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segunda-feira, 1 de abril de 2013

João Mesquita (1957-2009) | Evocação - Jornalismo e Cidadania


Agenda

A secção de jornalismo da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC) vai evocar o jornalista João Mesquita, num Colóquio sobre Jornalismo e Cidadania que se realizará no próximo dia 11 de Abril.

A iniciativa, que decorrerá, durante a tarde, no anfiteatro VI da FLUC e, à noite, na casa da Escrita, integra-se na Semana do Jornalismo, que realiza este ano a sua 2.ª edição.
João Mesquita, natural de Coimbra, foi jornalista e cidadão interveniente na vida política e social. Pautou a sua vida por uma atitude interventiva tanto no plano profissional, onde se destaca a sua intervenção como presidente do Sindicato dos Jornalistas, como no plano da cidadania, tendo, em Coimbra, participado, designadamente, na criação da ProUrbe – Associação Cívica e acompanhado a Académica como seu adepto fervoroso.
Militou em movimentos políticos e sociais de esquerda e a forma como assumiu o comprometimento com o jornalismo é o reflexo do mesmo empenhamento nas causas cívicas, sem com isso transigir com os altos níveis de exigência do exercício da profissão. Pelo seu trajeto de vida, a evocação de João Mesquita é também uma homenagem ao Jornalismo e à Cidadania.

Programa

Anfiteatro VI | Faculdade de Letras | Universidade de Coimbra

14:00H-15:30H – Jornalista e Jornalismo:
O jornalista – José Pedro Castanheira (jornalista /Expresso)
 O jornalismo – Fernando Palouro (Jornalista e escritor)
Moderação: João Figueira (Faculdade de Letras| Universidade de Coimbra) 

15:45H – 18:00 – Sindicalista e Sindicalismo:
O Sindicalista – Paulo Martins (jornalista/Jornal de Notícias)
O Sindicalismo – Alfredo Maia (Presidente do Sindicato dos Jornalistas)
Moderação: Carlos Camponez (Faculdade de Letras |Universidade de Coimbra)

Casa da Escrita | Coimbra | Rua João Jacinto
21:00H-23:00 – Cidadão e Cidadania:
Pedro Martins Rodrigues (Instituto Superior Técnico | Universidade Técnica de Lisboa)
João Santana (Professor | Co-autor com João Mesquita do livro Académica – História do Futebol)
José Bandeirinha (Faculdade de Ciência e Tecnologia | Universidade de Coimbra)
Francisco Louçã (Instituto Superior de Economia e Gestão | Universidade Técnica de Lisboa)
Moderação: Ana Teresa Peixinho (Faculdade de Letras | Universidade de Coimbra)

Fonte: Organização
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sexta-feira, 22 de março de 2013

Óscar Lopes, o homem integral

Óscar Lopes, um "homem integral", na feliz síntese de Jerónimo de Sousa (foto do sítio do PCP, com a devida vénia)
Os telemóveis transportam este trágico sentido prático das más notícias. Uma mensagem de texto, simples e fraterna, várias vezes repetida, trouxe-me a notícia da morte de Óscar Lopes.
Tive o privilégio de conhecê-lo e de com ele cruzar-me - por causa da minha profissão e também pelas andanças cívicas e políticas - E gostaria de ter sido capaz de elaborar sobre este intelectual comprometido e solidário, de uma firmeza robusta e exemplar a contrastar com a sua compleição tão franzina, a síntese feliz que Jerónimo de Sousa ainda esta tarde repetiu: a de "homem integral".
O secretário-geral do Partido Comunista Português - o partido de Óscar Lopes desde 1995 - falava na sessão de apresentação da candidatura da CDU no Município do Porto, dedicando-lhe a primeira parte da sua alocução. Foi comovente: quando a concluiu, a assistência aplaudiu - de pé e longamente, tão longamente que vi jornalistas perscrutando os relógios dos gravadores.
O corpo de Óscar Lopes encontra-se em câmara ardente na Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto (AJHLP), da qual foi dirigente, de onde sairá amanhã, após uma breve cerimónia, pelas 15 horas.

sábado, 16 de março de 2013

Agenda.

Dia 23 de Março - de hoje a oito dias - na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa, uma importante sessão cultural evocativa do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal, cujo programa de comemorações pode ser acompanhado nesta nave.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

A resignação de Joseph Ratzinger e a resignação dos media com o "inevitável"

Antes de mais, ou duas notas prévias: 
1.ª - É um facto que a Igreja Católica, tanto enquanto confissão religiosa como enquanto Estado (do Vaticano) e expressão de Poder, representa uma realidade irrefutável e exerce influência aos mais diversos e até mais contraditórios níveis; 
2.ª - É um facto que a resignação do cardeal Joseph Ratzinger, com 85 anos de idade, ao mandato de Papa, é uma notícia de importância muito relevante, desde logo por reconhecer - com humildade e coragem, segundo tem sido destacado - a fragilidade humana e os limites humanos do exercício de funções que o próprio reconhece muito complexas e exigentes, mas também pelo facto de se tratar de uma figura controversa.
E agora a observação:
Navegando pelas edições em linha dos meios de informação (nacionais e alguns estrangeiros), fica-se com uma estranha sensação de que os media, perante a inesperada, mas pelos vistos prevista, resignação do Papa Bento XVI, se resignaram à inevitabilidade da agenda comum, com muitos deles a encher a maior parte da mancha da página inicial com o "drama" do momento e - dúvida editorial minha - a negligenciar pelo menos um pouco a actualidade que conta mais para a vida concreta dos cidadãos.
Se não tiver pelo menos um bocadinho de razão, desculpem qualquer palavra mais mal pensada e façam o favor de ignorar esta nota. Agradecido.
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domingo, 6 de janeiro de 2013

Sobre a intocabilidade fiscal de Depardieu


O actor Gérard Depardieu escapuliu da entretanto derrotada medida do presidente francês, François Hollande, de taxar as fortunas em 75% (se não estou em erro). 
Depardieu fugiu pela porta cúmplice das chancelarias do presidente da Rússia, Vladimir Putin, e sujeitou-se ao papel de aparecer perante os Media de fatiota e passaporte russos, fazendo-se filmar e fotografar como espécime dessa estirpe seleccionada dos intocáveis que consegue pressionar e fintar os sistemas, apresentando-se como cidadão russo, como consta da foto (da AP, via edição em linha do "Telegraph").
Há vários aspectos muito chocantes em tudo isto. E não é só - e já não é nada pouco - o facto de Depardieu ter anunciado e obtido uma "nacionalidade" que pusesse a salvo a sua fortuna; nem o de o ter concretizado já depois de ter sido declarada a inconstitucionalidade da medida do presidente Hollande, como quem diz. vamos já tratar do assunto antes que isto mude de figura
Choca especialmente o que isso representa de arrogância de impunidade de que gozam certas figuras circunstancialmente alcandoradas ao soberbo estatuto de intocáveis.   
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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Morreu Papiniano Carlos

Papiniano Carlos, "poeta e escritor de primeira água e cidadão de primeira linha", no justo epitáfio electrónico que chegou ao meu correio ao fim do dia, morreu hoje, aos 94 anos.
Militante do Partido Comunista Português (PCP) desde 1949, foi um intelectual inteiramente comprometido com a luta pela emancipação dos trabalhadores e contra o fascismo, coerente até ao fim.
O corpo encontra-se na capela mortuária de Pedrouços, Maia, de onde sairá o funeral amanhã, às 15 horas, para o cemitério local.
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Homenagem a Luís Veiga Leitão

Agenda:


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Memórias do outro Salazar


Em todas as vezes que visitei a Casa-Museu Abel Salazar, nunca deixei de impressionar-me com uma enorme fotografia na qual se representa o cientista, artista, pedagogo, pensador e antifascista arrumando, numa carroça sumária, o que lhe restava do seu laboratório de Histologia na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, de onde foi expulso em Junho de 1935, por inapelável ordem do outro Salazar, o botas de Santa Comba. É uma inúmeras verdadeiras memórias de Salazar que não podemos branquear.
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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Um pensamento para estes dias

Um pensamento interessante para os tempos que correm:
"Ninguém gosta que o enganem; até o mais incorrigível mentiroso espera que lhe digam a verdade."

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Homenagem a Nuno Grande

É assim que vamos ficando mais pobres.
Hoje, morreu o Professor Nuno Grande. Tinha 80 anos e uma vida muito cheia e muito intensa. Como médico, como cientista, como pedagogo e, sobretudo, como cidadão inteiro. Fazia jus à memória, ao exemplo, às acções consequentes e à coerência daquele que foi o patrono da sua escola, Abel Salazar, cujo lema "Um médico que só sabe medicina nem de medicina sabe" dominou, numa larga legenda, o átrio do Instituto de Ciências Biomédicas (já lá não vou há que tempos, não sei se ainda existe depois das remodelações).
Tendo tido o privilégio de ouvi-lo tantas vezes discorrer, ora sobre a evolução da Medicina e das ciências médicas e as suas respostas às necessidades e anseios da Humanidade, ora sobre a própria natureza desta actividade discutindo o problema de saber se a Medicina é uma ciência ou uma arte, ora sobre as exigências de saber universal, disponível e tolerante que impendem sobre o médico; 
tendo acompanhado entusiasmantes e proveitosas visitas à Casa-Museu Dr. Abel Salazar (cientista insígne, perseguido pelo fascismo*, artista plástico de vulto mas que receio esquecido); 
tendo testemunhado o seu empenhamento intelectual e cívico em diversas causas, destacando, de entre estas, a dinamização desse importante movimento ibérico (essencialmente) de universitários por uma Nova Cultura da Água, em defesa da sustentabilidade dos recursos,
presto homenagem ao homem, ao cientista e ao cidadão de corpo inteiro.      

* Aos que visitem a Casa-Museu, recomendo vivamente que atentem numa enorme fotografia que documenta o momento em que Abel Salazar, expulso da Universidade pelo ditador António de Oliveira Salazar, empilha numa carroça os seus "frascos" e utensílios do laboratório
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sábado, 6 de outubro de 2012

O bispo da Internet falou assim

José Cordeiro, bispo de Bragança-Miranda (foto oficial)

"Há pessoas que comunicam constantemente, no seio de uma família, através das redes sociais, sejam elas de telemóvel, da Internet ou do Facebook, do Twitter ou de outras formas, e depois já aconteceu estar com essas pessoas à mesa e não havia comunicação entre elas.". Estas palavras são de José Cordeiro. 
Apresentadas assim, não assumem qualquer relevância. Qualquer um de nós poderia proferi-las e isso não seria seguramente notícia. Mesmo que lhe acrescentássemos o tratamento honorífico Dom para passarmos a escrever "D. José Cordeiro", ou que precisássemos que este Dom se refere a um bispo, pouco acrescentaríamos de relevante. Qualquer padre, mesmo bispo, medianamente atento à dobadoira do mundo e às quotidianas coisas chãs do seu tempo saberia fazer tão sábia advertência, incorrendo porém no naturalíssimo risco de virem acoimá-lo de de geronte e outros nomes até menos simpático.
Dá-se o caso de esse tal José Cordeiro, sendo - já se percebeu - um bispo católico, não é um bispo qualquer. E não foi acaso que o título escolhido na versão em linha do "Diário de Notícias" o apresentou como o "bispo da Internet". É sabido: José Cordeiro, 45 anos, bispo de Bragança-Miranda, o mais jovem prelado português (foi ordenado há um ano, no dia 2 de Outubro), é um confesso e praticante entusiasta da Internet e das redes sociais e suponho (não confirmei) que é o único bispo católico português seguido no Facebook e o único a indicar um endereço pessoal de correio electrónico. O que me leva a supor que sabe do que fala.
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terça-feira, 18 de setembro de 2012

Honra e recusa

A escritora Maria Teresa Horta sentiu-se honrada pela atribuição do Prémio D. Dinis, instituído pela Fundação Casa de Mateus, pelo júri que a decidiu e pelos laureados que a antecederam. Honrou-se ao recusar recebê-lo das mãos de Pedro Passos Coelho.
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domingo, 19 de agosto de 2012

Poesia e touradas: ironias das efemérides


Passam hoje 76anos. A 19 de Agosto de 1936, Federico Garcia Lorca foi assassinado, por fuzilamento, nos arredores de Granada, pelas tropas franquistas. Um dos mais belos e mais conhecidos poemas é a comovente elegia para o toureiro e escritor Ignacio Sánchez Mejías, morto a 13 de Outubro de 1934, em Madrid, na sequência de uma colhida na praça de touros de Manzanares.
Com a devida vénia, publico-o hoje em homenagem ao poeta vítima do fascismo espanhol, sem embargo de pensar, convictamente,  que o espectáculo bárbaro que hoje acontece em Viana do Castelo contra a opinião da autarquia não deveria ter sido tolerado por nenhum tribunal.  

Ei-lo (primeira parte):

I
A COLHIDA E A MORTE

Às cinco horas da tarde.
Eram as cinco em ponto da tarde.
Um menino trouxe o lençol branco
às cinco horas da tarde.
Uma ceira de cal já preparada
às cinco horas da tarde.
Tudo o mais era morte, apenas morte
às cinco horas da tarde.

O vento levou os algodões
às cinco horas da tarde,
e o óxido semeou cristal e níquel
às cinco horas da tarde.
Já lutam a pomba e o leopardo
às cinco horas da tarde,
e uma coxa com uma haste desolada
às cinco horas da tarde.
Começaram os acordes de bordão
às cinco horas da tarde.
Os sinos de arsénico e o fumo
às cinco horas da tarde.
Pelas esquinas grupos de silêncio
às cinco horas da tarde,
e o touro sozinho coração acima!
às cinco horas da tarde.
Quando o suor de neve foi chegando
às cinco horas da tarde,
quando a praça se cobriu de iodo
às cinco horas da tarde,
a morte pôs ovos na ferida
às cinco horas da tarde.
Às cinco horas da tarde.
Às cinco horas em ponto da tarde.

Um ataúde com rodas é a cama
às cinco horas da tarde.
Ossos e flautas soam em seus ouvidos
às cinco horas da tarde.
O touro já mugia por sua fronte
às cinco horas da tarde.
Irisava-se o quarto de agonia
às cinco horas da tarde.
A gangrena já caminha ao longe
às cinco horas da tarde.
Trompa de lírio nas verdes virilhas
às cinco horas da tarde.
As feridas queimavam como sóis
às cinco horas da tarde
e a multidão quebrava as janelas
às cinco horas da tarde.
Às cinco horas da tarde.
Ai que terríveis cinco horas da tarde!
Eram as cinco em todos os relógios!
Eram as cinco em sombra da tarde!
(…)


(Federico Garcia Lorca, “Pranto por Ignacio Sanchez Mejías”, in Antologia da Poesia Espanhola Contemporânea, selecção e tradução de José Bento, Assírio e Alvim, 1985)

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Parabéns ao DN pelo novo Provedor

Parabéns ao "Diário de Notícias": escolheu o melhor de entre os melhores para Provedor dos leitores; e escolheu quem pensa nos cidadãos antes de pensar nos leitores/consumidores, quem pensa no Jornalismo e nos deveres dos jornalistas antes de pensar na bolsa do patrão e na barriga dos jornalistas, quem preza a liberdade, a lealdade, a camaradagem e a cidadania acima de qualquer obediência e rejeita qualquer embuste ou compromisso obscuro; escolheu quem muito deu já e quem muito tem ainda para dar a uma profissão tão necessitada de revisitar os seus valores.
A escolha mostra que o Óscar Mascarenhas continua a fazer falta nas trincheiras do Jornalismo comprometido com a verdade que dói mas quer ser genuína e livre, que quer ser livre mas sujeita-se ao escrutínio amplo dos pares e dos cidadãos, que é corajoso para denunciar a injustiça e probo para reconhecer o erro e reparar a ofensa, que é firme na defesa dos seus valores e princípios e complacente com a fragilidade humana.

Declaração de interesses
Conheço o Óscar Mascarenhas há muitos anos. Integrei a lista para os órgãos do Sindicato dos Jornalistas que encabeçou para os corpos gerentes de 1987/88 e estivemos juntos - eu na Direcção, ele no Conselho Geral, no Conselho Deontológico e novamente no Conselho Geral - entre 1993 e 2008, tendo partilhando importantes e intensas lutas por valores e princípios que comungamos, podendo divergir nalguns aspectos em matéria de convicções. Admiro-o e estimo-o. Sei que dá sempre o melhor da sua generosidade e da sua inteligência.
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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Alves Redol nasceu há 100 anos

Agenda.
Continua patente, até ao dia 11 de Março de 2012, no Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, a exposição Alves Redol - Horizonte Revelado, integrada no vasto programa que a instituição tem vindo a dedicar às comemorações do centenário do seu nascimento, que se assinala hoje, com uma sessão evocativa da qual se destaca o lançamento da edição fac-similada do "Cancioneiro do Ribatejo".
Nascido em Vila Franca de Xira, em 29 de Dezembro de 1911, figura essencial do Neo-Realismo, de que é um dos iniciadores, António Alves Redol viveu comprometido com a causa do seu povo e por causa dela se comprometeu, sofrendo a perseguição e a prisão fascistas, mas colocando a literatura ao serviço da transformação.
(Actualizada às 11.31)
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sábado, 17 de dezembro de 2011

FW: Homenagem ao Prof. José Morgado, dia 17 Dez. 2011, em Alijó

Agenda.
A União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) promove hoje, em Pegarinhos, concelho de Alijó, uma homenagem ao Prof. José Morgado, antifascista exemplar e coerente. 
Eis a informação que recebi sobre esta importante iniciativa: 

José Morgado fez a escola primária em Pegarinhos e o primeiro e segundo anos do liceu em Favaios, que fica a cerca de 19 quilómetros da sua aldeia natal. Não se inscreveu no terceiro ano do liceu, por a família não poder arcar com as despesas necessárias, já que a localidade mais próxima onde o poderia fazer era Vila Real, a uns 60 quilómetros de Pegarinhos. Foram alguns dos professores que se encarregaram de tratar pessoalmente de garantir que o adolescente José Morgado prosseguisse os seus estudos, pois tinha-se revelado já um aluno excepcional. Esta história é relatada por aquele que seria o seu professor de Filosofia em Vila Real, Sant'Anna Dionísio,[1] que acrescenta:
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O rapaz […] foi, conforme se previa, um dos mais destacados para não dizer dos mais notáveis estudantes que teriam passado pelos bancos do velho liceu. Nós mesmo, em dois anos lectivos consecutivos, o leccionamos na disciplina de Filosofia e com segurança podemos testemunhar a seriedade das suas capacidades de inteligência e trabalho. Foi, nessa geração escolar, o mais distinto aluno do Liceu, tendo concluído o curso complementar de Ciências com a mais elevada qualificação que a escala valorativa, convencional, entre nós o permitia e permite.
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Fez os seus estudos superiores na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, tendo-se licenciado em Ciências Matemáticas em 1944. Para poder efectuar os seus estudos superiores, José Morgado deu explicações e, a partir de 1942, iniciou a sua carreira docente, leccionando em colégios particulares (em Espinho e no Porto). Em 16 de Julho de 1945 entrou como Assistente para o Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa.
Por deliberação do Conselho de Ministros de 14 de Junho de 1947, José Morgado é afastado do ensino oficial por razões políticas, juntamente com um grande número de cientistas portugueses (Crabbé Rocha, Francisco Pulido Valente, Manuel Valadares, …). Começou aqui um longo interregno na sua carreira profissional. Durante cerca de 13 anos viveu dando lições particulares (de Cálculo infinitesimal, Matemáticas gerais, Geometria descritiva, Geometria projectiva) a estudantes do ensino superior.
Participou na candidatura presidencial do general Norton de Matos (1949) e no Movimento Nacional Democrático. Nesta época foi preso diversas vezes, por razões políticas. Imigrou para o Brasil em 1960, tendo sido professor na Universidade do Recife até 1974, tendo como colega o seu antigo professor Ruy Luís Gomes a partir de 1962. Regressou a Portugal após o 25 de Abril, tendo-se tornado professor da Universidade do Porto. Jubilou-se em 1991.
Os seus trabalhos científicos são sobretudo da área da Teoria dos números e da Teoria dos reticulados.
LOCAL: Pegarinhos - AlijóÀs 10.30h - Romagem
     11.00h - Sessão Pública na "Casa do Teatro"

Oradores: António Machiavelo - Prof. na FCUP
                Aurélio Santos - Conselho Nacional da URAP
                César Príncipe - Escritor
                Virgílio alves - Prof. na UTAD

  Iniciativa URAP - União de Resistentes antifascistas Portugueses
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

José Saramago nasceu há 89 anos

16 de Novembro (de 1993) 
Viagem para Roma. Pela terceira vez faço anos no ar, entre Roma e Lisboa. A primeira, em 90, foi quando do descolamento da retina, com o olho vendado e a caminho duma operação de prognóstico duvidoso, e portanto imaginando o pior, mas, no fundo, com este veio de optimismo incurável que percorre felizmente a massa obscura do meu congénito pessimismo, se dele pode ser prova, só para dar esse exemplo, o facto de nunca ter sido uma criança alegre.
José Saramago, Cadernos de Lanzarote - Diário-I, 1994

José Saramago nasceu há 89 anos. Hoje, a Câmara Municipal de Lisboa entrega à Fundação José Saramago as chaves da Casa dos Bicos.  
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terça-feira, 18 de outubro de 2011

"Poemas Geométricos"




“Poemas Geométricos” foram concebidos como um corpo que não se limitasse a receber o conteúdo poético da obra mas que também participasse nele.
É assim – mais palavra menos palavra – que se iniciam as apresentações (itinerantes) dos “Poemas Geométricos”, de Luís Bizarro Borges. O próximo encontro é no Clube Literário do Porto, no próximo dia 22 de Outubro, sábado, às 18h30.
Trata-se de uma obra não convencional, interativa, bilingue (português/espanhol), onde as palavras se revelam e ocultam com o gesto das mãos.
A apresentação consta da exibição de um vídeo (4 minutos) e da abordagem de alguns pontos para um possível debate, como o conceito da obra; os limites de um livro; a interactividade material (o manuseamento, o jogo ocultação/revelação); a dificuldade da tradução; as peripécias que acompanharam a obra desde a entrada na gráfica até aos CTT, passando por um parecer das Finanças por causa do IVA a aplicar.

Fonte: correio electrónico amigo (O Fwd é uma arma!).
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Júlio Resende (1917-2011)

Júlio Resende (foto obtida no Lugar do Desenho)
O mestre Júlio Resende morreu hoje, aos 93 anos de idade, na sua casa em Valbom, Gondomar, separada do Douro, o rio da sua cidade - o Porto - e da sua vida, por pouco mais que uma estrada, a estrada que passa quase rente à sua Ribeira Negra (1984).
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terça-feira, 16 de agosto de 2011

António Nobre nasceu há 144 anos

Há 144 anos (16 de Agosto de 1867), nasceu no Porto poeta António Nobre que não conseguiu ser diplomata, embaraçado pela tuberculose que lhe roubou a vida precocemente, aos 33 anos de idade (18 de Março de 1900).
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