP e da Galp Energia. Está bem tramada, a Península...

sábado, 31 de julho de 2010

Jangada de Pedra, noutras naves

Mais uma sugestão de navegação: a Jangada de Pedra do André Levy. Por muitas razões, que facilmente se acharão.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

O pâncreas de António Feio

Admirava - e admiro - António Feio. Era um grande actor. Guardo várias memórias inesquecíveis dele. Uma é a sua interpretação soberba (além da encenação) de "O Que Diz Molero" (1999), do  original de Diniz Machado, que evoco com a reprodução de uma foto do seu sítio. Outra é a sua sarcástica tirada, agradecendo um prémio (julgo que os Globos d'Ouro da SIC, mas peço desculpa se me engano), na qual diz - e cito de memória - qualquer coisa como "Agradeço muito ao meu pâncreas, porque graças a ele tenho recebido muitos convites" (lamento muito a minha inépcia, mas não consigo encontrar o vídeo do episódio). Lembro-me de que, na plateia, muita gente riu e ainda hoje a tirada é apontada como um momento de humor. Mas não me lembro de ter ouvido e visto estocada mais séria, mais profunda e penetrante na hipocrisia dos processos de mediatização das chamadas celebridades. O sorriso incomodado - e incómodo - com que proferiu aquelas palavras ficou-me marcado.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Verão Perigoso

"O touro seguinte de Luís Miguel era grande e muito possante. Derrubou o cavalo à primeira investida e os picadores tentaram o melhor que puderam atenuar-lhe a pujança e espírito combativo. Ficou tão maltratado que só lhe colocaram um par de bandarilhas."
Breve extracto de uma grande reportagem de Ernest Hemingway ("Verão Perigoso", Livros do Brasil, Lisboa, 2004) sobre o dramático duelo de arenas entre dois célebres toureiros - Antonio Ordóñez e Luís Miguel Dominguin (1959) - e que aqui reproduzo em saudação e homenagem à histórica decisão do parlamento catalão de acabar com as touradas.


quarta-feira, 28 de julho de 2010

Alvíssaras por um exemplar do "ante-projecto de Revisão Constitucional do PSD"

O deputado Luís Campos Ferreira (PSD) publica hoje, no "Jornal de Notícias", um texto de opinião enfadonho e medíocre, polvilhado de lugares-comuns e vazio de ideias, que atrevidamente titula "Defender Abril!" - com ponto de exclamação e tudo... - do qual vale a pena ler apenas o seguinte trecho:

"O ante-projecto de Revisão Constitucional do PSD traz ideias diferentes, põe em cima da mesa novos desafios e modelos para construirmos uma sociedade mais justa e solidária, é corajoso e sério porque é inovador e transparente. Está aberto à discussão serena, ao convergir ideias é um contributo pró-activo e positivo.

É uma proposta livre e de liberdade, por isso é obrigatório que tenha um contraditório democrático, esclarecido e com substância".

Eu apreciaria muito participar na tal "discussão" que o senhor deputado diz estar "aberta", mas talvez fosse melhor S. Exa. e o seu partido publicitarem o tal "ante-projecto", condição que me parece não estar reunida, a não ser que tenha examinado muito mal o sítio do seu partido na Internet, no qual o dito ante-projecto ainda não consta, ou que o não tenha encontrado em separata de algum jornal, por exemplo. Alvíssaras a quem mo mostrar, pois só gosto de comentar o que conheço.

Em tempo: É tempo de defender Abril, mas não pelas mesmas razões do senhor deputado.


segunda-feira, 26 de julho de 2010

A Constituição do PSD


Já agora, eu gostava mesmo era de consultar o anteprojecto de projecto do PSD de revisão da Constituição. Lá tenho continuado a procurar no seu sítio oficial na Internet, mas... nada.

Carga ideológica

O Preâmbulo da Constituição da República Portuguesa é assim:
"A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista.
Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa.
A Revolução restituiu aos Portugueses os direitos e liberdades fundamentais. No exercício destes direitos e liberdades, os legítimos representantes do povo reúnem-se para elaborar uma Constituição que corresponde às aspirações do país.
A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de defender a independência nacional, de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios basilares da democracia, de assegurar o primado do Estado de Direito democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português, tendo em vista a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno."
Tem carga ideológica? Tem. E depois - o que o PSD e o PS vão aprovar (podem estar certos) - não vai ter carga ideológica? Ai não não que não vai!...


sábado, 24 de julho de 2010

Petição contra privatizações e o ataque à Administração Pública

PETIÇÃO
 SOBRE AS PRIVATIZAÇÕES NO SECTOR EMPRESARIAL DO ESTADO E O ATAQUE À ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

O Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) e o "Plano de Austeridade" incluem um enorme pacote de privatizações, quantificado em 6 mil milhões de euros, o que pode levar à quase liquidação do que resta do Sector Empresarial do Estado (SEE). São abrangidas empresas nos sectores da energia (GALP, REN e EDP), financeiro (BPN e CGD Seguros), transportes (TAP, ANA CP e EMEF) e outras, incluindo os Estaleiros navais de Viana do Castelo.

A par destas privatizações, há a intenção de prosseguir o ataque à Administração Pública pondo em causa ou fragilizando a prestação de serviços públicos, nomeadamente com o encerramento de escolas e unidades de prestação de cuidados de saúde.

Os signatários estão particularmente preocupados com as consequências a longo prazo que tais medidas poderiam ter considerando os fins de natureza política (subordinação do poder económico ao político), económica (concretização de uma estratégia de desenvolvimento) e social (prestação de serviços essenciais às populações).

Esta preocupação ancora-se na experiência de privatizações que: enfraqueceram a capacidade do Estado de realizar uma política de desenvolvimento; conduziram à perda dos centros de decisão nacionais a favor do capital estrangeiro; transferiram a posse de sectores e empresas que são monopólios naturais para privados; debilitaram o serviço público; reduziram a mobilidade das populações, por via da privatização de empresas de transportes; destruíram postos de trabalho, precarizaram o emprego.

Nestes termos os subscritores desta petição:

• Consideram que se deve pôr termo à política de privatizações e de ataque aos serviços públicos prestados pela Administração Pública;

• Entendem que é necessário um Sector Empresarial do Estado (SEE) e uma AP fortes para a realização de uma política de desenvolvimento e de salvaguarda do serviço público;

• Alertam para a necessidade de serem resolvidos os problemas financeiros das empresas do SEE de transporte e exigem que sejam asseguradas as obrigações do Estado em relação às empresas que prestam serviços públicos;

• Rejeitam as medidas do PEC, designadamente as que visam reduzir os salários no SEE e na Administração Pública e o congelamento de admissões nesta.



sexta-feira, 23 de julho de 2010

"Desperdício intelectual das jovens trabalhadoras"

Em incontáveis debates, colóquios, mesas-redondas, etc. em que já participei, não me recordo de me terem colocado como desafio para discussão um tema como este: "A precariedade das jovens trabalhadoras: consequências na evolução profissional; desperdício intelectual das jovens licenciadas". E, no entanto, ele encerra tanta coisa!...

É hoje às 18 horas, no auditório da Fnac-Porto, na Rua de Santa Catarina, numa iniciativa do Movimento Democrático de Mulheres (MDM).


quinta-feira, 22 de julho de 2010

A Constituição, o PSD, o PS, o PSD e o PS e a Esquerda

Há momentos, no programa "Quadratura do Círculo", da SIC-Notícias, o dirigente do Partido Socialista António Costa disse mais ou menos isto: que a (trapalhona) proposta de revisão da Constituição da República Portuguesa teve o mérito de unificar (não tenho a certeza de que foi unificar, pareceu-me... , mas se foi unir também importa para o caso) "toda a Esquerda".

Calculo que nessa gama tão ampla que parece inferir-se das suas palavras inclua o Bloco de Esquerda, o Partido Comunista Português e o Partido Ecologista "Os Verdes".

Cá por mim, dou por mais certo o que vier a concretizar-se (o outro bem respondia "Prognósticos só no fim", não era?), mas permito-me chamar a atenção para um (porventura ou seguramente?) premonitório título estampado hoje no JN - "PSD acredita que socialistas cederão".

Voltaremos ao assunto...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Um vazio de palavra

"Este despedimento colectivo, e o fecho do Rádio Clube, deixa um vazio no espaço radiofónico português. As rádios apostam cada vez mais na música (nas mesmas músicas), e menos na palavra."

Palavras de um manifesto dos trabalhadores abrangidos pelo mais recente processo de despedimento colectivo, ainda em curso, processo esse que o Sindicato dos Jornalistas repudia


sexta-feira, 16 de julho de 2010

Maria Eduarda

"Maria Eduarda, d'Os Maias, do Eça. Foi nela que me inspirei para escolher o nome para ti".

aqui observei que se ouvem as coisas mais espantosas e mais íntimas em qualquer lugar. Esta, escutei-a ao almoço, de uma mãe que, na mesa no restaurante atrás das minhas costas, se reunia com a família - três gerações, segundo percebi. E ainda estou para perceber por que razões aquela personagem trágica queirosiana haveria de "inspirar" o nome desta adolescente.


quinta-feira, 15 de julho de 2010

Intelectuais contra a resignação

"A crise não é uma fatalidade. Tem causas, responsáveis, soluções. Resulta, em primeira instância, de um sistema económico e social iníquo, gerador de crises cíclicas que só a superação do próprio sistema pode erradicar e não as panaceias do momento, ou os devastadores conflitos bélicos que, ontem como hoje, à escala planetária ou de âmbito regional, servem por vezes de saída para as crises económicas e sociais."

Ler o resto e subscrever, aqui.


quarta-feira, 14 de julho de 2010

Avenida José Saramago

Mal foi anunciada a atribuição do Prémio Nobel, em 1998, a cidade do Porto aclamou José Saramago com emoção e abriu-lhe de par em par as portas dos seus Paços do Concelho para uma homenagem pública.

Ontem, a maioria PSD-CDS que gere a Câmara Municipal negou-lhe um simples voto de pesar (a abstenção da maioria e um voto contra de um vereador do CDS têm esse significado concreto) e rejeitou a atribuição do seu nome a uma artéria portuense. E nem se deu ao trabalho de explicar!

Desde já me declaro solidário com o vereador eleito pela CDU, Rui Sá, indignado e chocado com a atitude censória da Direita.

Mas tamanha cegueira precisa de uma resposta. Para começar, sugiro a realização de uma iniciativa pública constituída por colóquios, exposições e ciclos de teatro e cinema, justamente denominada Avenida José Saramago.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto


Vi hoje a velha Casa dos Jornalistas - a sede da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto (AJHLP) - com a fachada e a cobertura completamente renovadas, limpas e pintadas. A sua Direcção está de parabéns. 

Mas devemos estar especialmente gratos ao Francisco Duarte Mangas, o seu presidente, que porfiou pacientemente, ao longo de tantos anos, para apresentar aos intelectuais do Porto e aos cidadãos o novo rosto da Associação.

E, agora, venham de lá mais actividades e encha-se a Casa de jornalistas, escritores, artistas, cidadãos!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

26 vagas para Medicina. Não será demasiado?

Um número - o número 26 - ficou retido nos meus ouvidos e nos meus olhos, ameaçando-me com uma insónia valente. Vinte e seis é o número de vagas para Medicina em todo o país no próximo ano lectivo. Não será demasiado? Estremeço perante o gravíssimo risco de ocorrência súbita de um excesso de médicos.


domingo, 11 de julho de 2010

SJ considera inaceitável encerramento do RCP

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) considera que, face à actuação do grupo Media Capital, os jornalistas e restantes trabalhadores ao seu serviço devem juntar esforços e recorrer a todas as formas de luta para defender os seus legítimos direitos.

Leia mais aqui.
 
 

Jornalismo, Polícia e "bairros problemáticos"

Um rapper, um oficial de polícia e um jornalista. Três olhares e três vozes para lançar um debate: "Jornalismo, Polícia e "bairros problemáticos" (As aspas já dizem tudo?...). É quarta-feira, dia 14, às 22 horas, no Chapitô, em Lisboa, numa organização do Sindicato dos Jornalistas com o apoio e a logística do Chapitô. Participam o rapper e activista LBC, o comissário Paulo Flor, da PSP, e Pedro Coelho, editor de Sociedade na SIC. A moderação está a cargo de Nuno Ramos de Almeida, da Direcção do SJ.
As perguntas de lançamento do debate são estas: Como tratam os jornalistas aquilo que acontece nos bairros sociais? Conseguem ter uma visão jornalística dos acontecimentos ou tendem a agravar a discriminação que muitos dos habitantes dos bairros pobres são sujeitos? Existe um jornalismo sobre assuntos policiais ou apenas existe um jornalismo que divulga os dados filtrados por fontes policiais? Como tratar jornalisticamente os problemas da criminalidade sem tropeçar na justificação social dos crimes ou na aceitação acrítica das acções policiais?

sábado, 10 de julho de 2010