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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O parque privativo da Servilusa na Capela das Almas


Protesto público

À consideração de quem de direito,

Não sei de que especiais prerrogativas goza a Servilusa, mas causa-me muita impressão esta cena quotidiana - o aparcamento em plena faixa de rodagem condicionada ao trânsito automóvel (só para moradores/estabelecimentos) na Rua de Santa Catarina, Porto, no início do troço entre as ruas de Fernandes Tomás da Firmeza, mais concretamente, em plena fachada da Capela das Almas.

De facto,

1. Não há polícia que autue, em função da óbvia e reiterada infracção?
2. Não há reboque que remova, em consequência da ocupação ilegítima da faixa de rodagem, ainda que de uso condicionado para automóveis?
3. Não há organismo de protecção do Património que estranhe e impeça o prejuízo tão permanente à leitura do magnífico monumento?
4. Não há reitor de capela que se indigne com tamanho abuso?; não há morador/comerciante nem peão que se incomodem?
5. Toda a gente acha normal?! 
    .

    quinta-feira, 18 de novembro de 2010

    Mais um acto da Câmara do Porto contra a liberdade de expressão

    A maioria que gere a Câmara Municipal do Porto convive muito mal com a liberdade de expressão e de propaganda. Hoje, voltou a atacar esses direitos fundamentais, removendo da fachada de uma sede sindical da CGTP, na Avenida da Boavista, um pano de apelo à Greve Geral de 24 de Novembro. Uma onda de apelos para o envio de mensagens de protesto para os endereços da CMP ( geral@cm-porto.pt) e da Polícia Municipal (policiamunicipal@cm-porto.pt) inundou a Rede, acusando a Câmara de roubar a propaganda sindical. Piores do que qualquer adjectivo, são as imagens cruas de um acto condenável e, além do mais, politicamente estúpido.
    Mais informação, aqui.
    Mais .

    sexta-feira, 12 de novembro de 2010

    Bairros de casas económicas do Porto

    Assisti hoje, com enorme prazer e imenso proveito, às provas públicas de defesa da dissertação de Mestrado do Paulo Almeida, que tivera já o gosto de anunciar, com as quais obteve a magnífica classificação de 19!
    Ansiando a publicação da tese e o seu desenvolvimento para Doutoramento, declaro que é exigível que o Paulo Almeida tenha condições para continuar a investigar - e a publicar - sobre o tema apaixonante que é o programa de bairros de casas económicas do Porto.
    E enquanto não publicar noutros sítios e noutros suportes, ao menos nos vá brindando com alguns textos aqui.
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    segunda-feira, 8 de novembro de 2010

    “Favor, Recompensa e Controlo Social: Os Bairros de Casas económicas do Porto (1935-1965)”

    Agenda, muito importante:
    O jornalista Paulo Almeida defende, no próximo dia 12 de Novembro, às 10h30, no Anfiteatro 1, Piso 1, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), a sua - e muito importante - tese de Mestrado em História Contemporânea intitulada “Favor, Recompensa e Controlo Social: Os Bairros de Casas económicas do Porto (1935-1965)”.

    A dissertação, explica Paulo Almeida no convite para o acontecimento, inscreve-se no domínio da História Local, abordando a temática da Habitação durante o Estado Novo.

    As casas económicas foram uma iniciativa habitacional que visava o controlo e alargamento da massa de apoiantes do regime autoritário, através da entrega de casas a famílias nucleares, pela concessão da propriedade dos imóveis, que compreendiam uma vivenda unifamiliar, com quintal e logradouro. No Porto foram construídos 12 bairros de casas económicas, entre 1935 e 1965, facilmente identificáveis na paisagem urbana graças à aplicação de um estilo arquitectónico que ficou conhecido por “casa portuguesa”.


    (A fotografia refere-se ao Bairro do Amial, 1938 (1.ª fase), casas da Classe B; fonte: www.monumentos.pt)


    A dissertação, que se insere no Curso de Mestrado em História Contemporânea (2008-2010) da FLUP, foi orientada pelo Prof. Doutor Gaspar Martins Pereira e terá como arguente o Prof. Doutor Virgílio Borges Pereira, coordenador científico do Centro de I&D do Instituto de Sociologia da UP. O Júri será presidido pela Prof. Doutora Conceição Meireles Pereira, directora do curso de Mestrado em História Contemporânea.
    Tendo o privilégio de privar com o mestrando e de ter testemunhado de alguma maneira o seu labor apaixonado, de resto muito apaixonante, posso assegurar que temos obra!
    E aproveito para recomendar, nas minhas Outras Naves o seu quase anónimo blogue - Meios de Produção
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    quarta-feira, 14 de julho de 2010

    Avenida José Saramago

    Mal foi anunciada a atribuição do Prémio Nobel, em 1998, a cidade do Porto aclamou José Saramago com emoção e abriu-lhe de par em par as portas dos seus Paços do Concelho para uma homenagem pública.

    Ontem, a maioria PSD-CDS que gere a Câmara Municipal negou-lhe um simples voto de pesar (a abstenção da maioria e um voto contra de um vereador do CDS têm esse significado concreto) e rejeitou a atribuição do seu nome a uma artéria portuense. E nem se deu ao trabalho de explicar!

    Desde já me declaro solidário com o vereador eleito pela CDU, Rui Sá, indignado e chocado com a atitude censória da Direita.

    Mas tamanha cegueira precisa de uma resposta. Para começar, sugiro a realização de uma iniciativa pública constituída por colóquios, exposições e ciclos de teatro e cinema, justamente denominada Avenida José Saramago.

    quarta-feira, 23 de junho de 2010

    No lugar da antiga cascata sanjoanina...


    Há alguns anos, talvez nos idos da década de noventa (ou teria sido na de oitenta? ou nas duas?), muita polémica ecoou e muita tinta correu por causa das cascatas de S. João que ocultavam a estátua de Almeida Garrett e a Câmara lá foi tentando soluções que, no seu entendimento, lá tentassem conciliar a tradição sanjoanina com apostas estéticas inovadoras e com a preservação do monumento a um dos nossos maiores.

    Por estes dias, um mamarracho inqualificável dedicado às transmissões do Mundial de Futebol à promoção de uma marca de automóveis esconde o velho Garrett e o próprio edifício dos Paços do Concelho.

    Não consta que haja por aí qualquer bruá que se oiça contra a coisa, nem contra a falta da cascata.

    Mudam-se os tempos e parece que vale tudo...