quinta-feira, 19 de junho de 2014

Espanha, um dia serás outra vez republicana

Apesar do deslumbramento da grande imprensa com o acontecimento, 

  1. Há sinais muito claros de que a proclamação do rei de Espanha de hoje não colheu o entusiasmo popular, tão claros que os media não os ocultaram;
  2. É manifesta a natureza ilegítima do poder do rei;
  3. E é tão ilegítima que nem sequer é necessário evidenciar o carácter antidemocrático da proclamação hereditária do chefe de estado;
  4. Embora apresentando-se como democrático e plural, o chamado Estado Espanhol impediu - ou quis impedir... - a expressão pública de discordância e até a simples exibição de "símbolos republicanos";
  5. Apesar do aparelho repressivo, a legitimidade da razão tornou possível a realização de manifestações e a exibição de símbolos republicanos;
  6. É mais que certo que, mais tarde ou mais cedo - e espera-se que mais cedo do que tarde - , cessará a longa "transição" monárquica entre a ditadura fascista de Franco e a afirmação da liberdade e da democracia dos povos que com Portugal partilham a Península Ibérica.

PS - Mais ou menos a propósito: Ainda não percebi por que raio de razões se há-de grafar, em Português, Felipe e não Filipe. É que não há nenhuma razão, rigorosamente nenhuma, para que troquem o nome ao homem.
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