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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Atenção malta das redes sociais

Nem de propósito: a Comissão de Queixas da Imprensa britânica (PCC, no acrónimo inglês) acaba de considerar que o conteúdo de mensagens partilhadas em redes sociais, mesmo em pequenos grupos, pode ser replicado nos jornais.
A decisão do órgão de auto-regulação da indústria responde a uma queixa de uma cidadão, trabalhadora no Departamento de Transportes, contra os jornais "Daily Mail" e "Independente on Sunday", que transcreveram mensagens na sua conta no "Twitter" contendo revelações sobre a sua vida e o seu trabalho e que ela esperava permanecerem confinadas ao universo de 700 "seguidores".
A PCC considera que a publicação das mensagens não violou o dever de respeito pela privacidade dos cidadãos por ser claro que a audiência potencial é muito maior do que, no caso, as 700 pessoas que a seguem, desde logo porque aquelas podem facilmente reencaminhadas para uma audiência maior.
Moral da história: atenção malta das redes sociais, não escrevam nada nos facebooks, nem nos twitteres, nem nos blogues que não possam dizer em público. Pode haver um transcritor de mensagens em posição de escuta...
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Nem tudo o que tem pernas anda; nem tudo o que "acontece" é notícia

Ouvi há muitos anos uma expressão que nem sei se corresponde a um autêntico e validado rifão popular ou a uma charada mais ou menos conhecida. Rezava mais ou menos assim: "Bem tudo o que tem pernas anda". A solução estava à vista: uma cadeira, por exemplo, tem pernas e não anda.
Ocorreu-me o talvez falso-rifão ou a talvez falsa-charada a propósito de uma "onda" recente e muito demonstrativa de um certo jornalismo (muito) preguiçoso, que valoriza artificialmente fenómenos, que não chegam a ser sequer epífenómenos quanto mais fenómenos, acontecentes nas redes sociais, como se revestissem os significados e as importâncias que tantas vezes se lhes atribui.
Já nem falo (fica para outra altura, se puder) do facto de jornalistas utilizarem a circunstância (e o truque) de, participando num grupo de uma rede social, aproveitarem como notícia os desabafos e as informações nele partilhados. Tal prática, mesmo tratando-se de um perfil ou de um grupo expressivamente numeroso, parece-me incorrecta, mal-educada, descortês, antes mesmo de chegar a ser anti-ética e violadora da elementar regra deontológica da lealdade. De facto, basta-me saber desde pequenino que não se escuta às portas para nem sequer discutir a deslealdade de certos processos...
Falo agora, e muito concretamente, da estranha "notícia", dada à estampa ontem, por pelo menos dois diários, segundo a qual uma iniciativa de um grupo de pessoas na rede social Facebook, destinada a mobilizar um milhão de pessoas para uma manifestação na Avenida da Liberdade "pela demissão de toda a classe política", já teria "juntado 9248 pessoas em dois dias" ("Diário de Notícias") e verificado a "adesão de menos de três dias" ("i").
Ambas as notícias merecem leitura atenta e análise de conteúdos mais competente do que a minha (ou para a qual não estou agora com tempo), ainda que tal exercício nos possa levar muito, mas muito longe... Mas o que agora me interessa relevar é o facto de:
a) Nenhuma das peças ter a preocupação de identificar os promotores de tamanha iniciativa, tendo em conta que esse é um elemento relevante para a avaliação (social, cívica, política) da importância do facto, que se pretende projectar como "evento" social e politicamente relevante;
b) A peça publicada no "i" citar mesmo um "comunicado enviado pela administração do movimento, que não se pretende identificar" (já agora, enviado a quem?!) e um "porta-voz" que não identifica, assumindo assim o pesado encargo de conferir credibilidade a uma fonte anónima (vejam bem a diferença: anónima e não confidencial);
c) Ambas assumirem acriticamente que todos os internautas que se "adicionaram" ao grupo aderiram à causa, conforme decorre dos títulos e pós-títulos e dos textos, como se todas as pessoas - os jornalistas incluídos! - que se "adicionaram" a apoiassem de facto.
Ora, basta "espreitar" o grupo para perceber de uma assentada duas coisas muito claras:
1.ª - O grupo tem um conjunto de "administradores", pelo que os jornalistas têm condições para verificar a veracidade da sua identidade, confrontá-los com perguntas e pedidos de esclarecimento, perguntar por que razões não dão a cara por um movimento que, se é tão democrático como isso e quer "demitir toda a classe política", não pode deixar de dizer quem é e ao que vem.
2.ª - Entre os "outros membros" há, nitidamente um conjunto de pessoas que, por motivações múltiplas, está ali, "à cuca", a ver o que acontece e que entre elas há até - imagine-se! - muitos jornalistas, pelo que é de perguntar, sem ofender ninguém, se todos eles "apoiam", "aderem", "se juntam" a tal "movimento"!

(O seu a seu dono e passando a publicidade, mas apenas por respeito ao direito de autor: a imagem da cadeira foi obtida aqui através da Internet como poderia ter sido noutro sítio)

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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Cruzamento de blogues

Sem mais delongas e muito menos comentários, convido-vos a ler este postal do Vítor Dias e tudo o resto que for achado como necessário.
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domingo, 30 de janeiro de 2011

O WikiLeaks e a bufaria electrónica

Foi noticiado há dias que o jornal norte-americano "The New York Times" estuda a eventual criação de uma "Unidade de Transparência", idêntica à criada pela cadeia de televisão "Al Jazeera", destinada a receber anonimamente documentos secretos, replicando o modelo do sítio WikiLeaks.
Para o efeito, o jornal disponibilizaria uma caixa de correio anónimo dotada de um sistema codificado que não permitiria o registo dos dados do informador.
As autoproclamadas "Unidades de Transparência", consumada, uma, na estação de televisão "Al Jazeera" e em estudo, outra, no jornal "The New York Times", têm muito pouco de transparente e levantam sérias reservas.
Como jornalista, leitor e cidadão, quero crer que os jornalistas não usam fontes anónimas, embora possam usar fontes confidenciais, que são coisa diferente. Ou seja, embora preservem a identidade das suas fontes - portanto, confidenciais - , os jornalistas sabem quem são, o que as move, que agenda possuem. Por isso isso devem distanciar-se delas, não seguir a sua agenda, não cumpliciar-se nas suas motivações...   
Ora, o que este sistema de delação electrónica faz é algo muito diferente, que só pode - só deveria! - suscitar a desconfiança: é assegurar à partida, e como condição prévia, o anonimato das fontes. Como se a identidade, as motivações e a agenda fossem indiferentes na ponderação jornalística do material disponível.
Podem chamar-me bota-de-elástico e outros tantos epítetos, mas, para mim, a aceitação - e, pior, a promoção - destas técnicas de recepção de informações está a anos-luz do jornalismo: não passa de bufaria.
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sábado, 15 de janeiro de 2011

Top5 das notícias +Lidas nos diários em linha (2)



 "Correio da Manhã"

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Top 5 das notícias +Lidas nos diários em linha

Por volta das 00:30 de hoje, as notícias mais lidas nas versões em linha dos jornais diários portugueses eram as seguintes:

"Público":
  1. Polícia afasta premeditação no homicídio de Carlos Castro
  2. Preparativos para ajuda do FMI a Portugal já começaram
  3. Ex-procurador em Nova Iorque critica falta de assistência jurídica a Renato Seabra
  4. Sócrates diz que Portugal não vai pedir ajuda externa porque "não precisa"
  5. O exoplaneta rochoso e quente Kepler 10-b
"Diário de Notícias":
"Ionline":
"Jornal de Notícias":
"Correio da Manhã":

sábado, 8 de janeiro de 2011

Ainda o fim do "Contra-Informação"

O Provedor do Telespectador abordou esta noite, no programa "A Voz do Cidadão", o fim do programa "Contra-informação", na sequência de protestos dos telespectadores.
Ouviu queixosos, ouviu o Director de Programas, José Fragoso, e ouviu a directora-geral da Mandala, a produtora do programa. Paquete de Oliveira fez a Mafalda Mendes de Almeida a pergunta que, pelos vistos, se impunha fazer: se houve pressão política para que o programa acabasse.
Mafalda Mendes de Almeida respondeu - e escrevo de memória - que em 15 anos de relação nunca sentiu qualquer pressão, censura ou interferência e elogiou a sensibilidade e a honestidade de Fragoso, embora discorde da leitura deste segundo a qual o programa se esgotara. Porque, especialmente nesta altura, o humor político faz falta, sustentou. 
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domingo, 2 de janeiro de 2011

O fim do caso Ensitel

Com atraso:
O caso Ensitel, a que me referi aqui, parece ter terminado, depois de um significativo passo da própria empresa, numa atitude, até de grande humildade, que foi saudada por frequentadores de redes sociais. Talvez tenhamos aprendido todos um pouco com o caso.
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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Sobre o caso Ensitel vs. Maria João Nogueira

O caso Ensitel versus Maria João Nogueira é para ser seguido com interesse, pelo essencial que ele coloca em debate: o questionamento do paradigma do Estado de Direito que situa nos tribunais a resolução dos conflitos por novos métodos - no caso, um diferendo entre um cliente e uma empresa e vice-versa vazado no espaço público - que projectam a querela, de forma irrevogável, muito para além da esfera judicial e derrubam inapelavelmente as paredes dos tribunais, lá onde, segundo nos ensinaram, as partes em confronto buscam "a paz jurídica".

Aditamento: Vejam bem como Maria João Nogueira termina o seu postal de ontem sobre este assunto:
5 - A única coisa que pretendo, é que me deixem em paz (e aos meus posts).
Nem mais, nem menos.
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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Leituras e posições sobre o WikiLeaks

Há dias, fiz aqui uma leitura (despretensiosa, juro) de alguns pormenores que despertaram o meu interesse na "espreitadela" que o "Público" foi dar à cave secreta do "El País", onde uma elite de jornalistas ungidos se afadiga na interpretação sigilosa dos telegramas diplomáticos que o WikiLeaks anda a despejar.
Tão sigilosa e tão estranha que, sem prejuízo de muitas e mais diversas leituras que certamente existem, me suscitou uma apreensão quanto a um elemento fundamental que dela releva: a erosão na camaradagem na Redacção do jornal, que resulta, não apenas de um excesso de reserva e de cautela, mas sobretudo de uma absoluta e grotesca descofiança e de um doentio secretismo que o texto de algum modo denuncia.
Estava longe de imaginar que tal leitura, nem como a hipótese que ali coloco de que "essa cave de rumores tenha escavado um bom pedaço a camaradagem entre os jornalistas", representaria uma tomada de "posição" em leitura "diametralmente aposta" à do Prof. Azeredo Lopes.
Tendo em conta a escassez de tempo que me penaliza, tenho-me limitado a ir anotando algumas observações sobre o "caso", como fiz aqui e aqui. Talvez um dia destes tenha condições para reflectir um pouco mais aprofundadamente e talvez tomar aquilo a que se possa chamar "uma posição".  

domingo, 19 de dezembro de 2010

A câmara secreta do "El País"

Venho chamar a atenção para a magnífica estória no "Público" de ontem, no suplemento "P2", de cuja capa reproduzo o fragmento ao lado, de minha inteira responsabilidade (quanto à delimitação do fragmento, claro). Abre-se e encontra-se um texto distribuído pela área de um buraco da fechadura através do qual o jornalista Nuno Ribeiro nos ajuda a "espreitar" para aquilo que misteriosamente intitula "Na sala do Projecto C".
O texto (a coisa é tão secreta que nem fotos parece haver) conta como os directores dos cinco jornais seleccionados pelo WikiLeaks para darem credibilidade aos 251 mil telegramas diplomáticos mais ou menos classificados se entenderam entre si e com o referido sítio para divulgarem os ditos telegramas (data da erupção mediática incluída).
Mas conta-nos também a mise en scène no seio do próprio "El País" e os cuidados conspirativos necessários à grande operação do século em que uma equipa especial mergulhou durante largo tempo para seleccionar e estudar os telegramas: uma sala sem janelas; paredes cinzentas; uma trintena de computadores; uma máquina trituradora de papel (de segredos, portanto, irremediavelmente reduzidos a fragmentos); "com o óculo da porta tapado por um jornal", calcula-se, claro está, para que ninguém ouse espreitar pelo dito (pena que seja tapado por um jornal, porque um jornal há-de significar, suponho, uma janela debruçada sobre a verdade...); uma sala, numa cave, protegida pelo mais blindado segredo (atenção ao intertítulo "Na cave de todos os rumores") e à qual apenas os ungidos pelo supremo dom de guardar sigilo podem aceder e nela zelar (em sigilo absoluto e estando aliás vedada a utilização da rede informática da casa) pelo esplendoroso tesouro electrónico do senhor Julian Assenge, sem que possam transvasar uma sílaba que seja para um camarada.
"A vida na Redacção passou a ter dois ritmos diferentes. O do quotidiano visível e o da cave. Sem informação, com a vigência do sigilo, apareceram dúvidas. (...) Os jornalistas envolvidos escudavam-se em evasivas sobre a natureza da sua estranha reunião permanente. 'Não posso dizer nada, porque senão despedem-me', respondeu um dia o subdirector Jan Martinez Ahrens. O espaço onde só uns podiam entrar passou a ser a cave de todos os rumores", conta Nuno Ribeiro.
Calculo que essa cave de rumores tenha escavado um bom pedaço a camaradagem entre os jornalistas...
    

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Lumpenelectrónico

É um azar diabólico almoçar (ou jantar) num restaurante com dois os três televisores sintonizados cada qual num canal diferente dos demais e com um sistema de altifalantes jorrando música de duvidoso gosto proveniente de um outro aparelho e em alto volume. Acontece muito e chateia bastante.
Mas pior, muito pior, é quanto o restaurante sintoniza o(s) receptor(es) de televisão num reality show no qual os concorrentes parece que fingem que são todos amigos, mas, pelos vistos, fartam-se de espetar facadas uns nos outros para gáudio dos telespectadores e desatam em alta gritaria a horas convenientes à programação da estação.
Tive o azar de assistir hoje a uma coisa dessas (obrigado, mas não frequento por minha iniciativa) e inquietei-me com o espectáculo deplorável dentro da caixinha mágica e com os comensais arregalando a orelha e assestando os olhos no receptor. Parecem aqueles vizinhos salivando por zangas alheias e atentos a todos os ruídos do prédio. Se o velho Carlos das Barbas vivesse isto, talvez lhes chamasse o lumpenelectrónico.
Mas pior, ainda muito pior do que isto, é a coisa ser mascarada de assunto com interesse jornalístico - e vá lá saber-se o que isso significa!
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

ONU contra pressão sobre o WikiLeaks

A Alta Comissária da Organização das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, manifestou-se hoje preocupada com as pressões exercidas sobre as empresas que oferecem serviços ao sítio WikiLeaks.  
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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

"Links Wikileaks – e por favor não me contactem mais…"

O título é exactamente assim: "Links Wikileaks – e por favor não me contactem mais…" Rui Cruz, o primeiro português a alojar um espelho do WikiLeaks, etc., etc., etc., está farto de ser incomodado com pedidos de entrevista e, além do mais, que publicam o que imaginem que ele disse.
Fixemos o que escreve aqui:
"Estou receoso? Sim. Com medo, talvez não. Mas como homem assumo o que faço. O site vai-se manter, até dar. Na opção de “ou o site vai abaixo ou você vai dentro”, escolho obviamente o meu conforto pessoal como pessoa livre."
E, a seguir:
"Eu fiz isto pela liberdade de circulação de informação na Internet. O fecho por ataques do Wikileaks.org foi um infortúnio e ajudei a espalhar a palavra. Sou Português e publico a informação no meu site. Sabe-se lá como, passado um dia, todos acham que “eu” dei força ao site, que “eu” fiz tudo, e que todos querem uma entrevista comigo. Poupem-me."

Mark Blyth: A austeridade é uma ideia perigosa


Fonte: mãos amigas na Rede, i.e. este vídeo de um professor de Economia explicando com palavras e exemplos simples a trapalhada da austeridade chegou-me por correio electrónico (nesta versão portuguesa aparentemente do Esquerda.Net), está "postada" em blogues, sítios diversos...
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O WikiLeaks e o cartel dos cinco grandes jornais

De uma interessante reflexão de Pascual Serrano sobre a relação entre o WikiLeaks e o que designou - e bem - cartel de meios de informação:
Quiénes parecía que subvertían las formas de comunicación del siglo XXI optaron por ofrecer en exclusiva y de forma privilegiada la documentación a cinco grandes medios de comunicación mundial: The New York Times, The Guardian, Der Spiegel, Le Monde y El País. Días después de que las direcciones de estos periódicos los tuvieran en su poder, los ciudadanos seguimos sin poder acceder a los documentos en la web de wikileaks.
Por su parte, los cinco periódicos se organizan en un cártel -como bien ha denominado Juan Carlos Monedero- y se coordinan. Según han reconocido, "hay un acuerdo sobre la publicación simultánea de los mismos documentos de relevancia internacional y las fechas de su difusión". Afirman que "tienen autonomía para decidir sobre la selección, valoración y publicación de las comunicaciones que afecten a sus países", es decir a cinco países del bloque occidental, toda la información referente al resto del mundo está filtrada por ellos. "Únicamente serán publicados aquellos papeles que consideremos que no representan una amenaza para la seguridad de personas o de países", han afirmado. En concreto El País reconoce que "ha decidido aceptar los compromisos a los que The New York Times llegue con el Departamento de Estado para evitar la difusión de determinados documentos".
La connivencia entre wikileaks y el cártel de los cinco es absoluta. Desde su twitter, wikileaks ya se remitía a ellos asumiendo que su página quedaría fuera de servicio. Y lo que anuncia en la red social son enlaces a las páginas de los periódicos.
No sé si el origen de wikileaks era limpio y honesto, lo que sí parece claro es que se está convirtiendo en un sujeto domesticado. Hasta el primer ministro israelí, Benjamín Netanyahu, ha afirmado que los documentos dan la razón a su gobierno en la valoración de la amenaza iraní.
No debemos descartar que, ante la pérdida de credibilidad de la información que hacen pública los gobiernos, se esté recurriendo a formas imaginativas que, bajo la aureola de espontaneidad, filantropía y mitificación de internet, no sea más que el mismo perro con distintos collares. Que, por ahora, la única iniciativa concreta contra el fundador de wikileaks sea algo tan peregrino como acusarle de una violación, resulta bastante pintoresco.
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sábado, 4 de dezembro de 2010

Federação Internacional de Jornalistas contra perseguição ao WikiLeaks

Notícia atrasada: a Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) condenou a perseguição ao WikiLeaks pelos Estados Unidos da América (EUA), considerando "inaceitável que se tente negar às pessoas o direito de saber", conforme se pode ler aqui.
Para o secretário-geral da FIJ, Aidan White, a resposta dos EUA às revelações do sítio "é desesperada e perigosa porque contraria os princípios fundamentais da liberdade de expressão e da democracia”.
A FIJ não tem posição sobre a divulgação de 250 mil telegramas de embaixadas dos EUA em vários pontos do Mundo, mas saudou o recurso a "canais jornalísticos respeitados para a filtragem da informação" - os jornais "Der Spiegel" (alemão), "The Guardian" (britânico), "The New York Times" (norte-americano) e "El Pais" (espanhol) - para que a informação fosse "processada por jornalistas profissionais sérios que estão bem cientes das suas responsabilidades para com o público e para com as pessoas envolvidas nestas revelações".
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sábado, 27 de novembro de 2010

O fim do "Contra-informação", a "censura política" e a liberdade para acusar

Tem sido obviamente notícia o fim do (saboroso) programa "Contra-Informação" que a RTP transmite há 14 anos. É uma pena. Segundo O DN e o JN de hoje, a RTP considerou que o formato se "esgotou" e o "ciclo chegou ao fim". É uma opção e não me consta que a RTP não possa tomá-la, mesmo que eu tenho pena de que o programa acabe.
Trago o assunto apenas por causa das declarações atribuídas hoje pelo "Correio da Manhã" a Bagão Félix:
"Digo convictamente que o fim do 'Contra-Informação' é censura politica. O programa, simplesmente, não interessa ao primero-ministro! Vou ter muitas saudades."
E eu, que estou muito longe de ter um primeiro-ministro do meu interesse, digo com convicção que me incomoda a vulgarização irresponsável de acusações deste tipo. O Dr. Bagão Félix tem certamente liberdade para acusar. Mas daria assim muita maçada explicar pelo menos um bocadinho a acusação que faz - é "censura política" por quê?, baseado em que factos? E por aí fora...

Aditamento: Também o "Público" explica o fim do programa com o esgotamento do modelo.
.Aitamento

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Limparam a MERDA

que estava aqui.

Não sei se era um problema de higiene se era um problema de consciência. Ou ambos.
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