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domingo, 3 de abril de 2011

Ambivalências


As pessoas e a publicidade.
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sábado, 2 de abril de 2011

Negócios espirituais


"Fazem-se limpezas espirituais". E às carteiras também.
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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Fobia da velhice

"Porque somos uma sociedade juvenilizada, com fobia da velhice e da morte." Uma frase para ficar a pensar. Está num texto de Helena Norte, na "Reportagem de Domingo" que o "Jornal de Notícias" publica hoje, sobre o problema bem actual dos idosos sós.
Notem: A fobia não é em relação ao envelhecimento; é em relação à velhice. O primeiro é um processo progressivo, natural, que cresce connosco; a segunda acontece de repente, surpreende-nos na esquina do tempo.
E o tempo, paradoxo singular, parece curto não obstante o aumento a esperança de vida. Como se tivéssemos demasiada pressa em viver e os idosos fossem um estorvo.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Top5 das notícias +Lidas nos diários em linha (2)



 "Correio da Manhã"

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Top 5 das notícias +Lidas nos diários em linha

Por volta das 00:30 de hoje, as notícias mais lidas nas versões em linha dos jornais diários portugueses eram as seguintes:

"Público":
  1. Polícia afasta premeditação no homicídio de Carlos Castro
  2. Preparativos para ajuda do FMI a Portugal já começaram
  3. Ex-procurador em Nova Iorque critica falta de assistência jurídica a Renato Seabra
  4. Sócrates diz que Portugal não vai pedir ajuda externa porque "não precisa"
  5. O exoplaneta rochoso e quente Kepler 10-b
"Diário de Notícias":
"Ionline":
"Jornal de Notícias":
"Correio da Manhã":

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O parque privativo da Servilusa na Capela das Almas


Protesto público

À consideração de quem de direito,

Não sei de que especiais prerrogativas goza a Servilusa, mas causa-me muita impressão esta cena quotidiana - o aparcamento em plena faixa de rodagem condicionada ao trânsito automóvel (só para moradores/estabelecimentos) na Rua de Santa Catarina, Porto, no início do troço entre as ruas de Fernandes Tomás da Firmeza, mais concretamente, em plena fachada da Capela das Almas.

De facto,

1. Não há polícia que autue, em função da óbvia e reiterada infracção?
2. Não há reboque que remova, em consequência da ocupação ilegítima da faixa de rodagem, ainda que de uso condicionado para automóveis?
3. Não há organismo de protecção do Património que estranhe e impeça o prejuízo tão permanente à leitura do magnífico monumento?
4. Não há reitor de capela que se indigne com tamanho abuso?; não há morador/comerciante nem peão que se incomodem?
5. Toda a gente acha normal?! 
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    sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

    Logo hoje,


    ... a ameaça do Apocalipse, apanhando os desprecatados automobilistas em pleno entusiasmo natalício. Estranha noção de oportunidade, a destes propagandistas.
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    quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

    Lumpenelectrónico

    É um azar diabólico almoçar (ou jantar) num restaurante com dois os três televisores sintonizados cada qual num canal diferente dos demais e com um sistema de altifalantes jorrando música de duvidoso gosto proveniente de um outro aparelho e em alto volume. Acontece muito e chateia bastante.
    Mas pior, muito pior, é quanto o restaurante sintoniza o(s) receptor(es) de televisão num reality show no qual os concorrentes parece que fingem que são todos amigos, mas, pelos vistos, fartam-se de espetar facadas uns nos outros para gáudio dos telespectadores e desatam em alta gritaria a horas convenientes à programação da estação.
    Tive o azar de assistir hoje a uma coisa dessas (obrigado, mas não frequento por minha iniciativa) e inquietei-me com o espectáculo deplorável dentro da caixinha mágica e com os comensais arregalando a orelha e assestando os olhos no receptor. Parecem aqueles vizinhos salivando por zangas alheias e atentos a todos os ruídos do prédio. Se o velho Carlos das Barbas vivesse isto, talvez lhes chamasse o lumpenelectrónico.
    Mas pior, ainda muito pior do que isto, é a coisa ser mascarada de assunto com interesse jornalístico - e vá lá saber-se o que isso significa!
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    segunda-feira, 22 de novembro de 2010

    Mulheres assassinadas: números que incomodam

    39
    é o número de mulheres assassinadas este ano, vítimas de violência doméstica e de género, segundo os dados provisórios anunciados hoje pelo Observatório das Mulheres Assassinadas (OMA) da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR).
    37
    é o número de tentativas de homicídio.
    64%
    das mulheres foram mortas por pessoas com quem tinham uma relação.
    36%
    das mulheres assassinadas tinham entre 36 e 50 anos;
    31%
    tinham entre 24 e 35 anos;
    25%
    tinham entre 18 e 23 anos.

    Números destes incomodam. Não é preciso explicar por quê. Só é necessário acabar com eles, não é?
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    domingo, 21 de novembro de 2010

    Pensamento do dia

    "Não custa nada ter grande ideias se não se tenciona executá-las"

    Filósofo anónimo do séc. XXI

    quarta-feira, 22 de setembro de 2010

    Dia portuense com fiscalização

    Até há momentos (14:20) utilizei hoje quatro vezes o Metro do Porto. Outras tantas vi a fiscalização activa. Será má língua perguntar se caçava eventuais borlistas à boleia do Dia Europeu sem carros?
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    sábado, 4 de setembro de 2010

    Potenciais autores de livros de auto-ajuda

    "Com este optimismo, um dia destes, os treinadores ainda vão escrever livros de auto-ajuda!", exclamou a rapariga, não se contendo diante do televisor do café, do qual saiam mais ou menos estas palavras do seleccionador-adjunto da Selecção de Futebol: "O que aconteceu hoje (empate com a selecção do Chipre, por 4-4) pode acontecer a qualquer altura; podia ter acontecido há três anos, como pode acontecer daqui a quatro de certeza..."
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    domingo, 8 de agosto de 2010

    Verbalizações do Amor

    (Inscrição em taipal de obra, Lamego)


    sexta-feira, 16 de julho de 2010

    Maria Eduarda

    "Maria Eduarda, d'Os Maias, do Eça. Foi nela que me inspirei para escolher o nome para ti".

    aqui observei que se ouvem as coisas mais espantosas e mais íntimas em qualquer lugar. Esta, escutei-a ao almoço, de uma mãe que, na mesa no restaurante atrás das minhas costas, se reunia com a família - três gerações, segundo percebi. E ainda estou para perceber por que razões aquela personagem trágica queirosiana haveria de "inspirar" o nome desta adolescente.


    domingo, 11 de julho de 2010

    Jornalismo, Polícia e "bairros problemáticos"

    Um rapper, um oficial de polícia e um jornalista. Três olhares e três vozes para lançar um debate: "Jornalismo, Polícia e "bairros problemáticos" (As aspas já dizem tudo?...). É quarta-feira, dia 14, às 22 horas, no Chapitô, em Lisboa, numa organização do Sindicato dos Jornalistas com o apoio e a logística do Chapitô. Participam o rapper e activista LBC, o comissário Paulo Flor, da PSP, e Pedro Coelho, editor de Sociedade na SIC. A moderação está a cargo de Nuno Ramos de Almeida, da Direcção do SJ.
    As perguntas de lançamento do debate são estas: Como tratam os jornalistas aquilo que acontece nos bairros sociais? Conseguem ter uma visão jornalística dos acontecimentos ou tendem a agravar a discriminação que muitos dos habitantes dos bairros pobres são sujeitos? Existe um jornalismo sobre assuntos policiais ou apenas existe um jornalismo que divulga os dados filtrados por fontes policiais? Como tratar jornalisticamente os problemas da criminalidade sem tropeçar na justificação social dos crimes ou na aceitação acrítica das acções policiais?

    domingo, 4 de julho de 2010

    Tecnologia contra tecnologia

    Título no JN de hoje:
    "Produtoras estão a rejeitar actrizes que tenham feito plásticas"
    Pós-título:
    "Parecem muito artificiais nos ecrãs de alta definição e 3D"
    Moral da história:
    Perdidas por não terem cão e perdidas por terem.

    domingo, 23 de maio de 2010

    Touradas, apesar de Hemingway e de Lorca

    As imagens da impressionante cornada sofrida pelo toureiro Julio Aparicio, na passada sexta-feira, na praça de touros de Las Ventas, em Madrid, continuam a correr mundo e a fixar-se de plasmar-se de forma indelével na memória internâutica.

    Apesar de Ernest Hemingway e de Frederico Garcia Lorca, o género está longe de atrair-me, mesmo numa perspectiva estética - que é a primeira de tantas desculpas... - e causa-me repulsa. Há muito que o sofrimento de animais e de homens para gáudio da populaça deveria ter sido banido. É uma questão de Civilização e uma questão de Decência.

    domingo, 28 de março de 2010

    Fraquezas

    O "Jornal de Notícias" de hoje publica o caso singular de uma magistrada do Ministério Público punida disciplinarmente com dois anos de suspensão da sua actividade, por ter sido apanhada a furtar duas peças de roupa - uma gabardina e uma camisa - num estabelecimento comercial.
    As singularidades ilustram como é tão frágil o ser humano, mesmo quando possui, como é o caso, o enorme poder de perseguir e conduzir perante a Justiça os que prevaricam e agem à margem dela ou contra ela. Não me surpreendeu. Levo anos de vida e de experiência(s) suficientes para conhecer debilidades e fraquezas. E, todavia, não deixo de acreditar na Justiça nem nos seus agentes.

    terça-feira, 16 de março de 2010

    Ainda que mal pergunte...

    ... ou sou eu que ando muito distraído e ainda não dei conta de que o que pergunto é disparate, ou esta proposta de Pedro Santana Lopes apanhou muito mais gente distraída do que aponta o Vítor Dias?
    Os distraídos são evidentes: os militantes do PSD, incluindo os candidatos que se apressaram a condenar a alteração estatutária quando a bronca surgiu mas que simplesmente se tinham esquecido de ler atempadamente a proposta e os Estatutos em vigor e de intervir sobre elas no Congresso; e todos quantos se têm entretido a perorar sobre o assunto sem terem feito o trabalho de casa (lá está, ler os Estatutos em vigor e as alterações propostas/aprovadas...). 

    sábado, 6 de março de 2010

    Livros condenados ao aço

    Gosto de livros. De ler e de possuir livros. E de voltar a lê-los, por prazer ou por necessidade (e é tão bom ter necessidade de ler!). Possuo imensamente menos livros do que aqueles que gostaria de ter. Cobiço as montras, escaparates e estantes das livrarias e dos alfarrabistas, medindo as economias. Regozijo-me com a disponibilização dessacralizada de livros entre mercearias e bugigangas (sim, apoio e acho uma festa a venda de livros também em supermercados, aproximando-os de quem com eles menos convive!). E, sobretudo, frequento com alvoroço quase juvenil as bancas ocasionais nas estações do metro e/ou do comboio ou em centros comerciais, nas quais encontro a preços razoáveis obras que noutras alturas não pude comprar e correspondendo, nalguns casos, a edições dignas de bibliófilo.
    Por causa da existência dessas bancas, como também da de muitos alfarrabistas, bem como de feiras de ocasião (livros a preços muito, muito baixos), convenci-me de que se tratava da recolocação em venda de edições que se mantinham em stock nas editoras e que estas escoam as suas existências antigas por esta via, libertando espaço nos armazéns (sabe-se que o custo por metro cúbico anda pela hora da morte...) e realizando alguma receita.
    As notícias - primeiro no "Jornal de Notícias" de 9 de Fevereiro e retomadas nos últimos dias noutras publicações - segundo as quais o grupo Leya destruiu (guilhotinou, dizem eles) milhares de livros de Jorge de Sena, Eugénio de Andrade, e outros autores, sendo igualmente habitual os editores guilhotinarem obras em armazém há tempo excessivo (como medirão os editores o tempo?), fizeram desvanecer essa ilusão ingénua em que vivia.
    Se há assim tanta sobra de livro, a ponto de se destruírem livros, por que razões não se organiza a sua justa oferta a tantas e tantas bibliotecas (de escolas, de colectividades, de sindicatos, de centros de dia e lares de idosos, de estabelecimentos prisionais) que deles necessitam e não têm recursos para a sua compra? E se nessas instituições já abundassem, por que razão não se organiza a venda dessas sobras a custo muito baixo nas praças, nos centros comerciais, nas estações do metro e do comboio, nas praias?
    Leio, incrédulo e indignado, entre as justificações para a destruição, o facto de se tratar, nalguns casos, de exemplares já... manuseados. Estupefacto, passeio os olhos nas minhas pobres estantes e reencontro-me com os livros - "manuseados", mil vezes manuseados sei lá por que mãos! - que adquiri nos alfarrabistas, enquanto a memória me devolve os inúmeros títulos que não pude comprar. E invejo absolutamente os Senas e os Eugénios condenados ao aço da Leya que eu e tantos outros amantes da leitura não pudemos ter, mesmo "manuseados".  
    E dou comigo a interrogar-me que raio de gente será esta.