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sábado, 27 de setembro de 2014

O sonho da Reforma Agrária

A actualidade de uma luta luta e de uma convicção:

Uma Reforma Agrária que liquide a propriedade fundiária e o absentismo, ponha fim à cultura do subsídio sem correspondência com a produção e entregue a terra a quem a trabalhe, a título de propriedade ou de posse, a pequenos agricultores e rendeiros, a cooperativas de trabalhadores rurais ou de pequenos agricultores ou a outras formas de exploração da terra por trabalhadores.
Esse sonho nunca o abandonaremos, como não abandonaremos a luta pelo desenvolvimento destas terras do Alentejo, com a concretização de uma política capaz de combater a desertificação e o despovoamento crescente a que assistimos.
Jerónimo de Sousa, aqui.

domingo, 14 de setembro de 2014

Testemunhos de suor, sangue e lágrimas lavrados na pedra

"Rilheiras" em caminho na Serra das Montedeiras, Marco de Canaveses

Um dos vestígios mais impressionantes da actividade humana desenvolvida ao longo de séculos no território são as "rilheiras" deixadas pelas rodas dos carros de bois nas rochas dos caminhos rurais, que trepam montes sem fim. Dia a pós dia, num esforço brutal de homens e animais, numa rotina heróica, carregando pedras para afeiçoar caminhos, muros e casas; carregando matos e lenhas; carregando, enfim, o pão das magras searas escorrendo pelas encostas desbravadas em suor, sangue e lágrimas.
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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Depois dos brasões, a praça, sff

O debate político-paisagístico estival na capital gira em torno de uma coisa que simplesmente não devia ser discussão há décadas - os "brasões" da "ex-colónias", moldados em buxo e flores, nos jardins da Praça do Império.
Argumenta o vereador dos espaços verdes que, além de degradados e de manutenção cara, tais brasões já não têm qualquer justificação, pelo que pretende acabar com eles.
Parece-me bem. E, já agora, faça o favor de aproveitar e acabar também com a toponímia do espaço. E que o exemplo seja seguido no Porto.
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terça-feira, 12 de agosto de 2014

"Silêncios e Memórias"

A memória, ouvi um dia de César Príncipe, é uma arma de resistência. E com inteira propriedade o recordo agora, ao sugerir o blogue "Silêncios e Memórias", do professor João Esteves, que agora junto às minhas Outras Naves.
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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Melgaço e a emigração, a não perder

Agenda.

Tenho uma imensa pena de não estar, por estes dias, na vila de Melgaço, onde um importante festival de cinema documental convoca memórias e reflexões sobre o drama da emigração - hoje tão candente. A não perder, aproveitando, uma visita ao Espaço Memória e Fronteira, de que já falei há tempos
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sábado, 31 de maio de 2014

Para um balanço do "gonçalvismo"

Agenda e Memória.
Ora aqui está uma contribuição fundamental para o estudo, a compreensão e a explicação de um importante período da História. O lançamento no Porto é já na próxima quarta-feira, dia 4.  

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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Os jornalistas e o 25 de Abril

O Sindicato dos Jornalistas inaugura, na próxima quarta-feira, 30 de Abril, na sua sede, em Lisboa, uma exposição sobre "Os jornalistas no 25 de Abril", com trabalhos de seis fotojornalistas que cobriram os acontecimentos em Lisboa e no Porto.
Após a inauguração, segue-se um debate subordinado ao tema "40 anos de Jornalismo".
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sexta-feira, 18 de abril de 2014

25 de Abril, uma razão de esperança

Uma oportuna e necessária iniciativa da União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP):



Ver a exposição em linha completa aqui.
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sexta-feira, 11 de abril de 2014

Ajustes de contas em Abril

Portugal está a comemorar o 40.º aniversário da Revolução do 25 de Abril. Mas algumas "memórias" parecem mais um ajuste de contas. Não há nada como uma intrigalhada e uns quantos esqueletos no armário para ajudar fazer crer que talvez não tivesse valido a pena. Saibam, porém, que valeu - e decisivamente.
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segunda-feira, 7 de abril de 2014

Homenagem a Vasco Gonçalves

A Associação Conquistas da Revolução promoveu hoje, no Porto, uma significativa homenagem a Vasco Gonçalves, com excelentes intervenções de Jorge Sarabando, Avelãs Nunes, Vítor Ranita e Duran Clemente.
Disseram o que não ouvem - nem quer ouvir - aqueles que tantos anos têm passado a tresler um exaltante período revolucionário travado pela contra-revolução. Por isso não estavam lá. Mas o salão do Clube Fenianos Portuenses estava à pinha. Porque a memória não se cala.
A memória, como bem disse César Príncipe(*), é uma categoria de combate. E esta, contra ventos, marés e tanto investimento em branqueamento, não se apaga.  

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Bases para um roteiro da resistência antifascista no Porto

Agenda.
A não perder. É já amanhã!


sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Da paz social e do respeitinho

(...)

Art. 5.º  Os indivíduos e os organismos corporativos por êles constituídos são obrigados a exercer a sua actividade com espírito de paz social e subordinando-se ao princípio de que a função da justiça pertence exclusivamente ao Estado.

(...)

Art. 9.º  É acto punível a suspensão ou perturbação das actividades económicas:

(...)

2.º  Pelos técnicos, empregados ou operários, com o fim de conseguir novas condições de trabalho ou quaisquer outros benefícios ou ainda de resistir a medidas de ordem superior conformes com as disposições legais.


do Estatuto do Trabalho Nacional, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 23 048, de 23 de Setembro de 1933. Passam hoje 80 anos. Para que a memória não se apague.
Nesse mesmo dia, foram publicados os diplomas que regulam a organização corporativa do Estado assente especialmente nos grémios patronais (DL n.º 23 049), nos sindicatos nacionais (DL n.º 23 050) e no Instituto Nacional do Trabalho e Previdência (DL n.º 23 053), além de outros pilares.
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domingo, 9 de junho de 2013

Quando a memória encurta...

O presidente e os restantes vereadores eleitos pelo Partido Socialista para a Câmara Municipal de Braga ainda não conseguiram dar uma única justificação aceitável para a aprovação do inaceitável monumento ao cónego Melo, iniciativa que nem o PSD nem o CDS sufragaram, embora não se lhe oponham (abstiveram-se).
O problema da democracia e a vantagem daquela gente, é que a memória vai sendo cada vez mais curta...
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quarta-feira, 8 de maio de 2013

Ainda o caso do rádio de pilhas do guerrilheiro

Agenda.
Lembram-se do caso do rádio de pilhas na consciência de um alferes ranger? Pois amanhã sobe à cena. Assim:

Estórias do Mato - a guerra colonial em palco

de 9 a 12 de Maio de 2013, pelas 21h30
Teatro Helena Sá e Costa
(Rua da Escola Normal, 39, Porto, TLF Bilheteira: 225 193 760)

Dramaturgia e encenação de Pedro Estorninho e música original de José Mário Branco, espectáculo criado a partir do livro "Não sabes como vais morrer" de Jaime Froufe Andrade (4ª edição, Colecção Memória perecível, AJHLP).


Sinopse:
No começo de um dos muitos debates que se têm feito sobre a guerra colonial e sobre os ex-combatentes, Alferes Isidro conta-nos a sua história, transportando-nos numa analepse que nos coloca no seu último dia de guerra e de África onde se encontra numa situação de espera com o Sargento João, contando um ao outro as suas histórias de guerra e do mato.


Dados sobre o espectáculo:
Duração: (aprox.) 1h
Classificação: maiores de 12 anos
Bilheteira: 225 193 760 / 961 631 382 (Aberta em dias de Espectáculo, duas horas antes do mesmo)
Preçário: Bilhetes Ex-Combatentes: 5€; Bilhetes Normais:10€; Bilhetes Jovens (25 anos)/Estudantes/ Reformados e Profissionais do Espectáculo: 5€: Grupos com ou mais de 10 pessoas: 7,50€
Teatro Helena Sá e Costa, Rua da Escola Normal, 39 Porto.

Ficha Artística:
Texto original: Jaime Froufe  Andrade
Dramaturgia e Encenação: Pedro Estorninho
Música Original: José Mário Branco
Direcção de Produção: Inês Leite
Interpretação: José Topa, Paulinho Oliveira, Pedro Estorninho, Pedro Roquette;
Cenografia: Paulo Barrosa
Figurinos: Inês Mariana Moitas
Desenho de Luz e Som: Romeu Guimarães

Ficha Técnica:
Trailer e Registo Vídeo: Eduardo Morais
Registo Fotografia: Pedro Ferreira
Design Gráfico: Makeup Design / Augusto Pires
Documentário televisivo: TKNT (Co-Produção com o TEatroensaio)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Em Mortágua, oficialmente a Guerra Colonial não existiu

Rua do Dr. João Lopes de Morais, Mortágua
Não, não é um lapso nem uma gralha. Em Mortágua há um monumento de homenagem aos mortos do concelho "em defesa do ultramar". E, não, não foi erigido nem inaugurado antes de 25 de Abril de 1974. A data da homenagem é um pedaço mais fresca... Portanto, em Mortágua, oficialmente, a Guerra Colonial não existiu.
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

As cinzas de Majdanek e limites éticos para a Arte

A alegada utilização de cinzas alegadamente recolhidas, por um artista sueco, num crematório do campo de extermínio nazi de Majdanek, na Polónia, na elaboração de uma pintura indignou muito justamente a comunidade judaica e abriu uma perturbante polémica acerca dos limites da Arte, segundo resulta da notícia do "Público" em linha actualizada às 18h16 de hoje.
Algumas breves e talvez apressadas considerações sobre o assunto:
Se tiverem sido efectivamente utilizadas cinzas humanas, a profanação e a utilização do seu produto ultrapassam em muito os mais tolerados limites éticos da criação artística e o autor colocou-se ao nível dos nazis que praticaram toda a sorte de violências, abusos e utilizações, incluindo "artísticas", das suas vítimas, que me escuso de enumerar.
E se isso aconteceu, levanta-se um problema muito sério quanto ao destino a dar à "obra" em causa (e às cinzas que sobraram), pois não deixa de ser inquietante que ela se mantenha disponível para a fruição - gratuita ou onerosa... - de quem quer que seja e que se perspective inclusivamente o chocante definitivamente chocante da sua valorização comercial.
Na hipótese de serem falsas, quer quanto à natureza quer quanto à origem, estaríamos perante um embuste inapelavelmente repugnante, pela instrumentalização obscena da memória do sofrimento de milhões e milhões de seres humanos.
Calculo que, como todas as polémicas, esta há-de ficar em breve sepultada no esquecimento. Mas espero que deixe algumas pistas de reflexão sobre os limites éticos da Arte, a exemplo do que aconteceu há muitos anos com as discussões de bioética sobre a utilização, pela comunidade científica, dos dados e resultados das "experiências científicas" do bando de "médicos" nazis com cobaias humanas obtidas nos campos de extermínio, utilização essa que só legitimaria os objectivos e os métodos do Dr. Megele e sua trupe.
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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Memórias do outro Salazar


Em todas as vezes que visitei a Casa-Museu Abel Salazar, nunca deixei de impressionar-me com uma enorme fotografia na qual se representa o cientista, artista, pedagogo, pensador e antifascista arrumando, numa carroça sumária, o que lhe restava do seu laboratório de Histologia na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, de onde foi expulso em Junho de 1935, por inapelável ordem do outro Salazar, o botas de Santa Comba. É uma inúmeras verdadeiras memórias de Salazar que não podemos branquear.
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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Histórias da Guerra Colonial

Depois de amanhã, sexta-feira, em Fânzeres, Gondomar, uma tertúlia com memórias da Guerra Colonial:

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As verdadeiras memórias de Salazar

Alguém poderá, por caridade, ter a bondade de explicar ao presidente da Câmara Municipal de Santa Comba Dão que as verdadeiras memórias de Salazar (António de Oliveira) são os perseguidos, os prisioneiros, os torturados e os mortos pela PIDE; os feridos, os estropiados e os mortos da Guerra Colonial; os trabalhadores longamente explorados e os trabalhadores que lutaram pela sua emancipação; aqueles que ousaram pensar de forma diferente e dizer ou escrever ou proclamar de alguma forma o que pensavam, e foram presos, torturados, perseguidos e mortos por isso, ou por causa disso perderam empregos e sustento e tiveram de partir para o exílio; os emigrantes à força e em fuga a um país atrasado e miserável e a um regime opressor; as hordas de analfabetos e semi-escolarizados do regime e todas as incontáveis vítimas de meio século de obscurantismo, de atraso económico, social, cultural, educativo e sanitário?
Alguém, por caridade, poderá explicar ao presidente da Câmara de Santa Comba que insistir e defender como "marca" a memória de Salazar é uma ofensa gratuita e obscena a todos quantos sofreram sob o fascismo de Salazar e todos quantos sofrem a memória do sofrimento infligido a seus pais, avós e bisavós, e nem sequer reconhecem em tamanha ofensa o efeito da reabertura de feridas, porque tudo por quanto passaram os primeiros, e é herança moral dos que deles nasceram, permanecerá na infinitude dos tempos como uma chaga viva que jamais sarará?

Agradecido.
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