domingo, 17 de janeiro de 2016

Diz que é uma espécie de critério editorial


O semanário "Expresso" dedica, este sábado, várias peças ao conjunto dos candidatos presidenciais, com espaços diferentes, é certo, mas caracterizando o desempenho de cada um deles, incluindo com apontamentos de reportagem, mais ou menos interessantes ou mais ou menos desenvolvidos e até com considerações mais ou menos opinativas. Por exemplo: "Marcelo joga na autenticidade", assume a repórter que acompanha o candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS.
Mas, chegados ao candidato Edgar Silva, o tratamento apresenta diferenças significativas. Além de verter muito menos em aspectos de reportagem, o texto se centra-se predominantemente no percurso do candidato, na avaliação do seu desempenho posta na boca de dirigentes não identificados e, sobretudo, no seu futuro dentro do partido e da questão que o jornal gosta de alimentar, que é a eventual substituição de Jerónimo de Sousa.
É claro que os jornalistas têm toda a liberdade para fazerem a cobertura dos candidatos como acharem mais importante para os leitores e eu seria o último a sugerir uma uniformidade de tratamento. Mas causa-me alguma estranheza que o enfoque principal da "cobertura", a começar pelo título, esteja tão descentrado em relação ao tema "Presidenciais".